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Posts de agosto 2011

Segue o baile

31 de agosto de 2011 75

Hoje foi um dia em que cada um poderá apresentar uma teoria para explicar a derrota. E todas as teorias podem ter fundamento. Talvez o Grêmio tenha perdido por um somatório de todas.

Vai ter quem diga que perdemos por causa do juiz. Também acho que o pênalti do Adilson não foi ABSOLUTAMENTE NADA. Também acho que apenas 3 minutos de acréscimos foi surreal. Enfim, também achei uma arbitragem fraca e atrapalhada. Mas acho que só isso não explica a derrota.

Outro exemplo de teoria que alguns poderão utilizar para justificar o insucesso do Tricolor: intervenções do Roth. Confesso que também achei algumas substituições equivocadas. Empilhou atacantes pra buscar a vitória, o que, pra mim, não necessariamente significa ser mais ofensivo. Já vi alguns 4-5-1 do Mano Menezes serem muito mais ofensivos do que muito 4-3-3. Depende das características dos jogadores, da postura do time. Leandro não entrou bem, Brandão foi uma nulidade. Marquinhos não precisava ter saído: André Lima talvez sim, mas ficou em campo até o fim.

Falando em André Lima, nosso ataque é outra possível explicação. André Lima está irreconhecível. Minha teoria: ele não é tão bom quanto aquele André Lima que empilhava gols na fase boa do time, mas também não é tão ruim quanto vem sendo hoje. Tá horrível o André. Sei que não dá pra esperar muito dele mesmo, mas pelo menos um pouco mais acho que dá. E, cá entre nós, não senti firmeza no Brandão. Tomara que contrarie essa minha primeira impressão, mas não me parece ser o nome perfeito pra assumir a bronca se o André não melhorar. E o Miralles? Não faço ideia. Dizem que anda com problemas físicos. Não sei.

Mas mesmo com tudo isso que eu falei, dava pra ter voltado de São Paulo com melhor sorte. O Grêmio não foi mal de modo geral. O time tá bem armado, conseguiu bater de frente com o líder. Não há motivo pra terra-arrasada. Já vi derrota muito mais preocupante. O resultado foi lamentável, mas foi normal. Perdemos para o líder fora de casa. Acontece. O preocupante seria não termos criado a mínima expectativa de ter arrancado algum ponto do Corinthians.

É o tipo de derrota que poderia acontecer independente da posição na tabela em que estivéssemos. Coisas do futebol. Por isso acredito não haver uma explicação muito definitiva pra derrota: perdemos porque é futebol, acontece. Do outro lado também tem um time, com seus méritos, sua sorte, etc. É normal buscarmos culpados, mas não identifico algum muito específico.

Agora é olhar pra frente, "segue o baile". Foi uma derrota previsível. Ela só vai custar caro se não vencermos o Atlético-PR do Renato domingo, no Olímpico.


Saudações azuis.

@lucasvon

www.foraodone.com


Leve-me ao seu líder

30 de agosto de 2011 36

O Grêmio tem agora, na teoria, o jogo mais difícil possível: o líder do campeonato, fora de casa. A dificuldade da partida e a posição ainda incômoda em que nos encontramos na tabela reforçam ainda mais a importância VITAL que essa vitória no Gre-nal representou para o Tricolor.

Mas como até uma pilha tem um lado positivo, o duelo de quarta-feira também tem prós e contras.

AMEAÇAS

- O cenário não é favorável já de início por um motivo óbvio: o líder do campeonato é supostamente o melhor time do campeonato. Dificuldade à vista;

- Jogo fora de casa é sempre mais complicado;

- Grêmio com alguns desfalques importantes;

- Derrota, e talvez até empate, deixam o Grêmio ainda em situação delicada na tabela;

- Corinthians não ganha há tempos, vão entrar em campo comendo a grama.

