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Posts com a tag "Palmeiras"

Dica para 2012

14 de novembro de 2011 61

Foto: gremiofotos.com.br

Sobre o empate de ontem não há muito o que se falar. Jogo chatinho, tanto pelo que foi apresentado em campo quanto pelas pretensões das duas equipes. Pouca emoção, pouca velocidade, pouca objetividade, pouca competência nos planejamentos de Grêmio e Palmeiras em 2011.

Acho que Roth errou ao colocar Adilson no lugar de Marquinhos. Não sou do exército Anti-Adilson, pelo contrário, sei dos seus limites mas defendo o alemão. O considero um bom reserva. E seus limites são principalmente ofensivos: jogar mais na frente só piora.

No intervalo isso foi corrigido e Leandro entrou em seu lugar. Mas esse, que considero um erro do Celso, não foi o único da primeira etapa: achei que o time tava chutando muito pouco. Parecia que queriam entrar com bola e tudo. "Amigão, abriu chutou!" Diversas vezes ficavam com a bola "na feição", na entrada da área, e não arriscavam. Assim não vai entrar nunca. "Nem todos que tentaram conseguiram, mas todos que conseguiram tentaram". Tem que chutar mais.

Em meio a esse imbróglio envolvendo o jogador Kleber, essa novela que virou sua contratação (tudo isso somado aos altos valores da negociação), ao fim do jogo de hoje pensei numa coisa: seria tudo isso uma dica para o clube? Mesmo com a fortuna divulgada envolvendo a possível contratação do Gladiador, a coisa segue complicada, empacada. O que mais ele quer? Enquanto isso, quem resolveu a favor do Grêmio hoje em campo?

Pratas da casa. Em jogada linda de Leandro, colocando Brandão na cara do gol, o Grêmio descontou. No finalzinho, ele, Fernando Lucas, que mostrou ter mais do que apenas o segundo nome em comum comigo, deu um chutaço do meio da rua e empatou. Pensou como eu: "amigão, abriu chutei!" Sem falar que essa bola que sobrou pra ele foi oriunda de uma jogadaça de outro menino, o Mário. Limpou meio time do Palmeiras ali na direita e adentrou a área alviverde.

Nunca fui contra a contratação do Kleber. Agora já estou repensando, pelo desgaste todo. Mas pela qualidade dele, sempre fui a favor. Ainda acho que o Grêmio tem que investir nuns caras assim, pra montar uma barca forte pra 2012. Mas o jogo de hoje me fez refletir. Será que não é um sinal pra explorarmos mais a base? Uma dica pra 2012? Será que esse Pessali que tanto falam não merecia mais chances? Não tem outros guris talentosos? O Gauchão serve pra trêes coisas: dar ritmo, entrosar o time e fazer testes. Pois que façam com essa gurizada.

"Ah, mas tu defendia tanto um time forte na despedida do Olímpico e agora tá pedindo pra não contratarem?" Não. Ainda acho que devam contratar sim. Uns dois atacantes bons, zaga, etc. Mas que sejam uns 5 nomes no máximo, desde que INCONTESTÁVEIS. E não 15 operários. Nomes como Tardelli, Lugano, esse nível. No mínimo. Se é pra fazer apostas com Clementinos, Pachecos, até mesmo nomes mais complicados como Carlos Albertos da vida, que fiquem com a gurizada da base pra tapar esses furos. Tragam uns nomes PONTUAIS e indiscutíveis, só pra engrossar o caldo, e o resto deixa com os guris. Tem muita prata prontinha pra brilhar.



Saudações azuis, pretas e brancas.

@lucasvon


Um ponto na bagagem

06 de agosto de 2011 58

Foto: Tom Dib, Lancepress

Acho que todo mundo já ouviu aquela perguntinha clássica que divide otimistas e pessimistas: o copo está meio vazio ou meio cheio?

E o Grêmio hoje, ganhou um ponto ou perdeu dois no Canindé? Numa análise isolada, conquistou um ponto. Mas se contextualizarmos o resultado, considerando nossa posição na tabela e o momento conturbado que o clube vinha passando, o empate não foi bom resultado.

Eu sou da teoria que uma coisa não anula a outra. Minha resposta é: o copo está meio vazio E meio cheio. Com o jogo do Grêmio é a mesma coisa, as duas respostas estão certas. Pelo nosso momento, a vitória seria o único resultado passível de comemoração. Mas empatar com o 5º colocado fora de casa, com um time que tem Felipão no banco e jogadores interessantes em campo, é sim um resultado interessante.

