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Posts de junho 2011

Adeus, ODONE

30 de junho de 2011 240


Não vou dizer adeus ao Renato. Nosso ídolo estará sempre presente no Estádio Olímpico e na Arena, seja em pensamento, em trapos da torcida, em canecos do memorial, em fotos. E quem sabe num futuro esteja presente até mesmo trabalhando no Grêmio novamente. Para o Renato eu digo no máximo um até logo.

Direi adeus ao Paulo Odone. Infelizmente não tão cedo, pois seu mandato frente ao Grêmio dura até o fim de 2012. Mas depois disso, visto tudo que fez nesse período de 2011, creio que os sócios tricolores jamais o colocarão na presidência gremista novamente. Assim eu espero. E quem diz isso sou eu, Lucas, sócio gremista que votou no próprio Odone ano passado.

Renato tinha tudo pra ser um mito, erguendo caneco dentro e fora de campo pelo Grêmio. Mas Duda Kroeff não teve culhão para trazê-lo em 2009, quando Roth caiu. Era reta final de Libertadores, a torcida ia colocar 10 mil pessoas no aeroporto para recebê-lo. O clima era totalmente favorável. Ficamos mais de 40 dias esperando o Autuori e perdemos a chance.

Com atraso considerável, Duda consertou seu erro. Enfim trouxe Renato, após quase morrer abraçado com Meira e Silas. Isso já era agosto de 2010, outro contexto. Torcida gremista em clima altamente DESFAVORÁVEL. Inter vencendo a Libertadores e Grêmio no Z4 do Brasileiro. Difícil achar um pior momento pra anunciar o retorno de Renato ao Olímpico.

Mesmo assim ele pegou aquele time esfacelado do Silas, jogou a confiança do grupo nas alturas, indicou alguns reforços e fez a melhor campanha de um turno da história dos pontos corridos. Do Z4 ao G4. Histórico.

Todos viram que o time do Grêmio estava interessante. Apesar de algumas peças mais folclóricas do que qualificadas ainda figurarem no time (como Clementino), de forma geral o grupo era bom. Todos tinham a sensação de que bastava manter a base do time e buscar uns 2 ou 3 reforços pontuais para faturar o Tri América.

Mas dessa vez foi a turma do Odone que podou a chance de Portaluppi erguer um caneco como técnico do Grêmio. Perderam peças importantíssimas deixadas por Duda Kroeff e não trouxeram NINGUÉM à altura para repor tais ausências. Pela primeira vez, talvez desde a segundona, o Grêmio virou o ano com o elenco PIORADO. E íamos pra uma Libertadores. Odone só tirou a bunda da cadeira pra negociar a volta do mercenáR10, fazer fiasco com caixas de som e anunciar aos jogadores que o dentuço traíra estava chegando.

Renato errava, como todo treinador do mundo. Como todo ser humano, diga-se. Mas nosso problema central nunca foi a escalação do Lins. Por mais que eu achasse que tinham nomes melhores no grupo, o fato de isso estar em debate já prova que tem coisa errada. Uns vão discordar do esquema dele, outros da escalação de X ou Y, mas a realidade é que Renato não teve culpa de estar com esse time limitado nas mãos na 7ª rodada do Brasileiro.

E vou além: não pensem que o Odone não gostava do Renato porque não compactuava com seu estilo de futebol. Isso é a desculpinha final. Como alguém não vai gostar de um “estilo” que fez o melhor turno da história dos pontos corridos? Meu estilo preferido é o vencedor, seja com 5 volantes ou com 5 atacantes. A verdade é que Odone gosta de ser o centro das atenções. O fato de ter uma estrela no comando gremista, ofuscando a imagem do Presidente, provavelmente o incomodava. Pronto, Odone: caminho aberto. Conseguiu.

Mas tenho uma má notícia para dar ao nosso Presidente. Ele que gosta tanto de aparecer e ser o centro das atenções NÃO SERÁ O PRESIDENTE GREMISTA NA INAUGURAÇÃO DA ARENA. Provavelmente tentará reeleição, mas dificilmente conseguirá.

Podem ter certeza que Odone está LOUCO pra ser Presidente em 2013. Ano que vem ele provavelmente investirá pesado no futebol. Vai tentar abocanhar um título a todo custo, lhe garantindo a reeleição. Acho que só tem chances se faturar Brasileiro ou Libertadores. Nem uma Copa do Brasil o salva. Eu, Lucas, não voto mais no Odone nem que vença esse Brasileiro 2011, a Libertadores, o Brasileiro e o Mundial do ano que vem. Mas o torcedor é passional, e sei que títulos consistentes TALVEZ ainda o salvem.

Por mim, pelo que fez nesse 2011 (e pelo que não fez), findado esse mandato Odone dá adeus definitivo ao Grêmio. Já Renato não. Foi boicotado e apresentado a condições adversas desde que chegou, e mesmo assim saiu de cabeça erguida, com um bom trabalho realizado de forma geral. Espero que volte um dia. E provavelmente voltará.

Até logo, Portaluppi.

Foto: Divulgação

Foto: www.torcedor.gremista.nom.br


Abraço,

@lucasvon




Grêmio 2 x 2 Avaí

30 de junho de 2011 86

Em breve, post sobre o empate heróico com o LANTERNA da competição.


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EDITADO: Pessoal, eu ia escrever sobre o jogo, sobre nosso futuro no campeonato, enfim, sobre tudo. Mas a notícia da demissão do Renato (solicitada por ele mesmo) muda tudo. Vou aguardar o desfecho oficial nessa quinta-feira para me pronunciar.


Abraço,

@lucasvon




Jim Carrey

27 de junho de 2011 55

O ator Jim Carrey, de passagem pelo Rio de Janeiro, passou por um ônibus de torcedores gremistas e registrou o momento.


Detalhe para um torcedor que grita para o carro do cinegrafista famoso, obviamente sem saber quem era: "isso é o Grêmio, rapaz!"

Imediatamente Jim Carrey "responde": "it's great!" (isso é ótimo!)

Ao fim da partida com o Botafogo Renato homenageou o comediante dizendo que a campanha do Grêmio é muito boa. Bela piada.


Saudações azuis.

@lucasvon



A Batalha do Engenhão

26 de junho de 2011 129

Depois do sucesso da Batalha dos Aflitos, o Grêmio promete lançar dois novos DVDs. Garanta já o seu!


Filme eletrizante sobre uma direção que ficou MAIS DE MEIO ANO assistindo de camarote aos fracassos de seu time, sem fazer absolutamente nada.

O diretor da película deixa a dúvida no ar: será mesmo que eles têm birra com o treinador e estão tentando derrubá-lo? Mas não seria muita burrice fazer isso com seu PRÓPRIO time e queimar seus nomes junto? Seria então mera incompetência?

Uma trama carregada de imortalidade e com um desfecho incrível: A Batalha do Engenhão. Partida histórica onde o Grêmio superou apagão elétrico do estádio e pressão de meia dúzia de torcedores adversários e conseguiu segurar o horrendo time do Botafogo por 90 minutos, evitando uma goleada. Partida ainda contou com gol imortal e copero de Rafa Marques, garantindo a derrota simples, e uma expulsão raçuda de Fernando. Tudo isso, portanto, com um homem a menos! O Brasil e o mundo nunca viram nada igual.

O elenco do filme é basicamente todo composto por jogadores deixados pela gestão Duda Kroeff, com algumas perdas importantes e o acréscimo apenas de Marquinhos e Lins.

EXTRAS: bastidores da novela Ronaldinho com declarações inéditas sobre o papelão.

Quem viu, viu. Quem não viu, que sorte.



A história é de um ídolo que tem tudo pra dar certo na casa-mata de um grande clube, mas que começa a adotar atitudes estranhas. Estaria ele possuído por algum espírito do mal? Estaria ele tomado por algum espírito do “quero voltar pro Rio”? Estaria ele tomado por algum espírito do “também não gosto da direção e se eles querem me sacanear vou sacaneá-los também”? O que aconteceu com Renato?

O jovem técnico Renato (Portaluppi) é um profissional com méritos comprovados na carreira. No próprio Grêmio mostrou um belo trabalho em 2010. Dificilmente o clube acharia um nome muito melhor no momento. Mas, estranhamente, o treinador tricolor começa a fazer coisas sem sentido. Adota insistentemente esquemas comprovadamente fracassados com o elenco que tem. Escala apenas um atacante contra o limitado time do Botafogo. E mais: esse atacante é LINS. Escudero, Roberson, Viçosa e Leandro assistem tudo do banco.

O que vai acontecer com nosso querido Portaluppi? Vai pedir pra sair? Vai retomar o juízo? A misteriosa Batalha do Engenhão deixou uma série de dúvidas no ar.


Eu podia ter feito um terceiro filme dedicado aos jogadores, que também não renderam o que se esperava deles, errando gols FEITOS inclusive, mas me dei conta de que são os menos culpados.

Douglas, por exemplo: concordo que podia ser menos preguiçoso e displicente. Mas temos como culpá-lo? Ele saiu do Corinthians e o Ronaldo declarou, alguns meses depois, que sentia falta de seus passes. Hoje ele tem que passar para o Lins. Aí complica.

Magrão e Fernando erraram gols feitos. Mas não é a função deles. Se o time está bem, com elenco forte, bem escalado, tudo dando certo, errar gols feitos FAZ PARTE. É coisa do futebol. Mas quando tudo está errado, essas falhas se sobressaem.

Tiger Woods disse: “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. O gol que começou a decretar nossa derrota foi de uma sorte surreal dos botafoguenses. O vivente tentou dar um chute a gol, errou completamente e acertou a cabeça do outro infeliz. Azar? Sim, azar. Se não é esse lance casual, talvez tivéssemos empatado ou até vencido. Mas com um time melhor e/ou escalado de forma mais óbvia, talvez não tivéssemos tido esse azar. Ou, quem sabe, até pudéssemos ter tomado um gol idêntico: mas venceríamos por 3 x 1.

Quanto mais acumularmos incompetência, mais azar teremos.


Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon




A lição dos vizinhos

23 de junho de 2011 64

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Existe um debate estúpido no mundo futebolístico, muito recorrente no Grêmio, que me irrita profundamente. Pessoas discutem se é mais importante um time ter qualidade, classe, técnica, planejamento ou se o mais eficiente e bacana é o futebol-força, a pegada, a força de vontade, raça, garra, imortalidade.

Uns dizem que não adianta nada amontoar um monte de nabas esforçadas, com espírito aguerrido e combativo, pois um perna-de-pau com sangue fervendo nas veias não vai longe. E outros defendem que não adianta nada amontoar craques apáticos, num time sem alma, sem vontade, displicente e sem pegada.

Considero o debate estúpido por um simples motivo: os dois estão certos. Uma coisa não anula a outra.

Vou dar um exemplo: se eu fizer um post aqui no Blog cobrando mais empenho por parte do Viçosa, pedindo que ele se entregue mais em campo, alguém dirá que a culpa não é do guri. Vão dizer que não adianta nada o Viçosa se esforçar, pois a direção tinha que contratar alguém melhor para ser atacante do Grêmio. Vão dizer que sou um ingênuo defensor da imortalidade e do futebol-força e não vejo que só ganharemos algo quando agregarmos qualidade ao time. Concordo plenamente que o Viçosa não é meu atacante dos sonhos e que, de fato, o ideal seria alguém melhor na titularidade gremista. MAS JÁ QUE É O QUE TEMOS, só nos resta cobrar empenho dele, assim como de todo o time. Se o cara já não é craque, se ficar se arrastando em capo aí sim é que estaremos perdidos. Foi só um exemplo, não estou dizendo que o Viçosa não se esforça.

