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Posts com a tag "Duda"

Fulano Foot-Ball Porto Alegrense

16 de julho de 2011 80

Desculpem o desabafo, mas tá irritante lidar com algumas situações referentes ao Grêmio ultimamente. Nos comentários do Blog podemos tirar uma febre bem precisa sobre essas questões as quais me refiro.

Quem me conhece e/ou acompanha o Blog sabe que votei no Duda Kroeff e depois o critiquei MUITO aqui. O considero uma baita pessoa, mas como Presidente cometeu falhas as quais apontei à exaustão. Não vi problema algum em criticá-lo. Não é porque votei nele ou porque é um bom sujeito que seus erros no cargo que ocupava podem passar batidos. Não sou Duda Kroeff Futebol Clube. Não sou programado para defendê-lo aconteça o que acontecer.

Com Odone foi QUASE a mesma coisa. Teve meu apoio para voltar à presidência do clube, fiz até texto saudando nosso novo Presidente e o elogiando muito, mas infelizmente 2011 começou com o pé esquerdo. Fiasco no caso Ronaldinho, acordo com a Globo fechado de forma precipitada (pra dizer o mínimo) e, PRINCIPALMENTE, nulidade total no quesito futebol. O time pela primeira vez em muito tempo virou o ano com o elenco PIORADO. E tendo uma Libertadores pela frente. Incompetência surreal pra montar o time. Jogaram o 1º semestre no lixo, e talvez até o 2º, tamanha a demora pra reforçar a equipe. Tudo isso sem falar na FORMA como lidou com o caso Renato. Demitiu o maior ídolo do clube AO VIVO na rádio, não dando alternativas a Portaluppi, a quem só restou pedir o chapéu.

Mas então por que eu disse que com Odone foi QUASE a mesma coisa que com o Duda se ambos tiveram meu apoio e depois receberam críticas? A diferença está na aceitação dessas críticas. O 2011 do Odone está sendo bem pior que a Gestão Duda, no meu ponto de vista. Mas ao criticar o primeiro eu não recebia ameaças ou xingamentos. Em compensação, para alguns, falar mal do Odone é um sacrilégio. E aí entram as questões políticas. Odone é muito mais político que Duda, em todos os sentidos. E todo político tem aliado, cabo-eleitoral e fiéis seguidores.

Os gremistas ultimamente travam duelos diários entre Odonistas e Anti-Odonistas. E sabe em que time me incluo? Em nenhum. Eu sou GREMISTA. O Grêmio sim terá meu apoio até o fim, até a morte. Esse eu vou defender mesmo na Série C, mesmo perdendo títulos, mesmo perdendo pênalti, mesmo tomando frango. Odone, Duda, Renato, Fábio Koff, Vicente Martins? Só nomes. Nomes importantes, é verdade. Mas ainda assim, nomes. Nomes que serão analisados por erros e acertos, e não por paixão. Nomes que podem até ficar marcados na história do clube, mas que são passageiros. Quem fica somos nós, é o Grêmio.

E os anti-Odone também são mais fervorosos que os anti-Duda. Me incomodei muito por fazer esse post anterior com a enquete sobre o Odone, mas também me incomodei antes de ter feito, por ser “omisso” ou por ter “rabo preso com o Presidente”. Mesmo tendo feito 900 posts antes criticando a diretoria.

Mas o que mais me irrita não são as discussõezinhas ininterruptas e por vezes até de baixo nível. Sinceramente, por mim podem seguir discutindo eternamente e com os palavrões mais cabeludos do mundo. Não altera nada pra mim. O que me irrita é que essas questões políticas CORROEM o Grêmio. Se aqui no Blog já é forte, imaginem dentro do clube. A podridão é maior que imaginamos.

Vocês duvidam que algumas pessoas da oposição torçam (e até ajam) pelo FRACASSO do clube pra ter mais chances de assumir o poder nas próximas eleições? Eu não só NÃO duvido com ainda apostaria que acontece. E é nesse ponto que o único perdedor é o Grêmio. Não é o João, nem o José, nem a Maria, nem o Odone. O prejudicado é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Se já é difícil ser vencedor com o clube unido, imagina com rachas internos. Já somos nós contra todos os outros, se formos nós contra todos os outros e mais alguns dos nossos, aí a coisa complica de vez.

