Um ótimo 2012 a toda a Nação Tricolor! Que seja um ano azul, preto e branco.
Ano que vem teremos blogueiro novo à frente desse espaço. Até lá!
Imagem: Facebook
Um ótimo 2012 a toda a Nação Tricolor! Que seja um ano azul, preto e branco.
Ano que vem teremos blogueiro novo à frente desse espaço. Até lá!
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Foto: Mateus Bruxel
SOBRE O JOGO
Gre-nal típico: como a maioria dos Clássicos, decidido no detalhe. Infelizmente a favor deles. Ninguém jogou muito melhor, dava pra ter acontecido qualquer coisa. Colocamos bolas na trave, não ficamos recuados, o Inter também chegou outras vezes, enfim, o detalhe decidiu.
Sobre o time, duas coisas me irritaram profundamente: erros de passe em excesso e chutes a gol em escassez. O Grêmio errou passes acima do aceitável. Fica difícil construir mais jogadas perigosas com tantos erros. E quando CONSEGUIAM construir, não chutavam! Várias bolas na feição, ou passavam pro lado, ou esperavam um adversário chegar atropelando. Que irritante isso.
Hey, Grêmio, vou contar um segredo a vocês: vale gol de fora da pequena área! Juro. Não precisa entrar nela pra chutar. Fica a dica.
SOBRE 2012
O ano já começou. Caio Junior foi oficialmente anunciado. Um técnico que considero médio (como a grande maioria). Com um time bom nas mãos pode fazer um bom trabalho. Ganha pontos por ter sido criado nas categorias de base do Grêmio. Conhece o clube e tem uma identificação com o Tricolor. Boa sorte a ele!
Celso Roth vai embora deixando algum legado. Ao contrário do que muitos pensam, acredito que nosso agora ex-treinador teve lá seus méritos. Um deles, por exemplo, foi dar chances ao então pouco aproveitado Fernando, achando seu lugar no time e ajudando o menino a mostrar enfim o seu bom futebol.
Acho importante contratarmos bons nomes para o ano que vem, mas esse “legado do Celso” fica de alerta: olho na base. Se o Fernando não for vendido, acredito que possa ser um dos principais nomes gremistas em 2012. Saimon é outro jovem talentoso: falta um companheiro de zaga indiscutível pra ele. Mário, se ficar, contribuirá bastante também. E por aí vai, de repente até mais pratas da casa possam engrossar esse caldo.
Não desejo que 2012 seja apenas melhor que 2011. Isso não significa muito. Não é difícil ser melhor que o NADA. Finalmente esse lamentável ano oficialmente acabou. Que seja esquecido por nós gremistas. Quero que 2012 seja MUITO melhor. A torcida gremista merece.
Saudações tricolores.
Foto: Diego Vara
O último jogo do Grêmio em casa em 2011 foi um retrato do ano inteiro: melancólico.
É natural que o time jogue mais relaxado, por não almejar algo maior, tampouco sem o risco de cair. Isso é do ser humano. Por mais que os jogadores se esforcem racionalmente, no inconsciente deles é diferente. O relaxamento é natural. Por isso, mesmo não tendo gostado das últimas atuações do time, até entendi os últimos resultados ruins: todos os times que enfrentamos ainda tinham algum objetivo na competição.
Seja briga no topo ou ainda alguma possibilidade de cair, todos os últimos adversários do Grêmio brigavam por algo, com uma natural motivação maior. Não digo que concordo com um possível “corpo-mole” gremista. Mas como eu falei, é até inconsciente. O jogador fatalmente fica mais relaxado e desligado. O próprio clima do estádio colabora com isso. Mas hoje foi diferente. Foi a gota d’água: o Atlético estava igualmente a passeio. O time se superou na relaxada. Parecia treino.
Pra não ser injusto, os goianos tinham uma remotíssima chance de cair ainda. Tão remota que o empate a eliminou. Tão remota quanto a chance que tínhamos de não ir para a Sul-Americana, ou seja, as motivações deveriam estar no mínimo equiparadas. Salvo algumas exceções, o time trotou em campo.
Sobre 2012, já falei que também entrei no time que prefere ver o Roth fora. Principalmente pelo clima que ele não tem no Olímpico. Mas agora vou além: outro nome que não me importaria de ver fora do elenco em 2012 é o de Victor. Perdi a paciência.
O Grohe fez um promissor 2011 nas vezes em que foi acionado. E não foram poucas. O guri tá na sua melhor fase. Se viesse uma proposta boa pelo nosso camisa 1, eu, que apoiei a direção no “Projeto Fica Victor”, hoje em dia venderia de olhos fechados. É dinheiro no caixa e chance ao Marcelo. Sem falar que, é com pesar que digo isso, mas não confio mais no Victor.
Aquele goleiro espetacular de 2008 e 2009 aos poucos foi sumindo. Restaram lapsos de boas atuações, alternados a muitos jogos COMUNS com incidência de falhas superando os milagres. E não pego no pé dele por implicância. Recorrentemente bato nessa tecla justamente porque sei que ele tem MUITA QUALIDADE. Não falaria repetidamente das fragilidades do Rafael Marques. Seria chato, inútil. Todos sabem que ele não serve pra titular do Grêmio, seria chover no molhado. Mas o Victor já foi Seleção há pouquíssimo tempo. É o autor, talvez, de umas das maiores atuações de um goleiro gremista que eu tenha visto. Mas não confio nele. E o clube precisa de dinheiro. E o Marcelo tem potencial. Pra mim, essa conta fechou: vende o Victor.
Se não vier proposta alguma nesse fim de ano, mantém no time, evidentemente. Não estou dizendo para NOS LIVRARMOS dele jogando no colo de algum clube. Não. Só se alguém se interessar, acenando com uma boa grana. Caso isso não aconteça, deixa ele, e vamos torcer para que em 2012 volte a nos lembrar daquele velho Victor dos bons tempos. Se isso não ocorrer e as falhas persistirem, aí sim, lá por abril, dá um jeito de empurrá-lo para algum time e vamos de Grohe. Eu penso assim.
Saudações tricolores.
Foto: Diego Vara
Enfim, Kleber é do Grêmio.
Mas, querem saber? Refletindo melhor sobre o caso, não achei que a novela foi tão grande. Acho que o torcedor e a própria mídia ficaram ouriçados por causa do papelão que a direção fez no episódio Ronaldinho, e tudo tomou proporções gigantescas. Mas, na prática, nem foi pra tanto.
A negociação com o Kleber durou aproximadamente o mesmo tempo que a do Maxi Lopez. Alguém lembra de alarde, novela, desgaste e o escambau? Eu não. Muito do falatório que gerou essa contratação acho que também se deve ao fato de alguns jornalistas terem CONFIRMADO o Gladiador no Grêmio, quando na verdade não tinha nada 100% certo. Ficou parecendo erro do Grêmio, mas na verdade, ao contrário do fiasco com o R10, dessa vez O GRÊMIO não disse nada. Só confirmou quando de fato estava confirmado.
E sobre o Kleber: normal que pondere por alguns dias sobre uma decisão que vai definir seu futuro. “Ah, mas é 500 mil por mês, por que se fez tanto?” Vamos lá. Primeiro, propostas semelhantes a essa ele tinha de outros clubes. Não estamos falando em escolher entre um salário mínimo e 500 mil reais. Pra ele não é uma decisão tão óbvia como seria para nós, reles trabalhadores “comuns”. E outra, todo mundo reclama que jogador é mercenário, aí um cara pondera sobre questões que não dizem respeito ao dinheiro (seus filhos pequenos moram em São Paulo) e o pessoal se irrita por ele não aceitar correndo.
Enfim, apesar de todo o blá blá blá que gerou, a negociação foi normal. Levou um tempo razoável, nada absurdo. Kleber admitiu que a questão financeira foi fundamental, mas mostrou-se preocupado também em vencer, e acredita que o Grêmio tem um projeto para levantar canecos em breve. Amém.
Sobre o atleta, gostei. Acho que ele é a cara do Grêmio. Um nome que sempre quis aqui. Tevez seria outro, acho que os dois têm o mesmo estilo, guardadas as devidas proporções. Vai sair caro? Vai. Mas pra mim, caro mesmo é o cara que ganha 200 mil e não faz nada em campo. Do Kleber ao menos sabemos que se pode esperar algo.
