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Posts de abril 2010

Os 10 Mosqueteiros

30 de abril de 2010 44

Muita chuva e disposição no Rio de Janeiro./Cleber Mendes/Lancepress

 

  Senhoras e senhores... Tirem as crianças da sala. Corram para as colinas. Salve-se quem puder. Ao que tudo indica, MEU GRÊMIO VOLTOU.

UM POR TODOS E TODOS PELO GRÊMIO

   Técnica e bom futebol, aliados ao espírito valente, de raça, garra, entrega e superação. Esse é o Grêmio que construiu mais de 100 anos de história. E foi esse Grêmio que vi ontem. Gostei muito. Desde o Gre-nal venho destacando essa pegada do nosso time. Que continuem assim, pois elenco nós temos para fazer belos estragos, só tava faltando isso.

OS 3 MOSQUETEIROS

   O que dizer de Jonas, Borges e Douglas?

   Jonas jogou MUITO no 1º tempo. Jogada esplendorosa no lance do 1º gol. Depois de fintar o último zagueiro, cabia uma bomba em direção ao gol, ninguém ia reclamar. Mas ele fez melhor: passe perfeito para Douglas que, em duas tentativas, empatou o jogo. Depois ainda deu belo chute ao gol, forçando ótima defesa de Rafael. Fora isso, foi participativo durante todo o 1º tempo. Na 2ª etapa foi sacrificado no meio, onde compreensivelmente sumiu mais e acabou substituído por Rochemback.

   Borges, o rei da parede. Quase fez um golaço naquela viradinha mortal característica, na qual se livra do zagueiro depois de fazer a parede, com aquela eficiência que lhe é peculiar. O passe pro 2º gol, de Jonas, foi milimetricamente calculado e executado por esse baita camisa 9. E no 2º tempo ficou sozinho lá na frente, batalhando contra 2, 3, até mesmo 4 adversários. Segurando a bola. Tocando pra trás. Perfeito. Saiu extenuado. Foi um guerreiro em campo.

   Douglas: o maestro voltou. O legítimo camisa 10. Distribuiu, segurou o jogo, enfim, atuação digna de elogios só pela parte burocrática. Mas ele foi além: marcou 2 gols e foi decisivo para o placar final. O 2º gol então, além de toda a importância por ser o 3º e por ser com um homem a menos, foi uma jogada individual fantástica. De aplaudir de pé. Golaço.

EUREKA, SILAS

   Nosso professor, em quem depositei tanta confiança quando contratado, e de quem desconfiei tanto nos últimos tempos, enfim parece ter desembarcado no Olímpico. Parece que em Floripa entendeu que o tamanho do Grêmio exige menos encolhimento e mais ocupação do campo adversário. No Gre-nal deu o pulo do gato. Ontem, no Maracanã, EUREKA! É isso! Achou a medida de ousadia com cautela. Percebeu a grandeza do clube que defende. Espero que não mude essa medida, pois está no ponto. Colocar 3 zagueiros depois da expulsão de Rodrigo: apoiei no ato. Íamos ter uma dupla reserva: Rafael Marques e Ozéia. Ele preferiu colocar 3 reservas, deslocando Neuton pra zaga e dando mais segurança ao setor. Ousado sim, mas eu gostei. Laterais virando alas e vambóra que vamo. Quem não arrisca, não petisca.

PROCURA-SE EMPREGO

   Para o bem do futebol e do senhor Francisco Carlos Nascimento, alguém tem vaga de emprego para esse bom homem? Árbitro não vai dar, né amigão. Tá certo que o futebol brasileiro em relação ao sul-americano e até europeu (ou seja, em relação ao mundo) é mais afrescalhado. Talvez por culpa de nossa malemolência, a arbitragem marca mais faltinhas, é mais burocrática e aquela chatice toda. Mas esse senhor exagerou. Deu uns 13 ou 14 amarelos (perdi as contas), sendo a grande maioria, tanto pra nós quanto pra eles, desnecessários. Que vá apitar Ballet. Futebol é esporte de contato. Esses “detalhes” estragam um jogo. Rodrigo expulso ainda no 1º tempo podia ter saído mais caro. Que arbitragem lamentável. Se ele apita um Nacional x Peñarol, acho que apanha dos dois times e as duas torcidas invadem o campo.

RUMO AO PENTA

   Se o time seguir com esse espírito, de um por todos e todos por um, se doando, querendo ganhar sempre, se entregando até o último minuto, olha... Não é exagero dizer que, mais do que em qualquer momento de 2010, nos vejo fortes na briga por essa Copa do Brasil.

