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Ligação fictícia

07 de outubro de 2011 66

PAULO ODONE NA RÁDIO GAÚCHA PÓS VITÓRIA CONTRA O SANTOS

- Fazia muito tempo que eu não via um treinador nosso perder um título dentro do Olímpico. Quando aceitei a demissão dele, quase me correram daqui - disse, para completar:

- Hoje a comissão técnica e a diretoria estão afinadas. Todos sabem como o Grêmio joga. Não quero nem lembrar do primeiro semestre. O Renato não conseguia tirar mais solução do time. Eu ajudei ele, mas chegou em um ponto que, se eu não reagisse, o time acabaria na Segunda Divisão.

NOTA OFICIAL DA ASSESSORIA DO RENATO

- Em respeito à família do presidente Paulo Odone e à torcida gremista, o técnico Renato Portaluppi não vai responder às declarações do presidente do Grêmio. Após a partida contra o Santos, na noite desta quarta-feira, Odone voltou a criticar o trabalho realizado por Renato no comando da equipe, no primeiro semestre deste ano.

Renato quis manter a elegância. Não atacou o Presidente via imprensa. Mas já imaginaram como seria o papo se o telefone do Odone tocasse?


- Alô. Odone, aqui é o Renato. Queria te dizer algumas coisinhas. Estava te ouvindo na rádio esses dias, com amigos e familiares, e tuas declarações nos deixaram... Me fugiu a palavra...

- Aflitos?

- Não, ficamos IRRITADOS mesmo. Que oportunismo, hein? Na hora boa tu manda mensagem pro celular dos sócios, divulga nota de nascimento do teu neto no site oficial do clube, e agora sobrou até pra mim, que não tô mais aí há meses. Tu não tem vergonha na cara? Não sabe que, além de tudo, sou um ídolo gremista? Onde vai te esconder se a torcida se revoltar?

- Arena.

- Só pode tá de palhaçada. E sobre fazer muito tempo que não via um treinador gremista perder um título dentro do Olímpico, tenho uma novidade pra te contar: treinador não ganha nem perde jogo sozinho. PRECISA DE TIME. Hoje a torcida gremista RECLAMA do Brandão e do André Lima: no meu tempo eles seriam artigos de luxo. Perder um título em casa jogando com Viçosa e Lins é até digno considerando que conseguimos levar pros pênaltis. Baseado em que tu acreditava que éramos favoritos?

- Imortalidade.

- Haja imortalidade mesmo pra sonhar com Libertadores sem contratar NINGUÉM de uma temporada para a outra. E ainda perder alguns nomes importantes nesse meio tempo. O que dá pra fazer com um time que tem Gilson na esquerda?

- Passar a máquina.

- É, não dá mais pra falar contigo. Sempre o mesmo papo. Perdi a paciência. Pra finalizar: sei que cometi muitos erros no comando do time, mas quem não comete? Não precisa tu ficar agora oportunamente relembrando e pagando de herói. Só acho sacanagem essas palavras virem de quem não me deu NENHUM RESPALDO pra comandar esse grupo. Se eu fosse um técnico qualquer já seria sacanagem tua falar tudo isso nesse momento, mas o fato de eu ser um ídolo do clube torna essa tua atitude desrespeitosa até mesmo para com o Grêmio e sua torcida, além de BURRA, visto que muitos torcedores gostam de mim e não gostaram de suas declarações.

- Renato, esquece isso, por apenas R$ 18,00 por mês vocês pode ser sóci...

TU TU TU TU TU TU TU...


PS: sábado tem jogo no Olímpico! CONFERE AQUI.



Saudações tricolores.

@lucasvon


Unidos pelo Grêmio

23 de agosto de 2011 112

Todo gremista está insatisfeito. Muitos planejando inclusive protestos. Que tal protestar de uma forma que realmente AJUDE?

Olhando a ideia num primeiro momento parece ser um tanto sonhadora, utópica. Mas considerando que quase 100% dos gremistas estão insatisfeitos com Odone e que somos apenas 60 mil sócios num universo de 8 milhões de tricolores, a tentativa torna-se válida.

Entra na campanha!

www.foraodone.com


Saudações azuis.


Fulano Foot-Ball Porto Alegrense

16 de julho de 2011 80

Desculpem o desabafo, mas tá irritante lidar com algumas situações referentes ao Grêmio ultimamente. Nos comentários do Blog podemos tirar uma febre bem precisa sobre essas questões as quais me refiro.

Quem me conhece e/ou acompanha o Blog sabe que votei no Duda Kroeff e depois o critiquei MUITO aqui. O considero uma baita pessoa, mas como Presidente cometeu falhas as quais apontei à exaustão. Não vi problema algum em criticá-lo. Não é porque votei nele ou porque é um bom sujeito que seus erros no cargo que ocupava podem passar batidos. Não sou Duda Kroeff Futebol Clube. Não sou programado para defendê-lo aconteça o que acontecer.