Defensores do Odone: vocês têm todo o direito do mundo de defender quem quiserem. E nem todos os defensores dele são “amiguinhos políticos” ou têm algum rabo preso com alguém. Muitos podem defendê-lo simplesmente por considerá-lo competente, e isso eu JAMAIS condenaria. Acho digno. Questão de opinião. Mas independente de qual caso vocês estejam incluídos, aceitem críticas de outras pessoas. Ele não é um Deus inatingível e inquestionável.

Opositores do Odone: não tá gostando da gestão dele? Ok, opinião válida. Mas não adianta ficar esperneando até dezembro de 2012. O Odone não é bobo, com certeza JÁ ENTENDEU que não está agradando a muitos. O recado foi dado. Agora o foco é no Grêmio. Se eu fizer um post sobre o Marcelo Grohe, alguém fará um comentário “Fora, Odone”. Esse tipo de coisa também desgasta e é cansativa. Sem falar em ofensas pessoais ao Presidente Paulo Odone que também julgo como totalmente descabidas. Se quer INSISTIR em debater, pelo menos o faça analisando fatos comprovados. Julgue sua competência, nunca seu caráter. Até porque esse Blog é do Grêmio, então o julgamento será em relação ao Odone como Presidente, não como genro, cidadão ou Cristão.

Enfim, se não for pedir muito, seja lá qual for sua opinião rem relação a isso, vamos mudar o disco um pouco? Vamos falar do Gilberto Silva, do Leandro, enfim, do Grêmio. Se algo relevante ocorrer envolvendo a direção, obviamente comentarei. Mas caso contrário, vamos buscar menos racha, mais união. Afinal de contas, qualquer dicionário sabe que um Grêmio ou uma Agremiação é um grupo de pessoas UNIDO por objetivos comuns. Infelizmente alguns estão esquecendo disso.


Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon



Parabéns, Duda Kroeff

15 de maio de 2011 181

Foto: Jefferson Botega


Parabéns, Duda. És o primeiro ex-presidente do Grêmio a conquistar o vice-campeonato Gaúcho. Essa conquista, ainda que triste e pequena, é tua. O time Vice-Campeão Gaúcho de 2011 é o que tu entregaste para a gestão Odone. Com Rodolfo, é verdade. Mas sem Fábio Santos, Paulão e Jonas. Ah, tem o Lins, desculpa.

Renato, como todo técnico do mundo, erra. Ninguém está imune a decisões equivocadas. Mas as intervenções discutíveis dele estão LONGE de ser a explicação para o fracasso total do 1º semestre gremista. Dava pra ter ganho da Universidad Católica mesmo com o Renato errando mais. Dava pra ter ganho dos chilenos mesmo com a incrível maré de lesões. Dava pra ter se classificado pras quartas-de-final da Libertadores mesmo sem contratações. Mas se tu junta tudo isso ao mesmo tempo, complica. As lesões e os supostos equívocos do Renato fazem parte do futebol, não temos controle sobre isso. Mas a falta de qualidade é culpa da INÉRCIA quase que total dessa gestão liderada por Odone e Antônio Vicente Martins.

Inércia QUASE total, pois não podemos esquecer que a direção esteve bastante empenhada esse ano no caso Ronaldinho. Chegaram a comunicar aos jogadores que o R10 estava chegando, mas que todos seriam tratados da mesma forma. Ah, não posso ser injusto, também mostraram bastante envolvimento na questão dos direitos televisivos do Brasileirão com a Rede Globo. Pronto. Esses foram os feitos da gestão Odone 2011. Eu votei no Duda, e fiquei decepcionado por vários aspectos. Depois votei no Odone, e agora estou 10 vezes mais arrependido.