OPORTUNIDADES

- Duas ameaças viram uma oportunidade: jogam em casa e não ganham há tempo. Estarão sob pressão, torcida pode ficar impaciente e jogar contra se a coisa começar a não dar certo para o Timão;

- Essa vantagem do Grêmio me revolta, mas ainda assim é uma vantagem: jogo no esdrúxulo horário das 18h, em pleno dia de semana. E em São Paulo, onde as pessoas levam horas pra se deslocar depois do trabalho. É uma patifaria, mas certamente vai tirar público do jogo e nos favorecer;

- Apesar da posição incômoda na tabela, é um jogo “perdível”. Derrota para o líder, fora de casa, não gera crise. Já a vitória será mega-valorizada, embalará o time de vez;

- Vitória no Clássico aumentou confiança e até a tranquilidade do time. Se o desfecho do Gre-nal tivesse sido outro, essa bola iria pesar uns 8kg a mais para o time gremista na quarta-feira.

Então é isso, tudo pode acontecer. Que aconteça o mesmo do ano passado, onde o time fez jogo-chave para o início de uma arrancada incrível.


 

PS1: talvez eu faça texto sobre os episódios da Geral depois. Mas só adianto: não defendo ninguém que faça coisa errada. Se os sujeitos fizeram besteira, que sejam punidos. Quando enalteço a Geral, falo das músicas, do apoio ao time. Dos MILHARES de gremistas que ocupam aquele setor do estádio e impulsionam o time e contagiam os demais setores. A Geral do Grêmio sou eu, é o menino que vai com o pai, os sócios que lá estão, os não sócios, o pessoal do interior, da Capital. A Geral do Grêmio não é essa meia dúzia que fez confusão.

PS2: Hoje, 30/08/11, tá fazendo 16 anos que a América ficou tricolor pela segunda vez. Bons tempos que guardo na memória com um carinho e uma saudade inenarráveis. Que voltem dias parecidos. E sobre o Bi América de 95: parabéns e OBRIGADO aos envolvidos.

 

Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon

www.foraodone.com


Nós como bons torcedores

29 de agosto de 2011 156

Foto: Mauro Vieira/Agencia RBS

Dia 27 de agosto, véspera do Gre-nal, fez 37 anos da morte do genial Lupicínio Rodrigues, que nos deixou a mensagem: "nós como bons torcedores, sem hesitarmos sequer, aplaudiremos o Grêmio aonde o Grêmio estiver". Meu texto de hoje é por aí.

Quero fazer dois agradecimentos. Primeiro aos gremistas que NÃO FORAM ao Olímpico ontem, como forma de protesto ao Odone. Nada contra quem teve esse pensamento de boicote ao time. Mas no meu ponto de vista é errado. Não vamos discutir as pessoas, e sim os fatos e as ideias.

Agradeço porque não precisávamos de torcedores com esse tipo de pensamento no estádio. Antes 25 mil gremistas que ACREDITAVAM no time, entendiam que o Grêmio é maior que qualquer direção e pessoa, do que 50 mil repletos de “corneteiros”. Um pessoal impaciente, que passaria intranquilidade à atmosfera do estádio e, por tabela, aos jogadores.

Repito, respeito quem queira pensar do jeito que bem entender. Mas EU acho que essas pessoas não terem ido ao jogo foi ótimo. Ontem tínhamos no estádio 25 mil gremistas que sabiam da EXTREMA NECESSIDADE de vitória que esse Gre-nal representava para o Grêmio. Eram gremistas que ESTAVAM SIM insatisfeitos com a direção, mas que souberam separar as coisas. Repetindo pela enésima vez: não estou criticando quem boicotou o jogo em forma de protesto (mesmo achando errado). Estou apenas dizendo que achei ótimo essas pessoas não terem ido.

Vou exemplificar o que estou dizendo: um dos melhores jogos que presenciei no Estádio Olímpico: Grêmio 4 x 0 Caxias, semifinal do Gauchão 2007. Por causa da partida decisiva contra o Cerro na Libertadores, o jogo foi remarcado para uma SEXTA-FEIRA à noite. Horrível. Tínhamos tomado 3 x 0 em Caxias. Tinha gol qualificado fora de casa: o time da serra fazendo um gol no Olímpico nos obrigaria a fazer cinco. Sem falar na proximidade com o jogo da Libertadores, que financeiramente pesa no bolso do torcedor. Enfim, todos os motivos pra afastar a torcida do estádio. Resultado: 19 mil gremistas no Olímpico ENLOUQUECIDOS. Quem estava lá acreditava e QUERIA muito a virada. O time jogou com sangue nos olhos, amassou o Caxias, buscou o resultado e formou um descontrole inesquecível na Azenha. É isso que eu digo: selecionou a torcida. Antes 19 mil empolgados do que 40 mil melancólicos.