Com Odone foi QUASE a mesma coisa. Teve meu apoio para voltar à presidência do clube, fiz até texto saudando nosso novo Presidente e o elogiando muito, mas infelizmente 2011 começou com o pé esquerdo. Fiasco no caso Ronaldinho, acordo com a Globo fechado de forma precipitada (pra dizer o mínimo) e, PRINCIPALMENTE, nulidade total no quesito futebol. O time pela primeira vez em muito tempo virou o ano com o elenco PIORADO. E tendo uma Libertadores pela frente. Incompetência surreal pra montar o time. Jogaram o 1º semestre no lixo, e talvez até o 2º, tamanha a demora pra reforçar a equipe. Tudo isso sem falar na FORMA como lidou com o caso Renato. Demitiu o maior ídolo do clube AO VIVO na rádio, não dando alternativas a Portaluppi, a quem só restou pedir o chapéu.

Mas então por que eu disse que com Odone foi QUASE a mesma coisa que com o Duda se ambos tiveram meu apoio e depois receberam críticas? A diferença está na aceitação dessas críticas. O 2011 do Odone está sendo bem pior que a Gestão Duda, no meu ponto de vista. Mas ao criticar o primeiro eu não recebia ameaças ou xingamentos. Em compensação, para alguns, falar mal do Odone é um sacrilégio. E aí entram as questões políticas. Odone é muito mais político que Duda, em todos os sentidos. E todo político tem aliado, cabo-eleitoral e fiéis seguidores.

Os gremistas ultimamente travam duelos diários entre Odonistas e Anti-Odonistas. E sabe em que time me incluo? Em nenhum. Eu sou GREMISTA. O Grêmio sim terá meu apoio até o fim, até a morte. Esse eu vou defender mesmo na Série C, mesmo perdendo títulos, mesmo perdendo pênalti, mesmo tomando frango. Odone, Duda, Renato, Fábio Koff, Vicente Martins? Só nomes. Nomes importantes, é verdade. Mas ainda assim, nomes. Nomes que serão analisados por erros e acertos, e não por paixão. Nomes que podem até ficar marcados na história do clube, mas que são passageiros. Quem fica somos nós, é o Grêmio.

E os anti-Odone também são mais fervorosos que os anti-Duda. Me incomodei muito por fazer esse post anterior com a enquete sobre o Odone, mas também me incomodei antes de ter feito, por ser “omisso” ou por ter “rabo preso com o Presidente”. Mesmo tendo feito 900 posts antes criticando a diretoria.

Mas o que mais me irrita não são as discussõezinhas ininterruptas e por vezes até de baixo nível. Sinceramente, por mim podem seguir discutindo eternamente e com os palavrões mais cabeludos do mundo. Não altera nada pra mim. O que me irrita é que essas questões políticas CORROEM o Grêmio. Se aqui no Blog já é forte, imaginem dentro do clube. A podridão é maior que imaginamos.

Vocês duvidam que algumas pessoas da oposição torçam (e até ajam) pelo FRACASSO do clube pra ter mais chances de assumir o poder nas próximas eleições? Eu não só NÃO duvido com ainda apostaria que acontece. E é nesse ponto que o único perdedor é o Grêmio. Não é o João, nem o José, nem a Maria, nem o Odone. O prejudicado é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Se já é difícil ser vencedor com o clube unido, imagina com rachas internos. Já somos nós contra todos os outros, se formos nós contra todos os outros e mais alguns dos nossos, aí a coisa complica de vez.

Defensores do Odone: vocês têm todo o direito do mundo de defender quem quiserem. E nem todos os defensores dele são “amiguinhos políticos” ou têm algum rabo preso com alguém. Muitos podem defendê-lo simplesmente por considerá-lo competente, e isso eu JAMAIS condenaria. Acho digno. Questão de opinião. Mas independente de qual caso vocês estejam incluídos, aceitem críticas de outras pessoas. Ele não é um Deus inatingível e inquestionável.

Opositores do Odone: não tá gostando da gestão dele? Ok, opinião válida. Mas não adianta ficar esperneando até dezembro de 2012. O Odone não é bobo, com certeza JÁ ENTENDEU que não está agradando a muitos. O recado foi dado. Agora o foco é no Grêmio. Se eu fizer um post sobre o Marcelo Grohe, alguém fará um comentário “Fora, Odone”. Esse tipo de coisa também desgasta e é cansativa. Sem falar em ofensas pessoais ao Presidente Paulo Odone que também julgo como totalmente descabidas. Se quer INSISTIR em debater, pelo menos o faça analisando fatos comprovados. Julgue sua competência, nunca seu caráter. Até porque esse Blog é do Grêmio, então o julgamento será em relação ao Odone como Presidente, não como genro, cidadão ou Cristão.

Enfim, se não for pedir muito, seja lá qual for sua opinião rem relação a isso, vamos mudar o disco um pouco? Vamos falar do Gilberto Silva, do Leandro, enfim, do Grêmio. Se algo relevante ocorrer envolvendo a direção, obviamente comentarei. Mas caso contrário, vamos buscar menos racha, mais união. Afinal de contas, qualquer dicionário sabe que um Grêmio ou uma Agremiação é um grupo de pessoas UNIDO por objetivos comuns. Infelizmente alguns estão esquecendo disso.


Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon



A voz do povo

14 de julho de 2011 89

Eu confesso que não queria mais tocar no assunto. Mas vamos lá.

Inúmeros pedidos e questionamentos nos comentários aqui do Blog me fizeram criar esse post. O tema é: Odone.

Quem acha que estou acobertando nosso Presidente ao mudar de assunto, de duas uma: ou não acompanha o Blog, ou tem memória curta. Desde o COMEÇO de sua gestão venho fazendo críticas a ele e à direção de modo geral. Nos últimos tempos fiz inclusive de formas quase exaustivas e repetitivas, além de mais pesadas.

E quem acha que sou “da oposição” e por isso só critico o Odone, se engana também. Infelizmente o apoiei em sua eleição, fiz elogios a ele no começo do ano, e sempre dei força a essa direção. Isso tudo até o momento em que eles começaram a me provar o contrário.

Não tenho rabo preso com ninguém, não sou de movimento político nenhum, falo o que eu bem entender, quando e de quem eu quiser. Já mudei de opinião a respeito de jogadores, dirigentes, técnicos, tudo. Tenho um compromisso com o torcedor gremista apenas, pois sou um deles, e por isso digo O QUE PENSO no momento, sem me preocupar em agradar alguém ou prejudicar outrem.

Não estava mais falando da direção porque no meu julgamento já tinha esgotado o assunto. Todo mundo viu que repudiei muitas coisas dessa gestão e que estou INSATISFEITÍSSIMO com eles. Não preciso repetir isso todo dia. E o Odone só vai sair no fim do ano que vem: não dá pra ficar até dezembro de 2012 batendo na mesma tecla. Não tem sentido. Bola pra frente. O mais importante é o Grêmio, sempre. O Blog é do Tricolor, não do Odone.

MAS, já que a voz do povo é a voz de Deus, quem sou eu pra contrariá-la? Já que muitos me pediram educadamente para abordar esse tema, resolvi acatar, até mesmo para colocar um ponto final nessa história (a não ser que novos episódios relevantes venham a surgir).

E aí, torcedor gremista, o que tu tens a dizer sobre o nosso Presidente?

Votaria em Paulo Odone para Presidente do Grêmio?


Saudações tricolores.
@lucasvon



Adeus, ODONE

30 de junho de 2011 240


Não vou dizer adeus ao Renato. Nosso ídolo estará sempre presente no Estádio Olímpico e na Arena, seja em pensamento, em trapos da torcida, em canecos do memorial, em fotos. E quem sabe num futuro esteja presente até mesmo trabalhando no Grêmio novamente. Para o Renato eu digo no máximo um até logo.

Direi adeus ao Paulo Odone. Infelizmente não tão cedo, pois seu mandato frente ao Grêmio dura até o fim de 2012. Mas depois disso, visto tudo que fez nesse período de 2011, creio que os sócios tricolores jamais o colocarão na presidência gremista novamente. Assim eu espero. E quem diz isso sou eu, Lucas, sócio gremista que votou no próprio Odone ano passado.

Renato tinha tudo pra ser um mito, erguendo caneco dentro e fora de campo pelo Grêmio. Mas Duda Kroeff não teve culhão para trazê-lo em 2009, quando Roth caiu. Era reta final de Libertadores, a torcida ia colocar 10 mil pessoas no aeroporto para recebê-lo. O clima era totalmente favorável. Ficamos mais de 40 dias esperando o Autuori e perdemos a chance.

Com atraso considerável, Duda consertou seu erro. Enfim trouxe Renato, após quase morrer abraçado com Meira e Silas. Isso já era agosto de 2010, outro contexto. Torcida gremista em clima altamente DESFAVORÁVEL. Inter vencendo a Libertadores e Grêmio no Z4 do Brasileiro. Difícil achar um pior momento pra anunciar o retorno de Renato ao Olímpico.

Mesmo assim ele pegou aquele time esfacelado do Silas, jogou a confiança do grupo nas alturas, indicou alguns reforços e fez a melhor campanha de um turno da história dos pontos corridos. Do Z4 ao G4. Histórico.

Todos viram que o time do Grêmio estava interessante. Apesar de algumas peças mais folclóricas do que qualificadas ainda figurarem no time (como Clementino), de forma geral o grupo era bom. Todos tinham a sensação de que bastava manter a base do time e buscar uns 2 ou 3 reforços pontuais para faturar o Tri América.

Mas dessa vez foi a turma do Odone que podou a chance de Portaluppi erguer um caneco como técnico do Grêmio. Perderam peças importantíssimas deixadas por Duda Kroeff e não trouxeram NINGUÉM à altura para repor tais ausências. Pela primeira vez, talvez desde a segundona, o Grêmio virou o ano com o elenco PIORADO. E íamos pra uma Libertadores. Odone só tirou a bunda da cadeira pra negociar a volta do mercenáR10, fazer fiasco com caixas de som e anunciar aos jogadores que o dentuço traíra estava chegando.