Saudações Tricolores!

 

Postado por Lucas Silveira

Grêmio PÓS-GRENAL x Fluminense PRÉ-MURICY

29 de abril de 2010 10

Muricy vai fazer sua estreia no comando do time carioca./Marino Azevedo/Photocâmera

   Dois times motivados, por motivos diferentes.

   O time do Fluminense é bom. Não é a Oitava Maravilha do Mundo, mas é um elenco de se respeitar. Abrir o olho.

   Até pouco tempo atrás as atenções gremistas provavelmente estariam voltadas a Fred e Conca. Como eu disse, o elenco do tricolor carioca tem peças interessantes: o atacante Wellington Silva, jovem e veloz, por exemplo, é bem perigoso. Mas sem dúvida os referenciais técnicos dessa equipe são o outro atacante, Fred, e o meia Conca.

   O argentino está suspenso. Nossas atenções nessa partida do Maracanã, portanto, certamente se voltariam principalmente ao Fred. Inclusive, há quem defenda sua convocação para a Copa do Mundo. Mas surgiu um fato novo. Fred é problema principalmente do Victor e dos nossos zagueiros, mas o fato novo deve ser assimilado por toda a equipe: Muricy Ramalho.

   A estreia do técnico tricampeão brasileiro no comando do Fluminense será hoje, contra nós. Não acredito que já será possível visualizarmos um Flu taticamente com a cara desse vitorioso e competente técnico. Ainda não teve tempo hábil para tal. Mas Muricy nunca foi aquele cara extremamente entediante estudioso, à La Autuori. Seu forte sempre foi o emocional, motivacional. Mexer com os brios de seus jogadores. Com aquele jeitão meio rude, de como quem não quer nada, mas querendo tudo. Sua chegada certamente foi uma injeção de ânimo para o time das Laranjeiras. Acho que o reflexo dessa postura do novo treinador já poderá ser visto em campo hoje em nosso adversário.

   Tomar até 2x1 lá não seria o fim do mundo, mas obviamente o ideal é vencer, e acho que temos condições de conseguir esse feito. No mínimo um empate, de preferência com o valiosíssimo gol marcado fora de casa. Se jogarmos de forma parecida, nem precisa ser igual, mas só parecida com o Gre-nal, principalmente no que diz respeito ao espírito do time, eu sou mais Grêmio. Motivados por motivados, também estamos. E que o Fred é matador, ninguém duvida, mas Borges e Jonas estarão lá, como quem não quer nada, querendo tudo.

Postado por Lucas Silveira

TRÊS atalhos para o TRI

28 de abril de 2010 11

Taça da Copa Sul-Americana/Jefferson Botega

   Das 4 competições que disputaremos ao longo de 2010, 3 delas poderão nos dar acesso à Libertadores da América de 2011. A única que não dá é o Gauchão, que, entretanto, o vencedor terá o gostinho de levantar a taça em um Gre-nal.

   Além das tradicionais vagas aos primeiros colocados do Brasileirão, e do nosso tão conhecido atalho de vencedor da Copa do Brasil, a Copa Sula-Miranda Sul-Americana se apresenta como nova alternativa de acesso.

   Está marcado para hoje o anúncio oficial da CONMEBOL. E salvo uma reviravolta imensa, deve ser nesse sentido mesmo o comunicado: o campeão da Sul-Americana terá vaga garantida na Libertadores do ano seguinte. Mas de onde vão tirar essa vaga? Provavelmente do país da equipe campeã. No caso de um brasileiro vencer a Sul-Americana, a Copa do Brasil deve seguir dando vaga a seu campeão, e o Campeonato Brasileiro é que deve ser afetado: em vez de vaga aos 3 primeiros e Pré-Libertadores ao 4º, as vagas diretas devem ir apenas ao campeão e ao vice, passando o 3º colocado a disputar a Pré-Libertadores.

   Em caso de um time brasileiro vencer a Sul-Americana e a Copa do Brasil ao mesmo tempo, nosso caso em 2010, não sei como procederão. Acredito que o vice da Sul-Americana será beneficiado. É esperar e ver o comunicado oficial.

   Assim, essa competição ficará muito mais interessante, ao contrário do tempo em que dava pra ser campeão ganhando de reservas e juniores de todo mundo. Serviu a carapuça pra algum saci alguém? Hehe.

