Foto: Jefferson Botega
Parabéns, Duda. És o primeiro ex-presidente do Grêmio a conquistar o vice-campeonato Gaúcho. Essa conquista, ainda que triste e pequena, é tua. O time Vice-Campeão Gaúcho de 2011 é o que tu entregaste para a gestão Odone. Com Rodolfo, é verdade. Mas sem Fábio Santos, Paulão e Jonas. Ah, tem o Lins, desculpa.
Renato, como todo técnico do mundo, erra. Ninguém está imune a decisões equivocadas. Mas as intervenções discutíveis dele estão LONGE de ser a explicação para o fracasso total do 1º semestre gremista. Dava pra ter ganho da Universidad Católica mesmo com o Renato errando mais. Dava pra ter ganho dos chilenos mesmo com a incrível maré de lesões. Dava pra ter se classificado pras quartas-de-final da Libertadores mesmo sem contratações. Mas se tu junta tudo isso ao mesmo tempo, complica. As lesões e os supostos equívocos do Renato fazem parte do futebol, não temos controle sobre isso. Mas a falta de qualidade é culpa da INÉRCIA quase que total dessa gestão liderada por Odone e Antônio Vicente Martins.
Inércia QUASE total, pois não podemos esquecer que a direção esteve bastante empenhada esse ano no caso Ronaldinho. Chegaram a comunicar aos jogadores que o R10 estava chegando, mas que todos seriam tratados da mesma forma. Ah, não posso ser injusto, também mostraram bastante envolvimento na questão dos direitos televisivos do Brasileirão com a Rede Globo. Pronto. Esses foram os feitos da gestão Odone 2011. Eu votei no Duda, e fiquei decepcionado por vários aspectos. Depois votei no Odone, e agora estou 10 vezes mais arrependido.
Os jogadores se empenharam, foram bem até, de modo geral. A eles fica meu aplauso. E que essa derrota suada e “peleada” deixe de lição ao nosso presidente que a IMORTALIDADE não é mágica. Precisamos de qualidade para conseguir buscar resultados importantes. É bonito falar de raça, pegada, determinação, superação, etc. Mas não adianta colocar tudo isso no meu time aqui da rua vestindo a camisa do Grêmio. Até nos Aflitos tínhamos, apesar de condições totalmente adversas, jogadores de QUALIDADE em campo, capazes de protagonizar o milagre.
Perdemos nos pênaltis para o Inter, de novo. Perdemos nos pênaltis mesmo tendo O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL e um dos maiores pegadores de pênaltis que já vi na vida. Em casa. Ou seja, vantagem dupla. A diferença é que a gente tem William Magrão pra bater, e eles têm D’Alessandro. O argentino bateu no ângulo, inapelável. É qualidade, amigo. Até gosto do Magrão, ele não tem culpa nenhuma de nada, mas o que quero dizer é que, no time do Inter, ele seria o 14º batedor, aproximadamente. No Grêmio foi o 2º. Odone, imortalidade é um sentimento de superação, de não se entregar nunca, e isso é sim muito importante no futebol e todos os gremistas se orgulham disso. MAS NÃO É MÁGICA.
A propósito, uma coisa que não entendi: por que Borges não bateu? Nem nas alternadas. Só porque errou no Beira-Rio? Errar faz parte. Até ontem ele era o BATEDOR OFICIAL do time, mesmo em penalidades de bola rolando, durante os 90 minutos. Que convicção é essa? Até Lins batendo antes do Borges? Não entendi.
Mas enfim, a grande tristeza foi o fim do sonho do Tri América. Essa ferida tá aberta até hoje. Meu medo era que o Peñarolaço do Beira-Rio, aliado a um Bicampeonato Gaúcho do Grêmio, fossem esfriar as coisas. Temia que vencêssemos hoje e o Odone viesse palestrar que o Imortal voltou e vai com tudo no Brasileiro e blá blá blá Aflitos, blá blá blá copero, blá blá blá camisa. Espero que agora ENFIM (antes tarde do que nunca) essa direção tenha acordado e apresente no mínimo uma meia dúzia de reforços. Ou o sonho do outro Tri também já começará o semestre fadado ao fracasso.
PS: quem está comentando que CRITIQUEI O DUDA, favor ler o texto INTEIRO. E com calma. Obrigado.
Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon





