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Posts de dezembro 2010

Que 2011 seja TRI legal!

26 de dezembro de 2010 17

Pessoal, o Blog ficará uns dias de férias. Até o meio de janeiro, aproximadamente. A não ser que algo de muito relevante aconteça: nesse caso darei um jeito de postar.

Obrigado pelo apoio e participação de todos, e ano que vem começa tudo de novo. Espero que vocês continuem me ajudando a tornar o Blog Tricolor cada vez melhor, com palpites, sugestões, comentários e críticas, e espero que nosso Grêmio consiga nos dar mais motivos para sermos felizes no ano que está começando.

Saúde, paz e felicidades à todos: gremistas, colorados, mazembenses, enfim, todo mundo. E em especial à Nação Tricolor: que 2011 seja TRI.


Saudações azuis, pretas e brancas.

Recado do Humberto Gessinger

24 de dezembro de 2010 7

Quem parece ter entrado no clima do último post do Blog – Ronaldinho: os dois lados da moeda – foi o gremistaço Humberto Gessinger, líder da banda Engenheiros do Hawaii: acabou de me enviar um e-mail com o áudio do link a seguir.

Ele preparou uma música de fim de ano, na qual festeja o retorno do Ronaldinho. Mas para aqueles que não estão de acordo com seu retorno e torcem para a negociação não se concretizar, Gessinger dá a solução, no final do áudio.

E ele tá de aniversário HOJE! Deixo aqui, em nome da Nação Tricolor, um PARABÉNS do tamanho do Olímpico a esse grande gremista, e desejo muitas felicidades, sempre. Ah, e ao assoprar as velinhas, faz aquele pedido... Aquele pedido, no Japão, dezembro...

Vale a pena conferir: http://grem.io/4A4

Valeu, Humberto! Parabéns, mais uma vez. E a todos, contra ou a favor do Ronaldinho, gremistas ou colorados, um FELIZ NATAL!


Saudações Tricolores.

Ronaldinho: os dois lados da moeda

23 de dezembro de 2010 39

Arte - Laury Jr. / Agência Moinhos


O caso Ronaldinho é muito complexo. Comecei a tentar escrever algo umas três vezes, mas nem eu sabia bem onde queria chegar. Estou confuso. Não sei como reagirei ao certo, se ele vier.

Sou um defensor da honra, da dignidade, de sentimentos intangíveis que moldam o futebol, esse esporte que não é forjado pela lógica, e sim pela paixão. Mas por outro lado tenho uma formação acadêmica extremamente alicerçada por conceitos de marketing. Sei o quão benéfico para o clube seria a vinda do dentuço.

Não gosto dele, mas gosto do Grêmio. Meu bem-estar pessoal está diretamente ligado ao sucesso do Tricolor. Portanto, se algo é bom para o Grêmio, é bom pra mim. E nesse antagonismo de sentimentos decidi que eu não estava preparado para falar a respeito do tema. Por isso convoquei duas pessoas: uma totalmente favorável à vinda de Ronaldinho, e outra totalmente contra. Os textos deles abordam os dois lados da moeda, cutucando na ferida e exaltando os benefícios. Acho que não preciso dizer mais nada.

O primeiro texto, cutucando na ferida, é de Bruno Siegmann, servidor do TRT. Bruno é um sócio gremista de longa data, frequentador da Geral e crítico ferrenho do futebol moderno. (@brunosiegmann)

Finalizando o “embate”, a seguir quem nos escreve é Márcio Callage, Gerente Geral de Marketing do grupo Vulcabras/Azaléia. Márcio é Conselheiro do Grêmio e membro do Movimento Grêmio Independente. (@marciocallage)


ALENTAR QUEM NOS FEZ DE BABACA

Durante o ano de 1999, não eram raras as notícias que davam conta de diversas propostas do exterior pelo jovem craque, cujo contrato com o Grêmio encerrava-se no princípio de 2000. À época, motivada também pelas fortunas despejadas pela ISL, a então incompetente direção de futebol do Grêmio decidiu que não venderia o jogador e iniciou negociações para renovar seu contrato. Assim, por alguns meses, Ronaldinho cansou de declarar seu amor pelo clube que o revelara, reiterando seu desejo de permanecer. Enquanto isso, na escrivaninha de seu irmão e empresário, repousava um pré-contrato já celebrado com o Paris Saint-Germain.

