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Posts de novembro 2010

O G4 existe

30 de novembro de 2010 28

O G4 do Campeonato Brasileiro existe, eu garanto. E não há Goiás, CONMEBOL ou Noveleto que possam me contrariar. Se o 4º colocado será contemplado com vaga na Pré-Libertadores, isso eu já não sei. Aí será necessário esperar o desfecho de Independiente x Goiás. Mas o G4 seguirá existindo, basta olhar para a tabela.

O que quero dizer com isso é que o jogo de domingo vale muito mais do que uma vaga. Se o Grêmio garantir G4, esse grupo crescerá animicamente para 2011, e com certeza irá figurar entre um dos favoritos em tudo que disputar. Se o Grêmio garantir G4, a lenda viva chamada Renato Portaluppi fará história. Um time fadado a brigar contra o rebaixamento durante todo o campeonato, figurando no Z4 rodada sim, rodada não, acabar no G4? Do Z4 ao G4: o simbolismo por trás dessa reação é importante para o grupo, para a torcida, para o Grêmio.
Se o Goiás sagrar-se Campeão da Sul-Americana, paciência. Sairemos de cabeça erguida desse Brasileiro, cientes de que o grupo se uniu, acordou, achou um comandante à altura da grandeza do clube, e ainda agregou reforços que vêm correspondendo bem. O mesmo vale se ficarmos em 5º, mas o simbolismo que um G4 representa é ainda mais emblemático.
O importante é fazermos nossa parte, vencendo ou empatando com o Botafogo. O Olímpico fará uma bela festa após o apito final, os jogadores comemorarão, e quem ficar para o ano que vem trará consigo esse espírito de luta, de recuperação, de superação. A torcida seguirá igualmente empolgada, e os reforços que virão certamente entrarão no clima.
Garantir esse G4 será uma vitória pessoal para Renato, que chegou em meio a uma crise e colocou ordem na casa; mas essa vitória também será dos jogadores, que deram a volta por cima e se recuperaram; e inclusive do torcedor, que não abandonou o time, mesmo nos momentos ruins. Esse G4 é uma questão de honra. Será uma vitória para todos nós gremistas. Será um prêmio pela luta do Imortal Tricolor.
Se fizermos nossa parte domingo, Goiás e Independiente só vão decidir se no 1º semestre de 2011 o Grêmio entrará como um dos favoritos à Libertadores ou à Copa do Brasil. Mas independente disso, o G4 está lá. Valendo vaga ou não, ele está lá. E nós vamos atrás dele, por motivos maiores do que uma simples vaga. Vamos com tudo pra cima do Botafogo, defendendo a honra e a história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
Para a instituição Grêmio como um todo, acabar o ano dentro desse G4, mesmo sem vaga será legal. Mas com ela, será TRI legal.
Saudações azuis, pretas e brancas.

Leandro em festa são paulina

29 de novembro de 2010 68
Eu queria falar hoje da bela vitória tricolor fora de casa, batendo o Guarani por 3x0. Eu queria falar mais uma vez do talentoso talismã gremista: o predestinado Diego Clementino. Eu queria falar também do empate do Atlético-PR, que tirou o Furacão da briga pelo G4 e deixou nosso Grêmio a um empate de confirmar essa 4ª colocação.
Eu queria falar de todos esses episódios interessantes e positivos ocorridos nesse domingo. Mas tudo isso vocês poderão acompanhar nas matérias jornalísticas do clicEsportes. Eu como torcedor e representante da Nação Gremista nesse espaço, sinto a necessidade de falar de um episódio mais polêmico, ocorrido nesse sábado, dia 27, e que de certa forma diz respeito a nós, torcedores.
O jogador Leandro esteve no aniversário de 38 anos de uma Torcida Organizada do São Paulo, a Independente. Se fosse só isso, não haveria tanto problema, afinal, apenas participou de uma festa para a qual foi convidado. A questão é que ele fez JURAS DE AMOR ao São Paulo Futebol Clube. Disse que estava lá de coração, entre outras coisas. Até puxou gritos de guerra e cantorias da torcida no microfone.
Não sou ingênuo. Não espero que todo jogador que passe pelo Grêmio seja um gremistão apaixonado. Sei que a maioria é totalmente profissional e não torce pra ninguém, ou até mesmo tem um carinho especial por outro clube, é normal. Mas enquanto o sujeito veste e defende as cores de um clube, acredito que ele deva respeitá-lo, bem como respeitar sua torcida. Deve se entregar de corpo e alma para o clube em que se encontra. Que até mesmo ame o clube, mesmo que por tempo determinado: que esse amor não seja “imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”, já dizia Vinícius.
E além desse episódio lamentável, o que de fato Leandro fez de bom para o Grêmio? Nada. Só sugou rios de dinheiro e de quebra ainda serviu de amparo para reabilitar o garoto Walter, decisivo no começo da Libertadores colorada. Não existe um motivo plausível sequer para mantê-lo no Grêmio. Mas infelizmente acho que não será fácil se desfazer dele. Parece que o contrato vai longe e tem multa. Será que o vídeo abaixo não caracteriza justa causa? Hehe. Algum time caridoso podia nos quebrar esse galho e levá-lo. Alô, São Paulo?
Ouvi boatos de que o Souza também esteve na tal festa, mas teve que sair cedo. Por que os dois já não ficam por lá? Com uma economia de 500 mil reais por mês dava pra trazer muita gente bem mais útil e comprometida.

Saudações azuis.

26/11/2005 - Jamais nos matarão

26 de novembro de 2010 13


Há 5 anos o mundo ficava boquiaberto com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. No dia 26/11/2005 o Imortal Tricolor protagonizou uma reviravolta poucas vezes vistas na história do esporte bretão. Há meia década todos os gremistas; dos mais velhos, que já viram o time conquistar tudo; aos mais novos, que pouco sabiam da história do clube; todos, sem exceção, puderam sentir na pele aquele trecho do Hino, composto pelo mestre Lupicínio Rodrigues. Todos, dos mais céticos aos mais exotéricos, compreenderam que torciam pelo IMORTAL TRICOLOR.
Me emocionei e até me diverti muito lendo todas as histórias que me enviaram. Pessoas de quase todos os estados brasileiros e das mais variadas idades. Histórias envolvendo fé, religião, ou bebedeiras homéricas. Histórias envolvendo cachorro, vó, esposa, exército, fazenda, tudo. Teve gente que até trocou a namorada (colorada) pelo Grêmio nesse dia.
Mas quase todas as histórias com algo em comum: as reações frente a esse jogo inacreditável. Emoções muito semelhantes de toda a Nação Tricolor, muitas vezes com a presença de lágrimas de tristeza se transformando em choro de alegria.
Foi até frustrante escolher apenas uma história, e um pouco difícil de escolher. Mas fiquei pensando: nós que vimos o jogo em Porto Alegre, interior, ou qualquer outro estado brasileiro, não ficamos com uma vontade imensa de estar em Recife na hora da confusão? E os gremistas que estavam nos Aflitos, será que não ficaram com vontade de entrar em campo? Se já foi difícil pra quem estava “perto”, imagina o desespero e sentimento de impotência para quem estava a mais de um oceano de distância.
A história selecionada, além de interessante, foi uma das que os personagens estavam mais distantes do Brasil. E com condições desfavoráveis para acompanhar a partida. Vale a pena conferir.
Saudações Imortais.
A BATALHA DOS AFLITOS NO ORIENTE MÉDIO
Naquele inesquecível 26/11/2005, eu e 3 amigos tricolores (Matheus, João Pedro e Rubem), estávamos em Eilat, sul de Israel, finalizando um programa de estudos que fizemos de 1 ano por lá.
Nos reunimos em uma lan house da rodoviária da cidade para ouvirmos tudo ao vivo pela rádio (naquela época, ainda não havia os sites que permitem ver o jogo como se fosse na TV) da internet. Junto a nós, havia um secador colorado, dois cariocas e uma uruguaia.
A partida começou, e junto com ela o nervosismo batia cada vez mais forte, pois nos sentíamos impotentes pelo fato que sequer poder ver tudo o que se passava. O sofrimento era cada vez maior, desde o primeiro pênalti a favor do Náutico, na etapa inicial, passando pela expulsão do Escalona, logo no início do segundo tempo, e culminando com o grande show de horrores proporcionado pelo árbitro Djalma Beltrami.
A partir daquele instante, cada um de nós foi para um canto, seja para gritar de desespero, chorar de tristeza ou rezar por tudo aquilo que vinha se avizinhando: mais um ano na série B, um elenco ainda mais limitado que o daquele ano, enfim, um clube gigantesco que teria que penar para sobreviver.
De repente, todos os nossos 4 amigos, que nos deixaram em nossos cantos, com as nossas angústias, e ficaram ouvindo o jogo, gritam em alto e bom som (inclusive o colorado, talvez sensibilizado por nosso desespero): “Pegooooou!!!!”. Voltamos correndo para a lan house, nos abraçamos e começamos a chorar e a gritar. Mas, alguns segundos depois, um dos cariocas, que não estava conseguindo ouvir bem à narração por causa de nossos gritos, nos comentou: “Ih, acabou de sair um gol, mas não consegui ouvir bem de quem foi”.
Uma tristeza nos bateu instantaneamente, pois sabíamos que o Grêmio estava com 7 jogadores em campo, e resistir à pressão que o time do Náutico e o Estádio dos Aflitos fariam seria quase impossível. Peguei o fone de ouvido de um dos já incrédulos amigos para confirmar o já imaginado, e quando ponho no ouvido, escuto: “... do Grêêêêêmio, Andersooooooon!!!!!”.
Ali, na fronteira com a Jordânia e o Egito, entramos em êxtase absoluto: chorávamos, ríamos e gritávamos simultaneamente, em meio a cidadãos israelenses apavorados e nossos amigos brasileiros e uruguaios impressionados com aquela façanha. Inclusive, um soldado israelense com a arma em punho nos abordou para saber o porque daquela algazarra toda. Explicamos e ele ficou incrédulo, mas nos parabenizou e nos liberou.
Fomos a um bar para encher a cara e encontrar com outros amigos e comemorar, naquele dia que foi, com certeza, um dos mais emocionantes, sofridos, inesquecíveis, inacreditáveis e felizes das nossas vidas!
Jamais nos matarão!
Abraço, Bruno Kautz.


Perda do mando de campo

25 de novembro de 2010 23


Senhoras e senhores: A GUERRA COMEÇOU.

O Goiás, rebaixado por antecipação no Campeonato Brasileiro, é o mais novo finalista da Copa Sul-Americana. A zebra tá solta.

Todos sabem que Felipão é copeiro e que o Palmeiras tem tradição, e por isso muitos duvidavam da existência do G4. Mas agora a coisa mudou. Independiente ou LDU precisam vencer um time bem menos tradicional e de campanha sofrível no campeonato nacional para validarem essa 4ª vaga para a Libertadores no Brasileirão.

Nada está garantido, é bom lembrar. Na outra semi-final não tem nenhum timaço. O Goiás, ao meu ver, não entra como favorito nessa Final, seja com quem for, mas tem plenas condições de vencer. Afinal, já venceram Grêmio, Peñarol e Palmeiras, por exemplo. Só acho que agora o G4 ficou um pouco mais provável, mas longe de estar garantido.

E é aí que começa nossa guerra. Nossa Libertadores já começou. Temos que ir com tudo contra Guarani, Botafogo E GOIÁS. Sim, temos que atacar os goianos. Mas como não podemos emprestar o Clementino para Independiente ou LDU resolverem a parada na Final em poucos minutos, nos resta jogar fora das 4 linhas. Vamos dificultar a vida dos Esmeraldinos: que percam o mando de campo na Final da Sul-Americana!

Lembram do jogo de ida das semi-finais? Goiás 0 x 1 Palmeiras. Com a partida já encerrada, Felipão dava uma entrevista e foi atingido com um RÁDIO NA CABEÇA. Um rádio de pilhas, pesado. Foi filmado, todo mundo viu. Ele chegou a comentar na entrevista coletiva e disse, de cabeça quente, que o Goiás deveria ser punido. Mas depois disso o Palmeiras não levou a história adiante. NÓS DEVEMOS LEVAR.

Alguém entre com alguma denúncia na CONMEBOL, urgente! Duda, liga pra alguém! Odone, Fábio Koff, Capitão Nascimento, Jesus Cristo, Papa, Homem-Aranha, alguém tem que fazer alguma coisa. Só não vou pedir para o colorado Presidente da FGF, pois seria muito incômodo. Fica tranquilo, Noveleto, sei que é mais fácil o Papa intervir pelo Grêmio. Pode continuar descansando.