Por isso às vezes sou taxado de defensor do futebol brucutú: pois cobro muito essa entrega dos nossos jogadores. Mas é ÓBVIO que não dispenso qualidade. Só que isso é mais difícil de encontrar. O cara tem que ter nascido com o dom. Já a entrega é OPCIONAL. Não posso cobrar do Lins qualidade. Isso é com a direção. Mas posso cobrar empenho, que ele deixe A VIDA em campo. O cidadão escolhe se vai ser uma mula fria ou um ídolo sanguíneo. Bizarramente muitos escolhem a primeira opção. Brincadeira que fiz há um tempo, onde fui extremamente taxado de defensor do pensamento mágico da imortalidade brucutú: Grêmio 1995 x Santos 2010. Primeiramente, foi só uma brincadeira. E segundo que, apesar das circunstâncias estereotipadas que usei, aquele Grêmio era muito qualificado, não ganhava só na pegada como muitos pensam.

Mas será que esse Peñarol é o segundo melhor time da América? Será que não tinham times mais qualificados disputando essa Libertadores? Provavelmente tinham, mas os carboneros foram longe na base da raça, da força, do sangue nas veias. Mais do que profissionais assalariados, eram 11 torcedores em campo. E pro torcedor não tem bola perdida, não tem cansaço, não tem limites de entrega.

Os uruguaios, de modo geral, são assim. Pra mim, a melhor imagem da Copa do Mundo 2010 foi a do Suarez chorando ao fim da partida com Gana nas quartas-de-final. Ele colocou a mão na bola nos últimos minutos evitando um gol certo do adversário: foi expulso e cedeu um pênalti. Saiu de campo soluçando de tanto chorar, prevendo o gol da vitória dos africanos, e uma câmera mostra seu trajeto rumo ao túnel, de olho na penalidade. Quando ele vê a cobrança sendo desperdiçada, o choro se transforma em uma vibração explosiva. O jogo vai pros pênaltis e o Uruguai se classifica para uma histórica semifinal de Copa do Mundo graças à defesaça de Suarez.

Vocês imaginam algum brasileiro saindo de campo aos prantos numa situação semelhante? Eu vejo a maioria deles mais preocupada em arrumar o cabelo pra aparecer bem nas câmeras, ou ostentar alguma bebida do patrocinador, coisas do tipo. Dá pra contar nos dedos os que talvez reagissem de forma semelhante ao uruguaio.

E é esse sangue nas veias que torna o futebol uruguaio competitivo. Um país limitado em vários aspectos, com população inferior à região metropolitana de PORTO ALEGRE, bicampeão do mundo, bicampeão olímpico, campeão do mundialito, dos jogos pan-americanos e 14 vezes da Copa América.

Por vezes são taxados de maldosos: estão longe de ser isso. Mas com algumas limitações técnicas, a vontade em excesso de seus jogadores por vezes se transforma em jogadas mais truculentas e até mesmo violentas ao tentar conter o ímpeto de adversários mais qualificados. Não dá pra competir com o Ganso em técnica: então eles compensam na vontade, no sangue nos olhos.

Ah, mas então, se eles são tão aguerridos assim, por que estão há anos de coadjuvantes no cenário futebolístico?” Talvez porque, mesmo sem faltar luta dentro de campo, tenha faltado algo fora das quatro linhas. Como eu disse, esse Peñarol é um reflexo do meio termo que eu defendo. Não adianta colocar o Ozéia pra marcar o Messi, por mais motivado e empolgado que esteja o zagueirão ex-Grêmio. Vai tomar um vareio. A qualidade, a técnica, a tática, o planejamento e o escambau, também fazem a diferença. O Pelé displicente, desmotivado e bêbado me humilharia num gol a gol, por mais que eu tivesse me preparado um ano pro confronto. E aí entramos no último ponto: será que esse Peñarol chegou a uma final de Libertadores só na base do aguerrimento?

As seleções uruguaias sub-alguma coisa estão muito bem. Indo longe em todas as competições mais recentes. A seleção principal foi semifinalista da última Copa do Mundo. O Peñarol bateu na trave nessa Libertadores da América. Tudo ao mesmo tempo. Coincidência? Será?

