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Posts de fevereiro 2011

O garoto Renato |problemas do time|

28 de fevereiro de 2011 43

Apesar dos 4 x 2 no Cruzeirinho, garantindo vaga na Final da Taça Piratini, contra o Caxias; o Tricolor tem problemas. Comecei a listar alguns, e vi que os principais poderiam ter a mesma solução: gurizada.

Cheguei a um número final de 5 problemas no time. Claro, é bem relativo. Alguns vão dizer que temos mais, outros dirão que algum item que citei não é problema. Enfim, é apenas minha análise pessoal e superficial:

BOLA AÉREA

Quase ninguém no time cabeceia. Isso é grave. Apenas a dupla de zaga e o André Lima. Borges, todo o meio, volantes e laterais não têm esse perfil. Dois gols de cabeça hoje, sendo um de um anão, marcado pelo Gabriel. Paulão estava por perto mas também não conseguiu interceptar. O outro foi em cima do Gilson, mas ok, o cabeceador tinha uns 3m de altura.

Só que esse problema não tem solução, acho. Só reformulando todo o plantel, com jogadores que tenham esse perfil, ou seja, inviável. Mas a dupla de zaga cabeceando já quebra um galho. Poucos laterais e até mesmo volantes são notáveis cabeceadores. Não estamos muito abaixo da média, apesar de termos apenas 3 jogadores com essa virtude.

MARCAÇÃO

É bonito ver o Douglas dando carrinho, o Borges tentando cercar a saída de bola da zaga adversária, etc. Mas na prática, temos apenas 3 jogadores DEFENSIVOS no time. Que mordem MESMO, que marcam de verdade. Mais uma vez, a dupla de zaga, obviamente, e o Adilson. Rochemback até morde um pouco, mas não tem o ímpeto de um guri. Se alguém quiser incluí-lo nessa lista, ok, é discutível. Eu deixaria só o Adilson, mas ok, na melhor das hipóteses, apenas 4 marcadores.

Nossos laterais e meios são mais agudos do meio pra frente. Isso preocupa um pouco, principalmente em partidas contra times melhores. Estamos tomando muitos gols pro meu gosto. Não seria o caso de 3 zagueiros? Eu não gosto muito do 3-5-2 e afins, mas de repente é o caso para um time mais inseguro do meio pra trás. Confesso que também não sei a solução definitiva pra esse problema.

DOIS CENTRO-AVANTES

Essa é uma das questões mais complexas. Borges e André Lima podem jogar juntos? Caso não, quem sai? E quem entra? Escudero? Viçosa? Pacheco? Nenhum deles? É complicado, mas não me parece que seja possível manter os dois pra sempre. O André está muito prejudicado com essa formação. Não é a dele. Ele joga na mesma do Borges, centralizado. Enfim, vejo isso como um problema. Tomara que os dois me provem o contrário.

PAULÃO 2011

Está meio vacilante. Inseguro, distraído, enfim, não tá me passando segurança. Eu ficaria mais tranqüilo num esquema com três zagueiros. Só com dois o Paulão me preocupa um pouco às vezes. E quem o defende como titular argumenta que ele cabeceia muito bem. Ok, hoje tomamos dois gols de cabeça. A presença dele ali na área não mudou nada. Além disso, Mário, Vilson  ou Neuton também sabem cabecear.

Pode ser só uma fase ruim, mas de qualquer forma eu colocaria Mário Fernandes, o guri de gelo, fazendo dupla com Rodolfo. Na minha opinião ele joga muito. É bizarro vê-lo fora do banco, preterido a Paulão e Rafa Marques. Não consigo entender. Acho que Mário e Rodolfo formariam uma baita dupla. Finalmente um problema para o qual eu consegui sugerir uma solução. Até que enfim. É que essa é tão óbvia que ficou fácil. Não sei como o Renato não vê.

LATERAL ESQUERDA

Nosso setor mais capenga na temporada. Collaço evoluiu muito, me parece, mas acredito que ainda não é a solução perfeita. Gilson também está abaixo do desejado. Os dois deveriam brigar pela vaga no banco, não mais que isso.

