Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.

Posts com a tag "1×0"

Acabou

04 de dezembro de 2011 100

Foto: Mateus Bruxel

SOBRE O JOGO

Gre-nal típico: como a maioria dos Clássicos, decidido no detalhe. Infelizmente a favor deles. Ninguém jogou muito melhor, dava pra ter acontecido qualquer coisa. Colocamos bolas na trave, não ficamos recuados, o Inter também chegou outras vezes, enfim, o detalhe decidiu.

Sobre o time, duas coisas me irritaram profundamente: erros de passe em excesso e chutes a gol em escassez. O Grêmio errou passes acima do aceitável. Fica difícil construir mais jogadas perigosas com tantos erros. E quando CONSEGUIAM construir, não chutavam! Várias bolas na feição, ou passavam pro lado, ou esperavam um adversário chegar atropelando. Que irritante isso.

Hey, Grêmio, vou contar um segredo a vocês: vale gol de fora da pequena área! Juro. Não precisa entrar nela pra chutar. Fica a dica.

SOBRE 2012

O ano já começou. Caio Junior foi oficialmente anunciado. Um técnico que considero médio (como a grande maioria). Com um time bom nas mãos pode fazer um bom trabalho. Ganha pontos por ter sido criado nas categorias de base do Grêmio. Conhece o clube e tem uma identificação com o Tricolor. Boa sorte a ele!

Celso Roth vai embora deixando algum legado. Ao contrário do que muitos pensam, acredito que nosso agora ex-treinador teve lá seus méritos. Um deles, por exemplo, foi dar chances ao então pouco aproveitado Fernando, achando seu lugar no time e ajudando o menino a mostrar enfim o seu bom futebol.

Acho importante contratarmos bons nomes para o ano que vem, mas esse “legado do Celso” fica de alerta: olho na base. Se o Fernando não for vendido, acredito que possa ser um dos principais nomes gremistas em 2012. Saimon é outro jovem talentoso: falta um companheiro de zaga indiscutível pra ele. Mário, se ficar, contribuirá bastante também. E por aí vai, de repente até mais pratas da casa possam engrossar esse caldo.

Não desejo que 2012 seja apenas melhor que 2011. Isso não significa muito. Não é difícil ser melhor que o NADA. Finalmente esse lamentável ano oficialmente acabou. Que seja esquecido por nós gremistas. Quero que 2012 seja MUITO melhor. A torcida gremista merece.



Saudações tricolores.

@lucasvon


Os gringos e o Santos

17 de outubro de 2011 70

Domingo foi um dia de boas notícias. Ao contrário do que a esmagadora maioria das manchetes jornalísticas fez questão de exaltar, acredito que a boa atuação do time com a afirmação de alguns atletas tenha sido a melhor de todas as notícias do dia.

Após uma partida sem brilho em Curitiba e um apagão em pleno Olímpico, algumas desconfianças voltaram a surgir. O segundo papo mais clichê do mundo veio à tona novamente: Roth tem prazo de validade. O mais clichê do mundo é que ele é um técnico horrível. Até uma criança de 4 anos, principalmente no Rio Grande do Sul, já sabe repetir esses mantras. Virou uma falácia urbana presente nos inconscientes populares.

Que o Roth é horrível vocês já sabem que discordo, não preciso repetir meus argumentos. Quanto ao prazo de validade, pode ser. Todo mundo, de certa forma, tem um. Mas a partida de ontem deu indícios de que ainda não foi agora que se esgotou o do Roth. O time mostrou-se ainda organizado e focado: as derrotas das duas últimas rodadas tiveram mais cara de exceção do que a histórica e convincente vitória na Vila Belmiro.

E, justamente pelo fato de ter sido histórica, a imprensa esportiva deu maior importância a esse fato: a quebra do tabu. Nenhum time gaúcho havia vencido o Santos na Vila Belmiro pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio não vencia lá desde 1999, numa Seletiva da Libertadores: 1 x 0, gol de Itaqui.

Legal quebrar esse tabu. Mas, repito: pra mim foi melhor ter visto uma boa atuação do time e alguns nomes se afirmando na equipe. Fernando está simplesmente impecável. Júlio Cesar é o fim de outro tabu que também durava anos: enfim temos lateral esquerdo. Mário reforçou seu status de coringa: da lateral à zaga com a naturalidade de quem atravessa uma rua em Coqueirinhos do Sul. Posso estar esquecendo de outros nomes, mas pra não me alongar vou ao ponto, ou melhor, ao gringo: Escudero. Um dos melhores em campo.