E é problemático? Talvez, não sei. Com certeza tem personalidade forte. Pode dar problemas com certeza. Pode ser um tiro no pé sim. Daqui 8 meses pode estar em litígio com dirigentes, colegas de time ou técnico e forçar desligamento do Grêmio. Sei disso. Mas é um risco que, honestamente, eu também correria. Jogador com todas as qualidades do mundo existe, mas está no Real Madrid, no Barcelona. Pro Grêmio, acho uma aposta válida o Gladiador.
E num lapso de otimismo, finalizo: Kleber tem uma personalidade extremamente forte. O que pode ser um problema. Mas o que o Danrlei e o Renato também tinham. De repente é hora de apostar num cara assim. Cansei de jogador tão bonzinho, mas tão bonzinho, que não faz mal nem aos adversários.
Montagem: Laury Junior, Agência Moinhos
Saudações tricolores.
Essa história começou em 2008. Aliás, a implicância com o Roth é bem mais antiga, mas o ponto com o qual vou linkar nosso momento atual é oriundo daquele vice-campeonato brasileiro. O ano em que, na minha opinião, o Celso fez milagre com aquele time limitadíssimo, mas que na opinião de 85% dos gremistas ele entregou o título.
Nem vou me aprofundar nessa questão. Já fiz post inteiro sobre isso. Só acho estranho todos ignorarem os méritos de um cara que fez o melhor primeiro turno da história dos pontos corridos com Marcel e Perea no ataque, e lembrarem que no segundo turno ele deixou o São Paulo nos passar. Mesmo que o tricolor paulista tenha dado uma arrancada épica. Enfim, a cada um cabe enxergar o que quer.
Mas por que voltei a tocar nesse assunto? Pois a história pode se repetir. Ainda que em 2011 o Celso não tenha sido vice-campeão de nada, o começo de 2012 pode ser parecido com o de 2009. Naquele ano liderávamos a Libertadores da América. Melhor campanha no geral. Pegamos times fracos na primeira fase? Ok, mas fizemos a lição de casa com honra ao mérito. Esse anoo grupo era talvez mais ridículo ainda e quase caímos fora. Então vieram os Gre-nais do Gauchão e... Tchau, Celso.
Foram 3 Gre-nais, lembro bem. Perdemos todos e a pressão da torcida derrubou o treinador gremista. Um deles, no Beira-Rio, o co-irmão jogou melhor. Nos outros dois fomos muito superiores. Teve aquele em Erechim que o Nilmar resolveu no finalzinho, e teve outro no qual fomos prejudicados pela arbitragem, com gol mal anulado, etc. Infelizmente o time era tecnicamente inferior ao Inter e, talvez por isso, somado a um pouco de azar, não conseguimos transpor essa superioridade ao placar da partida.
O clima ficou insustentável. As derrotas no Gauchão apagaram o fato de estarmos liderando o que interessava no ano, a Libertadores. As derrotas transformaram o surpreendente vice-campeonato brasileiro do ano anterior em fracasso. A torcida vociferava contra o Celso. Duda Kroeff não teve escolhas. O demitiu. Não tinha clima. Ficamos sem técnico durante um mês e meio, em plena reta final de Libertadores. Esse foi o erro do Duda. Eu pedia Renato à época, acho que pro momento ia ser fantástico, justamente pelo que o Celso não tinha: clima. Mas demitir o Roth não foi erro do Duda. Não tinha opção.
Na minha opinião, perdemos a chance do Tri ali naquele momento. Com Roth o time estava encaixadinho, apesar dos pesares. Ficar 45 dias esperando um cara cair de paraquedas no meio das semifinais definitivamente não foi a melhor ideia do mundo. Mas, repito, Duda não teve escolha. Foi a torcida quem demitiu o Roth. Chegamos ao ponto de presenciar vaia no Olímpico após um gol do Grêmio. Jonas marcou, foi abraçar o Celso e a vaia comeu. Não dava mais.