Resumindo, em termos de tabela o empate sem gols não foi bom. Mas por ser fora de casa contra um time grande, em meio a uma recente mudança radical na comissão técnica, concluo: ganhamos um ponto. Pontinho que pode fazer a diferença lá na frente e dá uma tranquilizada no ambiente do clube. É só um pontinho, mas uma derrota, mesmo sendo provável, conturbaria ainda mais a casa.

OBSERVAÇÃO

Antes que crucifiquem Leandro pelo gol perdido que poderia decretar a vitória do Tricolor, deixo clara aqui minha opinião: o guri não errou.

A meu ver, foi uma tentativa válida. Errou a execução, isso sim. Principalmente pelo fato de o Marcos ter saído muito bem, a bola podia ter sido mais alta. Mas acontece, é uma fração de segundo pra se tomar a decisão. Se a bola entra seria um golaço e o chamariam de gênio. Depois do lance fica fácil dizer que deveria ter enchido o pé, ou chutado rasteira, ou blá blá blá.

Enfim, só estou o defendendo porque vi ataques quase unânimes e exagerados contra ele por parte de torcedores na internet. Acho que não é por aí.


Saudações azuis.
@lucasvon



Dedo do técnico

05 de agosto de 2011 65

Foto: Ari Ferreira, Lancepress

Apesar de eu achar que o Roth tem uma imensa capacidade de organizar a casa com rapidez, armar um time quase que de um dia pro outro, sei que o time gremista em campo no sábado estará longe de ser PARECIDO com o que o ele almeja.

Não deu tempo nem de se apresentar direito para os atletas. Conseguiu no máximo escalar um time que julga ideal com as peças que tem e passar uma ou outra orientação de posicionamento. Nada mais do que isso. Se os jogadores tiverem boa capacidade de absorção, talvez até já seja possível ver algo nesse sentido, na movimentação dos atletas, na bola que sobra em rebotes, contra-ataques, enfim, essas coisas.

E até isso não é certo que já veremos amanhã. É muito pouco tempo de trabalho. Praticamente nenhum tempo, na verdade.

MAS, existe um dedo do Roth que talvez já possa ser visto na partida contra o Palmeiras: vibração. Renato veio pra quebrar a apatia herdada de Autuori e Silas, mas Julinho de certa forma retomou um pouco a serenidade que tanto me incomoda. Roth, utilizando-se até mesmo de certa truculência, costuma formatar times mais sanguíneos e INCONFORMADOS. É parte daquele algo mais que eu tanto falo, que vai além do conhecimento tático.

Se o time entrar na partida com o espírito dessas fotos, mesmo recém tendo chegado ao Olímpico já poderemos arrancar pontinhos do verdão com os dedos do novo treinador. Fotos que, a propósito, foram tiradas ao fim de um jogo contra o próprio Palmeiras, em 2008. Vitória gremista no Parque Antártica, 1 a 0. Na casa-mata: Celso Juarez Roth.

Foto: Ari Ferreira, Lancepress


Saudações Tricolores.
@lucasvon



Perda do mando de campo

25 de novembro de 2010 23


Senhoras e senhores: A GUERRA COMEÇOU.

O Goiás, rebaixado por antecipação no Campeonato Brasileiro, é o mais novo finalista da Copa Sul-Americana. A zebra tá solta.

Todos sabem que Felipão é copeiro e que o Palmeiras tem tradição, e por isso muitos duvidavam da existência do G4. Mas agora a coisa mudou. Independiente ou LDU precisam vencer um time bem menos tradicional e de campanha sofrível no campeonato nacional para validarem essa 4ª vaga para a Libertadores no Brasileirão.

Nada está garantido, é bom lembrar. Na outra semi-final não tem nenhum timaço. O Goiás, ao meu ver, não entra como favorito nessa Final, seja com quem for, mas tem plenas condições de vencer. Afinal, já venceram Grêmio, Peñarol e Palmeiras, por exemplo. Só acho que agora o G4 ficou um pouco mais provável, mas longe de estar garantido.

E é aí que começa nossa guerra. Nossa Libertadores já começou. Temos que ir com tudo contra Guarani, Botafogo E GOIÁS. Sim, temos que atacar os goianos. Mas como não podemos emprestar o Clementino para Independiente ou LDU resolverem a parada na Final em poucos minutos, nos resta jogar fora das 4 linhas. Vamos dificultar a vida dos Esmeraldinos: que percam o mando de campo na Final da Sul-Americana!