O argentino se soltou de vez desde a chegada do Celso e, além de protagonizar bons lances no jogo, foi o autor do gol histórico. Um dos destaques da rodada e, por que não, da história. Até onde sei não há renovação encaminhada. Seria bom definir logo seu futuro e tentar negociar sua permanência junto ao Boca Juniors.

Eu podia ficar muitas outras linhas falando da bela vitória, da atuação, do tabu, etc. Mas como repito há tempos, não cairemos, tampouco pegaremos zona de Libertadores. A vitória, portanto, foi legal e ponto final. Não mudou muito nossa situação. Por isso vou mudar de assunto e falar do outro gringo que teve destaque no domingo: Miralles.

Sigo dizendo: quero Felipão para 2012. Não sendo possível, QUE FIQUE O ROTH. Não vejo nomes melhores no mercado. Entretanto, não é por ser defensor do trabalho dele que não vou enxergar possíveis erros do Celso. Preterir o gringo a uma cambada de inoperantes é MUITO estranho.

Ouvi dizer que Miralles estaria fazendo corpo-mole nos treinos, rendendo pouco, etc. Olha, a menos que ele tenha desrespeitado o Roth ou algum colega, alguém da direção, não é motivo para sequer relacioná-lo no banco. Ou essa história está mal contada, ou é uma teimosia lamentável do Roth. Brandão e André Lima são farinha do mesmo saco (e um saco de onde não se pode esperar muito). Clementino é mais rapidinho, mais interessadinho, volta e meia incomoda e tal, mas é ainda pior do que os dois primeiros. Ontem Miralles foi preterido a esses três “craques” e a um guri da base. É motivo para se revoltar mesmo.

Fora o tal do Everaldo, que veio da base e ainda não tenho opinião formada, é impossível o Miralles render menos no ataque do que os outros TODOS. Seja fincado, como homem de referência, seja atacante de movimentação vindo mais de trás, caindo pelos lados, caindo do céu, brotando da grama, não interessa: provavelmente renderia mais que as outras opções. E não acho o gringo NADA DE EXCEPCIONAL, longe de ser o atacante dos meus sonhos e a salvação da lavoura. Mas que é estranho tudo isso, de fato é.

E já que estamos falando da vitória contra o Santos e em quebra de tabu, lembro a todos que, ao ser anunciado, o Miralles protagonizou outra vitória tricolor frente ao Santos: os dois clubes disputaram o atleta do Colo-Colo e nós levamos a melhor desembolsando cerca de 2,3 milhões de dólares. Era minha esperança para a quebra de outro tabu: finalmente teremos um atacante eficiente em 2011, coisa que não se viu desde a saída do Jonas. Pois o gringo quase não teve chances e, ao que tudo indica, tampouco terá mais daqui pra frente. Estranho, no mínimo.

Por mais que por vezes o Roth tenha suas teimosias, e sei que tem, essa tá demais. Ou o gringo aprontou/falou algo que desconheço, ou estamos colocando fora aquela que provavelmente é uma das melhores opções ofensivas do nosso plantel.



Saudações tricolores.

@lucasvon


Advogado do diabo

06 de outubro de 2011 73

Foto: ducker.com.br

Eu sou um cara chato. Não, vocês não tão entendendo: eu sou MUITO chato. Pra vocês terem uma ideia de o quão mala eu sou, alguns colegas no início da faculdade me apelidaram de “Há Controvérsias”, pois era o que recorrentemente eu dizia aos professores após ouvir alguma teoria deles.

Não sei por que sou assim, só sei que me incomodo com pessoas que sempre têm uma opinião formada sobre tudo. Sempre são CATEGÓRICAS e definitivas sobre temas que sequer possuem um conhecimento mínimo. Eu prefiro “achar” do que ter certeza, prefiro me contradizer um mês depois a morrer abraçado numa ideia estúpida por orgulho.