E obviamente quero agradecer aos 20 e poucos mil gremistas que ESTIVERAM no Gre-nal, apoiando o time num momento difícil. Com o estádio vazio, como muitos queriam, provavelmente essa vitória não viria, e o time se afundaria rumo ao Z4. Obrigado pela empolgação dos presentes, pela COMPREENSÃO, pela fé, pela chuva na cabeça, pelo GREMISMO.

Eu podia falar que o Saimon decretou oficialmente que sua titularidade é indiscutível. Poderia reafirmar que o Mário é um monstro. Eu poderia exaltar o fato de o Victor não ter falhado. Poderia dizer que o árbitro é fraco, sem critérios e sonegou pênaltis claros ao Grêmio. Poderia dizer que Escudero mostrou ótimo futebol. Poderia falar mil coisas sobre o jogo, mas hoje quero ficar só na torcida mesmo.

Mais do que agradecer aos que foram e aos que não foram ao Olímpico, eu só posso lamentar pelos segundos: perderam um belo jogo e grandes momentos. O final da partida pra mim foi emocionante: time numa fase HORRÍVEL, vitória no Gre-nal, chuva caindo no Estádio Olímpico e torcida cantando “vamos ser outra vez nós dois, vai chover pingos de amor”. Emblemático. Os pingos de amor caindo e a torcida fazendo um pedido ao clube: “vamos ser outra vez nós dois! Nós estamos aqui, somos poucos, mas somos loucos, loucos por ti, Grêmio. Nós não te abandonamos, seguimos fiéis e apaixonados, vamos ser outra vez nós dois, Grêmio. Nós ainda somos aquela velha e boa torcida, só falta tu, Tricolor, voltar a ser aquele velho Grêmio que conhecemos e aprendemos a amar”. E os pingos continuaram caindo: era o céu, que já fora mais azul, dando aval ao nosso pedido.


Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon

www.foraodone.com


Chamado para o Gre-nal

26 de agosto de 2011 59

O Thiago C. Brum, integrante do BloGrêmio (grupo de blogueiros gremsitas do qual faço parte), redigiu esse ótimo texto convocando a torcida tricolor para a peleia de domingo. A maioria dos integrantes do grupo resolveu publicá-lo, e eu me incluo:


"Irmãos Tricolores:

Faz tempo que nosso clube vem cruzando um caminho tortuoso e desafiador. Não é novidade para ninguém que muito já sofremos nas mãos de pessoas ora despreparadas, ora irresponsáveis na hora de administrar nosso tão amado Grêmio. Atualmente, estamos apenas pagando o preço por isso.

No entanto, nós do BloGrêmio estamos mobilizados para este Grenal que acontecerá no próximo domingo no Olímpico. Queremos um Grêmio forte, aguerrido e bravo enfrentando com gana e muita vontade nosso principal adversário histórico. Não, não queremos botar panos quentes sobre a atual gestão, assim como não o fizemos com a gestão passada e não faremos com a futura. Queremos, SIM, chamar a torcida do Grêmio, a VERDADEIRA MAIOR TORCIDA DO RIO GRANDE DO SUL, para empurrar o time rumo a uma importante vitória. Precisamos recuperar posições no Brasileirão e isso só ocorrerá quando nossos 11 representantes em campo virem que estamos mobilizados e lutando junto com eles.

Se você quiser, faça seu protesto! Mostre sua inconformidade! Porém, durante os 90 minutos que o time estiver na cancha peleando, que todo nosso grito seja de apoio ao time. Vamos mostrar a todos que nossa inconformidade maior é com qualquer resultado que não seja a VITÓRIA.

É hora de nós torcedores sermos os protagonistas da reação do Grêmio. Vamos novamente mostrar aos nossos adversários que nossa torcida tem o poder de tornar nosso time imbatível dentro do Olímpico.