   Mas a vaga para o “Soy loco por Tri América” é coisa pra se preocupar ano que vem. Muito mais do que a vaga em si, o importante é conquistar essa Sul-Americana, carimbar o Penta da Copa do Brasil e, se bobearem, faturar o Tri do Brasileirão. Vaga faltando eu vendo!

Saudações Tricolores!

 

Postado por Lucas Silveira

Grêmio 1995 x Santos 2010

27 de abril de 2010 48

   O Santos de 2010 é a grande sensação do futebol brasileiro nesse 1º semestre. Empilhando goleadas de 8, 9 e até 10 gols, os Meninos da Vila estão na boca da mídia e do povo. Realmente jogam muito. Estão prestes a faturar o Campeonato Paulista, mas a verdade é que ainda não ganharam nada. São apenas uma sensação. Que tem tudo pra virar confirmação.

   Como seria o duelo desse Santos, que parece ser o melhor dos últimos anos, contra um time comprovadamente vencedor? Um time que não é sensação e não é promissor: um time de fato campeão. Uma afirmação. Um amigo, leitor do Blog, esses tempos me deu essa idéia: como seria reproduzir um duelo entre esse Santos 2010 x Grêmio 1995? Obviamente nunca saberemos a resposta exata. Um intervalo de 15 anos impossibilita o duelo. Mas vou tentar construir essa crônica, com um pouco de imaginação, e com pitadas desse meu gremismo que viu o time de Scolari encantar o Brasil, a América, e apesar de Tóquio, o mundo também. Lá vai:

  Os mais de 50mil torcedores que lotaram o Estádio Olímpico Monumental ontem viram um jogaço. Digno de Libertadores. Era só o jogo de ida das Semi-Finais, mas parecia a Grande Final.

   O time da casa atuou durante os 90min com: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson (Luciano) e Roger; Dinho, Luís Carlos Goiano, Arilson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Alexandre) e Jardel (Nildo). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

   Os visitantes colocaram em campo: Felipe; Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Wesley, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso (Zé Eduardo); Neymar (André) e Robinho. Técnico: Dorival Júnior.

   Antes de começar a partida, um contraste já é notório: as chuteiras. Os Meninos da Vila desfilam com belos e ousados modelos roxos, lilás, amarelos e mais uma infinidade de cores e estilos. Durval é o único que usa uma preta, e é motivo de piada entre o grupo. Robinho e Neymar sempre puxam seu calção nos vestiários por causa disso. No lado Tricolor, todos com chuteiras pretas. Paulo Nunes cogitou colocar uma branca nesse jogo, mas Dinho não deixou. Na verdade ele apenas comentou que não era boa idéia, mas sugestão do Dinho é ordem. Felipão ficou sabendo e deu razão ao cangaceiro dos pampas. O comandante gremista olhou pro diabo loiro e disse: tu não te fresqueia, guri. Recado dado.

   Durante o aquecimento, o simpático e malemolente Neymar se aproxima de Rivarola sorridente e pergunta: que legal, to vendo que você está com uma chuteira maior que a outra. É a nova moda? Riva, com a cara fechada, sem olhar pro moleque, responde num bom portuñol: “não. Estoy com una unha encrabada”. Neymar dá uma bela risada, achando que era piada. Ao ver que o gringo não riu, calou-se e fugiu pra perto de seus amigos.

   Começa a partida, saída para o Santos. Olímpico desaba em vaias. O experiente Robinho se assusta e se livra da bola, toca pra trás. O alvinegro praiano toca uns 3 ou 4 passes assustado e se atrapalha: lateral para o Grêmio. Olímpico vai abaixo, vibração total. Lá pelos 25min a garotada santista já está mais tranquila e começa a jogar. Ganso dá lançamento espetacular para Robinho, que pedala na frente de Rivarola e só não morre porque é rápido: escapa da tesoura do paraguaio e toca para Neymar, que dribla Adilson e chuta no canto de Danrlei. Indefensável. Grêmio 0, Santos 1.

   Felipão vira bicho. Xinga até a nona geração do time todo. Se revolta com Rivarola por não ter matado o pequeno Robson. O time do Grêmio se possui. Dinho coloca em prática sua máxima: “por mim só passa o jogador ou a bola, os dois juntos não ”. Até o leve e saltitante Paulo Nunes vira um monstro, contagiado pelo resto da equipe ele bufa e dá carrinhos. O Olímpico vibra a cada chutão, a cada falta dura e demais lances de certa truculência.