Renato errava, como todo treinador do mundo. Como todo ser humano, diga-se. Mas nosso problema central nunca foi a escalação do Lins. Por mais que eu achasse que tinham nomes melhores no grupo, o fato de isso estar em debate já prova que tem coisa errada. Uns vão discordar do esquema dele, outros da escalação de X ou Y, mas a realidade é que Renato não teve culpa de estar com esse time limitado nas mãos na 7ª rodada do Brasileiro.

E vou além: não pensem que o Odone não gostava do Renato porque não compactuava com seu estilo de futebol. Isso é a desculpinha final. Como alguém não vai gostar de um “estilo” que fez o melhor turno da história dos pontos corridos? Meu estilo preferido é o vencedor, seja com 5 volantes ou com 5 atacantes. A verdade é que Odone gosta de ser o centro das atenções. O fato de ter uma estrela no comando gremista, ofuscando a imagem do Presidente, provavelmente o incomodava. Pronto, Odone: caminho aberto. Conseguiu.

Mas tenho uma má notícia para dar ao nosso Presidente. Ele que gosta tanto de aparecer e ser o centro das atenções NÃO SERÁ O PRESIDENTE GREMISTA NA INAUGURAÇÃO DA ARENA. Provavelmente tentará reeleição, mas dificilmente conseguirá.

Podem ter certeza que Odone está LOUCO pra ser Presidente em 2013. Ano que vem ele provavelmente investirá pesado no futebol. Vai tentar abocanhar um título a todo custo, lhe garantindo a reeleição. Acho que só tem chances se faturar Brasileiro ou Libertadores. Nem uma Copa do Brasil o salva. Eu, Lucas, não voto mais no Odone nem que vença esse Brasileiro 2011, a Libertadores, o Brasileiro e o Mundial do ano que vem. Mas o torcedor é passional, e sei que títulos consistentes TALVEZ ainda o salvem.

Por mim, pelo que fez nesse 2011 (e pelo que não fez), findado esse mandato Odone dá adeus definitivo ao Grêmio. Já Renato não. Foi boicotado e apresentado a condições adversas desde que chegou, e mesmo assim saiu de cabeça erguida, com um bom trabalho realizado de forma geral. Espero que volte um dia. E provavelmente voltará.

Até logo, Portaluppi.

Foto: Divulgação

Foto: www.torcedor.gremista.nom.br


Abraço,

@lucasvon




Parabéns, Duda Kroeff

15 de maio de 2011 181

Foto: Jefferson Botega


Parabéns, Duda. És o primeiro ex-presidente do Grêmio a conquistar o vice-campeonato Gaúcho. Essa conquista, ainda que triste e pequena, é tua. O time Vice-Campeão Gaúcho de 2011 é o que tu entregaste para a gestão Odone. Com Rodolfo, é verdade. Mas sem Fábio Santos, Paulão e Jonas. Ah, tem o Lins, desculpa.

Renato, como todo técnico do mundo, erra. Ninguém está imune a decisões equivocadas. Mas as intervenções discutíveis dele estão LONGE de ser a explicação para o fracasso total do 1º semestre gremista. Dava pra ter ganho da Universidad Católica mesmo com o Renato errando mais. Dava pra ter ganho dos chilenos mesmo com a incrível maré de lesões. Dava pra ter se classificado pras quartas-de-final da Libertadores mesmo sem contratações. Mas se tu junta tudo isso ao mesmo tempo, complica. As lesões e os supostos equívocos do Renato fazem parte do futebol, não temos controle sobre isso. Mas a falta de qualidade é culpa da INÉRCIA quase que total dessa gestão liderada por Odone e Antônio Vicente Martins.

Inércia QUASE total, pois não podemos esquecer que a direção esteve bastante empenhada esse ano no caso Ronaldinho. Chegaram a comunicar aos jogadores que o R10 estava chegando, mas que todos seriam tratados da mesma forma. Ah, não posso ser injusto, também mostraram bastante envolvimento na questão dos direitos televisivos do Brasileirão com a Rede Globo. Pronto. Esses foram os feitos da gestão Odone 2011. Eu votei no Duda, e fiquei decepcionado por vários aspectos. Depois votei no Odone, e agora estou 10 vezes mais arrependido.

Os jogadores se empenharam, foram bem até, de modo geral. A eles fica meu aplauso. E que essa derrota suada e “peleada” deixe de lição ao nosso presidente que a IMORTALIDADE não é mágica. Precisamos de qualidade para conseguir buscar resultados importantes. É bonito falar de raça, pegada, determinação, superação, etc. Mas não adianta colocar tudo isso no meu time aqui da rua vestindo a camisa do Grêmio. Até nos Aflitos tínhamos, apesar de condições totalmente adversas, jogadores de QUALIDADE em campo, capazes de protagonizar o milagre.

Perdemos nos pênaltis para o Inter, de novo. Perdemos nos pênaltis mesmo tendo O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL e um dos maiores pegadores de pênaltis que já vi na vida. Em casa. Ou seja, vantagem dupla. A diferença é que a gente tem William Magrão pra bater, e eles têm D’Alessandro. O argentino bateu no ângulo, inapelável. É qualidade, amigo. Até gosto do Magrão, ele não tem culpa nenhuma de nada, mas o que quero dizer é que, no time do Inter, ele seria o 14º batedor, aproximadamente. No Grêmio foi o 2º. Odone, imortalidade é um sentimento de superação, de não se entregar nunca, e isso é sim muito importante no futebol e todos os gremistas se orgulham disso. MAS NÃO É MÁGICA.

A propósito, uma coisa que não entendi: por que Borges não bateu? Nem nas alternadas. Só porque errou no Beira-Rio? Errar faz parte. Até ontem ele era o BATEDOR OFICIAL do time, mesmo em penalidades de bola rolando, durante os 90 minutos. Que convicção é essa? Até Lins batendo antes do Borges? Não entendi.

Mas enfim, a grande tristeza foi o fim do sonho do Tri América. Essa ferida tá aberta até hoje. Meu medo era que o Peñarolaço do Beira-Rio, aliado a um Bicampeonato Gaúcho do Grêmio, fossem esfriar as coisas. Temia que vencêssemos hoje e o Odone viesse palestrar que o Imortal voltou e vai com tudo no Brasileiro e blá blá blá Aflitos, blá blá blá copero, blá blá blá camisa. Espero que agora ENFIM (antes tarde do que nunca) essa direção tenha acordado e apresente no mínimo uma meia dúzia de reforços. Ou o sonho do outro Tri também já começará o semestre fadado ao fracasso.


PS: quem está comentando que CRITIQUEI O DUDA, favor ler o texto INTEIRO. E com calma. Obrigado.



Saudações azuis, pretas e brancas.
@lucasvon





Adeus, Libertadores

05 de maio de 2011 101


A derrota do Inter ontem vai me ajudar nesse texto: não vou passar por oportunista. Se eles tivessem ganho talvez seria mais fácil expor meus pontos de vista.

Os dois gaúchos estão fora da Libertadores em plenas oitavas-de-final. Será que essas derrotas são parecidas em algum aspecto? No meu ponto de vista, não.

O co-irmão errou em detalhes. Falcão, por exemplo, fez escolhas equivocadíssimas, ao meu ver. Jogadores colorados não renderam o que podiam render. E tudo isso com pitadas de azar e MÉRITOS do Peñarol. Enfim, coisas do futebol. Detalhes que acontecem numa noite infeliz. Faltou a velha sorte de campeão, tão presente em 2006 e 2010. Mas o colorado está no caminho. Ano que vem, ajustando uma coisinha aqui e outra acolá, estarão no páreo de novo. A derrota vermelha, põe na conta do futebol. Na conta do imponderável.

Estou falando do Inter porque nesse momento acho importante pegar um exemplo bem próximo. E o próprio Inter se espelhou muito no Grêmio e em profissionais gremistas para repensar algumas coisas no clube e mudar seus rumos. É chegada a hora de termos humildade e observá-los também. O Grêmio não perdeu por conta do azar, do imponderável, por erros do Renato ou devido à grande qualidade da Universidad Católica. Perdemos para NÓS MESMOS. É o que fazemos há 10 anos: perder para nós mesmos.

Acho que o Renato errou novamente, em vários aspectos. Mas nem vou entrar nesse mérito. Se ele tivesse acertado em tudo, será que seríamos campeões? Pra começar, o “acertar” ou “errar” nesse caso já é bem subjetivo, mas ok, se ele fosse perfeito, será que daria? Eu, obviamente, como gremista, confiaria até o fim. Mas racionalmente, acho bem difícil.

Dá pra se dizer que o Falcão errou ao colocar Ricardo Goulart em campo, enquanto se tinha Sóbis e Cavenaghi no banco? Até dá. Agora, por mais que você discorde da escalação do Lins, saiba que nenhuma outra opção teria mudado muito o jogo de ontem. Ok, tivemos quase 10 lesões, mas vamos ser sinceros: quem realmente fez falta foram Lúcio, Rochemback e André Lima. O resto dos lesionados não ia alterar EM NADA a partida. Nosso time não passa muito disso, não se enganem com as lesões. Não tem quem decida na frente, não tem segurança atrás, não tem MUITA coisa.

E aí, saio do churrasco em que estava e ouço a Rádio Gaúcha no curto trajeto até minha casa. Foi tempo suficiente para quase ter um ataque de nervos. Odone falando dos Aflitos, imortalidade e o escambau. Depois reclamou do contrato do Jonas e por fim ainda falou da Arena. EM QUE MUNDO ELE VIVE?

O Grêmio precisa de um choque de gestão. A coisa precisa mudar radicalmente. Enquanto a direção seguir com esse pensamento mágico que basta um Gilson da vida vestir o manto e a imortalidade faz o resto, não vamos a lugar nenhum. Enquanto continuarem com briguinhas políticas onde uma gestão culpa (e provavelmente também seca) a outra, também não evoluiremos. Temos que começar a pensar grande e com inteligência. E temos que estabelecer uma união interna, todos em prol do Grêmio, sem politicagens e picuinhas.