E por refutar um pouco essas opiniões pretensiosas dos pseudo-especialistas, eu volta e meia assumo o papel do advogado do diabo. O que explica muito da minha chatice. Exemplo: se estou falando com alguém que ODEIA a Geral do Grêmio e a ofende e a acusa de tudo que é tipo de coisa, serei o maior geraldino do mundo no debate. Quem me ouvir defendendo a Geral pensará que minha idolatria a essa torcida é retumbante e irrestrita. Mas se engana: se o papo for com um fã número 1 da Geral, defensor incondicional dos geraldinos, vou tratar de dizer que “não é bem assim” fazendo duras críticas à torcida. Já quem ouvir esse debate pensará que sou anti-Geral.

Quem me conhece pessoalmente ou acompanha o Blog sabe que não costumo ficar em cima do muro com frequência. Às vezes passo essa impressão. Mas só fico quando de fato não tenho certeza de algo e não quero cair no erro de ser o sabidão categórico. Entretanto, quando tenho uma opinião formada, sai de baixo: a defendo com unhas e dentes, doa a quem doer, seja ela popular ou polêmica. Mas o fato de tentar ver sempre os dois lados da coisa me faz ser esse chato de carteirinha.

Digo isso porque muita gente me cobra: “ué, mas não era tu que dizia blá blá blá? Como é que agora tu diz que bló bló bló”. Simples, ou mudei de opinião, ou estou analisando o outro lado da moeda.

E essa “introdução” gigante foi só pra explicar o por quê de eu ser o otimista empolgante quando o momento é ruim e ser o chato corneteiro quando a coisa começa a dar certo: é por sentir necessidade de olhar pra algum ponto que ninguém está vendo. Seria bem mais fácil eu me juntar à choradeira coletiva quando namorávamos o Z4 e dizer que estava tudo perdido. Certamente seria uma opinião popular. Mas preferi não esmorecer e, sem nunca deixar de cobrar da direção, tentei motivar a torcida, ver lados positivos, mobilizar todo mundo.

Seria mais tranquilo eu me juntar às vozes Anti-Roth desde o início e achincalhar o Celso desde o começo. Mas eu preferi exaltar as qualidades do Celso e depositar minha confiança no novo treinador. E não é só pra contrariar a massa, é porque era de fato minha opinião. Não sou o “do contra”, só não me acanho de expor minhas ideias polêmicas, por mais impopulares que sejam. Faço coro à reprovação massiva da atual gestão do Odone: se eu fosse simplesmente e gratuitamente do contra o defenderia com afinco.

E como sou o cara que consegue ser positivo às vezes até mesmo quando o momento é péssimo, obviamente nem sempre vou fazer festa quando o momento é bom: ontem vencemos, o time jogou muito, mostrou-se organizado e interessado e várias individualidades mereceriam destaques e homenagens nesse post. Mas resolvi apenas criticar.

Não temos ataque. Dei tempo ao Brandão, mas agora dou por visto. Ele é molenga (parece acomodado) e não acrescenta muito mais que o também limitadíssimo André Lima. Tivéssemos ao menos um atacante razoável, o placar poderia ter sido bem mais tranquilo. Aliás, não só ontem: boas atuações com placares apertados por falta de atacante vêm se tornando rotina.

E aí, eu, o defensor-master do Roth, serei mais uma vez o advogado do diabo: POR QUE NÃO O MIRALLES? Não acho o argentino a solução da lavoura, o fenômeno do futebol mundial ou a oitava maravilha do mundo. Mas por mais que não seja centro-avante de ofício, difícil produzir menos ali na frente do que nosso 9 e nosso 99 vêm produzindo. E aí, Roth? Qual é o problema do gringo? Ou tem coisa obscura aí, ou é teimosia pura.

Por isso que é bom ser chato. Ganhamos, jogamos muito bem, criamos novas perspectivas nesse Brasileirão, e eu saí do jogo pensando apenas em: “vou escrever que não temos ataque e que o Roth dificulta ainda mais as coisas com sua teimosia de não colocar o Miralles”. Bom porque a chatice evita a cegueira: nem tudo são flores porque ganhamos, nem tudo será apocalipse quando perdermos. Bah, eu sou muito chato. Não tô mais me aguentando, vou parar de escrever, tchau.



Saudações azuis.

@lucasvon


Os 4 de 5

12 de setembro de 2011 69

Foto: gremiofotos.com.br

Vencemos 4 dos últimos 5 jogos. É campanha de título COM SOBRA.

Ao mesmo tempo, dos últimos 5 jogos reclamei da arbitragem em 4. As partidas:

Grêmio 2 x 1 Inter | Corinthians 3 x 2 Grêmio | Grêmio 4 x 0 Atlético-PR | Bahia 1 x 2 Grêmio | Grêmio 1 x 0 São Paulo.