A quem interessar, leiam esse texto: A maior revolução do futebol atual está no Uruguai, escrito em fevereiro. Ele explica muita coisa. A ascensão do futebol uruguaio não é reflexo da raça deles, pois isso sempre tiveram. Essa gana não é suficiente para brilhar no cenário mundial. Faltava uma estrutura melhor, um remanejamento geral no futebol do país. E isso está acontecendo. Somando essas melhorias estruturais com a garra típica deles, provavelmente veremos o futebol celeste incomodando cada vez mais nos próximos anos, mesmo com toda limitação técnica da qual sofre o país.

Esse Peñarol vice-Campeão da América nos deixou essa lição: estrutura, planejamento e organização somados à raça e luta em campo formam uma combinação interessante. O time histórico do Santos PENOU pra vencer o "organizadinho porém comum" time uruguaio. Não tenho dúvidas de que, se tivesse esse ESPÍRITO, o time do Santos teria goleado nas duas partidas. Se o Neymar se entregasse mais pro time e fosse menos balaqueiro e vaidoso, fosse barbudo, usasse chuteira preta e jogasse “a morir”, teria sido covardia. Em compensação, os uruguaios com a QUALIDADE técnica dos brasileiros teriam levado a taça para Montevidéu. No fim, uns tinham mais gana, outros mais talento, e a coisa ficou PARELHA.

Foi a prova de que devemos buscar essa mescla, com organização, profissionalismo, agregando qualidade, mas sem esquecer do espírito imortal. Sem esquecer de contratar mais do que o jogador e seus dribles, mas também o homem e seu caráter.


Saudações azuis celestes.
@lucasvon



Três chances

21 de junho de 2011 57

Foto: gremio.net

Esses dias me dei conta de uma coisa e resolvi compartilhar com vocês: o Grêmio só tem mais TRÊS CHANCES para conquistar algum título relevante no Olímpico. Quer incluir o Gauchão? Ok, então são quatro chances para erguer mais algum caneco no Monumental.

A Arena estará pronta em dezembro de 2012. Até lá, os títulos de expressão que poderemos conquistar em nosso velho lar são apenas:

- Campeonato Brasileiro 2011

- Campeonato Brasileiro 2012

- Libertadores 2012.

Alguns dirão: “mas se não formos para a Libertadores teremos Copa do Brasil e Sul-Americana, uma chance a mais”. Ok, mas se não estivermos na Libertadores do ano que vem significa que não vencemos o Brasileirão 2011. Na prática, ficaria assim:

- Campeonato Brasileiro 2011

- Campeonato Brasileiro 2012

- Copa do Brasil 2012

- Sul-Americana 2012

Meio preocupante, né? Será que o Monumental não presenciará mais nenhum momento de glória?

Esse ano já colocaram o primeiro semestre no lixo. E a lerdeza da direção vem comprometendo até mesmo o segundo semestre já. Ainda dá tempo de buscar uma façanha nesse Brasileiro, mas que no ano que vem ABRAM OS COFRES, montem um time realmente CASCUDO, financeiramente irresponsável, se preciso for. Um time pra protagonizar uma despedida DIGNA ao Estádio Olímpico Monumental. De preferência conquistando algo. Seria lindo. Épico.

Ajude, faça sua parte para que essa irresponsabilidade financeira não seja tão grande: associe-se, compre na Grêmio Mania, vá aos jogos.

Detalhe: esse ano a última rodada do Brasileirão tem Gre-nal no Beira-Rio. Ano que vem provavelmente inverta: último jogo deve ser Gre-nal no Olímpico. Imaginaram que tragédia seria o Inter campeão nesse jogo? Imaginaram o quão master-mega-ÉPICO-plus seria o Grêmio campeão nesse jogo, contra o Inter e se despedindo do Olímpico? Mais uma pimentinha nessa história toda.

E se não der pra ganhar algo relevante, não será épico, mas que ao menos o Gauchão seja nosso. Ou o último título que o Olímpico terá visto em sua história será o Gauchão de 2010, com DERROTA no Gre-Nal.



Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon



Cartinha para Portaluppi

19 de junho de 2011 118

Aninha não existe. Mas se fosse uma criança real, teria escrito essa cartinha ao Renato:


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA


Saudações azuis.