Bom, aqui temos um leque de opções para solucionar o problema. A mais óbvia é colocar o Neuton ali. O guri me parece ser muito bom jogador, e também está sumido, sem chances. Será que ele tá pior que o Gilson nos treinos? Duvido muito. Além do mais, Neuton reforçaria pontos fracos do time citados nos dois primeiros problemas, pois tem boa noção de cabeceio e, apesar de saber apoiar satisfatoriamente, é defensivo em sua origem.

Outra hipótese parece ser bem óbvia também, mas é delicada: Lúcio na lateral. Pronto, teríamos uma das melhores duplas de laterais do país com Lúcio e Gabriel. Mas a bomba iria estourar no meio. Lúcio vem desempenhando bom papel por ali, numa posição que praticamente não existe, e que dificilmente alguém conseguiria suprir à altura. Mas, quem sabe? Estamos mais bem servidos de meias do que de laterais.

E teria até uma terceira via, mais alternativa. Colocar o Gabriel no meio, na função que o Lúcio vem desempenhando, Mário Fernandes na lateral direita e o próprio Lúcio voltando pra lateral esquerda. Gabriel vinha jogando no meio na Grécia. De repente se sai bem. Mário Fernandes é melhor lateral que Gilson e Collaço. Anos luz melhor, eu diria. E vou além: de repente nem precisa mexer no Gabriel e no Lúcio. Deixa cada um na sua e põe o Mário na esquerda mesmo. Acho que se sairia melhor que os atuais postulantes a essa vaga.

RESUMO

Enfim, fora os problemas sem solução, ou com soluções complexas, as questões da zaga e das laterais têm soluções interessantes e caseiras. Basta o Renato tentar, dando chances pra gurizada. Renato, que, diga-se de passagem, tinha 21 anos quando marcou dois gols em Tóquio, no jogo mais importante da história do Grêmio.

Dá chance a eles, Portaluppi!


Saudações azuis.




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Pedra no caminho

25 de fevereiro de 2011 40

O jogo de ontem/hoje foi uma pedra em nosso caminho. E uma pedra no caminho não necessariamente é algo ruim: pode ter servido para tirarmos algumas lições e ligarmos o sinal de alerta.

Lúcio foi o destaque da partida. Ou melhor, sua ausência. Por não ter jogado, praticamente carimbou sua titularidade indiscutível. Que falta fez o rapaz. Carlos Alberto mostrou que marcação não é com ele. Tem que jogar mais livre, mais a frente. Borges e André Lima deixaram ainda maior aquele ponto de interrogação referente aos dois atuarem juntos. Lateral esquerda não deixa mais dúvidas que é nosso ponto fraco. Gilson muito limitado. Collaço foi bem ontem, confesso. Mas eu ainda não fecharia o ciclo de contratações.

Dá pra ser campeão com esse time? Claro que dá. Até com um time pior daria. Mas pra que dificultar? Sei que o mercado não está nada fácil, mas se eu fosse a direção não cruzava os braços dando um ponto final nas contratações. Um atacante de velocidade e um lateral esquerdo, pelo menos, seria o caso. Não acham? Quase deu pra ser campeão com Tuta em fim de carreira, Ramón, o esforçado Patrício, o guerreiro Sandro Goiano, o inseguro e carismático Saja, e por aí vai. Mas seria mais fácil se tivesse com Riquelme.

O resultado de ontem foi injusto. Somando erros de arbitragem e atuações, o empate talvez fosse mais justo. As duas equipes se alternaram no controle da partida. Mas no 2º tempo o Grêmio não soube aproveitar o bom momento. Tomou gol num lance isolado e perdeu a partida. Poderia ter ganho facilmente. No mínimo empatado. Mas perdeu, lamentavelmente. Só que não fomos totalmente envolvidos pelo time da casa, num jogo horrível no que mal tivemos chances. Não. Como eu disse, foi detalhe. Por pouco não vencemos. Perdemos para um time que não é bobo, mas que também não é nenhum timaço: que acendam as luzes de alerta.

