
a gente perdia. pra cacete.
Não se classificava nem entre os 8 do Brasileirão (hoje acabamos em crise quando em sétimo). não revelávamos nenhum guri. tínhamos craques esporádicos, como Gamarra (foto), o zagueiro que nos brindou na era errada. éramos pobres e não mais que 5 mil sócios em dia. o grêmio colecionava títulos. nossas façanhas eram gre-nais. claro, a copa do brasil de 92. mas, no resto, "taças" imaginárias de vitórias no clássico. começávamos o ano se enganando com o Gauchão e bum: a realidade dos confrontos com times do Brasileirão. era muito difícil suportar a flauta no colégio. muito. todas as gurias eram gremistas aproveitando a moda. poucos amigos suportavam a dor de ser colorado comigo. o império otomano nos fez sofrer (google it). os perebas que vestiam nossa camisa nos enchiam de nojo. e a geografia do Beira-Rio continha algo chamado "Portão 8". Local de protestos a cada eliminação e ou derrota vergonhosa. Ali fui atropelado pelo cavalo da Brigada.
Meu pai, um vivente colorado feliz que se deliciou nos 70, anos do maior time montado neste Estado, falava: "filhão? relaxa... vai passar". e passou. ou seja: nós, dessa geração, temos um medo danado de isso voltar. mas, ao mesmo tempo, pra nos irritar, nos fazer xingar, esbravejar, enlouquecer e finalmente voltar os maldito Portão 8 o Colorado vai ter que repetir tudo que citei acima.
Por isso, nova geração colorada, aprendam com nosotros, que éramos vermelhos na época das dores do mundo colorado: calma. Não está tudo errado. Queremos garra sempre, sempre. Mas não está tudo errado como esbravejam nos comentários desse Blog Colorado.
Se corrigir, ganharemos. Mas as correções são bem menores que as que precisávamos nos 90. Vão pela gente...