Tudo isso porque a tolerância com ele é mínima inexistente. Se ganha 4 seguidas e perde a quinta: FORA, ROTH. Já é cultural do RS pegar no pé do Celso. Pessoas que nem acompanham futebol e não entendem nada gostam de falar "bah, com o Roth não dá, né? Hehehe". Por isso acho inviável sua permanência para 2012 e se eu fosse da direção não renovaria. Não acho ele horrível como grande parte da torcida acha. Mas se ficar, o clima não vai ser bom. E a atmosfera do time com a torcida é fundamental para um time vencedor.
Como tem gente que me acusa de “amiguinho político do Odone”, ou coisa parecida, MESMO COM MEUS MILHARES DE TEXTOS CRITICANDO A DIREÇÃO ATUAL, não me espanto ao ouvir pessoas me “acusando” de fã do Celso Roth. Esse sim eu defendi várias vezes. Por isso vou explicar: não sou fã. Como já falei e repito, eu poderia fazer um post duas vezes o tamanho desse, só falando dos defeitos do Celso. Não são poucos e eu sei disso. Mas busco sempre o contraponto. Sou o advogado do diabo. Se todos vocês AMASSEM o Roth, meu papel aqui seria dizer que não é bem assim, pois ele tem vários defeitos e blá blá blá. Mas acho injusto muito do que dizem sobre o Celso, por isso meu posicionamento muitas vezes é o do “defensor”.
E essa foi minha grande mudança de opinião de uns tempos pra cá. Antes eu dizia que o Celso era melhor que MUITOS dos nomes especulados por torcedores, e só valia a pena trocar se fosse por alguém melhor. Francamente, vocês acham Nelsinho Batista melhor que o Roth? Hélio dos Anjos? O cara que treinava o Grêmio no Gre-nal dos 5x2, enquanto, ironicamente, o Celso era o comandante dos vermelhos. Pra ver a que ponto chegamos. Vale qualquer um, desde que seja pra tirar o Roth. Isso que discordo. Ou melhor, discordava.
Cheguei a conclusão de que vocês estão certos. Que saia o Roth. Não penso isso pelos mesmos motivos da maioria, pois não o considero tão ruim. Mas que saia o Roth pelo bom relacionamento com a torcida. Espero muito que tragam um nome melhor que o Celso, e sei que existem alguns sim. Mas se não der, que substituam por qualquer naba, que venha o Gallo, o Geninho, qualquer um. Qualquer um que tenha tranquilidade para trabalhar, possa contar com a paciência da torcida, tenha algum respaldo. Acho que, infelizmente, é por aí.
Se o Roth ficar, aquele filme que começou em 2008 pode ter sua reprise agora. Se ele não ganhar TODOS os jogos do Gauchão e da Copa do Brasil, no primeiro fracasso a torcida vai rugir e o Celso vai cair. Isso será março ou abril. E aí teremos que contratar outro treinador de sopetão, no susto, sem pré-temporada, pegando o que tiver. Acho que na prática o Roth daria mais resultado ao time do que muitos desses nomes manjadinhos do mercado. Mas futebol não é tão simples. Tem todo o resto. Em 2009 eu não queria que ele caísse, mas fiquei feliz quando caiu. Pelo clima. Essas coisas têm que ser consideradas também.
Valeu por nos fazer jogar a Série A no último ano do Olímpico, Celso. Obrigado mesmo. E tchau.
Saudações azuis, pretas e brancas.
Foto: gremiofotos.com.br
Sobre o empate de ontem não há muito o que se falar. Jogo chatinho, tanto pelo que foi apresentado em campo quanto pelas pretensões das duas equipes. Pouca emoção, pouca velocidade, pouca objetividade, pouca competência nos planejamentos de Grêmio e Palmeiras em 2011.
Acho que Roth errou ao colocar Adilson no lugar de Marquinhos. Não sou do exército Anti-Adilson, pelo contrário, sei dos seus limites mas defendo o alemão. O considero um bom reserva. E seus limites são principalmente ofensivos: jogar mais na frente só piora.