A única partida onde não considerei a arbitragem lamentável foi a da goleada contra os paranaenses. É mais difícil um árbitro chamar a atenção num jogo tão “fácil” e tranquilo. E é até possível que eu tenha esquecido de alguns erros importantes dele pelo fato de não terem influenciado na partida.

E não falo que “nos roubaram”. Falo que a arbitragem brasileira é horrível mesmo. Desde marcar faltinhas ridículas que só no Brasil marcam até interpretar equivocadamente lances decisivos. Não sei o que me irrita mais. As faltinhas idiotas no meio-de-campo (desconsiderando que futebol é um esporte de contato) não aparecem no VT do jogo, tampouco entram na compilação dos lances decisivos, mas moldam todo o andamento da partida. Estragam ataques, jogadas importantes, quebram o ritmo, etc. Às vezes parece que é proibido roubar a bola no futebol brasileiro sem pedir permissão educadamente para o adversário. Ridículo.

Até acho que eventualmente somos mais prejudicados do que beneficiados mesmo. Mas podem ter certeza que, mesmo que existam supostas maracutaias e teorias da conspiração, a maioria dos erros é por deficiência da arbitragem mesmo. Único personagem decisivo de dentro das 4 linhas que não é profissionalizado é o árbitro. Mas isso daria um post extra. Vamos ao Grêmio.

O que dá pra tirar de conclusão, dito tudo isso? Eu chego a 3:

- A arbitragem brasileira é horrível;

- Aquele papo de que só reclamamos quando vencemos cai por terra: ganhamos 4 de 5 e eu estou apavorado com o nível da arbitragem. Repito, não só por lances decisivos, mas também (e talvez até principalmente) pela forma como conduzem a partida;

- Pra não dizer que não falei de flores, o time do Grêmio está MUITO bem. Se ganhar 4 dos últimos 5 jogos já seria um belo indício, some a isso o fato de terem sido jogos com arbitragens questionáveis, muitas vezes contra nós. Sem falar nas atuações do time nessas partidas: não foram vitórias atípicas, casuais, na sorte. Foram justificadas. Até mesmo na derrota para o líder a equipe não jogou mal.

Já que não podemos fazer nada para o nível da arbitragem melhorar, nos resta comemorar que o time do Celso fez exatamente aquilo que eu esperava do time do Celso: encaixou. Está organizado. E com um elenco razoavelmente bom. Temos lateral esquerdo! Finalmente. E, me perdoem os críticos do Roth, mas acho que tá evidente: temos técnico!


Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon


Mais em cima

21 de agosto de 2011 172

A boa notícia é que nossa missão nesse resto de 2011 é a mais fácil de todas. Não precisamos vencer uma Libertadores, nem um Brasileirão. Sequer precisamos conquistar um Gauchão. Nossa missão é simplesmente não cair. Uma ambição bem tangível. Uma TRISTE e acessível missão para um clube do tamanho do Grêmio.

A má notícia é que o momento conturbado pelo qual passamos torna essa missão simples em algo nem tão simples assim. A água já tá batendo no pescoço. Se chegar no queixo o desespero pode entrar em cena e aí até cobrar um arremesso lateral fica mais difícil: a bola passa a pesar 200kg.

Essa situação péssima em que se encontra o Grêmio é fruto de uma desorganização total da direção. Uma falta de convicção e planejamento, inércia, orgulho, entre outras coisas. Acho que quase todo gremista tem essa impressão, mas mesmo assim, às vezes, passam a canalizar suas raivas nas pessoas erradas.

TODOS os jogadores do Grêmio têm defeitos, uns mais, outros menos. TODOS os técnicos que passaram pelo Grêmio erram. Estamos falando de seres humanos. Os times do Grêmio mais vencedores da história também tinham jogadores e treinadores que não eram perfeitos. O Douglas, tão cobrado hoje em dia, é o mesmo camisa 10 “mágico” do final de 2010. Esse é só um exemplo, mas o que eu quero dizer é que, quando está tudo errado, ninguém consegue brilhar sozinho. Fica muito difícil.