Os jogadores se empenharam, foram bem até, de modo geral. A eles fica meu aplauso. E que essa derrota suada e “peleada” deixe de lição ao nosso presidente que a IMORTALIDADE não é mágica. Precisamos de qualidade para conseguir buscar resultados importantes. É bonito falar de raça, pegada, determinação, superação, etc. Mas não adianta colocar tudo isso no meu time aqui da rua vestindo a camisa do Grêmio. Até nos Aflitos tínhamos, apesar de condições totalmente adversas, jogadores de QUALIDADE em campo, capazes de protagonizar o milagre.

Perdemos nos pênaltis para o Inter, de novo. Perdemos nos pênaltis mesmo tendo O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL e um dos maiores pegadores de pênaltis que já vi na vida. Em casa. Ou seja, vantagem dupla. A diferença é que a gente tem William Magrão pra bater, e eles têm D’Alessandro. O argentino bateu no ângulo, inapelável. É qualidade, amigo. Até gosto do Magrão, ele não tem culpa nenhuma de nada, mas o que quero dizer é que, no time do Inter, ele seria o 14º batedor, aproximadamente. No Grêmio foi o 2º. Odone, imortalidade é um sentimento de superação, de não se entregar nunca, e isso é sim muito importante no futebol e todos os gremistas se orgulham disso. MAS NÃO É MÁGICA.

A propósito, uma coisa que não entendi: por que Borges não bateu? Nem nas alternadas. Só porque errou no Beira-Rio? Errar faz parte. Até ontem ele era o BATEDOR OFICIAL do time, mesmo em penalidades de bola rolando, durante os 90 minutos. Que convicção é essa? Até Lins batendo antes do Borges? Não entendi.

Mas enfim, a grande tristeza foi o fim do sonho do Tri América. Essa ferida tá aberta até hoje. Meu medo era que o Peñarolaço do Beira-Rio, aliado a um Bicampeonato Gaúcho do Grêmio, fossem esfriar as coisas. Temia que vencêssemos hoje e o Odone viesse palestrar que o Imortal voltou e vai com tudo no Brasileiro e blá blá blá Aflitos, blá blá blá copero, blá blá blá camisa. Espero que agora ENFIM (antes tarde do que nunca) essa direção tenha acordado e apresente no mínimo uma meia dúzia de reforços. Ou o sonho do outro Tri também já começará o semestre fadado ao fracasso.


PS: quem está comentando que CRITIQUEI O DUDA, favor ler o texto INTEIRO. E com calma. Obrigado.



Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon





Gestão Duda Kroeff

16 de dezembro de 2010 1


RESUMÃO DOS E-MAILS

Recebi muito mais e-mails do que imaginei. Até por isso demorei a finalizar esse texto. Claro, alguns torcedores odeiam o Duda e não querem mais vê-lo nem pintado de ouro, assim como outros se mostraram extremamente satisfeitos com sua gestão e conseguiram listar muitos pontos positivos. Mas esses são dois extremos, as exceções.

De modo geral o torcedor gremista tem um conceito médio em relação à Gestão Duda. Dá pra se dizer que ele passou por média, sem maiores prejuízos, mas não encantou. E é impressionante como a grande maioria dos e-mails continha os mesmos fatos (negativos ou positivos) e teciam opiniões gerais idênticas.

O torcedor gremista parece gostar da pessoa do Duda, o que julgo correto. Parece ter ficado claro tratar-se de um gremistão, e de um sujeito bom, honesto, exemplar. Todo mundo ficaria satisfeito em tê-lo como genro. Já na presidência do Grêmio, existem algumas divergências.


MINHA ANÁLISE

Concordo com a maioria dos torcedores. Duda não foi o Presidente dos sonhos, mas tampouco o desastre que alguns pintam.

Duda pecou pela inexperiência e falta de pulso. Sua índole mansa e serena não combinou com o momento vivido pelo clube. Sobrou boa vontade e empenho. Faltou convicção em alguns momentos, faltou energia noutros. Faltou carisma, sempre.

- Fez bem em manter Roth quando assumiu. Time quase fatura o Brasileiro do ano anterior, bem montado, estrutura sólida num 3-5-2 cumpridor.