Venha com a gente! Vamos lotar o Monumental! Vamos ajudar nosso Grêmio a se reerguer! Esqueçam por ora os dirigentes. Eles apenas ESTÃO dirigentes. Logo passarão. Nós SOMOS Gremistas. Nós temos o poder de mudar! E que esta mudança comece neste domingo.

Pra cima deles, Grêmio!"


Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon


Futebol é detalhe

25 de agosto de 2011 129

Como diz o título do livro de Ferran Soriano, a bola não entra por acaso. Quando digo que futebol é detalhe não me refiro à sorte exclusivamente. Ela também há de ser considerada: às vezes o detalhe pode ser a pontinha do dedo do goleiro, aquele meio segundo que separou a cabeça do centroavante daquela bola cruzada na área, aqueles 3 centímetros mais pra esquerda que determinaram se a bola entrou ou saiu após se chocar com a trave. E por aí vai. Até o gandula atrasar a reposição da bola quando o time está ganhando é um detalhe que, sozinho não resolve jogo, mas somado a outros tantos detalhes, pode fazer a diferença.

Mas além desses detalhes que nos encantam dentro das 4 linhas, existe todo o resto. Há quem diga que o co-irmão está numa maré de sorte incrível nos últimos anos, tudo dá certo pra eles. Até quando o momento não é dos melhores cai um título no colo dos vermelhos. É muita sorte: do nada surge um Damião arrebentando pra decidir o jogo. Aí os argentinos resolvem encrespar e o destino mais uma vez dá sua ajuda aos vermelhos: D’Alessandro sente o músculo, Andrezinho entra em seu lugar e cria a jogada que originou o pênalti decisivo. Alguns devem ter pensado: “é muita sorte. Andrezinho saiu driblando pelo meio e resolveu o jogo. Com o D’Alessandro em campo não teria acontecido isso”. Não é por aí. A bola não entra por acaso.

Pra começar, o fato de o Damião ter surgido pode ter pitadas de sorte sim, afinal, ele é muito acima da média. Não é todo dia que surge um cara tão completo assim no futebol MUNDIAL. Mas o fato de colher bons frutos da base será que é sorte pura? Será que não há competência por trás disso? Será que o Inter tem mais tradição em revelar atacantes (e o Grêmio volantes) por acaso? Acho muito simplista e até ingênuo depositar toda a “culpa” na sorte, no acaso.

E sobre o episódio da Final da Recopa: não é mérito do Internacional ter um Andrezinho no banco? Se o argentino se lesionasse e entrasse o Viçosa em seu lugar, será que teria resolvido o jogo naquele lance? Não seria impossível, pois existem aqueles detalhes de dentro das 4 linhas que volta e meia se amparam no imponderável. Mas seria improvável. Com um elenco mais sólido é mais fácil ter esse tipo de “sorte”. Como diz o Tiger Woods: “quanto mais eu trabalho, mais sorte tenho”.

O Grêmio precisa de uma reestruturação profunda. Uma sacudida geral. Repensar o futebol, a base, o marketing, até a faxina dos banheiros. Tudo. Acredito que pelas bandas da Azenha muitos processos estão ultrapassados, outros equivocados e alguns ainda INEXISTENTES. É preciso se atualizar, acordar. O futebol mudou muito nos últimos anos. Não adianta continuarmos falando do Jardel, sonhando com os gols de Portaluppi e rezando pra que surjam outros Danrleis no Olímpico. Foi-se o tempo do romantismo. É preciso se estruturar melhor para chegar lá.

Esses são os detalhes de fora das 4 linhas que fazem a diferença. Planejamento, estrutura sólida, elenco qualificado, base valorizada, marketing forte e atuante, entre outros vários itens. Tem gente que achou besteira o Inter contratar o lutador de MMA Rodrigo Minotauro. Outros acharam besteira reformar o vestiário dos juniores. Outros acharam insignificante terem se reunido com Andrezinho pra acertar sua permanência no clube. Tudo detalhe, mas ao somá-los vemos a diferença.