No intervalo isso foi corrigido e Leandro entrou em seu lugar. Mas esse, que considero um erro do Celso, não foi o único da primeira etapa: achei que o time tava chutando muito pouco. Parecia que queriam entrar com bola e tudo. "Amigão, abriu chutou!" Diversas vezes ficavam com a bola "na feição", na entrada da área, e não arriscavam. Assim não vai entrar nunca. "Nem todos que tentaram conseguiram, mas todos que conseguiram tentaram". Tem que chutar mais.
Em meio a esse imbróglio envolvendo o jogador Kleber, essa novela que virou sua contratação (tudo isso somado aos altos valores da negociação), ao fim do jogo de hoje pensei numa coisa: seria tudo isso uma dica para o clube? Mesmo com a fortuna divulgada envolvendo a possível contratação do Gladiador, a coisa segue complicada, empacada. O que mais ele quer? Enquanto isso, quem resolveu a favor do Grêmio hoje em campo?
Pratas da casa. Em jogada linda de Leandro, colocando Brandão na cara do gol, o Grêmio descontou. No finalzinho, ele, Fernando Lucas, que mostrou ter mais do que apenas o segundo nome em comum comigo, deu um chutaço do meio da rua e empatou. Pensou como eu: "amigão, abriu chutei!" Sem falar que essa bola que sobrou pra ele foi oriunda de uma jogadaça de outro menino, o Mário. Limpou meio time do Palmeiras ali na direita e adentrou a área alviverde.
Nunca fui contra a contratação do Kleber. Agora já estou repensando, pelo desgaste todo. Mas pela qualidade dele, sempre fui a favor. Ainda acho que o Grêmio tem que investir nuns caras assim, pra montar uma barca forte pra 2012. Mas o jogo de hoje me fez refletir. Será que não é um sinal pra explorarmos mais a base? Uma dica pra 2012? Será que esse Pessali que tanto falam não merecia mais chances? Não tem outros guris talentosos? O Gauchão serve pra trêes coisas: dar ritmo, entrosar o time e fazer testes. Pois que façam com essa gurizada.
"Ah, mas tu defendia tanto um time forte na despedida do Olímpico e agora tá pedindo pra não contratarem?" Não. Ainda acho que devam contratar sim. Uns dois atacantes bons, zaga, etc. Mas que sejam uns 5 nomes no máximo, desde que INCONTESTÁVEIS. E não 15 operários. Nomes como Tardelli, Lugano, esse nível. No mínimo. Se é pra fazer apostas com Clementinos, Pachecos, até mesmo nomes mais complicados como Carlos Albertos da vida, que fiquem com a gurizada da base pra tapar esses furos. Tragam uns nomes PONTUAIS e indiscutíveis, só pra engrossar o caldo, e o resto deixa com os guris. Tem muita prata prontinha pra brilhar.
Saudações azuis, pretas e brancas.
O jogo do último domingo, por ter como foco aquele sujeito que não precisamos mais pronunciar o nome, ofuscou algumas questões.
A única coisa boa que o pilantrinha fez para o Grêmio nos últimos tempos: despertou um sentimento de união. O rapaz é tão desprezível que conseguiu juntar até mesmo torcedores de outros times a nós. Recebi mensagens de apoio e parabenização de várias torcidas. ATÉ MESMO COLORADOS. Ele é tão podre que conseguiu juntar até mesmo gremistas e colorados, e não foi por um sentimento bonito: foi pelo ódio, desprezo, asco.
Mas a união que eu me referia diz mais respeito ao próprio Grêmio. Na partida de domingo, ao identificar um “inimigo” comum, a Nação Gremista se uniu como há tempos não se via. O tiozinho do amendoim ali da Social esqueceu de pegar no pé do Rafael Marques. O exército Anti-Roth, por um momento, deixou o Celso em paz. Niguém lembrou que o ataque era fraco, ou que o Presidente estava colecionando fracassos na temporada. Todos foram poupados. Era “NÓS contra ELE”. Todos juntos, unidos.