Agora (SÓ AGORA???) a direção fala em reforços. Deve ser pra entrar no G4 do Brasileiro e perder a Libertadores do ano que vem de novo, eu imagino. Mas espero que venham mesmo, em quantidade e qualidade. E chega de comemorar vaga. Vibrei feito louco ano passado com a derrota do Goiás, e cá estou, melancólico, sendo despejado por uma nada temível Universidad Católica. Quero o TÍTULO do Brasileiro. Esse tem que ser o foco. Ou então, adeus 2011.



Saudações azuis.
@lucasvon





Nós e os 13

27 de abril de 2011 149

Quem não tem culpa pela derrota de ontem: torcida gremista e os 13 jogadores que estiveram em campo.

A torcida gremista fez sua parte. Colocou quase 40 mil no estádio às 19h30min. Eu, sem fazer enquete alguma, por acaso sei de duas pessoas que não puderam ir ao jogo devido ao horário. Todo mundo deve conhecer alguém com o mesmo problema. Mesmo assim a Nação Tricolor conseguiu se fazer presente e fazer barulho. Mas infelizmente, apesar de ajudar muito, não é SEMPRE que a torcida ganha jogo. Outros setores têm que ajudar também.

Borges não joga nada há um ano. Essa é a verdade. Está me lembrando muito o Alex Mineiro: sujeito que já jogou bem, mas atingiu uma idade crítica. Sempre fui relativamente tolerante com ele, até mesmo nutrindo uma esperança de que desencantasse e voltasse a ser matador. Só que ontem meu limite de paciência se esgotou. Fez pior que o Rodolfo no jogo passado. Deixou o time na mão no jogo de IDA e de VOLTA. Obrigado, Borges. Bem inteligente da tua parte.

Ao todo, com as 3 substituições, 14 jogadores gremistas pisaram em campo na derrota por 2 x 1 para a Universidad Católica. Exceto pelo Borges, os outros 13 não tiveram culpa alguma pelo resultado. Arrisco-me a dizer que a maioria jogou BEM. Sobretudo o meio-campo. Douglas muito bem, Adilson participativo e desarmando muito, Rochemback chamando a responsabilidade, enfim, as individualidades não foram mal. Até mesmo Gabriel deu sinais de ter acordado e o próprio Marcelo Grohe, uma das maiores preocupações de alguns gremistas, evitou aquele que seria o terceiro e fatídico gol dos chilenos. Ontem nossos problemas não passaram diretamente pelos jogadores. Fora o Borges, insisto.

E isso é o que mais me assusta: o time não foi mal. Significa que é isso o que temos a oferecer. Não muito mais. É a realidade, amigos. Quem acompanha o Blog assiduamente pode me achar um tanto repetitivo em alguns pontos, mas vou tentar apontar questões que acredito estarem erradas no Grêmio, justificando de certa forma a derrota de ontem, e com isso será necessário repetir algumas coisas que já foram ditas.

Qualquer técnico do MUNDO vai ter seu trabalho contestado aqui ou acolá por jornalistas e torcedores. E provavelmente seriam contestações distintas: cada um iria achar problemas e soluções diferentes. Por exemplo: pra mim, HÁ TEMPOS está claro que Neuton é nosso lateral-esquerdo titular. O guri é melhor que Collaço e Gilson e joga mais na lateral do que na zaga. Mas ok, esse tipo de análise vai muito da opinião. Outros vão querer o Mário no time, alguns insistirão em mais chances ao Escudero, etc. Se formos entrar nesses méritos, até mesmo nomes como Mithyuê vão acabar surgindo. Não vou entrar nesse debate. Não é por aí que vejo a(s) grande(s) falha(s) do Renato.

A questão é estrutural e/ou anímica, no meu ponto de vista. Estrutural no sentido de armar o time. Vejo o Renato com dificuldades de diagnosticar problemas sérios da equipe. Nosso setor defensivo está PERDIDO. E não é problema SÓ de qualidade. Rafa Marques em outros tempos já fez dezenas de jogos sem falhar. De repente ele tinha uma cobertura melhor, de repente outras engrenagens funcionavam melhor. Já tivemos um sistema defensivo mais sólido com jogadores como Patrício, Pereira, Evaldo, Ozéa, Paulo Sérgio, Wellington, Bustos, Jean e por aí vai. A questão não é SÓ qualidade. Tá uma bagunça, um Deus nos acuda. E não é só bola aérea não: foi constrangedora a facilidade com a qual a U. Católica entrou na nossa área naquele que seria o terceiro gol dos chilenos, não fosse a intervenção crucial do Marcelo. E a questão anímica é um tanto subjetiva, mas, sei lá, vejo um Renato mais desanimado, sem a mesma pilha do ano passado, parecendo até mais desinteressado. Digo isso porque não o considero um técnico ruim. Ele tem seus limites, o que é natural, mas já mostrou em outras oportunidades que não é bobo. Agora parece estar sem foco, ou algo do tipo. Mas isso pode ser só impressão minha.

E o ataque também, parece avançar meio que no “bumba-meu-boi”, sem muita consciência tática. Na base do “seja o que Deus quiser”. Renato não achou soluções estruturais na equipe pós-saída do Jonas. Não adianta fazer o mesmo que fazia em 2010, o time não é o mesmo, essa é a verdade. Sem Jonas, o jogo é outro. Renato parece não ter percebido.