- Imprensa e torcida querem a cabeça do Celso após derrotas em Gre-nais (sendo que o Inter tinha elenco superior e jogamos melhor a maioria, sendo inclusive roubados num deles). Aqui vejo um erro da gestão Duda, mas muito mais sutil do que a maioria julga. A situação não era simples, não tinha mais clima para Roth permanecer. Vi, pela primeira vez na vida - e espero que última, vaias no Olímpico em um gol do Grêmio, quando Jonas marcou, pelo Gauchão, e foi abraçar o Celso. Eu, um dos poucos que defendia sua permanência, fiquei aliviado com sua queda, pois o clima tava pesado demais. Em outros tempos eu diria que nem houve erro da direção, pois não tinham escolha, mas pensando bem, podiam ter batido o pé, nadado contra a maré, e uma vitória boa nas quartas da Libertadores já resultaria em uma trégua por parte do torcedor. Mas esse episódio foi muito delicado, um dos erros mais sutis da direção, e que podemos até questionar se foi erro de fato ou não.

- Eis que surge um dos maiores erros: Paulo Autuori. Não pelo nome em si, que honestamente, agradou a maioria. Mas por dois motivos: 45 dias sem técnico em meio a uma semi-final de Libertadores, e pelo RENATO DANDO SOPA. Autuori foi um fracasso, mas isso não foi culpa da direção, era um técnico com um bom histórico que não deu certo. Mas esperá-lo tanto tempo foi crítico naquele momento. Sobretudo para vê-lo mudar o 3-5-2 que o time vinha jogando por 2 anos para um 4-4-2, de sopetão. E o Renato, eu comentei na época, era o nome. Muito mais pelo fator anímico e simbólico do que por qualquer outra coisa. Hoje vejo que eu tinha razão. Ele chegou aqui no Z4 e com o rival decidindo a América, e já teve festa no aeroporto e criou-se um clima fantástico. Imaginem em 2009, em plenas quartas-de-final de Libertadores. A gremistada ia enlouquecer. Ganharíamos aquela Libertadores por osmose. Na marra. Enfim, faltou malandragem e bom senso nesse episódio do técnico novo em 2009.

- Silas não considero um erro. Um cara jovem e promissor, com 2 anos excelentes no Avaí. Uma aposta interessante. O grande erro foi mantê-lo, juntamente com o também desgastado e apático Meira, por tempo demais. Até minha chinchila manca sabia que não dava mais. Perdeu o controle do vestiário, não era nenhum gênio da tática, enfim, esgotou. Demorou. Essa demora nos custou vôos maiores em 2010.

- Finalmente, Renato. Com um delay de mais de um ano, o acerto. De volta ao lar, Renato Portaluppi enfim ganhou a confiança de Duda e Cia, e não deixou a desejar. Conseguiu salvar o ano de um desfecho trágico, e ainda nos jogou incrivelmente na Libertadores de 2011.

- Mas o Renato não é mágico. Ele reergueu um time que tinha recursos. Nesse ponto acho que não valorizam muito a gestão do Kroeff. Maxi Lopez foi um exemplo de aposta bem sucedida. Leandro, exemplo de aposta frustrada. Mas futebol é assim, tem que apostar em uns 3 pra conseguir aproveitar 1. E nesse aspecto achei uma boa gestão. Alex Mineiro, por exemplo, outro fracasso: mas empilhava gols até então. Foi um pouco de azar. Já outros nomes vingaram muito bem, como Douglas, Gabriel, Rochemback (depois de algum tempo), etc. Fora a manutenção de nomes como Victor e Jonas. Duda deixa uma base interessante para o ano que vem. Isso deve ser valorizado.

Um fato curioso: a maioria dos gremistas citou como ponto positivo as finanças. Reconhecem que Duda deu uma equilibrada, quitou dívidas importantes, etc. O engraçado é que o próprio Duda se diz um pouco frustrado com essa questão, em sua CARTA ABERTA ao torcedor. Achei razoável. Não deixou rombos homéricos, tampouco sobrando dinheiro. Deu suas investidas mais ousadas sim, mas com os pés no chão.

Enfim, Duda Kroeff bateu na trave. Teve boa intenção, bons insights, mas sua postura travada custou caro. Sua insegurança custou a Libertadores 2009 e o Brasileiro 2010. E bater na trave não é gol. Nenhum Presidente será ótimo sem títulos, é assim que funciona o futebol.