   Mas com a bola nos pés esses caras também têm bala na agulha, meu amigo. Arce dispara na direita, passa pela marcação, cruza com uma perfeição poucas vezes vistas no esporte bretão e, Jardel, cuja absurda impulsão faz com que consiga colocar a cabeça acima da altura das mãos de muitos goleiros, pula com maestria e confere um testaço em direção ao chão, fazendo a bola quicar pouco antes da linha e morrer no fundo das redes. Explosão geral de euforia na Azenha: 1x1.

   O Santos se desconcentra. Carlos Miguel faz boa jogada, toca pra Arilson, que dá uma janelinha em Arouca, devolve pra Miguel, que encontra Paulo Nunes bem colocado. O diabo loiro invade a área, corta pra direita e é derrubado por Edu Dracena. Pênalti. Dinho dispara uma bomba no ângulo esquerdo de Felipe. Inapelável. Grêmio 2, Santos 1. O Santos acorda, os Meninos da Vila voltam a jogar bem. Felipão surta com o time. Fim do 1º tempo.

   O gol do Santos parece iminente na 2ª etapa. O Grêmio se retrai demais. Os guris da Vila têm muita habilidade. E jogam pra cima. Dessa vez é Neymar quem pedala pra cima de Rivarola. Dessa vez Riva não perdoou: coice. Neymar chora rolando no chão. Jogadores do Santos cercam o juiz, que é uruguaio e não muito tolerante. Não é tolerante com frescuras: só amarelo pra Rivarola. Neymar lesionado, entra André no seu lugar. Danrlei aproveita a discussão pra chamar Robinho num canto e dizer, com o dedo em riste, que se eles continuarem fazendo gracinhas, alguém ia quebrar a perna ali hoje. Robinho vai relatar ao árbitro a ameaça que recebeu e o juizão o ignora, mandando ele parar de chorar e jogar bola.

   Dinho fica um pouco frustrado com a saída prematura de Neymar. Ele tinha prometido durante a semana para uns 37 torcedores que iria quebrá-lo. Riva foi mais rápido. Tudo bem, bola pra frente.

   Ganso faz boa tabela com André, que devolve pra Ganso, que tenta driblar Goiano e... TUM! “Pega o que te mandaram”. Luis Carlos Goiano dá no meio do guri-marreco. Ganso lesionado. Mais um teatrinho do elenco santista pressionando a arbitragem. Amarelo para Goiano. Zé Eduardo entra no lugar do lesionado. O Dinho bem que avisava: “o Goiano é bandido também, dá tanto pau quanto eu. A diferença é que ele é educado, atleta de Cristo. Ele pede desculpas, eu bato e saio sem nem olhar pro cara”.

   A equipe santista perde duas das suas principais peças, mas segue perigosa. O Grêmio, entretanto, equilibra mais a partida. Aos 35 do 2º tempo, Adilson, exausto de tanto desarmar guri novo, sai aplaudidíssimo por sua quase perfeita atuação. Luciano entra. Aos 41min é Paulo Nunes quem cruza, Jardel voa e destroça a bola com a testa, ela explode no travessão, volta para a entrada da área, Carlos Miguel vem correndo de trás e dá um bico na gorduchinha, que vai morrer no fundo das redes de Felipe: 3x1, festa total. Pra ganhar tempo, Felipão tira os também cansados Jardel e Paulo Nunes, e coloca Nildo e Alexandre Xoxó (Alexandre Gaúcho).

   Nos minutos finais o Santos ensaia uma pressãozinha, pra tentar reduzir os prejuízos e facilitar sua vida no jogo de volta, na Vila Belmiro. Já estávamos com 46min (faltando mais 3 para o término do jogo, já que ele deu 4 de acréscimos) quando Robinho escapa bem pela direita, dribla dois, e aí comete um ledo engano: pedala na frente do Dinho. Se driblasse o Dinho, sairia na cara do Danrlei, gol quase certo. Mas era o Dinho. Faça o que tu quiseres na frente do Dinho, só não saçarica. Robinho toma uma entrada que chegou a arrancar um “ooooh” do estádio inteiro. Um “ooooh” seguido de comemoração. Essa nem o juizão cisplatino engoliu: Dinho na rua. Aplaudido de pé. Evitou uma chance clara de gol e deixou o garoto Robson rolando no chão. Danrlei foi até ele e disse: “eu avisei”. E avisou mesmo: Robinho fratura a perna.