Também enquanto isso, os dirigentes franceses divertiam-se com a faixa colocada no Largo dos Campeões, indicando que o Grêmio não venderia seus craques. A mesma diversão que, logo depois, tocou também aos colorados. Ronaldinho poderia ter declarado, como fazem quase todos os jogadores, que precisava pensar no seu futuro, que amava o Grêmio, mas a proposta era muito vantajosa. Poderia dizer que não aceitava ganhar menos do que outros colegas enquanto decidia os jogos em favor do Grêmio. Não. Ele optou por mentir. Com isso, ganhou uma bolada maior na transferência, fez os rivais vermelhos rirem e, principalmente, deixou cada torcedor do Grêmio com cara de otário. Ronaldinho não precisava mentir pra ficar milionário. Ele chegaria lá de qualquer forma. Integridade, enfim, não é uma das virtudes da Família Assis Moreira.

Depois disso, Ronaldinho obteve algum brilho no PSG, brigou com o técnico e foi vendido ao Barcelona, mudando a história recente do clube catalão. Nas temporadas 2004/2005 e 2005/2006, Ronaldinho jogou demais, desbancou o Real Madrid em âmbito nacional, foi duas vezes eleito melhor do mundo pela FIFA, e levou o caneco da Liga dos Campeões da Europa. Logo depois, chegou à Copa do Mundo como grande estrela e sucumbiu junto com a Seleção Brasileira. No fim do ano, teve a grande oportunidade de tentar se redimir com a torcida tricolor ao enfrentar nosso rival na final do Mundial. Novamente, omitiu-se e permitiu a festa vermelha em Porto Alegre. Desde então, o jogador que impressionou o mundo vive de gols esparsos, de alguns malabarismos e de campanhas publicitárias.

E agora ele está voltando. Mesmo sabendo quão minoritária é minha opinião, por tudo que ele fez conosco, entendo que jamais seria correto aceitar uma reaproximação. Não se trata de guardar mágoa. Eu simplesmente acharei terrível alentar um cara que me fez de babaca. Ah, mas e o marketing? Afinal de contas, futebol é negócio, não? Logicamente, não é, embora repitam essa farsa até que os ingênuos passem a acreditar. Tenham certeza que para alguns é muito vantajoso que a torcida aceite que se trata de um negócio. O certo é que, para o Assis, é claramente um negócio. Pra mim, não. Futebol, pra mim, é o Grêmio, um sentimento que não tenho sequer coragem de tentar explicar. E isso envolve honra, dignidade, orgulho, reputação. Todos esses valores, tão caros pro torcedor, são agora ignorados pela nova direção do Grêmio.

Mas o pior de tudo é o contexto. O Grêmio chega à Libertadores 2011 com excelentes perspectivas. Depois de anos, temos uma base forte a ser mantida, um técnico que é nosso grande ídolo e um elenco que acabou de fazer campanha incrível no segundo turno do Brasileirão. Eu estava muito confiante. Agora, o que vejo é um único atleta no qual serão depositadas todas as esperanças da torcida e, pior, do próprio elenco. E esse atleta tem no currículo episódios de absoluta falta de caráter e de amareladas já históricas. Além disso, não demonstra um futebol que lhe garanta a titularidade do Grêmio há quase seis anos. Perigosamente, o Grêmio coloca um projeto de marketing à frente do futebol às vésperas da Libertadores.

Em síntese, a tendência clara é que a sagrada camisa do Grêmio, na qual Ronaldinho pisou, torne-se um painel publicitário pra bancar os salários e as festas de um cara que, a toda evidência, vai novamente amarelar quando mais precisarmos dele, como faz há anos. Está claro que, no momento, o Grêmio é muito mais vantajoso ao Ronaldinho do que o contrário. O Grêmio definitivamente não precisa disso. Nosso objetivo principal não pode ser lotar nosso manto de marcas e vendê-lo pra consumidores chineses. Nossa meta, nossa obsessão, é a vitória, a glória. E nossa história mostra que um técnico como Renato, dirigindo um time aguerrido e com qualidade, alentados pela melhor torcida do Brasil, é mais do que suficiente para superarmos qualquer adversário. Éramos gigantes antes do Ronaldinho. Continuamos gigantes depois da traição dele. E voltaremos ao Mundial sem sua ajuda.

Podem acreditar.

Bruno Siegmann.


QUANTO VALE A MÁGOA?

A essência do marketing é criar valor. Seja para uma marca, produto, serviço ou pessoa.
É fazer algo valer mais.  No caso de um clube de futebol, é a mesma coisa.

Ronaldo no Grêmio já é, em si, a maior ação de marketing da história do tricolor gaúcho.
Não digo a maior vitória. Não digo o fato mais importante da história do clube. Jamais.

Mas repito: já é, por si só, a maior ação de marketing que o clube já realizou.

Com apenas um movimento, o Grêmio passa a ser pauta, da noite pro dia, de uma hora para outra, da mídia esportiva do mundo todo. Um search no Google ou no twitter já mostra isso.

Mas a torcida do Grêmio ainda questiona. O que o mundo não sabe é que existe uma ferida aberta nessa relação.

A saída do Ronaldo não foi das coisas mais bacanas que aconteceram na história do Grêmio. Pelo contrário.

O Grêmio deixou de ganhar. O torcedor se sentiu traído.

E até então, imaginar a volta do maior jogador já revelado por um clube no Rio Grande do Sul, parecia improvável.

Parecia.

Agora, encaremos os fatos: vivemos do presente.

Pensando no melhor para o Grêmio HOJE - e é assim que estou pensando -, é impossível negar: o Grêmio tem muito a ganhar com a volta do Ronaldinho. Basta amarrar bem o negócio e ele querer jogar.

E, neste ponto, confio demais da nova direção gremista. E na força do Renato, que fala de igual pra igual com um jogador como o Ronaldo.

Para mim, é só isso que deveria interessar aos torcedores do imortal tricolor: vamos ganhar muito com isso.

Fui convidado para dar uma entrevista a uma rádio e comecei a listar alguns pontos que não poderia deixar falar.  Parei logo no início, do contrário a rádio passaria 24 horas comigo no ar.

Vou listar pra vocês, deixando claro que essas são as primeiras coisas que surgiram na minha cabeça. Muito mais pode e será feito:

- Ações envolvendo a venda da camisa dele. O Ronaldo é patrocinado pela Nike. Mas a camisa do craque que os fãs do mundo todo querem é a camisa que ele usa pra jogar. E essa camisa, meu amigo, é azul, preta e branca. É do Grêmio. Ou seja: grana pra nós. Valor para o clube.

- Ainda sobre a camisa oficial: é certo que na negociação com a marca esportiva, o Grêmio levou um valor maior de luvas/contrato e tem um royalty maior na venda das camisas dele. Temos mais força na negociação com este fato. Ao vezes chega ao dobro. Já vivi um caso parecido com o Flamengo/Olympikus/Adriano e digo: todos ganham muito com a venda da camisa.

- Linha especial de vestuário: o Grêmio pode, e deve, lançar uma linha casual Ronaldinho/Grêmio. Camisetas retrô, de algodão, casuais, casacos, enfim. Mais royalties, mais receita. Mais gente usando a marca Grêmio em todos os lugares. Sem falar de outros produtos licenciados: bonequinhos, chaveiros e tudo mais que poder ser feito.

- A coisa mais importante do marketing é, sem sombra alguma de dúvida, o produto. No caso do futebol, o produto é o TIME. Time bom lota estádio, vende camisa, tem mais sócios e dá mais volta olímpica. Ou seja: vale mais. Cria valor. E o Grêmio, vai ter mais do que um jogador em campo: vai ter um fato.

Quantos clubes tem, no elenco, um jogador que já foi campeão do mundo vestindo a camisa do seu país?

Quantos clubes tem, no elenco, um jogador que já foi eleito melhor jogador do mundo?

Quanto clubes tem, no elenco, um jogador que já foi eleito DUAS VEZES melhor jogador do mundo?

Quantos clubes, NO MUNDO, tem isso?

Pois o Grêmio tem.

Com isso, o clube pode criar pacote de vendas antecipadas de ingressos. O Gauchão passa a ser interessante. Torcedores do estado e do país todo vão querer assistir Ronaldo em campo. De novo: mais valor para o Grêmio.

- Novos sócios: a nova diretoria, buscando a profissionalização do clube, anunciou a contratação de um executivo de marketing. O objetivo: 100.000 sócios em 18 meses. Com a vinda de Ronaldo, sinceramente, já acho muito tempo. O Grêmio tem a maior torcida do RS, 100 mil sócios deve ser apenas o primeiro passo. E esse prazo deve ser reduzido em pelo menos 6 meses.