Ano passado o Inter só faturou a América porque é um clube organizado, na minha opinião. O time de Fossati estava sofrível, não convencendo a ninguém. Passando aos trancos e barrancos. Ia perder fácil pra um Boca 2007, um Santos 2011. Mas não tinha nenhum grande time em seu caminho, apenas um São Paulo decadente. O Inter, que não se comparava ao de 2006, por exemplo, foi avançando como dava. Tinha elenco. Demitiu Fossati, Roth fez um feijão com arroz básico e o caneco foi parar no Beira-Rio. Mesmo sem nenhum bicho-papão naquela Libertadores, provavelmente o Grêmio não a conquistaria. Uma hora o Lins ia entrar, ou então ficaríamos 45 dias esperando um técnico do Catar. São esses detalhes que fazem a diferença.

O Inter não é o time perfeito. Erram muito. Perdem pro Mazembe, trocam de técnico várias vezes, ameaçam crises, etc. Mas são tudo erros de percurso. Coisas do futebol. Todo time é falível. O problema é quando tu sequer tem um percurso bem definido: aí o teu acerto será um erro de percurso.

Dito tudo isso, volto para as 4 linhas. É sabido que todos esses detalhes externos são o ponto fraco do Grêmio. Infelizmente temos que torcer para que a bola entre por acaso. Temos que nos apegar aos detalhes que nos interessam. E é aí que nós entramos.

Domingo tem Gre-nal. Tudo pode acontecer, como em, aliás, todo Gre-nal. Esqueçam aquele papinho de “não ir ao jogo”, “boicotar o time”, “ficar de preto no pátio e não entrar”. Desculpa quem defende isso, mas é balela. Não ajuda em nada. Odone e Cia já sabem que estamos insatisfeitos, não vai adiantar nada. Só prejudicará o próprio Grêmio.

A hora é de apoiar. Lotar o Olímpico e fazê-lo rugir. Ganhar custe o que custar. No grito, no sufoco. Se não der, depois faça o protesto da forma que bem entender. Mas agora é Gre-nal, é nós contra eles, o jogo que arruma ou bagunça a casa. E já que os detalhes que dizem respeito à estrutura do clube não nos favorecem e os detalhes de dentro das 4 linhas são imprevisíveis, só nos resta SERMOS O DETALHE QUE FAZ A DIFERENÇA. O detalhe que fez o Tricolor chegar a uma Final de Libertadores em 2007. O detalhe que fez com que o Grêmio não perdesse em seus domínios durante 2 anos. Um detalhe APAIXONADO.

E aí, vamos ganhar esse Gre-nal de domingo no detalhe? Eu estarei lá.


Saudações azuis.

@lucasvon

www.foraodone.com


Unidos pelo Grêmio

23 de agosto de 2011 112

Todo gremista está insatisfeito. Muitos planejando inclusive protestos. Que tal protestar de uma forma que realmente AJUDE?

Olhando a ideia num primeiro momento parece ser um tanto sonhadora, utópica. Mas considerando que quase 100% dos gremistas estão insatisfeitos com Odone e que somos apenas 60 mil sócios num universo de 8 milhões de tricolores, a tentativa torna-se válida.

Entra na campanha!

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Saudações azuis.


Mais em cima

21 de agosto de 2011 172

A boa notícia é que nossa missão nesse resto de 2011 é a mais fácil de todas. Não precisamos vencer uma Libertadores, nem um Brasileirão. Sequer precisamos conquistar um Gauchão. Nossa missão é simplesmente não cair. Uma ambição bem tangível. Uma TRISTE e acessível missão para um clube do tamanho do Grêmio.

A má notícia é que o momento conturbado pelo qual passamos torna essa missão simples em algo nem tão simples assim. A água já tá batendo no pescoço. Se chegar no queixo o desespero pode entrar em cena e aí até cobrar um arremesso lateral fica mais difícil: a bola passa a pesar 200kg.

Essa situação péssima em que se encontra o Grêmio é fruto de uma desorganização total da direção. Uma falta de convicção e planejamento, inércia, orgulho, entre outras coisas. Acho que quase todo gremista tem essa impressão, mas mesmo assim, às vezes, passam a canalizar suas raivas nas pessoas erradas.

TODOS os jogadores do Grêmio têm defeitos, uns mais, outros menos. TODOS os técnicos que passaram pelo Grêmio erram. Estamos falando de seres humanos. Os times do Grêmio mais vencedores da história também tinham jogadores e treinadores que não eram perfeitos. O Douglas, tão cobrado hoje em dia, é o mesmo camisa 10 “mágico” do final de 2010. Esse é só um exemplo, mas o que eu quero dizer é que, quando está tudo errado, ninguém consegue brilhar sozinho. Fica muito difícil.