   Roger ergue os braços chamando a torcida. Olímpico pulsa. Grêmio segura o Santos nos minutinhos finais. Eram 10 contra 10 (Santos já tinha feito 3 substituições). Mais espaços no campo favoreciam a molecada ligeira da Vila. Mas a torcida do Grêmio preencheu esses espaços com urros e cânticos de guerra. Tudo sob controle. Fim de jogo. Grêmio 3, Santos 1.

   Jogo de volta na semana que vem com ausências confirmadas de Neymar (S), Ganso (S) e Robinho (S), lesionados; e Dinho (G), suspenso. Tudo pode acontecer. Mas eu apostaria no Grêmio para conquistar essa vaga à Final. Felipão certamente irá armar bem sua equipe para se fechar em Santos, e contará com boas e perigosas alternativas ofensivas. Os santistas têm desfalques importantes. É esperar e ver. Será sem dúvida um jogão.

 

   E vocês, que episódios imaginam que seriam possíveis no jogo de volta, ou até mesmo nesse que relatei?

 

PS: o texto possui toques de realidade, mas seu intuito principal é ser humorado, baseando-se em estereótipos. Em nenhum momento visei relatar exclusivamente a realidade nua e crua.

Postado por Lucas Silveira

Uma salva de palmas ao GRÊMIO.

25 de abril de 2010 40

Inter 0 x 2 Grêmio, jogadores aplaudindo a torcida antes da bola rolar./Daniel Marenco

   Antes de qualquer coisa, devo ressaltar: jogaço. Que baita jogo foi esse Gre-nal 380. Ingredientes não faltaram: Final de campeonato, com chuva, chances de gol lá e cá, alternância de domínio da partida, vitória do visitante. Tudo isso envolvendo a maior rivalidade do Brasil. Tudo isso com dois times querendo vencer. Duas equipes que se entregaram em campo. Enfim, foi bonito de se ver.

   Uma salva de palmas, talvez a maior delas, ao Silas. Tão perseguido por muitos. Sem a total confiança da maioria dos gremistas. Saiu-se muito bem nesse domingo. Meus aplausos a ele se devem a dois motivos: corrigiu erros antigos e foi ousado. Corrigiu a inoperância vista em Florianópolis. Entendeu a grandeza do clube que defende e não montou um Grêmio esperando o adversário: quis jogar. Escalar Leandro e Hugo no meio foi um tanto arriscado. Ousado. Eu mesmo, confesso, fiquei apreensivo com essa decisão. Teoricamente pouca marcação, muita alegria e pouco combate. Mas a dupla foi bem. E a grande ousadia: Neuton. Colocou o guri na esquerda, promovendo sua estreia no time principal nessa fogueira. Outra decisão acertada: o guri é bom e seguro. Atuou muito bem. Uma salva de palmas ao Neuton.

   Muitos mereceriam destaque, mas não vou promover uma salva de palmas a nenhum jogador específico para o texto não ficar longo demais. Para homenagear todos: uma salva de palmas ao espírito dos nossos jogadores. No texto Pré-Grenal eu pedi um Grêmio com cara de Grêmio. E fui atendido. Os jogadores entraram para aquecer antes do jogo, e uns já chegaram saudando a torcida, fazendo sinal de raça, mostrando energia. Com a bola rolando seguiram assim: vibrantes em vários lances, balão pra frente quando necessário, discussão com adversário, carrinho, correria, enfim, sangue nas veias. Rodrigo é a personificação desse espírito. Que zagueiro! Mas todos foram contagiados, e talvez aí se explique Leandro e Hugo no meio ter dado certo: até eles marcaram bastante, não sobrecarregaram os volantes, correram, se doaram. Longe do Hugo molenga de Floripa.

   Uma salva de palmas a mim e aos mais de 2.500 gremistas que foram ao Beira-Rio. Tomamos chuva das 13h (saída da escolta do Olímpico) até depois das 19h (momento em que nos liberaram do Beira-Rio). Aquele pessoal cantou o tempo todo. Jogadores vieram agradecer no fim empolgados. Borges apontou pra torcida e disse: “domingo eu quero vocês lá”, apontando em direção ao Olímpico em seguida. Vendo o VT agora a pouco fiquei pasmo: em muitos momentos só dava pra nos ouvir. Eram 40mil X menos de 3mil. As projeções não eram das mais favoráveis, mas quem foi até lá estava confiante. Foi bonito de se ver.

   E que venha o Fluminense.

PS: encontramos o Maylson numa churrascaria antes de irmos ao Beira-Rio. Um amigo meu perguntou se ele estaria de volta no outro domingo. Resposta: "pra quinta-feira já estou pronto". Boa notícia. A sorte parece estar voltando às bandas da Azenha.