@lucasvon



Ou vai, ou racha

17 de junho de 2011 68

Tem uma frase famosa que diz: “dar um passo atrás pra dar dois à frente em seguida”. Às vezes me pergunto se não seria isso que o Grêmio deveria fazer. Apesar de toda a grana que envolve uma Libertadores, de toda a magia da competição e de toda a mobilização que toma conta da torcida, por vezes me pergunto, por exemplo, se não seria melhor GANHAR uma Copa do Brasil. É bem mais fácil e viável. Ano passado quase deu com o time do SILAS. Tivemos o azar de pegar um Santos histórico com Robinho, André, Neymar, Ganso e Cia. E quase deu.

Desde que subiu da Série B, apesar de incomodar bastante, o Grêmio parece ir levando a coisa na base do bumba-meu-boi. Foi vice da Libertadores 2007, vice Brasileiro 2008, mas não chegou lá de forma sólida e consciente. Foi mais na loucura do que no planejamento. Na base do imponderável. Com Perea, Patrício, Ramon, Nunes e Cia. Mas se o clube se estruturar melhor e a coisa se encorpar de um jeito mais sólido e concreto, beliscaremos e conquistaremos títulos de forma mais consistente e contínua. Enquanto isso não acontece, não é melhor GANHAR uma Copa do Brasil do que apenas DISPUTAR uma Libertadores? Fica a questão.

Mas um time do tamanho do Grêmio não pode focar em ambições menores, não é mesmo? Pois é, talvez. Por isso é complicado. Preferir jogar Copa do Brasil a uma Libertadores não combina com nossa grandeza. Então o foco tem que ser outro. O problema é que o Tricolor não tem foco algum!

Parece que o Grêmio tem a compreensão de que está com pouca grana, com estrutura insuficiente, enfim, em condições desfavoráveis, e por isso faz uma contenção de gastos e monta times que dão pro gasto pra não ser rebaixado e de repente incomodar um pouco mais lá na frente com a ajuda da sorte e do imponderável, mas que na prática não vão a lugar algum. Eu discordo desse pensamento. Óbvio que é bom ter organização, pés no chão, contenção, racionalidade, etc. Mas um time de futebol não é uma empresa que visa o lucro: queremos títulos. Invejei o Flamengo em 2009, devendo 200 milhões e Campeão Brasileiro com o oneroso Adriano arrebentando. Deixa a questão financeira pro Marketing, pro Planejamento, pro Raio que o Parta. O Futebol tem que GASTAR.

Aí o Grêmio empolga a torcida com Miralles, traz o Marquinhos ao mesmo tempo e esbanja um pouco mais na vinda do pentacampeão Gilberto Silva. Todos se animam. E depois disso a coisa desanda. Com ainda umas duas ou três carências latentes no time, a direção esfria tudo, não contrata mais ninguém, e fala em “não cometer loucuras financeiras”. Dez anos sem títulos importantes: será que não é o caso de cometer loucuras financeiras? Nem vou entrar na questão da inoperância da direção no primeiro semestre, onde colocaram uma Libertadores no lixo ao não contratar ninguém. Mas e agora? Antes tarde do que nunca. Nesse Brasileiro não tem nenhum Barcelona. É só montar uma barca um pouco mais forte e já é candidato ao título.

Por isso que eu digo: ou vai, ou racha. Ou a gente ignora o bom senso e abre o cofre pra cair matando nesse Brasileirão, ou nem devia ter gasto dinheiro com Gilberto Silva e afins. Esse meio termo me irrita, porque no fim a gente gasta grana e não ganha nada. Ou fica sereno num canto focando a Copa do Brasil 2012, ou cai pra dentro deles com sangue no olho e faca nos dentes. É o que eu acho.

Domingo vamos pegar o Vasco, recém consagrado Campeão da Copa do Brasil. Se ganharmos, mesmo sem nenhum reforço em campo, será um tanto emblemático: ficará mais claro ainda que teríamos boas chances de ter conquistado esse Penta no primeiro semestre, mesmo com a inoperância da direção no começo do ano.