E na entrevista ele diz que a gente toma muitos gols, mas normalmente faz mais. Não é coisa que se diga. Tinha que tentar SOLUCIONAR isso, e não ficar empurrando o problema com a barriga fingindo que está tudo bem. MAS, apesar de ter dedicado cinco parágrafos a ele, Renato está longe de ser o MAIOR culpado. Acredito sim que ele tem sua parcela de responsabilidade, mas vamos combinar, o que a direção fez de bom em 2011?

Isso é o que me deixa mais triste. Minha empolgação ao fim de 2010 era GIGANTESCA. A Libertadores era um sonho MUITO viável. Conseguiram deixá-lo bem distante. Mesmo jogando a vida em Santiago e voltando com a vaga, ainda será distante. Pela primeira vez nos últimos sei lá quantos anos o Grêmio se classificou pra uma Libertadores E NÃO MELHOROU O TIME em relação ao ano passado.

A direção trouxe duas apostas: Escudero e Carlos Alberto. E uma certeza: Rodolfo, que tem qualidade sim, mas não é nenhuma 8ª maravilha do mundo. E SÓ. Não preciso citar todos os nomes que perdemos. Um menino de 17 anos, que em janeiro não servia nem pro Gauchão, em abril virou a ESPERANÇA gremista. Foi jogado na fogueira, em meio a uma oitava-de-final de Libertadores. Era previsível que ele fosse sentir e não fosse resolver nada SOZINHO. Mas é o que temos.

Ao fim do jogo Odone veio falar em imortalidade, Aflitos e o escambau. Que raiva que me deu. CHEGA DESSE PAPO! Quem tem que sustentar místicas, sentimentos e devaneios somos NÓS, torcedores! Dirigente tem que ter mais os pés no chão! E ainda fica mandando SMS pra convocar os sócios a irem ao jogo. Seria mais útil canalizar essa energia pra ter um Dagoberto no ataque, um Coates na zaga, etc.

A direção do Grêmio está LAMENTÁVEL em 2011. Salvo o improvável caso de vencermos essa Libertadores, ficarão marcados esse ano apenas por terem ficado 2 meses de papinho com Ronaldinho, pois foi só o que fizeram. Não agregaram NADA ao time. Era uma Libertadores MUITO possível, que se tornou improvável e quarta-feira que vem pode ficar impossível. Por isso, mesmo com algumas falhas, Renato não pode ser apontado como o grande culpado, pois olhar para o banco e ver o Lins como salvação é um tanto desalentador.

Óbvio que não joguei a toalha. Futebol é futebol e o Grêmio é o Grêmio. Tudo pode acontecer. Mas estou desanimado porque tornaram complicado algo que podia ser bem mais tangível. E já cansei desse papo de “com o Grêmio tudo tem que ser difícil”. Chegou a hora de sermos humildes o suficiente para olharmos para nosso rival e vermos que um elenco qualificado faz a diferença. Com Perea não é impossível, mas com Nilmar fica bem mais fácil. A imortalidade não faz um Gilson jogar a bola de um Kléber.

Por mim, vamos de juniores ao Beira-Rio domingo. Levem o time pra Santiago AMANHÃ. Fiquem concentrados lá fazendo uma espécie de retiro espiritual misturado com treinamento do BOPE. Uma semana mergulhados no jogo de quarta-feira. TUDO OU NADA. Dane-se o Gauchão. Se perder domingo, pode ir de juniores de novo nas duas finais. O pulso ainda pulsa. Ainda queremos a Copa.



Saudações azuis.
@lucasvon





Odone e Renato querem?

05 de novembro de 2010 96

Quase todo mundo já passou por uma situação semelhante, seja no colégio, faculdade, ou até em alguma dinâmica de trabalho: é solicitado que o trabalho/atividade seja realizado em duplas, e de repente tu esbarras num cara que não é muito teu amigo, tampouco um colega exemplar. Por questões de afinidade, e até mesmo produtividade, tu não está muito afim de fazer dupla com ele. Mas a situação se desenhou de um modo que tu deste a entender que iria convidá-lo. E além do mais, sobraram quase que só vocês dois, não tem mais muita opção.

Contrariado, por uma questão de educação, e pra não ficar um constrangimento chato, tu convida o vivente para se juntar a ti. Ele também não gosta muito de ti, também não queria ser tua dupla, mas ia ficar muito chato negar. Por questões sociais de educação e de bom convívio, ele também aceita. Vocês formam uma dupla, contra a vontade de ambos.

Essa é a impressão que tenho a respeito de Renato Portaluppi e a Gestão Odone 2011. Antônio Vicente Martins, o provável futuro Diretor de Futebol gremista, já trocou farpas com o Renato, e o Portaluppi que não é bobo já mandou ele baixar a bola. A coisa esquentou.

A “galera do Odone” nunca foi muito afeita ao nome de Renato como treinador. Pré-eleições, inclusive, rolavam boatos que se Odone vencesse, trocariam de técnico em 2011. Não sei de onde vem essa implicância. Não sei se tem alguma história que desconheço. Mas com o trabalho que ele vem fazendo, não há como contestá-lo. E somando isso ao fato de ele ser o ídolo maior da Nação Tricolor, demiti-lo seria quase uma heresia, nesse momento.