Que o já experiente Odone, que assumiu ontem, aproveite os bons frutos deixados pela Gestão Duda, tome de lição os erros, e tenha toda a sorte do mundo à frente do nosso querido Grêmio. E vamos em frente, eu, vocês, o Duda, o Odone, todos juntos, rumo ao Tri América.


Saudações azuis.




Devido a problemas técnicos, comente AQUI.

Opinião do torcedor

10 de dezembro de 2010 0

Pretendo fazer em breve uma análise um tanto detalhada da Gestão Duda Kroeff.

Uma gestão de erros e acertos, que exige um parecer minucioso. Não é tão simples definir a trajetória de Duda Kroeff em uma, duas ou três frases. E justamente por ser uma tarefa um tanto complexa, peço a ajuda de vocês: mandem e-mails para o Blog Tricolor.

Para que eu tenha um apanhado de opiniões da Nação Gremista, peço a vocês que me enviem e-mails com suas breves opiniões sobre a gestão do Duda. Até mesmo para eu recordar de alguns fatos que por ventura tenha esquecido, ou dado menos importância, enfim, para que minha análise seja a mais justa possível – ainda que baseada muito nas minhas opiniões pessoais e compreensões particulares.

O e-mail é blogtricolorgremio@gmail.com. Manda tua opinião pra mim!


Saudações tricolores.



Devido a problemas técnicos, comente AQUI.

Carta aberta ao Presidente Duda

27 de agosto de 2010 69

Sabemos a diferença que uma torcida faz. Sabemos que não é à toa que TODOS os times vencem mais em casa. Não é coincidência, nem magia.

É triste ver parte da nossa torcida abandonando. É triste menos de 14 mil presentes naquele Grêmio x Santos. Não adianta abandonar, só piora. Não adianta reclamar que o brasileiro é um povo mal-educado e meia hora depois furar uma fila. Para reclamar tem que fazer tua parte.

E a Geral do Grêmio faz a parte dela. Não é um apoio incondicional burro. É só durante o jogo, quando os jogadores mais precisam. Antes e depois tem protesto, tem cobrança. Quem vai aos jogos sabe do que falo. Sabe do clima que essa torcida consegue criar no Olímpico. Quem já ouviu depoimentos de jogadores gremistas e até adversários também sabe do que falo.

Mas apesar de nunca abandonar, a torcida foi meio abandonada. As peculiares festas da Geral do Grêmio, com papel picado, bobina, etc, foram cada vez mais podadas pela atual direção. Por vezes algum membro da Geral pode cometer um equívoco, assim como os jogadores, comissão técnica e direção. Todo mundo erra. Mas todo mundo quer o bem do Grêmio. Então não tem cabimento as partes ficarem rompidas. É momento de união total, todos pelo Grêmio.

E nessa linha de pensamento, meu amigo, leitor do Blog e sócio Tricolor, Bruno Siegmann, redigiu essas pertinentes e interessantes linhas ao nosso Presidente.

"Caro Duda,

Deve estar sendo difícil enfrentar esse período. As críticas sobre ti são pesadas. No meio do futebol, em que tantos pilantras se consagram e são eternizados, um homem com a tua índole pode se tornar vilão. Sim, a minha tristeza com o momento do nosso Grêmio não vai fazer com que eu não reconheça que teu caráter se distingue entre muitos dos teus antecessores. Mas o futebol, enfim, nunca se preocupou com isso.

Agora, presidente, a coisa complicou. A visão de futebol que a tua gestão implementou mostrou-se bastante equivocada. Alguns que recebem salários gigantescos não jogam o que pensávamos. O técnico que foi responsável por montar o time no primeiro semestre não conseguiu cumprir sua tarefa. E o dirigente responsável por comandar o futebol foi um fracasso retumbante. Pra completar, tu não tens mais qualquer apoio da torcida.