A guerra pelo Tri América começou. Temos que jogar com todas as armas. E que a zebra que passou por São Paulo ontem nos sirva de alerta: força máxima e atenção total contra o Guarani. O Bugre está numa péssima fase, mas estão desesperados pra fugir do Z4. O jogo promete ser tenso. Não adianta nada ver os goianos sendo vice-campeões da Sul-Americana se não fizermos nossa parte. Avante, Tricolor!


Saudações azuis, pretas e brancas.


A tua Batalha dos Aflitos

24 de novembro de 2010 39

Dia 26/11/2010, próxima sexta-feira, completaremos 5 anos de Batalha dos Aflitos. Parece que foi ontem.

Meia década se passou e ninguém esqueceu aquele que foi um dos jogos mais incríveis da história do futebol mundial. Foram 2 pênaltis contra, um na trave e um defendido. Foram 4 jogadores expulsos faltando 10 minutos para o fim da partida. E ainda fizemos um gol, com apenas 7 guerreiros em campo.

O que ganhamos foi pouco, apenas um inexpressivo título do Campeonato Brasileiro Série B. Mas a dramaticidade desse jogo não é medida pelo que ganhamos, e sim pelo que tínhamos a perder. Escapamos do inferno. Escapamos de mais um ano de sofrimento, de pressão total e de um cenário financeiro ainda pior. E escapamos da forma mais heróica, épica e inacreditável possível.

E é por isso que essa data deve ser eternamente lembrada. Um dia em que a imortalidade tricolor entrou em campo. O dia em que uma Nação foi do Inferno ao Céu em apenas 71 segundos: tempo da defesa do Galatto ao gol do Anderson. Tudo isso fora de casa, com 7 homens em campo.

E vocês, têm alguma história interessante sobre esse dia? Estava fora do país? Tua vó se engasgou com um risóles no gol do Anderson? Chorou feito um bebê? Desligou a televisão depois do segundo pênalti? Fez uma promessa durante a confusão?

Pode ser qualquer história. Mande pro e-mail do Blog - blogtricolorgremio@gmail.com - para que eu selecione uma e poste aqui, na sexta-feira. Pode mandar foto, vídeo, ou apenas escrever. Vale tudo, desde que seja sobre esse eterno 26/11/2005.


Saudações azuis, pretas e brancas.

A vitória do co-irmão

23 de novembro de 2010 40

Há quem diga que a vitória do Inter não muda nada pra nós. Outros dizem que foi ótima. Qual será a verdade?

Acredito que um meio termo. Foi boa, mas longe de ser fundamental.

Ah, antes que eu me esqueça, aos colorados que prestigiam o Blog Tricolor em peso, postando inúmeros comentários: parem com esse papinho de que o Inter teve uma postura digna porque é um clube de grandeza. O Inter não entregou porque é só uma vaga, não é um título. E uma vaga que depende ainda de muitas outras coisas, e não só daquele jogo.

Além do mais, se valesse título, tinha que entregar mesmo, como já falei no post da hipocrisia. Isso não tem nada a ver com grandeza, e sim com rivalidade. A propósito, ninguém lembra do banho que vocês tomaram do São Paulo em 2008? Eu lembro. E lembro até de outras coisas.

O panorama que se desenhou com essa vitória colorada foi o seguinte: Grêmio com 57 pontos, Atlético-PR e Botafogo com 56.

SE O BOTAFOGO TIVESSE VENCIDO O INTER, iria a 59 pontos. E pega o Prudente em casa e depois nos visita no Olímpico. Vitória contra o Prudente mais do que provável. Nesse caso teríamos que vencer o Guarani obrigatoriamente, pra seguir a 2 pontos atrás deles, e depois vencê-los em casa, para superá-los por 1 ponto.

MAS COMO O BOTAFOGO PERDEU, o que mudou é que TALVEZ poderemos empatar um dos jogos que temos pela frente. Dependendo dos resultados do Atlético-PR, poderemos empatar com o Guarani (Botafogo vence e nos passa por 2 pontos) e vencer os cariocas na última rodada para superá-los novamente. Ou até mesmo vencer o Guarani e empatar com o Botafogo.

Se a briga fosse apenas com o Botafogo essa vitória do Inter teria nos dado a possibilidade de um empate em algum dos 2 jogos restantes. Mas tem o Atlético, que pega Ceará em Fortaleza e Avaí em casa. Cearenses de férias, mas fora de casa, jogo não deve ser tão fácil. E no Paraná receberão um Avaí provavelmente ainda lutando desesperado pra não cair. Boas chances de não vencerem as duas.