Saudações Tricolores.



Surpresa

16 de junho de 2011 56

Grêmio anunciou que teremos uma SURPRESA no uniforme tricolor na próxima partida. Não faço ideia do que seja.

Espero que seja algo realmente legal ou, no mínimo, irrelevante. Se for algo ruim será um tiro duplo no pé: primeiro pelo alarde criando espectativas, segundo pela burrada em si. É MUITO difícil deixar nosso manto feio, mas quando se puxam, inacreditavelmente conseguem. Eu boto fé de que não seja nenhuma presepada, apesar de ter um medinho lá no fundo.

Nos resta aguardar. Algum palpite?


Saudações azuis.

@lucasvon



Nosso 10

14 de junho de 2011 96


Foto: Tatiana Lopes

Sabe aquele aluno que sempre tira nota 10? O chamado CDF. É um sujeito que, além de inteligente, se dedica aos estudos, é regrado, compenetrado, enfim, exemplar. Quando esse cara tira uma nota 8 todos ficam pasmos. O menino é pressionado com perguntas de “o que aconteceu?”, os colegas não perdoam, a professora acha estranho, e até mesmo os pais do guri vão buscar respostas para o acontecido.
Por outro lado existem aqueles alunos que sempre se dão mal. Ou por apresentarem maiores dificuldades de aprendizado, ou por serem mais desleixados mesmo. Às vezes as duas coisas. Esses ficam eternamente em recuperação, ou vão passando com as calças nas mãos atingindo a média necessária e nada mais. Quando esse tipo de aluno tira uma nota 8, os pais dele compram fogos de artifício, a professora parabeniza o rapaz e a turma fica perplexa. Tudo é festa.
Douglas é um jogador diferenciado. Talvez não encontremos a foto dele no Dicionário ao lado da palavra “exemplar”. Mas mesmo com um pouco de desleixo, uma cervejinha aqui, uma barriguinha a mais acolá, está longe de ser o jogador problema, baladeiro compulsivo, desagregador de grupo, etc. Longe disso. É, de modo geral, um bom sujeito.
Com o futebol que tem, dentro da “turma Grêmio”, sem dúvidas é aquele aluno nota 10 do exemplo acima. É diferenciado. Ontem mesmo o comentarista Mauricio Noriega esteve em Porto Alegre e ouvi de sua boca as seguintes palavras: “o substituto de Ganso na Seleção é o Douglas. Não tem outro”. Pode ser discutível, mas só pelo fato de discutirmos isso, já significa algo.
Concordo que por vezes ele parece displicente, desatento, etc. A gente sente que ele podia render mais, por isso nos irritamos. Mas só cobramos de quem sabemos que pode oferecer algo. Essa é a questão. Se o Lins fizer uma partida nota 6, ficaremos satisfeitos, já o Douglas tem que ser 10. Se ele jogar 8, não serve. Mas o Douglas jogando 8 já é um acréscimo e tanto ao time: não faz nada quase que o tempo todo, e de repente pifa um atacante na cara do gol com um passe surreal.
A prova disso foi o sumiço dele. Antes era um mar de críticas pesadas ao nosso camisa 10. “Não serve, que vá embora, não aguento mais, tirem ele do time, etc”. Foi só ele sumir que, eu juro, ouvi de alguns MESMOS GREMISTAS que queriam sua caveira um dia antes: “o último que foi resolver problemas pessoais foi o Paulão. Só o que faltava essa direção incompetente perder o Douglas, aí acabou o ano, etc”. Isso prova que as críticas anteriores eram para aquele aluninho nota 10, que está um pouco abaixo do que pode render no momento. Foi só ele “ameaçar” sair da escola que o pessoal já sentiu o drama.
Tomara que esse episódio não tenha sido nada de sério mesmo, pois, apesar dos pesares, o Douglas é um jogador ímpar no futebol brasileiro. Espero não ter que vê-lo brilhando com a camisa de outro time para que alguns gremistas percebam.
Saudações azuis, pretas e brancas.