Prefiro encarar como um acidente de percurso. Uma pedra no caminho do Tri. O famoso “perdemos quando podíamos perder”, na hora certa. Mas a lamentável notícia da noite foi o apedrejamento do ônibus tricolor que seguia para o aeroporto. Vidros estilhaçados, cacos voando nos jogadores e comissão. Lamentável. Gabriel disse em seu Twitter que ficou indignado e não vê a hora do jogo de volta. No fim, até essas pedras em nosso caminho podem servir como motivação, podem se transformar em algo positivo.

Em campo, ou já no ônibus, encontramos uma pedra em nosso caminho. Drummond diria:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Mas agora é seguir em frente, de cabeça erguida. Dar a volta por cima. Patrolar nos 4 jogos restantes. Como diria Marcelo D2, as pedras no caminho a gente chuta. Não vamos baixar a cabeça pra nenhum filho d... Pra nenhum Junior.


Saudações Tricolores.

Duas duplas em Barranquilla

23 de fevereiro de 2011 14

Duas duplas ainda geram debates sobre o time titular do Grêmio. Acredito que as duas estarão em campo no jogo de amanhã.

ADILSON E ROCHEMBACK

Essa dupla tem uma maior aceitação. A maioria da torcida gremista, me incluindo nesse grupo, acredita que o esquema com dois volantes deva ser mantido. Aquela experiência com apenas o Fábio por ali até deu certo, mas era outro contexto, e não significa que dará certo sempre, principalmente em jogos mais complicados.

O Junior de Barranquilla não é nenhum Santos, Cruzeiro, Inter ou Fluminense (clubes contra os quais apenas um volante seria MUITO perigoso), mas já é, na teoria, melhor que o Oriente Petrolero. É uma equipe com alguma tradição, e a partida será fora de casa: teoricamente o jogo mais complicado dessa fase. Cabe dois volantes.

E mesmo contra times mais frágeis, acredito que devemos adotar um esquema único, independente de adversário. Claro, podendo mudar detalhes, orientações, etc. Mas a dupla de volantes acredito que deva ser mantida sempre. Gosto muito do Adilson, mas também não descarto algumas chances ao Fernando, de quem gostei muito no Sul-Americano sub-20.

BORGES E ANDRÉ LIMA

Gosto muito dos dois. André Lima vem me surpreendendo cada vez mais, não só pelo jogador, mas pela pessoa, gente boa, esforçado, bom pro grupo, agradando a torcida, enfim, um cara exemplar. Mas a função deles é a mesma. Se não me engano já fizeram dupla de ataque no São Paulo e acho que não deu muito certo.

E o sacrificado dessa história é o próprio André, que está sendo deslocado mais por fora, menos centralizado. Não é sua especialidade.

Acredito que essa dupla estará em campo amanhã também, mas confesso que não tenho uma opinião 100% formada sobre isso. Será que Viçosa no lugar de algum dos dois seria melhor? Tenho minhas dúvidas. De repente só um atacante? Pode ser. Mas também não sei.

Renato deve estar testando ainda, aproveitando Gauchão e essa fase mais tranquila de grupos da Libertadores pra ver como os dois se saem juntos. De repente poderemos ter uma bela surpresa, mas infelizmente não é a maior das tendências. Nos resta torcer para Grêmio e Renato mais uma vez contrariarem a lógica. É esperar e ver.


Saudações azuis.



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O Grêmio vem aí!

21 de fevereiro de 2011 29

A NOTÍCIA BOA

Senhoras e senhores, acho que o Grêmio voltou. E na hora certa.

Estou falando daquele Grêmio do final de 2010, praticamente imbatível em casa e osso duro de roer longe de seus domínios. Aquele Grêmio de uma arrancada histórica, do Z4 ao G4.

No começo de 2011 viu-se um Grêmio compreensivelmente sem ritmo, com algumas dificuldades, até mesmo no entrosamento, apesar de o time ser quase o mesmo. Vimos equipes do interior (e até mesmo o Liverpool) que vinham treinando a mais tempo incomodar nosso Tricolor. Agora me parece que o time do Renato está enfim ficando na ponta dos cascos, prestes a atingir a forma e o ritmo ideais. E na hora certa.