E aí o Adilson erra um passe e a torcida tem um colapso nervoso. No time de 83 também erravam passes. O problema do atual Grêmio não é um erro de passe aqui, uma falha acolá: é o conjunto da obra. Só que quando a situação é crítica, nossa paciência naturalmente é menor: tudo é motivo pra identificar vilões e culpados.

Resumindo, a culpa pelo atual momento horrível do Grêmio não é do Roth, assim como não era do Julinho e tampouco fora do Renato. A culpa também não é do Victor, nem do Collaço, tampouco do Adilson ou Magrão, Douglas, Lúcio, André Lima, Gabriel ou seja lá quem for. Ninguém merece carregar esse fardo sozinho. A culpa é de quem deixou o ambiente e a estrutura do clube e do time totalmente bagunçados. A culpa não é nem mesmo do Rafael Marques. O furo é mais embaixo. Ou melhor, mais em cima.


Saudações azuis.
@lucasvon


Mulher de Julio Cesar

19 de agosto de 2011 63

Por volta de 60 a.C. houve um escândalo em Roma envolvendo o homem mais poderoso do mundo, sua mulher e um nobre pretendente. Resumindo, dizia-se que, por mais que a mulher de Julio Cesar não tivesse feito nada de errado, ela deveria agir de uma forma que não levantasse suspeitas: afinal de contas, se o povo passasse a acreditar que ela fez besteira, não faria mais muita diferença se ela de fato fez ou não.

Daí surgiu a expressão: à mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta.

Um pessoal do Grêmio e o empresário do Leandro, Gilmar Veloz, se reuniram com o guri pra dar umas dicas a ele. Primeiramente falaram da questão disciplinar: tá sobrando muito cotovelo naquelas proteções de bola. A expressão usada foi exatamente essa, “questões disciplinares”, mas eu acho que nem é esse o caso. Ele não tá atingindo os adversários por maldade ou indisciplina. É por ser guri novo ainda, inexperiente, afobado. De qualquer forma, acho que são válidos alguns conselhos de malandragem: como lidar com a questão dos braços nessas horas, como revidar às pancadas que recebe sem ser espalhafatosamente violento, enfim, coisas que nem todo guri de 18 anos recém completados já sabe.

E nessa mesma conversa o empresário dele teria sugerido que mudasse o corte de cabelo. Vi muita gente desdenhando ou debochando dessa notícia. Pessoas dizendo que “o penteado não importa, o que interessa é que jogue bola”. Discordo desse pensamento. Acho que o Veloz está corretíssimo ao dar esse conselho ao rapaz. Óbvio que também seriam válidos conselhos de conduta em campo, orientações táticas, etc. Mas no papel de empresário, é o que está a seu alcance.

Com certeza já falaram pro Leandro se jogar menos. Certamente, se não foi o empresário e a direção, o próprio Roth ou até colegas de time já devem ter dado esse toque pro guri. Mas o problema é que ele é muito magrinho, nem sempre se joga. Talvez até NA MAIORIA das vezes ele cai mesmo, pelo contato, mesmo não faltoso. E isso tudo já condiciona o árbitro. Sabendo que o guri cai sempre, quando sofrer um pênalti DE VERDADE o árbitro vai pensar duas vezes antes de marcar.

E é por isso que eu achei o conselho do Gilmar Veloz válido: não adianta nada orientarem o guri pra ser menos cai-cai, ser mais objetivo e blá blá blá e o deixarem entrar em campo com aquele cabelo “estilo Neymar”. O jovem santista joga muito futebol, me rendi a ele, mas é um ícone do cai-caísmo brasileiro. Deixar o Leandro entrar em campo com aquele moicano é deixá-lo com a imagem desse boleirinho firulento que se joga no chão. Se acatar os conselhos de conduta que andou recebendo, o guri vai mudar totalmente de postura em campo, mas pro árbitro ainda passará a imagem de cai-cai. Aí não adianta muito. Espero que ele siga o "conselho capilar" também. “À mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.


Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon

 

 

Blogueiro de uma nota só

18 de agosto de 2011 93

To criando esse post só pra esclarecer uma coisa: não pretendo ser um blogueiro de uma nota só.

No último texto, sobre a derrota em Fortaleza, recebi inúmeras críticas por ser omisso, complacente, brando demais. Principalmente no que diz respeito a Victor, Rafael Marques e Odone/direção.

Sobre Victor e Rafa Marques: falei que o nosso goleiro falhou e foi vacilante em dois dos três gols e que não é mais o mesmo de outros tempos. E ainda acrescentei que não teve culpa no primeiro, mas que na boa fase podia ter pego. Está inseguro, hesitante. E sobre o zagueiro depositei a maior parcela de culpa pelos dois últimos gols, o taxei de lento e indeciso e o defini como um RESERVA, pois falha muito.

No meu ponto de vista isso é criticar. Quem acha que eu aliviei os dois queria o que? Que eu iniciasse as campanhas “CADEIRA ELÉTRICA PARA VICTOR” e “TORTURA CHINESA PARA RAFA MARQUES”? Todo mundo sabe dos limites do Rafael, não preciso eu ficar aqui insistindo incisivamente como se fosse o dono da verdade.O critiquei pela atuação, ponto final. Não preciso execrá-lo e ofender sua mãe. E o Victor é a mesma coisa: a fase horrenda pela qual está passando é conhecida por todos. Eu mesmo aqui no Blog já cogitei colocá-lo no banco do Marcelo. Não é necessário tecer “comentários Xiitas” contra nosso camisa 1. A crítica pode ser contundente e civilizada ao mesmo tempo.

E o que falar da direção? Já fiz INÚMEROS comentários aqui no Blog criticando Odone e Cia. Alguns textos, inclusive, BEM pesados. Quem acompanha o Blog Tricolor sabe o que penso deles. Sabe que, na minha opinião, Odone é um dos maiores responsáveis por termos colocado 2011 no lixo.

Mas o que adianta ficar REPETINDO ISSO TODO DIA? Todo mundo já sabe. A resposta ao Odone vai ser dada nas urnas, se a torcida assim quiser. HOJE não vai mudar nada ficar atacando fulano ou beltrano. E mesmo assim eu já ataquei bastante. Mas não sou um blogueiro de uma nota só. Aqui nesse espaço me proponho a falar de tudo: do letreiro do Olímpico, da Arena, de contratações, da direção, dos jogadores, comissão técnica, torcida, etc. Não vou ficar todo dia fazendo um recital anti-Odone. Seria, além de inútil, bastante chato.

O Grêmio ganha do Fluminense: “Lucas, mesmo com a vitória, não temos mais chances de nada nesse campeonato. O maior culpado disso tudo é Odone”. O Grêmio perde pro Ceará: “Lucas, estás esquecendo de dizer que o maior culpado por isso tudo se chama Paulo Odone”. Tá, gente, eu sei. Eu mesmo já falei isso aqui inúmeras vezes. Mas, me desculpem, não vou ficar repetindo a mesma ladainha diariamente, independente do resultado do jogo, independente do assunto do post. O que vocês chamam de conformismo eu chamo de bom-senso: estou tão indignado quanto vocês com o momento do clube, com a atuação da direção em 2011, com tudo. Já fiz muitos textos sobre todo esse contexto. Mas agora a roda tem que girar. Não dá pra ficar martelando a mesma tecla eternamente. Eventualmente falarei de novo do Odone, da direção. Mas não todo santo dia. A terra-arrasada DIÁRIA não leva a nada.


@lucasvon

Lamentável

17 de agosto de 2011 93

Foto: LC Moreira, Lancepress

A derrota em si não foi nenhuma calamidade. Eu tinha classificado, num post anterior, a soma de 6 ou 7 pontos como muito boa nesses três jogos (Fluminense, Ceará e Atlético-GO). Considerava a hipótese de empatar ou perder para o Ceará a mais forte. É um timezinho que tá organizado, eliminou Flamengo da Copa do Brasil, venceu o São Paulo na Sul-Americana, venceu o próprio Inter em pleno Beira-Rio. Enfim, eu sabia que seria difícil.