Só que tô achando que o Renato também não quer muito ficar. E isso é totalmente opinião minha. Talvez ele tenha algum atrito com alguém dessa futura gestão. Talvez ele queira voltar ao Rio de Janeiro, com dificuldades de readaptação no Sul. Talvez ele queira ficar mais próximo dos atuais amigos e de sua filha. Não sei, mas é um palpite.

Por que acho isso? Pois ouvi boatos que o Renato teria pedido um aumento absurdo para renovar. Algo em torno de 400 mil ou mais. Isso é salário para figurões vitoriosos, como Muricy, por exemplo. Renato tem muito chão pela frente ainda, tem que provar muita coisa. Essa pedida, se for real, me faz crer que ele não esteja fazendo a maior questão do mundo de ficar.

É óbvio que o Odone declarou que pretende mantê-lo. E é óbvio que o Renato diz que pretende ficar no Grêmio em 2011. Odone não seria louco de anunciar que vai mandar embora um ícone do clube e que ainda por cima vem fazendo um trabalho MUITO acima de qualquer expectativa. E Renato sabe que é um ídolo. Ele sabe que se disser que pretende sair no fim do ano vai frustrar sua legião de fãs e admiradores. Ele ama o Grêmio e sabe que é amado pelos torcedores, é natural que venha com o papinho óbvio de visar permanência. Mas isso tá me parecendo o exemplo do começo do texto: parece que um tá convidando contrariado e o outro aceitando igualmente desgostoso.

Só que, ao contrário do exemplo dos colegas que acabam fazendo o trabalho juntos, nesse caso acho que se alguma das partes não quiser mesmo, o negócio não sai. Se o Renato bater o pé pra ganhar tanta grana, a direção agirá certo em não renovar. Ele é ídolo, mas dinheiro não tá sobrando aqui. E o Renato não pode esquecer que o tiramos do Bahia, ganhando bem menos, numa Série B, e ainda mais longe da família. Que clube brasileiro estaria disposto a pagar 400 mil reais por mês para Renato? Nenhum, acredito. Não é porque ele é ídolo aqui que deve se aproveitar disso. Nossos cofres empoeirados que o digam. E o pessoal do Odone deve parar de encher o saco e de fato lutar para mantê-lo, começando a agir fortemente para tal. Sair só do discurso.

Se o Renato aceitar ganhar algo mais razoável, não existe motivo no mundo para não manterem-no em 2011. Se o demitirem nesse caso, só um Felipão amenizaria a ira da Nação Gremista. Demitir Renato pra trazer qualquer pangaré pelo mesmo valor seria bisonho.

Concordam?

Paulo Odone vem aí

08 de outubro de 2010 21

Ao fim da previsível eleição da noite passada, Paulo Odone foi eleito mais uma vez Presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. O mesmo presidente que nos tirou da segundona em 2005, e que nos deu a primeira Copa do Brasil, em 1989.

Números das urnas: Paulo Odone: 222, Airton Ruschel: 54, Branco: 2, Nulo: 1. Como Ruschel não atingiu o mínimo de 30% dos votos (cláusula de barreira), a eleição termina aqui, numa espécie de primeiro turno. Não será necessário, portanto, convocar os sócios às urnas.

Eu, particularmente, preferia votar. Preferia um segundo turno, para podermos ouvir com maiores detalhes as ideias de cada um. Essa é minha linha de pensamento num âmbito geral. Mas, convenhamos, por menos democrático que possa parecer, nesse caso específico não vejo problema algum em elegerem o Odone já direto no Conselho. Com certeza ele também seria vencedor nas urnas dos associados. Talvez o Fábio Koff pudesse superá-lo, e mesmo assim, TALVEZ. Acho que nenhum outro nome seria páreo para Odone nesse momento.

Gostei do resultado. Sua última gestão foi de grande competência e bons resultados. Não só em campo, mas no que diz respeito à organização do clube, ele colocou ordem na casa e nos cofres.

Os críticos ferrenhos do Odone, se é que existem, podem apontar defeitos aqui e acolá em sua gestão. E provavelmente seriam acusações justas, pois toda gestão está sujeita a erros, ninguém é perfeito. Mas por mais que possam achar um defeitinho ou outro, de uma coisa não podemos esquecer: ao fim de 2004 o Grêmio estava não só rebaixado para a Série B como inclusive andava numa desorganização total e atolado financeiramente.

Muitos figurões refugaram. Poucos tiveram coragem de assumir aquela bomba. Sei inclusive de nomes, que prefiro não citar, que não queriam nem chegar perto do Olímpico nessa época e em 2007, com um Grêmio sadio e na Libertadores, voltaram com tudo para os holofotes da política gremista. Essa coragem é o que eu mais lembro e considero de positivo na gestão Odone. Que seja bem-vindo de volta.

Boa sorte, Paulo Odone. Boa sorte, Grêmio.

Saudações Tricolores.