Ontem vimos um 5x0 contra o Ypiranga ao natural. Podia ter sido mais: perdemos chances e não corremos riscos. Ok, o time de Erechim não é nenhuma máquina, inclusive quase vencemos eles na primeira fase, fora de casa e com o time reserva, lembram? Empate no finzinho, de falta. Mas goleamos ao natural. Fizemos nossa parte. Pegamos um time inferior e amassamos, e isso nem sempre é fácil no futebol, mesmo que seja a "lógica".

E esse Ypiranga merece respeito. Primeiro: se chegou às quartas-de-finais, algum mérito tem. E mais: pegaram o Coritiba (que acaba de sagrar-se campeão do 1° turno paranaense) pela Copa do Brasil e bateram de frente. Perderam só por 1x0 em Erechim, sendo que tiveram um jogador expulso no começo do jogo, no lance que resultou no gol do Coxa, e depois pressionaram os paranaenses por um bom tempo, com um homem a menos. Quase empataram. De qualquer forma, seguraram o resultado que possibilita um jogo de volta, no Couto Pereira. Longe de serem bobos.

Acho que o Grêmio vem dando sinais de ter retomado totalmente seu ritmo, ou algo bem perto disso. E, repito, na hora certa. O jogo de quinta, em Barranquilla, teoricamente é o mais difícil dessa fase de grupos. Se vencermos ficaremos muito bem encaminhados.

A NOTÍCIA RUIM

Durante o jogo o goleiro Victor perdeu 100 reais numa partida de Poker, realizada com os gandulas e o motorista da ambulância. O carteado rolou solto, mas nosso camisa 1 não se deu bem. Espero que não tenha abalado sua confiança.

A SURPRESA

Quem é esse guri? Leandro? Em alguns minutos fez mais que o outro de mesmo nome em meses. Ainda é MUITO cedo pra dizer se será útil ainda esse ano, se será craque, apenas bom ou decepção. Com seus 17 anos, só mais chances no time principal e um pouco de tempo dirão o que podemos esperar do rapaz. Mas uma coisa é fato: o guri tem estrela e PERSONALIDADE. Chegou chegando.


Saudações azuis.

Oriente Patrolado

18 de fevereiro de 2011 33

Precisou de uns 15 minutos para o Grêmio entrar em campo. Antes disso a equipe boliviana parecia gostar do jogo, e o time do Grêmio parecia nervoso, sem liga, com erros individuais. Parecia primeiro jogo da temporada, com falta de ritmo total, perna pesada.

Mas foram só uns 10 ou 15 minutos mais complicados. Depois disso o Grêmio acordou. Foi como cavar para achar petróleo: no começo a terra é dura, depois vai amaciando, chega uma hora que começa a jorrar. E aí é só correr pro abraço. Foi o que o Grêmio fez.

Ali pelo meio do 1º tempo o Tricolor começou a mostrar suas armas, controlando mais a partida e apresentando algum perigo ao gol dos desorientados petroleros.

No fim da primeira etapa, esse Grêmio que enfim já tinha se achado em campo, acha também um pênalti a seu favor. Lance bisonho, tive que ver o replay umas quatro vezes. Acho que nem pegou na mão do zagueirão, mas enfim, não é problema nosso. Douglas na bola: placar aberto e um pouco mais de tranquilidade no intervalo.

Esse gol foi aquele momento em que jorrou petróleo. No segundo tempo só deu Grêmio. Os 3 x 0 ficaram baratos. Sem se esforçar muito, o Tricolor poderia ter feito ainda mais gols. Depois do gol de Gilson logo aos 2 minutos, o Imortal enfim patrolou. Cadenciou o jogo como quis, sem correr perigo.

O Oriente Petrolero não é nenhum timaço. Não dá pra se iludir com esse esquema montado pelo Renato. Quando o bicho pegar, apesar da boa partida de ontem, eu sacaria Gilson do time e empurraria Lúcio pra lateral. E só um volante é arriscado demais: eu colocaria o alemão Adilson junto ao Rochemback, sacrificando o bom e esforçado André Lima. Gosto dele, mas infelizmente é complicado mantê-lo com Borges. Eles jogam na mesma. André não tem o cacuete de jogar por fora, como segundo atacante.