 

Saudações Imortais.

Postado por Lucas Silveira

O que queremos no Gre-Nal

24 de abril de 2010 25

Gre-nais em Erechim tiveram bons exemplos de respeito fora do estádio./Agência/Estado

Um Grêmio com cara de Grêmio. Só isso. Nada mais do que isso espera a Nação Tricolor. Um Grêmio que ensinou o Brasil, a América e o Mundo a respeitá-lo. Um Grêmio sem bola perdida, com carrinho, com faltas também, afinal, fazem parte da regra. Mas acima de tudo, um Tricolor com sangue no olho e disposição. Isso é o que todo gremista pede, do retranqueiro ao ofensivo: garra.

Um Inter aguerrido, forte, vibrante e ousado. Isso é o que a Nação Colorada espera do Inter amanhã. Eu sei que Libertadores é uma competição muito mais importante que Gauchão, mas não é por isso que temos que deixar de lado aquele espírito guerreiro que aplicamos no último jogo, contra o Quito.

Queremos um Borges mostrando porque é conhecido como Homem-Gol. Fazendo o que ele sabe, nada mais. E um Silas equilibrado, sabendo dosar a grandeza do Tricolor com a cautela que um Clássico requer. A começar pela escalação: esperamos que seus Deuses o iluminem nesse momento.

D´Ale, se for escalado, tem que mostrar porque é conhecido como “Homem GRENAL”. Pato tem que ser o bom e velho campeão de tudo. Bolívar, comandar a zaga com virilidade e agressividade. Alecsandro e Walter: sejam um inferno para a defesa adversária.

O Inter não podia estar em melhor momento para o duelo. Bom elenco sempre teve, mas mostrava-se irregular. Dessa vez está vindo de uma muito boa e convincente atuação. Embalado. Vai jogar em casa.  Temos que abrir o olho com esse bom time, ou de nada terá adiantado conquistar a taça Fernando Carvalho.

O Grêmio, além de ser um adversário histórico, é um time muito forte e que vem em boa fase. Temos que ter muito cuidado com este Clássico, que é um dos mais parelhos dos últimos anos. De nada adianta ganhar a Fábio Koff se o que vale mesmo é o Campeonato Gaúcho.

Mas o que nós dois, André e Lucas, queremos e acreditamos que seja o desejo de todos os torcedores da Dupla, é a PAZ no Gre-Nal. Desejamos que a Guerra seja apenas em campo. E na bola. Corneta, deboche, piadas, tudo faz parte. Só não podemos esquecer o respeito e a civilidade.

Por isso nós, do Blog Colorado e Blog Tricolor, fizemos esse post em conjunto: para promover a Paz entre gremistas e colorados. Para reforçar de uma vez por todas: rivais sim, inimigos não.

E que vença o melhor.

 

Só entre nós... Que vença o Grêmio!

Postado por Lucas Silveira e André Grahl

RochemBACK ou RochemBOLA?

23 de abril de 2010 32

Fábio Rochemback em um treino./Agência/Estado

   Dá pra aproveitarmos novamente (back), ou devemos dispensar o Rocambole Fábio (bola)?

   Eu estava (ou estou) extremamente frustrado com a passagem dele pelo Tricolor. Ano passado, ao ser anunciado, me empolguei. Já foi um grande jogador. Mas até então não correspondeu NADA. Ou QUASE nada.

   Digo “quase” porque aquele golaço contra o Avaí foi de grande valia. E de grande talento. Mas até então, vinha sendo um atleta fora de forma, disperso e num momento ruim. Só que, depois da atuação em Floripa, sobretudo por ter sido coroada com aquela bucha de falta, ouvi especulações de que o Silas poderia lhe dar mais chances e voltar a aproveitá-lo mais.

   Minha opinião: se aceitar reduzir umas 3x seu salário, renova. O cara é maduro, tem talento, parece ter emagrecido, é gaúcho e gremista, identificado. Enfim, ele possui um perfil interessante para o grupo. Só que é muito caro para ficar SÓ nisso. Aceitando ganhar menos, me serve, nem que seja pra grupo. Não aceitando, ou trata de mostrar logo que reencontrou seu velho futebol, ou, sinceramente e infelizmente, obrigado por tudo (no caso, obrigado pelo gol de falta) e tchau.