O reflexo dessa união foi o silêncio que “se ouviu” depois do golaço marcado pelo Miralles. Se fosse outro jogo qualquer, podem ter certeza: iam reacender a já quase apagada Guerra criada entre Roth e o argentino. Mas pouco se falou nisso, pouco se cobrou explicações do Celso pelo “castigo” dado ao gringo. Tudo ficou em paz. O gol do Miralles não serviu para gerar polêmica, e sim para lavar a alma.
Em compensação, com o foco todo voltado ao dentucinho aquele, também passou batida a questão dos 46 pontos: Grêmio está oficialmente livre do Z4. Sei que esse medo já não pairava pelas bandas da Azenha, mas atingir a meta matematicamente exigida é emblemático. Agora definitivamente acabou o ano, hora de pensar em 2012 e, mais do que isso: hora de começar a AGIR para 2012.
O grupo é frágil, mas tem algum brio. Mostraram isso em algumas oportunidades, inclusive nesse último domingo. Jogaram com gana POR NÓS. Ninguém ali odiava o camisa 10 rubro-negro. Aquela vontade toda era por nós, em respeito ao clube que defendem e sua torcida. Já me serve. Entretanto, no que diz respeito à qualidade técnica, o elenco tem suas fragilidades.
O André Lima não vai apresentar aquela atuação de gala pra sempre. A zaga segue mostrando que não é confiável. Talvez o Gilberto se firmando ali forme uma boa dupla com o promissor Saimon, mas pra evitar surpresas com esse “talvez”, seria bom contratar um xerifão indiscutível pra garantir. Ataque, idem. Precisamos de um nome indiscutível, de preferência dois.
Mas o mais importante é manter a base. Ano passado vivíamos situação semelhante. Umas 3 ou 4 boas contratações deixariam o Grêmio brigando forte em qualquer competição. Mas aí saiu o Jonas e não veio ninguém parecido. Saiu o Paulão e nenhuma reposição à altura. Até mesmo o contestado Fábio Santos fez falta, devido à ausência de boas reposições. Aí complica.
Acho que com umas 4 contratações certeiras teremos um baita time ano que vem. Mas isso mantendo a base. Não adianta contratar meia dúzia e perder o Douglas, não segurar o Escudero, etc. Se isso acontecer precisamos de umas 10 boas contratações pra montar um timaço. E, claro, estou falando de umas 4 BOAS contratações. Não adianta trazer meia dúzia de Lins, Edcarlos ou afins. É hora de focar na qualidade, pontualmente, e não na quantidade.
Saudações tricolores.
Vejo pessoas repugnando uma possível conversa da direção com o Roth sobre 2012. Nem sei se é verdade, tampouco o que teriam conversado exatamente. Mas o fato é que não acho justa tamanha revolta por uma possível renovação.
Na verdade eu queria FELIPÃO em 2012. Seria lindo: último ano do Olímpico, torcida ficaria em polvorosa, clima altamente favorável e um baita técnico na casa-mata gremista. MAS, não é tão simples assim ter um Felipão. Ele tem contrato com o Palmeiras (relação conturbada, é verdade, mas tem), está recebendo propostas do exterior e, além de tudo, é extremamente caro. Custa quase um milhão de reais por mês manter um Luiz Felipe Scolari na folha de pagamentos.
Ainda assim é meu preferido. Convertendo esses gastos em títulos, por mim pode gastar até o dobro. Sem falar que, se o marketing não for inoperante, dá pra fazer muito dinheiro com a presença dele no Olímpico. Mas enfim, como eu disse, não é tão simples. Não basta estalar os dedos para tê-lo no comando do Grêmio.
E, caso não seja Felipão (algo muito possível), meu nome para 2012 é CELSO JUAREZ ROTH. Aos críticos: quem vocês querem? Geninho? Nelsinho Batista? Cuca? Mancini? Gallo? Vou além: Roth é “Top 5” no país. Não existem 5 treinadores no Brasil melhores que ele, na minha opinião. Acho que o “princípio de pânico” externado por alguns ao ouvir a possibilidade de renovação já é quase uma cultura gaúcha. Faz parte do inconsciente coletivo do povo brasileiro até, mas principalmente gaúcho, criticar e debochar do Celso. Talvez por ser meio turrão, teimoso, não ser um ícone do carisma. Mas ele sem dúvidas é muito subestimado. Mesmo com suas limitações e erros, coisa que todo técnico (e ser humano) tem, no frigir dos ovos Roth é um bom técnico.