Talvez Pacheco seria o cara com essas características mais próximas às do Jonas, podendo fazer dupla com o Borges. Mas eu ainda tentaria um 4-2-3-1, com Borges isolado na frente e Douglas vindo de trás no meio, com Carlos Alberto caindo na direita e talvez Escudero pela esquerda. Será que não daria certo? E ao lado de Rochemback, se não for o Adilson, o próprio Fernando, com atuação destacada na Seleção sub-20 campeã sul-americana, surge como opção.

Mas não estou desmerecendo a bela vitória. Não estou dizendo que só vencemos com esse esquema porque o adversário era fraquíssimo. Pelo contrário, o placar foi ótimo e louvável. Só acho que não dá pra arriscar esse esquema sempre. Num Gre-nal, ou contra o Santos, por exemplo.

Aliás, desmerecer essa elástica vitória é burrice. Por mais que seja clichê, repetirei: Libertadores não tem jogo fácil. Quem chegou até ali, necessariamente tem seus méritos. Será que teve jogo fácil pro Corinthians? E os empates dos cotadíssimos Inter, Santos e Fluminense? Sem falar que dos 11 jogadores do Oriente Petrolero, 6 são titulares da Seleção Boliviana, 2 são reservas, e o zagueiro argentino está em processo de naturalização, justamente para ser convocado. Ou seja: 9 jogadores da seleção nacional. Isso é SIM muito relevante. Sobretudo pelo placar e pela tranquilidade.

Agora é Gauchão, mas, confesso: difícil se desligar da Copa. Até mesmo por isso, se eu fosse o Renato colocaria reservas contra o Ypiranga. Se perder, azar, o importante é a Libertadores. Colocaria no máximo um mistão.


Saudações azuis, pretas e brancas.

Lista, otimista, surrealista e uma pista

16 de fevereiro de 2011 22

LISTA

Todo mundo já deve ter visto a lista dos 25 jogadores inscritos na fase de grupos da Libertadores. Nenhuma novidade. Saíram Wesley, Mateus Magro e Lins para o ingresso de Rodolfo, Escudero e Carlos Alberto.

A grande questão que pairava no ar era se Willian Magrão, de fora da lista anterior, seria inscrito agora. Para isso, um dos 3 reforços teria que ficar de fora. Magrão não entrou.

Sinceramente, ok. Teoricamente está certo. Sobre Rodolfo, até mesmo pela posição, não há discussão. E Carlos Alberto e Escudero vieram pra jogar essa Libertadores. Deixar algum deles de fora seria estranhíssimo. Mas por outro lado, gosto do Magrão. Foi um dos responsáveis pela ótima campanha no Brasileiro 2008, fazendo uma dupla de volantes muito boa com Rafael Carioca. Mas se serve de consolo, ele está voltando de lesão. De repente meio fora de ritmo ainda. Dependendo do andar da carruagem ele até acaba sendo inscrito na próxima fase. Resta saber quem vai bailar.

OTIMISTA

Apesar de não ter sido convidado pelo Grêmio (hehehe, não pude deixar de cornetear), fui à cerimônia de lançamento da coleção Topper Grêmio 2011. Vi tudo das sociais, mas deu pra curtir e analisar bem: belo evento, belos uniformes. Estou otimista em relação à Topper. O Presidente da empresa Alpargatas, dona da Topper, Havaianas, entre outras grandes marcas, se fez presente e discursou. Outro diretor da empresa falou aos microfones que a Topper estaria com o Grêmio onde o Grêmio estiver, de preferência até Tóquio. Gostei.

O evento foi bom, o envolvimento da Topper com ações de marketing antes mesmo do lançamento também me pareceram interessantes, e pro meu gosto os uniformes ficaram lindos. Claro, a gente sempre mudaria uma coisinha aqui ou acolá. No uniforme tricolor, por exemplo, eu deixaria ou o contorno ou o próprio Banrisul em preto, pra contrastar mais e deixar mais uniforme. Mas é detalhe, e uma opinião minha apenas. As de goleiros estão fantásticas. De forma geral está tudo bem clássico e simples, sem invencionices modernosas e desastradas.