Como resultado, nosso time voltou a flertar com o rebaixamento. Não há qualquer craque chegando pra nos salvar. Pra muitos clubes, seria um beco sem saída. No caso do Grêmio, pra tua sorte, presidente, a solução está no Olímpico em todos os jogos. Eles pagam mensalidade, compram ingresso e fazem diversos sacrifícios pra apoiar o Grêmio. Infelizmente, não recebem o tratamento que mereciam. Ao contrário, tem sua liberdade de ser torcedor cada vez mais tolhida. A festa que eles proporcionavam, usada pelo Grêmio no imenso painel da sua loja e em suas campanhas publicitárias, também é dificultada. Subestima-se a importância da torcida.

Presidente, tu precisas te aproximar da Geral. Tu sabes, claro, que os responsáveis pela nossa invencibilidade de um ano em casa não foram o Autuori, o Souza ou o Meira, teu fiel e abnegado companheiro. O apoio incondicional da torcida tem sido fundamental pro Grêmio há alguns anos. Pouco a pouco, a atual gestão, incrivelmente, foi minando o que se tornou a marca registrada do Grêmio: a melhor torcida do Brasil. O desrespeito ao torcedor de verdade, aquele que vai ao estádio e é tão maltratado pelo futebol moderno, parece ser um dos grandes legados que a tua gestão deixa ao fim do ano.

Ainda há tempo, presidente. Tu corres um sério risco de entrar pra um inglório rol de presidentes que já conta com Rafael Bandeira dos Santos e com Flávio Obino. E tu não podes mais evitar isso trazendo jogadores de qualidade. Parece tarde. Mas tu podes iniciar um esforço pra que a Geral possa voltar a ser o que era em 2007, por exemplo. Chama a gurizada pra conversar, presidente. Chama também a Brigada Militar. Busca uma forma de possibilitar a recepção ao time na entrada em campo. Providencia locomoção pros jogos fora de casa. Concede mais ingressos. Vamos liberar o espetáculo! Mostra boa vontade e traz aqueles que mais amam o Grêmio pro teu lado.

Ainda dá tempo. E tu não vais te arrepender.

Atenciosamente, Bruno Siegmann".

Saudações Tricolores.

Igual e diferente

06 de agosto de 2010 78

O QUE FOI DIFERENTE

Depois de jogar fora de casa contra Cruzeiro e Inter e, na minha opinião, atuar melhor que o adversário mas não conseguir nada mais do que um empate, eu vi um 1º tempo contra o Goiás exatamente oposto ao que vinha ocorrendo: fomos piores que o time da casa, mas conseguimos sair na frente.

Por um lado é ruim ver o time caindo de produção. Ver que aquele 3-5-2 que pintava como solução pode estar precisando de ajustes ainda. Ver algumas fragilidades no time, na marcação, sobretudo no meio-campo. E ver uma zaga batendo cabeça em alguns lances.

Mas por outro lado foi bom ver a efetividade aparecendo, mesmo que num mísero lance. Foi o que não conseguimos fazer no Gre-nal inteiro, por exemplo.

O QUE FOI IGUAL

Atitudes bisonhas. Assim como em outros jogos, o time me pareceu, sei lá, nem sei qual é a palavra. Não é exatamente desconcentrado, mas pode até ser. Foram atitudes bisonhas mesmo: chutar quando tinha que passar, deixar adversário livre infantilmente, chutar de primeira quando devia ter dominado antes, e por aí vai. Sem falar no show de balões do 1º tempo. Só ligação direta da zaga pro ataque. Me lembrou o festival de balonismo de Torres.

O QUE FOI DIFERENTE (2)

Milagre: Duda disse que não gostou da atuação e do resultado. Achei que ele estaria feliz e conformado com o bom empate com gol marcado fora. Até não foi de todo mal mesmo, mas dizer que está tudo ótimo já cansou. Sinalzinho de evolução.

O QUE FOI IGUAL (2)

Borges meio sumidão no jogo.

Ele segue meio apagado. Talvez precise de um ou dois gols pra voltar a ter confiança. Acho que com o 3-5-2 a bola está chegando mais quadrada no pé dele, ou até chegando menos. Ou ambos. Mas o fato é que não vem em um bom momento. Aquele gol perdido no Beira-Rio não tem influência do esquema.