- Imagem internacional: o Ronaldo tem espaço na mídia do mundo todo. Qualquer jogada, gol, passe sobrenatural, vai colocar o time nos telejornais esportivos, internet, jornais e revistas de diversos países. A visibilidade do Grêmio ao redor do mundo certamente vai gerar mais convites e maior cachê para amistosos fora do país.

- Jogos em todo Brasil passam a ter mais importância. O time é notícia em
qualquer cidade que for jogar.

- Mais transmissões de jogos na TV aberta.

Isso significa que na hora que o Grêmio for negociar qualquer marca na sua camisa, vai negociar uma maior exposição do patrocinador. Ter a marca no camisa do Grêmio passa a valer mais.

Sim, o time passa a ter muito mais visibilidade. Muito mais valor. E isso volta para o campo, inclusive: outros empresários e jogadores terão mais interesse na vitrine que o Grêmio representa, facilitando negociações no futebol.

Enfim, poderia listar muito mais, mas quando cheguei neste ponto, ao menos eu já estava convencido: que venha Ronaldo.

Márcio Callage.


Enfim, agora é esperar pra ver. Queria agradecer aos dois amigos pelos belos e esmerados textos, e que nosso Grêmio seja imbatível em 2011, aconteça o que acontecer.

Saudações azuis, pretas e brancas.



COMENTÁRIOS REATIVADOS!!!

Vou jogar no Grêmio

22 de dezembro de 2010 1

Em primeira mão para os leitores do Blog Tricolor: vou jogar no Grêmio. Eu, Lucas, quem vos escreve.

Será no Gauchão 2011, só o 2º tempo, num jogo dentro do Olímpico.

Ficha Técnica:

Nome: Lucas von Mühlen Baroni Silveira

Nascimento: 11/08/1985, Porto Alegre/RS

Peso/Altura: 90kg / 1,86m

Posição: centroavante

Isso mesmo, centroavante. Jogarei com a 9, mesmo entrando só no 2º tempo.

Pra essa informação se concretizar, só falta dois detalhes: precisarei do apoio de vocês, torcedores gremistas (e acredito que terei), e, além disso, será necessário que eu seja o vencedor da Mega-Sena da virada (estou confiante, acho que ganharei, to sentindo).

Réveillon passado eu estava na praia com alguns amigos. Fizemos alguns jogos juntos, e fomos pra frente da TV conferir o resultado (única vez que ela foi ligada). Decepção geral. Estávamos dias e dias planejando o futuro, o que fazer, o que não fazer, o que comprar, pra quem contar. Aquela coisa toda. Esses dias ouvi uma ótima: jogar na Mega-Sena é a droga de maior custo/benefício, pois tu gasta umas moedinhas e fica uma semana viajando. Foi o que aconteceu conosco.

Nessa viagem toda eu decidi: vou oferecer 2 milhões ao Grêmio para jogar 45 minutos de alguma partida, no Olímpico. Imagina fazer um gol? Seria uma sensação que não tem preço. Só o fato de entrar em campo, fardado, diante da torcida, tudo isso já seria sensacional. Pode ser Gauchão, pode ser um jogo que não vale nada: o último da primeira fase, com o time já classificado, algo assim. Não interessa, seria inenarrável.

Mas algum amigo questionou: será que o Grêmio toparia? Afinal, não é várzea, não dá pra deixar qualquer um sair jogando. E a aceitação da torcida? Esse seria o ponto principal. Mas a solução é simples: votação com sócios. Eu pagaria toda a estrutura que uma votação exige. Na urna: você concorda que Lucas von, um torcedor e sócio gremista, atue na partida Grêmio x Sei Lá Quem no dia XX/YY/2011 por 45 minutos se depositar a quantia de 2 milhões de reais para o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense? SIM e NÃO seriam as opções.

Pois bem, esse ano pretendo ganhar na Mega-Sena, e agora é sério. Então fico dependendo de vocês, torcedores. Queria colher suas opiniões para ver se jogarei ou não pelo Grêmio no ano que vem. Preciso me preparar. Caso o resultado aqui seja positivo, lá pelo dia 05 de janeiro já devo entrar em contato com Paulo Paixão: vou contratá-lo para me preparar até o dia da partida.

Vocês deixariam um rico excêntrico, torcedor do clube, entrar em campo por essa quantia?


Lucas joga no Grêmio por R$ 2 milhões?online surveys


Saudações azuis, pretas e brancas.