SURREALISTA

Quinta-feira tem jogo. Quero todo mundo no Olímpico! Faltam 14 jogos, amanhã é o primeiro deles!

De certa forma a estreia já passou, então não terá, teoricamente, aquele nervosismo da estreia. Mas de qualquer forma é jogo complicado. Grêmio joga como favorito e em casa, sob pressão. Se não sair gol logo, o nervosismo virá. O ideal é que a torcida tenha paciência e empurre o time sem parar, o tempo todo.

Oriente Petrolero, te conhecemos de outros carnavais. Dia 28/02/02, Estádio Olímpico, vitória Tricolor sobre os bolivianos, e um dos gols mais bonitos que já presenciei ao vivo. Estava nas cadeiras laterais, em cima do lance em que Fábio Baiano deu uma lambreta e deixou o adversário sentado, em seguida cortou outro oponente e tocou pro meio. Rodrigo Mendes saiu de trás do marcador, empurrou pras redes e o Monumental explodiu. Lembro de detalhes. Lembro do Pedro Ernesto surtando no rádio, dizendo que era um gol de beleza rara; lembro do Fábio Baiano tirando a camisa e girando, como se o gol tivesse sido dele (e, de certa forma, foi); e lembro também que o árbitro da partida o cumprimentou. Cena inédita pra mim, até então. Todo mundo em êxtase no estádio. Surreal.

UMA PISTA

Dos 6 times brasileiros nessa Libertadores 2011, 4 já jogaram. Apenas o Grêmio venceu. Seria uma pista do que a Libertadores está reservando pra nós?


Saudações azuis.

Imortalizado

15 de fevereiro de 2011 20

Não faltam pessoas para criticar Eike Batista, o brasileiro que figura entre um dos homens mais ricos do mundo. Muita gente por aí diz que ele é idiota por seguir trabalhando, em vez de aproveitar sua fortuna. Outros dizem quem ele construiu esse império graças ao pai, que lhe encaminhou um belo futuro de mãos beijadas. Enfim, no Brasil o que faz sucesso incomoda. Aquele que se destaca vira alvo das mais variadas críticas, piadas e até calúnias.

Ninguém acorda um mendigo na rua para lhe dizer "hey, amigo, você não passa de um fracassado sem futuro". Não, ninguém faz isso. Pisar em quem já está no chão não tem graça. O legal é derrubar um gigante. Um gigante como Ronaldo Nazário, um dos maiores jogadores de futebol que o mundo já viu. Um sujeito que ganha espaço num Blog destinado ao Grêmio, pois transcende questões clubísticas. Ronaldo não é do Corinthians, nem do Milan, nem do Barça, nem da Seleção, nem nada disso. É do mundo. É do futebol. Na verdade, era. Ontem anunciou oficialmente sua aposentadoria.

Talvez eu goste do Ronaldo por sua semelhança com o Tricolor dos Pampas. O Grêmio também é alvo de chacotas, mentiras, perseguições de comentaristas, etc. Muita gente Brasil afora fala mal do Imortal. Mas no futebol isso é ótimo. Quem fala mal do Íbis? Ninguém. É como o exemplo do mendigo. Não tem sentido falar mal de quem nunca fez mal a ninguém. Grêmio e Ronaldo despertam interesse dos comentaristas, geram debate, polêmica, pessoas torcem o nariz, mas no fundo é porque são respeitados e reconhecidos como gigantes. Cada vez que alguém taxa o Grêmio como clube historicamente violento e brucutú ou chama o Ronaldo de gordo, no fundo essa pessoa nutre uma admiração e tem grande respeito por seu alvo. Ninguém vai aos microfones dizer que o Íbis é violento ou que o Jô Soares é gordo. Não tem graça. A graça é denegrir um clube multicampeão ou um rapaz eleito 3 vezes o melhor jogador do mundo.