Mas o título desse post é “lamentável” pelo jeito como algumas coisas se deram. Achei o time um tanto intranquilo. Aquele gol que o Douglas errou de cabeça e chutou a trave na sequência é um lance que resume muito bem muitos outros momentos da partida.

Outras questões que lamentei e/ou observei:

- Victor: primeiro gol não teve culpa, mas o velho Victor dos velhos tempos pegaria monstruosamente. Segundo gol, quase a mesma coisa. Não teve a maior das culpas, mas, na minha opinião, vacilou sim. Em outros tempos teria definido o lance. E o terceiro gol não foge muito disso: nos tempos áureos seria uma fatalidade, não o crucificaríamos, mas a verdade é que chutou mal aquela bola e não espalmou pra linha de fundo o chute do adversário. Nenhum erro GRAVE, talvez. Mas um goleiro hesitante, nada parecido com aquele Victor da Seleção.

- Rafael Marques: esse sim foi mal. O que podemos aliviar da conta do Victor nos dois últimos gols, põe na conta do zagueirão aqui. No segundo gol comandou a cagada ensaiada com o Victor, numa indecisão ímpar. No último gol a lentidão pra chegar na bola foi comovente. Não o considero horrível. É um bom reserva. Tem suas qualidades. Mas se for considerado A SOLUÇÃO da zaga, o titularzão absoluto, as falhas vão sendo cada vez mais evidenciadas.

- Adilson: ele foi bem, principalmente contra o Palmeiras, ali na lateral. Mas mesmo assim é um improviso que me incomoda. Sei lá, o Alemão é esforçado, desarma bem, etc. Mas faltam ferramentas ofensivas. Não só de chute, mas até mesmo passe, noção de posicionamento. Não foi o Saimon que surgiu bem jogando na direita logo após a venda do Mattioni? Tenho a impressão que sim. Eu tentaria ele por ali.

- Magrão: muita gente tirou o William pra bode expiatório pós-derrota. Não acho que passa diretamente por ele. O rapaz tem seus limites, mas não é tão ruim também. É um bom reserva, e é isso que voltará a ser com o retorno de Rochemback.

- Leandro: pra mim o guri tem talento, mas não tá 100% pronto. Pode ser aproveitado já sim, é claro. Mas não de titular. Pelo menos não em todos os jogos. Dificilmente jogará bem durante os 90 minutos. Prefiro ele entrando na partida: normalmente vai melhor quando isso ocorre. Pegar o adversário cansado, fazer correria, etc.

- André Lima: reserva. Gosto muito dele, mas to perdendo a paciência. É esforçado, boa pessoa, etc. Mas acho que prefiro o Miralles. Não que o argentino seja craque, mas o André Lima é MUITO limitado em vários fundamentos.

- Lúcio: Esse é outro que não sei se merece titularidade. Escudero também é um tanto irregular, mas de repente com sequência maior de jogos possa dar melhor resposta.

- Rochemback: como tu faz falta, capitão. No sentido de ausência mesmo, e não de infração, hehe.

- Roth: um dos menos culpados pela derrota. O time não tá uma bagunça. Algumas falhas individuais comprometeram o jogo. Mas se é possível fazer alguma ressalva: começar o jogo com André Lima e Leandro e acabar com Brandão e Clementino, deixando Miralles assistir tudo do BANCO não dá pra se repetir, né, Celso? A não ser que tinha algo de errado com o gringo, mas acredito que não.

E mesmo com tudo isso que falei, podíamos ter tido melhor sorte no placar se não tivéssemos dado alguns gols de brinde para os cearenses e se tivéssemos marcado uns que perdemos. Mas enfim, se vencermos o Atlético-GO, em partida difícil, o jogo de hoje não vira nenhuma tragédia, mesmo tendo dado tudo errado. O problema é que empatar no Serra Dourada agora já não é nenhum resultado comemorável. Seria apenas o “menos pior”.

Ah, e faltou o último item:

- Estádio Presidente Vargas: a partida em Fortaleza foi no estádio cujo nome é uma homenagem ao GREMISTA Getúlio Vargas. Coitado. Lamentável.


PS: Blog lucasvon.com: Temos culpa.


Saudações azuis.
@lucasvon