Repito: Felipão dando sopa, acho muito válido abordá-lo. Não sendo possível, vejo no Roth uma boa opção. E poderá começar um trabalho do início, com pré-temporada, etc. Não será uma intervenção emergencial pra salvar o time. Na última vez em que teve um tempo longo no clube, era o atual vice-Campeão Brasileiro e liderava a Libertadores do ano seguinte, invicto.
Sendo curto e grosso: que tentem o Luiz Felipe. Se não der: Roth neles!
Saudações tricolores.
Estou pedindo reforços ao time desde o ano passado, quando nos classificamos em um surpreendente G4. Estava empolgado ao fim de 2010, prevendo um 2011 promissor com algumas contratações pontuais.
O ano começou e os esforços da direção foram totalmente voltados para um certo mercenáR10 que prefiro nem citar o nome. Jonas foi embora, Fábio Santos também, Paulão idem... E fomos ficando com Clementino, Gilson e Rafa Marques para disputar a Libertadores. Segui insistindo para que contratassem mais.
O tempo passou, a direção não se mexeu e o primeiro semestre escoou pelo ralo. Eliminados prematuramente da Libertadores e derrotados em casa na Final do Gauchão. Colhemos o que plantamos. Ou melhor, não colhemos nada, pois nada plantamos. Nação gremista ficou muito triste com esse fim de semestre fracassado, sobretudo pelo fim do sonho do Tri América. Mas não esmorecemos, seguimos na luta. Já vislumbrando um Tri Brasileiro, seguimos pedindo reforços. Que os erros do primeiro semestre tenham servido de lição.
Não serviram. Já era quase metade do primeiro turno do Brasileiro e a dupla de ataque gremista em campo era Lins e Viçosa. Direção foi lenta e omissa mais uma vez. Renato acabou caindo: ele tinha seus erros sim, mas até o Mourinho sucumbiria a uma inoperância dessas.
Pois bem, estamos em julho e só agora alguns reforços estão começando a ganhar espaço no time. E muitos outros ainda seriam bem-vindos. Mas agora é tarde. Sinceramente, que não venha mais ninguém.
O ano de 2011 acabou. Como eu já disse aqui, título só se Julinho Camargo for um gênio, fazendo campanha épica e surreal. Campanha que não sei se algum técnico da história do futebol seria capaz de fazer com esse time do Grêmio. O G4 também já complicou bastante. E outra: mesmo se não tivesse complicado, nem sei se quero G4. Acho que prefiro ter uma chance a mais de título em 2012, no último ano do Olímpico.
Com essa inoperância e incompetência vista na atual direção, vencer uma Libertadores, que já é difícil até mesmo para uma equipe bem estruturada, torna-se algo praticamente intangível. Bem menos acessível que uma Copa do Brasil ou Sul-Americana. A primeira quase conseguimos faturar com o SILAS, não fosse o histórico time do Santos em nosso caminho. É com vergonha que digo isso, pois desde que nasci almejei disputar uma Libertadores mais do que tudo, mas vamos cair na real: sem planejamento, sem competência, sem muitas coisas, o Tri América fica bem complicado nesse momento para o nosso Grêmio.
Acho que esse time é BEM suficiente para não cair. Então deixa assim. Meu campeonato, a partir de agora, se resumirá em 4 jogos que quero muito vencer (Gre-nais e Flamengo) e uma disputa pela zona da Sul-Americana. Temos time para tal. Então, fecha a conta e passa a régua.
Honestamente, já que é pra ser incompetente, vamos tentar disputar competições que exijam menos competência. E que, além de tudo, são duas. É com tristeza que digo isso, mas desejo que não contratem mais ninguém. Assumam de vez essa pequeneza praticada até então. Economizem dinheiro. Não precisa gastar fortunas pra agradar a torcida com nomes de figurões: não vai adiantar nada. É tarde. Foquem em 2012. Foquem numa digna despedida para o Estádio Olímpico Monumental.
Saudações tricolores.