Ronaldo, assim como o Grêmio, é uma espécie de Fênix. Ressurge das cinzas. Seu combustível favorito parece ser a descrença alheia. "Nunca duvidem dele", é o que diz um trapo ostentado pela torcida gremista: serve direitinho para Ronaldo. Por três vezes deu a volta por cima, sob desconfiança geral de analistas, torcedores e até mesmo médicos. Calou a todos por três vezes. Uma das páginas de superação das mais marcantes certamente foi a Copa de 2002. Após um longo tempo parado com direito a cirurgia delicada, o povo brasileiro clamava: "Felipão, leva o Romário". Sou mega-fã do baixinho, mas 2002 já tinha passado seu tempo. Sabiamente o gremista Felipão não atendeu aos pedidos do povo e da mídia brasileira. E arriscou: jogou suas fichas no dentucinho aquele, que vinha de lesão. O cara tava parado por um bom tempo, mas seu apelido mais famoso não era dentucinho. Era FENÔMENO. O resto da história vocês sabem. Os italianos estavam corretos, o cara é um fenômeno.

Mas não condeno aqueles que duvidaram. É normal achar que um time vá sucumbir fora de casa tendo 4 jogadores expulsos e um pênalti contra, faltando 10 minutos para o fim do jogo. É normal duvidar que esse time pegue o pênalti e ainda faça um gol, vencendo a partida e o campeonato. É normal duvidar que um ser humano não volte a jogar futebol em alto nível após tantos problemas físicos. Mas Grêmio e Ronaldo não são normais. Quem duvidou não estava errado, só se esqueceu de contar com o imponderável, que habita na vida de clubes gigantes e jogadores diferenciados.

Deixo aqui minha singela homenagem em nome da nação gremista a esse craque que vi surgir e pendurar as chuteiras. A essa entidade do futebol, sobre o qual falarei aos meus netos. O presidente brasileiro, Getúlio Vargas, antes de suicidar-se, deixou uma carta em que dizia: "deixo a vida para entrar na história". Ronaldo deixa os gramados, mas se serve de consolo, seus feitos seguirão vivos para sempre, IMORTALIZADOS na história do futebol.

Agora, fora das 4 linhas, tenho certeza que seguirá bem sucedido, pois é inteligente e carismático.

Ronaldo, parabéns e obrigado por tudo. Boa sorte, Fenômeno.


Saudações Tricolores.

Supersticiosos de plantão

14 de fevereiro de 2011 29

Acabou a "Era Puma". Despedida melancólica ontem: um reflexo do período em que a empresa forneceu material esportivo ao Grêmio. Foram aproximadamente 5 anos, começando já numa triste Série B. A Batalha dos Aflitos ficará eternizada na história e na memória dos gremistas, mas muito mais pelo episódio em si e seu contexto do que pela relevância do acontecimento. Em termos de títulos relevantes só batemos na trave várias vezes nesses anos.

Acabou. Agora é fornecedora nova, vida nova. Amanhã a Topper já apresenta o novo manto. Para os supersticiosos de plantão, seria um sinal? Fim da zica da "Era Puma"? Hehe. Há quem lembre também que vencemos a Libertadores de 83 com a Olympikus e a de 95 com a Penalty. Topper também é brasileira. Eu não acredito muito nesses papos, mas também não duvido de nada. Se for algo positivo, não vejo problema em se apegar a essas "besteirinhas", hehe.


Além disso, teve apagão na estreia de 2007, contra o Cúcuta, lembram? Momentos antes do jogo faltou luz no Olímpico, torcida deu um show com celulares e sinalizadores. Naquele ano chegamos à Final. Esse ano também teve apagão na estreia do Olímpico, contra o Liverpool. Mas foi um pouco antes, eu nem estava dentro do estádio ainda. Coincidentemente um disjuntor explodiu ali perto da Grêmio Mania e deu-se o apagão novamente. Será que chegaremos à Final de novo? Em 2007 empatamos, 0 x 0 com os colombianos. Dessa vez vencemos o Liverpool. Sinal de resultado diferente também na Final?

Tem ainda a história do camisa 7 se destacando: Renato 83, Paulo Nunes 95 e Pacheco saindo do banco pra resolver a Pré-Libertadores. Pacheco que é refugo do Flamengo, assim com Paulo Nunes. E está sob o comando de Renatão. Fechou todas.

Fui a Montevidéu ver o Tricolor pegar o Liverpool. Hotel que fiquei, após esbarrar em vários sem vaga, chamava-se Gran América. Sim, 3 estrelas. Saindo da capital uruguaia fomos à Punta del Este. Na saída um navio gigante se aproximava do porto. Nele estava escrito: Hamburgo (Hamburg). E a melhor: dentro de um mercado em Punta, nas gôndolas perto dos caixas, pacotes de figurinhas com craques de todos os tempos, de Nacional e Peñarol. Um pacotinho do Nacional tava aberto, meu amigo puxou uma pra ver: Hugo de Leon. Juro. Cheguei a me arrepiar.

E vocês? Alguém lembra de mais algum fato que leve ao Tri? Alguém voltou a sentir aquele formigamento no minguinho do pé esquerdo idêntico ao de 95, ou reencontrou aquele vizinho que se mudou em 83?

Queremos a Copa. Nem que seja na base da mandinga. Saravá!


Saudações azuis, pretas e brancas.

Do jeito que a gente gosta

10 de fevereiro de 2011 40

Estive olhando as análises do globoesporte.com sobre os times da Libertadores. A matéria é bem feita, muito completa. Entretanto, discordo de muita coisa. O que é normal.

Eles colocam o Grêmio como pior time brasileiro. Ok, pode até ser. Mas somos 3 estrelas, enquanto Fluminense e Cruzeiro, por exemplo, são 5. Discordo. Sem falar que no pelotão dos 3 estrelas figuram equipes bem inferiores ao Grêmio, na minha opinião. O próprio Nacional-URU, tem 4. Considero o Grêmio melhor.

Imaginem um time no 4-2-3-1 com Victor, Gabriel, Mário Fernandes (Paulão), Rodolfo e Lúcio. Adilson e Rochemback. Borges (André Lima) na frente e, na linha de 3, Douglas pelo meio com Carlos Alberto e Escudero nas pontas. Isso é pra 3 estrelinhas só? E Fluminense quase perdendo em casa na estreia, com Souza de titular, é 5? Ok. Deixem eles pensando assim.

É assim que eu gosto. Grêmio desacreditado, considerado o piorzinho. Deixe estar. Nosso time é bem ruim mesmo, acho que não vamos passar da primeira fase. É isso aí, centro do país. Estão ouvindo? O Grêmio é podre. Podem vir de time misto pra cá. Só cuidem com o caldeirão, pois esse até vocês sabem que é um dos únicos 5 estrelas da América!

Mas é aquela coisa: não gostou, faz melhor. Pois é, não farei melhor. Discordo de avaliações pontuais, mas não saberia fazer uma análise nova. Alguns times nem conheço. Então fiz um nova tabela, medindo a força de cada equipe da Libertadores 2011, e para isso utilizei os dados do globoesporte.com mesmo. É o que tinha. E críticas à parte, o trabalho deles está bem feito. Discordâncias são normais.

Aproveitei as notas que eles atribuíram aos clubes e fiz um novo cálculo. Eles avaliaram QUALIDADE do time, TRADIÇÃO na competição e fator CALDEIRÃO do estádio. Considerei acertada a decisão de avaliar esses 3 itens: é o que realmente importa numa Libertadores. O que fiz foi dar pesos a esses atributos. Qualidade do time julgo ser o mais importante (peso 2), seguido por fator caldeirão (peso 1,5) e tradição (peso 1). Assim, cheguei à tabela a seguir.


Ficamos em 8º. É assim que eu gosto. Passando para as oitavas, teremos 7 times pela frente que serão, teoricamente, favoritos contra o Grêmio. Isso é bom. Que venham os favoritos. O patinho feio aqui já está afiando suas garras.


Saudações tricolores.

Leandro no Vasco

09 de fevereiro de 2011 20

O jogador Leandro está acertado com o Vasco da Gama, por empréstimo. Grêmio pagará 30% de seu salário e os outros 70% ficam por conta do clube carioca.

Ótima notícia, na minha opinião. Sempre machucado, quando jogou não acrescentou nada à equipe, e custando muito caro.

Eu queria fazer um resumo de sua trejetória no Grêmio, melhores momentos, etc. Acho que consegui. Uma linha tá bom, né?


Saudações azuis.


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