A FAVOR DELE:

- Já jogou na Seleção Brasileira;

- Pega MUITO bem na bola;

- Jovem e experiente ao mesmo tempo;

- Gremista de infância;

- Boa índole (aparentemente);

- Parece ter emagrecido um pouco;

-  ...

CONTRA ELE:

- Muito caro. Um dos maiores salários do elenco;

- Desde que chegou, não conseguiu mostrar nada;

- Desde que chegou, pareceu estar acima do peso;

- Pegar bem na bola até o Pelé pega ainda hoje, o problema é o resto;

- Forma física não sendo ideal = lentidão;

- ...

   Vocês acham que as más atuações dele estão com os dias contados, ou que a partida contra o Avaí é só uma exceção? Merece mais chances ou o gol só serviu pra enganar? Qual a opinião de vocês?

Postado por Lucas Silveira

Informações sobre os comentários

22 de abril de 2010 21

   Vou utilizar esse post para reforçar algumas normas do Blog e expor algumas opiniões minhas.

   Jamais queremos que todos concordem conosco sempre e integralmente. Em alguns momentos é normal que existam opiniões distintas. Se perguntarmos aos 10 mais famosos comentaristas esportivos do país “qual seria sua lista de convocados para a Copa”, provavelmente teríamos 10 listas diferentes. Ou poucas exatamente iguais. E provavelmente todas ou a maioria diferente da lista do Dunga. Futebol não é ciência exata, a discordância e o confronto de idéias são naturais.

   Como exigir unanimidade num esporte onde Felipão já foi vaiado por gremistas? Quando falo bem do time, há quem diga que sou um conformista amiguinho da direção; quando critico, para outros sou um corneteiro amargo alarmista. Se eu ficar em cima do muro, pior ainda. Faz parte.

   Os comentários servem justamente para isso: não queremos receber exclusivamente mensagens dizendo apenas “concordo com tudo, obrigado”. É interessante ouvir outros pontos de vista, sejam discordando totalmente de nós, sejam acrescentando novas perspectivas. Mas um pouco de respeito e civilidade se fazem necessários.

   Muitas pessoas me contatam por e-mail, Twitter ou até mesmo nos comentários, querendo saber o motivo de sua mensagem não ter sido aceita. Os motivos são diversos: não aceitamos xingamentos com palavras de baixo calão (seja ofendendo a nós, a dirigentes, a jogadores, a colorados, ou a outro leitor do Blog. Seja quem for). Não aceitamos também comentários de colorados ou torcedores de outros times, que por mais educados que sejam contenham algum tipo de corneta ao Grêmio (até pra não gerar discussão). E não serão aceitos comentários que possuam outro tipo de conteúdo que julguemos desnecessários, e aí o leque de variedades é enorme: pode ser mensagens destinadas exclusivamente a nós (não têm razão de expor a todos), ou acusações caluniosas e sérias, sejam contra quem for. Enfim, apenas alguns exemplos dentro de uma imensidão de possibilidades. Se teu comentário não possui nenhum desses problemas e não apareceu, é porque simplesmente não conseguimos ler todos ainda.

   Se o texto do cidadão disser que não concorda com nada que eu digo, que acha o conteúdo do Blog horrível, que eu sou muito fotogênico e que o Herrera é o melhor jogador da história do Grêmio, eu posso discordar de tudo, mas aceitarei. É a opinião dele. Não faltando com respeito, não há problemas. O debate é sempre sadio.

   O dia em que todo mundo concordar integralmente com alguma opinião minha, alguma coisa está errada. Isso pode significar que estou sendo prolixo e insosso. Vazio. Significa que estarei escrevendo longos textos para dizer obviedades, tais como: o Grêmio é azul, preto e branco. E aí é óbvio que todos vão concordar. Se bem que, sempre haverá alguém pra me corrigir, dizendo que é azul CELESTE. E será muito bem-vindo.

   Continuem participando e nos ajudando a fazer o dia-a-dia do Blog da maior torcida do Sul do Brasil.

   Saudações tricolores.

 

Postado por Lucas Silveira

Deu pro gasto.

22 de abril de 2010 61

Golaço decisivo de Rochenback./Flávio Neves

   Podia ter sido melhor. Mas podia ter sido pior. Saldo final: positivo.

   Nada que tenha empolgado o mais cego e deslumbrado gremista, mas estamos nas quartas-de-final. Não fomos aquele Grêmio aguerrido ao extremo, totalmente organizado, valente e eficiente. Mas fomos longe de ser aquele Grêmio molenga e desconcentrado que perdeu pro Pelotas. Deu pro gasto. Principalmente o 2º tempo.