Espero que essa fase passe logo.

Saudações Tricolores.

E o Fábio Koff?

16 de julho de 2010 57

Nesse post resolvi adotar uma nova ferramenta de interação com vocês: o vídeo.

Sim, em vez de escrever sobre o tema, resolvi falar. É também um bom modo de vocês me conhecerem melhor.

O primeiro sempre sofre o ônus de ser meio que um teste. Aguardo os comentários de vocês. Se a ideia for aprovada, provavelmente eu faça mais desses. Nesse caso, prometo que os próximos serão mais curtos, mais editados, e quem sabe com áudio e resolução da imagem melhores. Enfim, mais profissionais, hehe.

De qualquer forma a proposta ta aí, e o primeiro teste está no ar.

Saudações Tricolores.

Chama apagada

14 de julho de 2010 107

É assim que o pai de um amigo meu classifica pessoas mornas, insossas, que não inspiram confiança. É o oposto de dizer que a pessoa "tem estrela". Sabe aquele cara que tem estrela? Que onde toca vira ouro. Sorte de campeão, brilho, luz própria. Pois é, o contrário disso é o chama apagada. O Grêmio é um time que está com a chama apagada. Mais do que o time: o clube como um todo.

Já falei 347 vezes que não temos liderança em campo, nem na comissão técnica e tampouco na direção. O time é um reflexo disso. Um reflexo do presidente, do diretor de futebol, do técnico, de tudo. Precisávamos de um líder pelo menos em algum desses setores. O pacato Duda infelizmente não tem como mudar esse seu jeito de ser, e nem como deixar o cargo. O Meira já tinha que ter sido substituído há tempos. E até o Silas, para com quem sempre tive boa vontade, está me decepcionando cada vez mais.

Todo mundo sabe que o Silas também não é essa liderança vibrante que nos falta. E pra piorar, fez o que durante a Copa? Alguém viu jogadas ensaiadas, mudanças no time (sejam táticas, sejam na postura)? Alguém viu algo positivo? Algo que possamos olhar e dizer “ó, antes da Copa isso era pior”. Na minha avaliação, NADA. Parece que o Silas fez o que meu professor de educação física fazia no primário: largava uma bola no meio do campo e dizia “JOGUEM”.

Não gosto de ser alarmista e dizer que “está tudo errado”. Mas também é difícil ser otimista frente a esse quadro. O pior é que se vierem mais uns 2 ou 3 resultados ruins, não visualizo um Duda indignado, demitindo Meira, Silas, sacudindo o elenco. Imagino ele dizendo que estamos perdendo de pouco, mas que o time vai bem.

Que não venham os maus resultados. E se vierem, que eu esteja redondamente enganado.

Saudações tricolores.

Eu nem queria mesmo

06 de julho de 2010 62

Não vou falar da Copa da Hora, pois ela não merece comentários. Não porque fomos os últimos: conquistamos a Taça Fronteira da Paz e também não falei do jogo com o Nacional. Mas não vou comentar porque esse torneio não acrescentou em nada no quesito competitividade. Times desfigurados, 957 substituições por jogo, vontade de vencer quase nula. Enfim, serviu mais pra manter certo preparo e ritmo de jogo do que pra qualquer outra coisa.

Também não vou falar do Silas e do Meira, de quem tanto já falei. Acho que meus textos sobre o TRIPÉ e sobre LIDERANÇA já representam bem o que penso da direção e comissão técnica. Mas hoje resolvi dar um recado especial ao Duda.

Sabe aquela criança que te pede uma bala, e após ouvir um “não” diz que nem queria mesmo? Esse é o Duda. Só que a gente não precisa de um presidente que “nem queria mesmo”. A gente precisa de um presidente que LUTE por essa bala.

Após o fracasso na Copa da Hora, Duda disse aos microfones que competições amistosas não fazem o estilo do Grêmio. Disse que nosso negócio é competição valendo, oficial. Só faltou dizer “eu nem queria mesmo ganhar essa copinha”. E pra finalizar, mostrar a língua para os repórteres.