Lembrando: tudo isso que falei é em relação ao G4, já que G3 tornou-se impossível. Por isso seguimos dependendo MESMO é da LDU ou Independiente.

RESUMINDO: o Inter talvez tenha nos dado a possibilidade de empatar uma. Mas caso o Atlético-PR não tropece, a vitória do Inter não serviu pra nada.


Saudações tricolores.

De olho na vaga

21 de novembro de 2010 26

Eu podia falar da atuação do time, que foi muito boa: nenhum jogador merece uma menção negativa. Todos foram bem. Destaque para Douglas, que definitivamente não se abateu com algumas críticas pós-Seleção e fez mais uma partidaça.

Eu podia falar da torcida também, que compareceu em bom número: foram mais de 30 mil gremistas apoiando o time durante os 90 minutos, com direito a descontrole total nos minutos finais.

Eu podia falar de Diego Clementino, um dos maiores responsáveis por esse descontrole. Foi o gol do alívio, pra lavar a alma e começar a festa. Ele sempre deixa o dele, é impressionante. Que estrela tem esse rapaz. E joga com simplicidade, calçando um belo par de chuteiras pretas tradicionais; é sempre bom lembrar.

Eu poderia me aprofundar em muitos outros temas. Mas um assunto é maior que todos e pede passagem: Renato.

Sei que a notícia é velha, mas Portaluppi renovou. Temos comandante para 2011. Foi a melhor notícia de 2010. O ótimo trabalho que vem fazendo me enche de esperanças para o ano que vai nascer. E nosso elenco é bom. Se conseguirmos manter a base, bastarão poucos reforços pontuais e tá feito o carreto. Ontem, por exemplo, nossa dupla titular de ataque estava fora: Borges e Jonas. Jogaram André Lima e Viçosa, sendo que o segundo se lesionou. Entrou Diego e... Bucha! Isso é elenco. A 5ª opção pro ataque entrou e resolveu. Em outros tempos o TUTA se machucava e não tinha sequer um reserva imediato decente. E mesmo assim um vice-América foi possível.

Tenho muita confiança num bom Brasileirão ano que vem. Bem como boas chances de faturar a Libertadores ou Copa do Brasil/Sul-Americana. Não interessa o que disputaremos: tá na hora de acabar com o jejum e faturar algo maior que o Gauchão. E com Renato e uma manutenção razoável desse elenco, tenho MUITA confiança.

Ainda está tudo em aberto, depende só de nós e do Independiente/LDU. Uma verdadeira incógnita. Mas depois da vitória em cima do Furacão o Tricampeonato da Libertadores ficou um pouquinho mais próximo.

Vamos!

OBS: Falando em Atlético-PR, queria parabenizar todo o pessoal do Coxa. Ontem o Coritiba sagrou-se Campeão Brasileiro da Série B. Vale a pena conferir esse pedacinho da festa alviverde.


Saudações azuis.

O que realmente importa

19 de novembro de 2010 23

Torcedor gremista: vamos lotar o Olímpico no sábado, às 19h30min e fazer o Monumental rugir.

Não importa quem está num momento melhor, tampouco quem está melhor colocado na tabela. Nada disso entra em campo. A decisão é ali, nos 90 minutos. Retrospecto também não diz nada. É 11 contra 11 e fim de papo.

O ano em que conquistamos nosso último título expressivo, a Copa do Brasil de 2001, foi o mesmo em que o Atlético Paranaense conquistou seu ÚNICO título de expressão. Venceram o Brasileiro daquele ano, E SÓ. Mas nada disso importará no sábado.

A camisa do Tricolor dos Pampas pesa. É um Campeão do Mundo. Bicampeão da América, Bicampeão Brasileiro, Tetracampeão da Copa do Brasil. Fora outros títulos como Recopa Sul-Americana, Copa Sul e Supercopa, que mal contamos. Frente a um único Brasileirão do Atlético-PR, o Grêmio se transforma em um gigante numa eventual comparação. Mas sabe o que isso altera para o jogo de sábado? Nada.

Vocês devem estar pensando: “o Lucas enlouqueceu. Por que está comparando a grandeza do Grêmio com a grandeza(?) do Atlético? Não é meio ridículo isso? Parece o dono de uma Ferrari querendo comparar seu carro com o proprietário de um Fusca. Não tem a mínima graça”. Concordo, mas não enlouqueci. É que tem uma comparação que pode fazer a diferença no sábado.

Com quase 8 milhões de torcedores, sendo a 6ª maior torcida do país, a maior da Região Sul e a maior fora do Eixo Rio-SP, a torcida gremista é quase 7 vezes maior que a do Atlético-PR. E segue crescendo, quase ultrapassando a Nação Vascaína. Agora sim, isso importa. Isso faz a diferença. Nossos gritos e cânticos entram em campo. Nosso descontrole contagia os jogadores. Somos nós os responsáveis por fazer toda essa grandeza do Imortal fazer a diferença nesses 90 minutos. Só um pedacinho dessa Nação estará no estádio nessa partida, mas um pedacinho APAIXONADO. E isso é o que realmente importa.

Tem gente por aí que anda delirando. Mas os lúcidos sabem que quando essa torcida resolve rugir o bicho pega. Os sãos estão cientes de que quando a grandeza desse Gigante dos Pampas é evocada a razão sai de cena e um delírio coletivo pintado de azul, preto e branco invade o gramado colocando bola na rede e fazendo até defesa milagrosa. Sorte dos lúcidos. Pobre dos desavisados.

“Todos os caminhos levam ao Monumental, e hoje vai ser mais um carnaval”. Te espero sábado no Olímpico!


Saudações tricolores.

Resumão de acontecimentos

18 de novembro de 2010 33

SELEÇÃO BRASILEIRA

No jogo que contou com as presenças de ex-gremistas, como o polêmico Ronaldinho e o unanimemente querido Lucas, vou me ater a comentar as participações de quem nos interessa HOJE: Victor e Douglas.

Victor impecável. Defesaça dupla, num lance em que a segunda defesa já não valia, pois havia sido marcado impedimento. De qualquer forma, ele pegou. Seguro, simples, enfim, o Victor que conhecemos. Nenhuma culpa no gol.

Douglas jogou uns 20 minutos apenas, não conseguiu mostrar muito. E ficou marcado pelo lance do último minuto, em que perdeu a bola no meio-de-campo que originou o contra-ataque fulminante dos hermanos. Jogadaça do Messi. Douglas errou sim, mas não achei tão absurdo o erro dele, pra tamanha repercussão. Qual meia não perde bola ali? Ok, tinha que ser mais malandro, estar mais ligado, mas ok, faz parte.

Mesmo se o erro dele tivesse sido muito pior, na entrada da área, achei errada a atitude de Mano Menezes e de alguns jogadores ao culparem Douglas nas entrelinhas de suas entrevistas. O grupo precisa se fechar, sem culpar ninguém, enaltecer o esforço de todos, não expor um colega na mídia. Pode cobrar dele no vestiário ou no hotel, mas nos microfones achei exagero.

Vem Douglas. Volta pra tua casa. Te acolheremos de braços abertos. Vem pro jogo que interessa, que não será nada amistoso. E se perder 3 bolas no meio-de-campo, pode ter certeza de que o Renato vai te defender. E aí tu vais tentar pela quarta vez e será letal. Bola pra frente, Douglas!

MUSA DO BRASILEIRÃO 2010

Sim, ela é Tricolor! Demorei pra falar de Nineta Fortini porque estava tentando entrar em contato com ela. Queria entrevistá-la para o Blog, mas não consegui.

Todo caso, como a maioria de vocês deve saber, nesse último sábado a Nina brilhou no Caldeirão do Huck, esmagando as outras duas finalistas na votação popular.

Que as gremistas são as mais bonitas todo mundo já sabia. Agora finalmente temos uma Musa para fazer jus à Nação Gremista feminina. Parabéns, Nina! Parabéns para nós, gremistas. Mais sobre a Musa: 1 | 2 | 3

5 ANOS DE GLÓRIAS

Queria deixar aqui registrado um parabéns especial ao Richard Ducker: ontem, dia 17, o seu site dedicado ao Tricolor, um dos melhores e mais completos que conheço, completou 5 anos de existência. Desde 2005 acompanhando o nosso Grêmio com muitas fotos e vídeos de todos os jogos.

E não sou apenas eu que acho isso. A Nação Tricolor parece concordar comigo, e podemos constatar essa aprovação pelos mais de 6 milhões de acessos que o ducker.com.br atingiu nesse período. Parabéns ao Ducker pelo ótimo trabalho!