   Dá pra se dizer que jogamos com o regulamento debaixo do braço, o que é um mérito da equipe. Mas eu confesso que queria mais que isso: queria ter ganho, pra lavar a alma e não deixar dúvidas. Pelo menos empatado. Aquele golzinho no fim não precisava, tinha que seguir jogando firme, sem perder a concentração, mesmo com a folga no placar somado.

   Mas chegamos  lá. E que venha Fluminense (mais provável) ou Portuguesa. Se formos eliminando um por um, sem brilhar muito, até o final, o caneco vai pro armário e é o que importa. O primeiro desafiante da Série A já está devidamente despachado.

   DESTAQUE NEGATIVO:

   Na minha opinião, Hugo. Não acertou uma jogada sequer, por mais simples que fosse. Me pareceu lento demais. Piorou o Grêmio. Estragou ataques, cedeu contra-ataques (inclusive o do 3º gol avaiano). Realmente esteve numa péssima noite.

   DESTAQUE POSITIVO:

   As torcidas. Belo espetáculo nas arquibancadas. Estádio da Ressacada praticamente lotado, com as duas torcidas em peso (obviamente maioria esmagadora dos donos da casa). E melhor ainda no lado de fora: paz total. Torcidas misturadas na rua. Antes do jogo fiquei um tempo num bar com alguns amigos gremistas, todos nós fardados com o manto. O bar repleto de avaianos. O mesmo no estacionamento e em todos os lugares. Respeito total das duas partes. Uma civilidade que deveria ser óbvia, mas que infelizmente ainda é passível de destaque.

   E agora TUDO é Gre-nal.

 

   Saudações tricolores.

Postado por Lucas Silveira

Quero só a vaga hoje. Só.

21 de abril de 2010 14

Grêmio 3x1 Avaí: Leandro vibrando./Jefferson Botega

   Sei que serei um tanto polêmico no que direi, e estou preparado para ouvir o fã-clube dos Bailarinos Meninos da Vila me criticando. Mas lá vai.

   Está enganado quem pensa que o 3x1 do Olímpico nos dá tranqüilidade. Está enganado quem pensa que hoje é jogo jogado. Nossa vantagem é boa, mas perigosa. Ainda requer muito cuidado em Florianópolis. E o Avaí vai pra Guerra. Eles estão dispostos a fazer do jogo uma verdadeira batalha campal, no sentido futebolístico da coisa. Não me refiro a agressões ou deslealdade.

   E numa Guerra, meu amigo, destruir é mais fácil que construir. Quem precisa construir é o Avaí. Eles precisam fazer 2x0, ou 4x1. No mínimo um 3x1 pra ir aos pênaltis. O Grêmio não precisa de gols. Só precisa não tomar. Aliás, pode até tomar, só um. Não estou aqui sugerindo um Retrancão Futebol Clube. Time que joga 90min se defendendo provavelmente vai tomar gols. Quero um Grêmio equilibrado, se defendendo sim, e atacando igualmente. Mas, sobretudo, fazendo essas duas coisas de forma aguerrida.

   Nesse jogo, um Dinho seria mais útil que um Neymar no Grêmio. Nesse jogo o sangue nas veias vai falar mais alto que a capacidade de criar firulas. A idéia é dar balão pra fora e gritar como se tivesse feito um gol. Chamar a torcida, chamar os colegas de time, colocar todo mundo no clima. E deixar o Borges e o Jonas aprontando lá na frente, de preferência fazendo uns 2 gols, pra liquidar a fatura.

   Se tivéssemos Neymar, Robinho, Ganso e Cia, talvez a tática pudesse ser outra: a gente faz 8 gols e acaba com isso. Mas como não temos, vai ter que ser na raça, na seriedade, na hombridade. Que o time Tricolor seja mais do que 11 jogadores: que sejam 11 homens. Homens de valor, de fibra, de bravura. Destruindo toda ação ofensiva avaiana. Não quero futebol, quero destruição total, quero a vaga pras quartas-de-final. E aí, amigos, dá até pra ganhar deles, sem show, mas com folga.

   Tô em Floripa desde ontem, amanhã estou de volta. Espero postar o pós-jogo daqui ainda, mas não tenho certeza se conseguirei. O que tenho certeza é que, se o Grêmio jogar como venho pedindo, meu texto falará da nossa bela classificação.

   Saudações e boa sorte a todos nós.

Postado por Lucas Silveira