No dia 05 de julho de 2009 fiz um texto que falava de um pacto com Deus. Era um torcedor gremista desesperado no Estádio dos Aflitos em 2005 que conseguiu dialogar com Ele minutos antes da cobrança do segundo pênalti.
Resumindo, no texto eu digo que Deus concordou em ajudar o desesperado gremista, e prometeu uma defesa do Galatto e mais um gol, garantindo o título. Mas em troca Ele exigiria o seguinte: nenhum título expressivo nos próximos 5 anos. O gremista concorda. O pacto é formalizado. Grêmio bate na trave no Brasileirão 2006, Libertadores 2007, Brasileirão 2008, Libertadores 2009, Copa do Brasil 2010. É o pacto que segue firme.
Coincidentemente, pouco antes de fechar os 5 anos, o Márcio Neves, assessor de imprensa do Grêmio, fez um texto muito semelhante, mesmo sem ter lido o meu. A ideia do pacto era a mesma, mas o Márcio foi além: nesses 5 anos de jejum, o pacto ainda previa que nosso maior rival igualasse nossos maiores feitos. E findado esse período, tudo voltaria a estar sob nosso domínio.
Até ontem eu encarava esses dois textos como meras brincadeiras, além de uma grande coincidência, por serem tão parecidos. Mas hoje isso tudo martelou minha cabeça.
No churrasco que fizemos para secar o Goiás, alguns amigos falavam: “cara, chega. As coisas têm que começar a dar certo para o Grêmio. A roda tem que começar a girar pro nosso lado, não é possível. Tudo só dá certo pra eles, tá na hora de mudar isso. E vai ser hoje!”
Falamos muito sobre isso, e fiquei pensando a respeito. Quando o limitadíssimo time do Independiente reverteu a enorme vantagem dos goianos, comecei a gritar: “A RODA VIROU! A RODA VIROU”. E parece que começou a girar a nosso favor. Provavelmente desde que o Renato chegou.
Em outros tempos, com esse mesmo time, o Inter teria atropelado o Mazembe. Em outros tempos o Goiás teria segurado a vantagem construída no Serra Dourada. Mas isso EM OUTROS TEMPOS. Estamos entrando em tempos de Grêmio, onde tudo está voltando ao normal.
Acredite no que preferir: os Deuses do futebol acordaram, o pacto chegou ao fim, a roda virou, não interessa. O que importa é que, ao que tudo indica, 2011 promete. Sabe aquela bolinha de tênis que bate na fita do topo da rede e ninguém sabe pra que lado ela vai? Pois é, ela finalmente começou a cair no lado deles.
Agora só precisamos emprestar o Marcelo Grohe para um time menor, para ser titular e pegar experiência, e contratar Kidiaba para o seu lugar. Titular absoluto no Gauchão, banco do Victor na Libertadores, recorde de vendas na lojinha, e Tri América no armário.
Saudações azuis, pretas, brancas e congolesas.