Saudações azuis, pretas e brancas.

SOU AZUL PELO MUNDO

17 de novembro de 2010 10

Hoje o Blog inaugura uma nova categoria de post: SOU AZUL PELO MUNDO. Nesse espaço vou publicar relatos de gremistas que moram longe do país, para ouvir histórias, curiosidades, enfim, qualquer situação que envolva o Grêmio e a distância. Todo mundo que mora longe precisa lutar contra a saudade da família, dos amigos, da cidade, da comidinha brasileira, e aqui no SOU AZUL PELO MUNDO vamos acompanhar como alguns tricolores lutam contra os milhares de quilômetros que os separam do nosso querido Imortal Tricolor.

Para começar, vou publicar os relatos da minha grande amiga de longa data, Marta Franck, que era presença assídua no Monumental, até embarcar há pouco tempo para a Espanha, Barcelona. Ela não menciona no texto, mas é a mais nova integrante oficial do Consulado Gremista de lá. Assim que chegou, uma das primeiras providências que tomou foi entrar em contato com o Cônsul gremista e se cadastrar.

Segue o relato:

Nem todo mundo gosta de futebol. Algumas pessoas não entendem a influência que um jogo pode ter nas nossas vidas. Num dia (e, por que não, em uma semana) de Grenal, por exemplo, temos dificuldade de dormir, trabalhar, comer. Tudo fica difícil. Para os fanáticos, toda a vida se organiza em função dos jogos. O trabalho, as viagens, as festas, tudo. Não importa o horário do jogo, contra quem será, a posição na tabela, se chove ou faz sol. A única certeza é: eu estarei lá.

Há muitos anos minha vida tem sido assim. Sempre presente no estádio, acompanhando as notícias, discutindo futebol com todas as pessoas sempre que possível. Sócia, fanática, apaixonada. Eis que esse ano me deparei com uma situação diferente. Me mudei pra Espanha para fazer um mestrado. Desde fechar o apartamento em que eu morava, até me despedir de amigos e família, tudo passando por mudanças. No meio desse sentimento todo, uma coisa que me passava pela cabeça era: “eu não acredito que vou perder o Grenal por duas semanas”. Sim, o Grêmio também fazia parte desse desapego.

Chegar em um país diferente exige uma fase de adaptação. Além de se adaptar à nova casa, nova língua, temos que adaptar como assistir aos jogos. Grenal, dia tenso, passeio turístico com organização do horário para ver o jogo. Estava em um Hostel, fui com o computador para a recepção, onde pegava a internet, mudei móveis de lugar, deixei o cabo do computador cruzando a passagem. Azar, preciso assistir esse jogo. Entre quedas de conexão e imagens ruins, acompanhei e torci como se estivesse no Monumental.

É um sentimento estranho, como se não estivéssemos dando o apoio que o time merece. Um sentimento de impotência, um vazio. Começamos a buscar novos meios de ajudar e apoiar. Desde ver um jogo sozinha no quarto, da 1h às 3h da manhã, sem poder gritar por dividir o apartamento com outras pessoas, até convencer canadenses, espanhóis, colombianos e etc a assistir o jogo contigo. Sempre, é claro, dependendo da conexão da internet.  Para pessoas de culturas diferentes, ver a importância que o Tricolor tem na minha vida é contagiante.

Esse foi o modo que encontrei para sentir que estou fazendo um pouquinho mais pelo Grêmio: convencer, através da empolgação assistindo os jogos, que somos, sim, a melhor torcida do mundo. Que essa admiração aumente o exército gremista em todos os cantos, para que todos possam se orgulhar de dizer: “sou Grêmio pelo mundo”.

Afinal, TE SIGO AONDE FOR...

Marta Franck.

Se você mora fora do país e também quer contar suas peripécias para acompanhar o Tricolor, ou qualquer outra história envolvendo o Grêmio, mande um e-mail para o endereço do Blog, ali na direita, com o assunto “SOU AZUL PELO MUNDO”. Na medida do possível irei publicando todos, sem datas ou regularidade definidas.

Se você conhece alguém nessa situação, passa o link pro vivente, e em breve a história dele estará aqui.

Tem tanto gremista espalhado por aí que se as pesquisas saíssem do país esses 7 milhões iam ganhar um belo reforço. É uma Nação, espalhada por várias nações.


Saudações azuis.