E aí o Adilson erra um passe e a torcida tem um colapso nervoso. No time de 83 também erravam passes. O problema do atual Grêmio não é um erro de passe aqui, uma falha acolá: é o conjunto da obra. Só que quando a situação é crítica, nossa paciência naturalmente é menor: tudo é motivo pra identificar vilões e culpados.

Resumindo, a culpa pelo atual momento horrível do Grêmio não é do Roth, assim como não era do Julinho e tampouco fora do Renato. A culpa também não é do Victor, nem do Collaço, tampouco do Adilson ou Magrão, Douglas, Lúcio, André Lima, Gabriel ou seja lá quem for. Ninguém merece carregar esse fardo sozinho. A culpa é de quem deixou o ambiente e a estrutura do clube e do time totalmente bagunçados. A culpa não é nem mesmo do Rafael Marques. O furo é mais embaixo. Ou melhor, mais em cima.


Saudações azuis.
@lucasvon


Futebol é postura

12 de setembro de 2010 28

Quem acompanha o que escrevo sabe que sempre defendi isso.

Óbvio que tática e técnica são FUNDAMENTAIS. Óbvio que se minha vó virar o técnico do Grêmio e meus amigos forem escalados para o time, vamos perder todas. Mesmo jogando com a maior vontade do mundo.

Mas a questão é que o time do Grêmio está longe de ser horrível. Tem suas carências, mas para o padrão brasileiro está na média, ou até acima dela, eu diria. Óbvio que o Autuori não é burro. Óbvio que o Silas não é o pior técnico do mundo. Mas são dois caras mornos. Apáticos. Que entendem de futebol, mas não entendem de seres humanos. E os jogadores são seres humanos.

Por que eu defendia o Roth? Ele é um BAITA técnico? Não, não é. Mas por que ele foi melhor que Silas e que o badalado Autuori? Porque o time dele tinha mais POSTURA. Ele era mais enérgico, o psicológico dos jogadores era trabalhado para se doarem mais, para vencerem. Psicológico é FUNDAMENTAL. Ou jogos em casa e fora não fariam diferença.

Como eu sempre digo: são uns 4 ou 5 técnicos brasileiros diferenciados, no que diz respeito a conhecimentos táticos. Dá pra contar nos dedos. O resto é tudo a mesma coisa. Roth, Silas, Renato, Geninho, Renê Simões, Adilson Batista, e todos os outros, são tudo do mesmo nível nesse sentido. Ninguém é muito mais sabidão ou estudioso que o outro.

O que diferencia uns dos outros é a lida com o atleta. É mexer com os brios de um grupo de jovens que ganham mais de 100 mil reais. Ontem deu gosto de ver jogadores cercando o árbitro pós-pênalti. É a indignação de quem quer vencer. Times mornos perdem. Falta sangue, gana. É o algo mais.

Estava receoso que nosso grupo fosse muito “bunda-mole” a ponto de o Renato não conseguir injetar ânimo nessa turma. A ponto da chacoalhada dele não surtir muito efeito. Mas to vendo que o grupo se mexeu. Era brabo ter vibração sob a batuta de Duda, Meira e SILAS. Hoje estou mais animado.

Saudações tricolores.

Meio a zero é goleada

02 de setembro de 2010 30

Na situação em que nos encontramos, meio a zero é goleada. 1 a zero é banho de bola. Falei aqui da boa atuação contra o Santos, do bom futebol apresentado em Curitiba também, entretanto somamos apenas 1 ponto nesses dois jogos. Dessa vez o time não foi lá essas coisas, mas põe 3 pontinhos na aí conta e não se fala mais nisso. É o que importa.

O Grêmio não foi tão mal, sobretudo no 1º tempo. O time até criou boas chances, pressionou o Guarani por algum tempo e, como vem sendo costume: perdeu alguns gols. Já na segunda etapa a coisa ficou mais equilibrada e o momento deles passou a ser até melhor. Tomamos um sufoco. Muitos erros individuais nos passes, finalizações, domínios de bola, tudo. Talvez seja reflexo do nervosismo que se tem ao jogar pressionado.

Saímos novamente da Zona. Agora é tentar surpreender o Botafogo no RJ para começar a almejar respiradas mais aliviadas no futuro. Apesar de figurar no topo da tabela, não acho o time deles tão sensacional. Não seria tão criminosa assim uma vitóriazinha tricolor no Engenhão. Eu acho possível.

OBS: pra quem não viu, hoje tem mais 2 posts-extras abaixo.

Saudações azuis.