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Em 2011: deixem o coração no campo

21 de dezembro de 2010 0

Não vi a notícia oficializada em nenhum site ou jornal, mas já li e ouvi em diversos lugares que a Topper deve ser anunciada em breve como nova fornecedora de material esportivo do Tricolor.

Não vou me ater a falar do rolo com a tal de Filon, contratos e demais confusões que cercam o tema. Isso todo mundo pode achar em notícias da internet. Minha função aqui não é dar notícias, e sim expor opiniões e percepções, como torcedor, e não como jornalista.

Primeiramente queria dizer que o preconceito que alguns têm em relação à marca, por ser brasileira, é tolice. Primeiro: o Brasil tem empresas tops no mundo em vários segmentos, e o esporte é um deles. Essa mania de desprezar o que é nosso tem que acabar. E segundo: faturamos diversos títulos com outras marcas brasileiras: Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, tudo isso com Olympikus e Penalty. Supersticiosos vão gostar.

Pra não dizer que tudo são rosas, só tenho um porém a questionar, talvez até por ignorância da minha parte: logística. Será que a Topper vai dar conta de saciar a gigantesca demanda do Grêmio no país inteiro? E a distribuição? Por exemplo, se o Ronaldinho acaba vindo o mundo inteiro vai querer comprar camisas do Tricolor, e aí eu pergunto: nosso manto chegará na África, Ásia, até mesmo Europa? Com a Puma eu não teria tanto essa preocupação. Mas mesmo sem o Ronaldo, por ser uma empresa menor que a multinacional Puma, é bom ficarem atentos e ver se eles terão estrutura suficiente para fechar essa parceria com esse Gigante dos Pampas Brasileiros e tudo que isso acarreta e exige.

Já quanto à camisa não tenho muito receio. Fizeram lindos modelos para Estudiantes e Newell's Old Boys. A propósito, na Argentina eles andam muito bem. Aqui fizeram o material do Galo, e me pareceu também seguir uma linha mais clássica, o que muito me agrada. Sem invencionices.

Um torcedor não identificado montou esse protótipo, baseado no Estudiantes. Gostei.


A Topper está investindo, crescendo, se reposicionando. É bom para o Grêmio fechar com alguém que tenha ambições. E com alguém para quem seremos muito importantes, e não apenas mais um. Um alguém que se preocupa com detalhes característicos de cada clube, e não faz moldes engessados para o mundo todo. Se financeiramente for bom para o clube (e parece que é), de resto também me parece ser um bom negócio.

Mas só entre nós: fornecedor de material esportivo é só um detalhe. O importante é que quem vestir esse manto em 2011 faça por merecer. Se doe, se entregue. Uma campanha da própria Topper iniciada na Argentina, e que se não me engano chegou aqui também, se chama "O CORAÇÃO MANDA", e em alguns comerciais dessa campanha eles dizem: "deixe o coração no campo". É o que realmente importa.


Saudações azuis, pretas e brancas.



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Ronaldinho no Grêmio

18 de dezembro de 2010 0

Esse boato criado agora não é nenhuma novidade.

O que penso sobre isso? Já escrevi a respeito, no dia 21 de maio: http://grem.io/3o1


Saudações tricolores.




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Gestão Duda Kroeff

16 de dezembro de 2010 1


RESUMÃO DOS E-MAILS

Recebi muito mais e-mails do que imaginei. Até por isso demorei a finalizar esse texto. Claro, alguns torcedores odeiam o Duda e não querem mais vê-lo nem pintado de ouro, assim como outros se mostraram extremamente satisfeitos com sua gestão e conseguiram listar muitos pontos positivos. Mas esses são dois extremos, as exceções.

De modo geral o torcedor gremista tem um conceito médio em relação à Gestão Duda. Dá pra se dizer que ele passou por média, sem maiores prejuízos, mas não encantou. E é impressionante como a grande maioria dos e-mails continha os mesmos fatos (negativos ou positivos) e teciam opiniões gerais idênticas.

O torcedor gremista parece gostar da pessoa do Duda, o que julgo correto. Parece ter ficado claro tratar-se de um gremistão, e de um sujeito bom, honesto, exemplar. Todo mundo ficaria satisfeito em tê-lo como genro. Já na presidência do Grêmio, existem algumas divergências.


MINHA ANÁLISE

Concordo com a maioria dos torcedores. Duda não foi o Presidente dos sonhos, mas tampouco o desastre que alguns pintam.

Duda pecou pela inexperiência e falta de pulso. Sua índole mansa e serena não combinou com o momento vivido pelo clube. Sobrou boa vontade e empenho. Faltou convicção em alguns momentos, faltou energia noutros. Faltou carisma, sempre.