Pare com isso, Duda! A Nação Tricolor não quer ver o time perder uma partida e ouvir o presidente dizendo que foi bom. Os gremistas não querem passar 2009 inteiro apanhando fora de casa e ouvir um presidente dizendo que estamos jogando bem, perdendo de pouco. A gente quer ver um homem arregaçando as mangas. Inconformado! Mesmo que no fundo do seu coração o senhor acredite que jogamos bem fora de casa em 2009 e só perdemos por azar, por detalhe, NÃO DIGA ISSO. Diga que a coisa tá ruim, que assim não pode continuar, que vamos trabalhar pra reverter isso! É simples!

Os jogadores incorporam o que o senhor diz. Se estiver tudo bem na sua avaliação, está feito o convite ao conformismo geral.

Saudações tricolores.

Liderança

01 de julho de 2010 73

A liderança do Grêmio inexiste.

Pra ser sincero, não acho o Duda um Presidente horrível. Ele tendo um técnico e/ou um diretor de futebol que fossem verdadeiros líderes, seria um presidente aceitável. É um cara bem apessoado, com uma identificação bonita com o clube, e de boas intenções. Digo até que vi alguns lampejos de lucidez em sua gestão. Melhorias em alguns setores, como o Marketing, por exemplo.

Mas infelizmente o Duda está longe de ser um líder. É um cara pacato. E como eu sempre digo: a presidência de um clube é um cargo que vai além de suas responsabilidades. É um cargo que possui um grande SIMBOLISMO. É uma função que REPRESENTA muita coisa. Um faxineiro só precisa limpar bem, um médico só precisa operar direito, mas um Presidente, além de resolver os problemas do clube, precisa de ações enérgicas, discursos inflamados, etc. Palavras mal colocadas, apatia quando o torcedor quer explosão, conformismo quando o torcedor quer autocrítica, conforto no sofá enquanto a Nação Tricolor quer um Presidente invadindo o campo, tudo isso mancha sua imagem. E mancha justamente, por mais que parte do trabalho venha sendo bem feito. Apenas títulos salvam uma gestão apática. Mas como título só um time ganha, e todos os outros não, é mais fácil ser enérgico e ter pulso.

O maior erro da gestão Duda, na minha opinião: manter o Meira. Não temos em campo aquele jogador que chama o grupo, que é inteligente, enfim, um líder nato. Não temos isso. Na casa-mata temos o Silas, que também não me parece ser esse líder. Do Duda eu já falei. Quem restou? O Diretor de Futebol. Podia ser essa a figura do rompedor, do homem sanguíneo, motivador, até mesmo meio fanfarrão se for preciso. Mas esse homem é o Meira, que definitivamente não é nada disso. E é o cargo mais simples de ser mudado.

Numa guerra, se os soldados ADMIRAM o seu superior, têm CONFIANÇA nele, e o enxergam como um verdadeiro LÍDER, por mais que uma ordem dele seja aparentemente errônea ou sem sentido, os soldados não irão hesitar. Esse líder vai dar a ordem e os soldados vão com tudo, com a faca nos dentes e o sangue nos olhos. Mas se esse líder não tiver nenhum respaldo do grupo, até suas ordens mais óbvias serão acatadas com certo receio. Ou sequer serão acatadas.

O Hugo declarou que essa semana em Florianópolis está atrapalhando o trabalho que a equipe vinha fazendo. Nem vou entrar no mérito da questão se o Hugo está certo ou errado nessa colocação. Mas o fato é que tal declaração deflagra uma nítida falta de comando. O grupo não vê liderança na direção e comissão técnica. A decisão de fazer os jogos em Floripa está sendo vista com desconfiança pelos jogadores. Se fosse idéia de um Felipão, será que alguém discordaria?

Presidente Duda Kroef: ainda há tempo. O pulso ainda pulsa. É hora de injetar ânimo. Hora de convocar um líder para tomar conta desses soldados. Agradeça ao Meira por tudo e mãos à obra. E se o time seguir mostrando-se vacilante, não esqueça que o Adilson tá por aí, dando sopa não se sabe até quando. Pronto, falei.

Saudações azuis, pretas e brancas.