- Fez bem em manter Roth quando assumiu. Time quase fatura o Brasileiro do ano anterior, bem montado, estrutura sólida num 3-5-2 cumpridor.

- Imprensa e torcida querem a cabeça do Celso após derrotas em Gre-nais (sendo que o Inter tinha elenco superior e jogamos melhor a maioria, sendo inclusive roubados num deles). Aqui vejo um erro da gestão Duda, mas muito mais sutil do que a maioria julga. A situação não era simples, não tinha mais clima para Roth permanecer. Vi, pela primeira vez na vida - e espero que última, vaias no Olímpico em um gol do Grêmio, quando Jonas marcou, pelo Gauchão, e foi abraçar o Celso. Eu, um dos poucos que defendia sua permanência, fiquei aliviado com sua queda, pois o clima tava pesado demais. Em outros tempos eu diria que nem houve erro da direção, pois não tinham escolha, mas pensando bem, podiam ter batido o pé, nadado contra a maré, e uma vitória boa nas quartas da Libertadores já resultaria em uma trégua por parte do torcedor. Mas esse episódio foi muito delicado, um dos erros mais sutis da direção, e que podemos até questionar se foi erro de fato ou não.

- Eis que surge um dos maiores erros: Paulo Autuori. Não pelo nome em si, que honestamente, agradou a maioria. Mas por dois motivos: 45 dias sem técnico em meio a uma semi-final de Libertadores, e pelo RENATO DANDO SOPA. Autuori foi um fracasso, mas isso não foi culpa da direção, era um técnico com um bom histórico que não deu certo. Mas esperá-lo tanto tempo foi crítico naquele momento. Sobretudo para vê-lo mudar o 3-5-2 que o time vinha jogando por 2 anos para um 4-4-2, de sopetão. E o Renato, eu comentei na época, era o nome. Muito mais pelo fator anímico e simbólico do que por qualquer outra coisa. Hoje vejo que eu tinha razão. Ele chegou aqui no Z4 e com o rival decidindo a América, e já teve festa no aeroporto e criou-se um clima fantástico. Imaginem em 2009, em plenas quartas-de-final de Libertadores. A gremistada ia enlouquecer. Ganharíamos aquela Libertadores por osmose. Na marra. Enfim, faltou malandragem e bom senso nesse episódio do técnico novo em 2009.

- Silas não considero um erro. Um cara jovem e promissor, com 2 anos excelentes no Avaí. Uma aposta interessante. O grande erro foi mantê-lo, juntamente com o também desgastado e apático Meira, por tempo demais. Até minha chinchila manca sabia que não dava mais. Perdeu o controle do vestiário, não era nenhum gênio da tática, enfim, esgotou. Demorou. Essa demora nos custou vôos maiores em 2010.

- Finalmente, Renato. Com um delay de mais de um ano, o acerto. De volta ao lar, Renato Portaluppi enfim ganhou a confiança de Duda e Cia, e não deixou a desejar. Conseguiu salvar o ano de um desfecho trágico, e ainda nos jogou incrivelmente na Libertadores de 2011.

- Mas o Renato não é mágico. Ele reergueu um time que tinha recursos. Nesse ponto acho que não valorizam muito a gestão do Kroeff. Maxi Lopez foi um exemplo de aposta bem sucedida. Leandro, exemplo de aposta frustrada. Mas futebol é assim, tem que apostar em uns 3 pra conseguir aproveitar 1. E nesse aspecto achei uma boa gestão. Alex Mineiro, por exemplo, outro fracasso: mas empilhava gols até então. Foi um pouco de azar. Já outros nomes vingaram muito bem, como Douglas, Gabriel, Rochemback (depois de algum tempo), etc. Fora a manutenção de nomes como Victor e Jonas. Duda deixa uma base interessante para o ano que vem. Isso deve ser valorizado.

Um fato curioso: a maioria dos gremistas citou como ponto positivo as finanças. Reconhecem que Duda deu uma equilibrada, quitou dívidas importantes, etc. O engraçado é que o próprio Duda se diz um pouco frustrado com essa questão, em sua CARTA ABERTA ao torcedor. Achei razoável. Não deixou rombos homéricos, tampouco sobrando dinheiro. Deu suas investidas mais ousadas sim, mas com os pés no chão.

Enfim, Duda Kroeff bateu na trave. Teve boa intenção, bons insights, mas sua postura travada custou caro. Sua insegurança custou a Libertadores 2009 e o Brasileiro 2010. E bater na trave não é gol. Nenhum Presidente será ótimo sem títulos, é assim que funciona o futebol.

Que o já experiente Odone, que assumiu ontem, aproveite os bons frutos deixados pela Gestão Duda, tome de lição os erros, e tenha toda a sorte do mundo à frente do nosso querido Grêmio. E vamos em frente, eu, vocês, o Duda, o Odone, todos juntos, rumo ao Tri América.


Saudações azuis.




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2011 promete

15 de dezembro de 2010 2


No dia 05 de julho de 2009 fiz um texto que falava de um pacto com Deus. Era um torcedor gremista desesperado no Estádio dos Aflitos em 2005 que conseguiu dialogar com Ele minutos antes da cobrança do segundo pênalti.

Resumindo, no texto eu digo que Deus concordou em ajudar o desesperado gremista, e prometeu uma defesa do Galatto e mais um gol, garantindo o título. Mas em troca Ele exigiria o seguinte: nenhum título expressivo nos próximos 5 anos. O gremista concorda. O pacto é formalizado. Grêmio bate na trave no Brasileirão 2006, Libertadores 2007, Brasileirão 2008, Libertadores 2009, Copa do Brasil 2010. É o pacto que segue firme.

Coincidentemente, pouco antes de fechar os 5 anos, o Márcio Neves, assessor de imprensa do Grêmio, fez um texto muito semelhante, mesmo sem ter lido o meu. A ideia do pacto era a mesma, mas o Márcio foi além: nesses 5 anos de jejum, o pacto ainda previa que nosso maior rival igualasse nossos maiores feitos. E findado esse período, tudo voltaria a estar sob nosso domínio.

Até ontem eu encarava esses dois textos como meras brincadeiras, além de uma grande coincidência, por serem tão parecidos. Mas hoje isso tudo martelou minha cabeça.

No churrasco que fizemos para secar o Goiás, alguns amigos falavam: “cara, chega. As coisas têm que começar a dar certo para o Grêmio. A roda tem que começar a girar pro nosso lado, não é possível. Tudo só dá certo pra eles, tá na hora de mudar isso. E vai ser hoje!”

Falamos muito sobre isso, e fiquei pensando a respeito. Quando o limitadíssimo time do Independiente reverteu a enorme vantagem dos goianos, comecei a gritar: “A RODA VIROU! A RODA VIROU”. E parece que começou a girar a nosso favor. Provavelmente desde que o Renato chegou.

Em outros tempos, com esse mesmo time, o Inter teria atropelado o Mazembe. Em outros tempos o Goiás teria segurado a vantagem construída no Serra Dourada. Mas isso EM OUTROS TEMPOS. Estamos entrando em tempos de Grêmio, onde tudo está voltando ao normal.

Acredite no que preferir: os Deuses do futebol acordaram, o pacto chegou ao fim, a roda virou, não interessa. O que importa é que, ao que tudo indica, 2011 promete. Sabe aquela bolinha de tênis que bate na fita do topo da rede e ninguém sabe pra que lado ela vai? Pois é, ela finalmente começou a cair no lado deles.

Agora só precisamos emprestar o Marcelo Grohe para um time menor, para ser titular e pegar experiência, e contratar Kidiaba para o seu lugar. Titular absoluto no Gauchão, banco do Victor na Libertadores, recorde de vendas na lojinha, e Tri América no armário.


Saudações azuis, pretas, brancas e congolesas.



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Grêmio admite interesse em Eto'o

13 de dezembro de 2010 0

A matéria abaixo é fictícia:

Samuel Eto’o, da Inter de Milão, poderia ser o novo reforço do Grêmio. O camaronês viria para substituir Borges, que pode estar de saída do clube.

Perguntado sobre o jogador, o futuro diretor de futebol gremista, Antônio Vicente Martins, afirmou tratar-se realmente de um atleta excepcional. Disse ainda que Eto’o é um matador nato, e que suas características casariam perfeitamente com Jonas, formando uma dupla letal.

Nossa reportagem consultou também alguns torcedores e conselheiros do clube, e todos afirmaram possuir grande interesse e vontade de ver Samuel Eto’o vestindo a camisa tricolor. Falamos ainda com Ronaldinho Gaúcho, seu colega de Barcelona, que nos garantiu que o camaronês gosta muito do Brasil, já ouviu falar muito bem de Porto Alegre, e que provavelmente se sentiria honrado em jogar no país do futebol.

Blog Tricolor, ClicRBS - 13 de dezembro, 2010.

Eu falei alguma mentira na matéria fictícia acima? Não. Provavelmente qualquer gremista, seja da direção ou não, teria grande interesse em ver o Eto’o no Grêmio. O Borges de fato pode sair, e também pode ficar: isso não diz nada. Provavelmente o Eto’o falaria bem do Brasil, caso fosse perguntado a ele algo sobre o país. Enfim, tudo que eu inventei acima poderia perfeitamente ser real. Mas não nos diz nada de concreto. Essa negociação não tem, na prática, a mínima chance de acontecer. Quase que exclusivamente por questões financeiras. Mas no texto não menciono esse “detalhe”.

O que quero dizer com isso é que o torcedor não deve se iludir, pois a profissão do jornalista exige que ele especule qualquer vírgula dita por qualquer pessoa. Se o Odone disser que o Messi joga muito, estará dizendo algo óbvio, mas já surgiriam matérias alardeando essa obviedade. Se o AVM cruzar com o Conca num shopping e cumprimentá-lo: mais 14 matérias especulativas.

Isso tudo é normal, é o papel do jornalista tentar antever fatos, sair na frente, descobrir em qual mato tem cachorro. Mas existem também os maus-jornalistas, que fazem um sensacionalismo proposital até mesmo manipulando fatos.

Tem aquele cara que tá num restaurante e encontra o Fernando Carvalho e o Jonas e se aproveita disso. O sujeito vê o Jonas entrando com sua mulher, vê que ele deu um “oi” pro Carvalho e em seguida sentou-se em outra mesa. Aí ele tira foto desse cumprimento e põe nos jornais dizendo que o Jonas teria jantado com o Fernando Carvalho e poderia ser a novidade no time do Inter. Matéria que prejudica a todos os leitores, por terem sido enganados, e prejudica o próprio Jonas, que vai se ver mal com a torcida gremista. Mas uma notícia dessas em um site qualquer gera muitos clicviews, e isso faz com que os anúncios desse site possam ser comercializados por valores mais altos. Aí esse jornalista usa termos que não o comprometem, como “Jonas ESTARIA indo para o Inter”, “o acordo SERIA fechado ainda esse mês”, “o Inter TERIA interesse no atleta”, e depois de 2 meses não toca mais no assunto, ou diz que a negociação não evoluiu e ponto final.

Estou dizendo tudo isso para explicar o motivo pelo qual não falarei muito de especulações no Blog. É tudo muito cansativo e nada muito confirmado. Posso falar de um ou outro caso isolado, mas vou me ater a comentar principalmente as negociações confirmadas. De cada 36 nomes especulados, uns 2 acabam vindo, sendo que 1 deles nem estava na lista dos 36. É sempre assim.

E queria pedir também aos novos dirigentes gremistas: tentem trabalhar quietos, sem divulgar muito possíveis interesses. Esse tipo de coisa só faz com que dificulte tudo. Gera especulação, outros clubes se interessam, valoriza o jogador, abrem leilão por ele, etc. Trabalhem na surdina, na manha da ariranha.


OBS: queria ter postado o texto sobre a Gestão Duda ainda no fim de semana, mas recebi muito mais e-mails do que o esperado, e não dei conta de ler tudo com calma. Mas já tá saindo do forno.


Saudações azuis.



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Opinião do torcedor

10 de dezembro de 2010 0

Pretendo fazer em breve uma análise um tanto detalhada da Gestão Duda Kroeff.

Uma gestão de erros e acertos, que exige um parecer minucioso. Não é tão simples definir a trajetória de Duda Kroeff em uma, duas ou três frases. E justamente por ser uma tarefa um tanto complexa, peço a ajuda de vocês: mandem e-mails para o Blog Tricolor.

Para que eu tenha um apanhado de opiniões da Nação Gremista, peço a vocês que me enviem e-mails com suas breves opiniões sobre a gestão do Duda. Até mesmo para eu recordar de alguns fatos que por ventura tenha esquecido, ou dado menos importância, enfim, para que minha análise seja a mais justa possível – ainda que baseada muito nas minhas opiniões pessoais e compreensões particulares.

O e-mail é blogtricolorgremio@gmail.com. Manda tua opinião pra mim!


Saudações tricolores.



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