Lembram do jogo de ida das semi-finais? Goiás 0 x 1 Palmeiras. Com a partida já encerrada, Felipão dava uma entrevista e foi atingido com um RÁDIO NA CABEÇA. Um rádio de pilhas, pesado. Foi filmado, todo mundo viu. Ele chegou a comentar na entrevista coletiva e disse, de cabeça quente, que o Goiás deveria ser punido. Mas depois disso o Palmeiras não levou a história adiante. NÓS DEVEMOS LEVAR.

Alguém entre com alguma denúncia na CONMEBOL, urgente! Duda, liga pra alguém! Odone, Fábio Koff, Capitão Nascimento, Jesus Cristo, Papa, Homem-Aranha, alguém tem que fazer alguma coisa. Só não vou pedir para o colorado Presidente da FGF, pois seria muito incômodo. Fica tranquilo, Noveleto, sei que é mais fácil o Papa intervir pelo Grêmio. Pode continuar descansando.

A guerra pelo Tri América começou. Temos que jogar com todas as armas. E que a zebra que passou por São Paulo ontem nos sirva de alerta: força máxima e atenção total contra o Guarani. O Bugre está numa péssima fase, mas estão desesperados pra fugir do Z4. O jogo promete ser tenso. Não adianta nada ver os goianos sendo vice-campeões da Sul-Americana se não fizermos nossa parte. Avante, Tricolor!


Saudações azuis, pretas e brancas.


Infeliz aniversário

15 de setembro de 2010 53

Nada deu certo. Não foi um desastre de atuação, mas as individualidades não funcionaram. Eu diria que até o Guarani nos ofereceu mais perigo que o Palmeiras. Não foi um massacre, nem nada parecido. Mas faltou sorte e competência.

O Grêmio precisa urgentemente contratar um MATADOR. Um cara do nível do Maxi Lopez, pelo menos. Jonas tem lampejos de ótimo jogador, Borges também é de bom nível e André Lima é um reserva aceitável. Mas todos erram muitos gols. Quantos gols o Palmeiras perdeu hoje? Não me lembro de nenhum. O Grêmio perdeu boas chances. Tem que treinar isso. E se for o caso, contratar alguém matador. Mas aí já estou falando de 2011.

Nem vou falar muito da arbitragem. Me irritei muito com o árbitro. Que sujeito fraquinho. Sem falar na falta de critérios da arbitragem brasileira: 3 de acréscimos hoje, 5 contra o Corinthians. Arrisco dizer que o jogo parou bem mais hoje. Entre outras coisinhas irritantes.

DESVENDE O MISTÉRIO

Alguém pode me explicar qual o mistério da nossa bola parada? Escanteios e faltas laterais, sobretudo. O Brasil é um país de quase 200 milhões de habitantes, cujo a grande maioria é apaixonada por futebol. São milhões de pessoas que sonharam em ser jogador de futebol. Dessas milhares, poucas conseguem. Das que conseguem, poucas são bem sucedidas e conseguem jogar na primeira divisão nacional, num clube do porte do Grêmio. Desses, só 11 conseguem ser titulares. Desses 11, apenas UM é incumbido de ser o batedor de escanteios. Pô, o cara deve ter o dom. Mas aí esse cara bate 90% das vezes à meia altura, no primeiro pau, pro zagueiro afastar. É irritante.

Será que eles fazem de propósito? Acho que miram ali, só pode. Douglas e Souza nem se fala. Escanteio não é tão difícil. É só colocar na área. Estamos falando de um profissional de nível elevado, que treina diariamente. Juro que não consigo entender. Será que não treinam isso? E aí, nas poucas que acertam o chute, alguém cabeceia por cima. Parece que não treinam isso também. Não viram o Jardel? Cabeceia pro chão então. Treinem fundamentos de finalização e cruzamento. Não é possível que errem tanto.

ABRE O OLHO, RENATO

Lúcio no lugar do Fábio Santos tá caindo de maduro. O esforçado Fábio não vem bem, definitivamente. E o Lúcio é melhor. Simples assim.

E outra coisa: Souza. Hora de pegar um banco. O perfil dele não me agrada, muito oba-oba e irreverência marota que me irritam. Pra cada golaço de falta que faz, ou passe de trivela perfeito, são uns 32 lances perdidos e uns 14 contra-ataques armados para o adversário.

MÁ NOTÍCIA

Borges no DM. Lesão o tira dos gramados por pelo menos 1 mês. Pra mim a solução pode ser utilizar o já mundialmente consolidado esquema 4-2-3-1. Só o Jonas no ataque. De repente até o André Lima no ataque e o Jonas ajudando a compor os 3 homens que vêm de trás. Adilson e Rochemback na volância. Maylson (ou até Souza, mas prefiro ele no banco), Douglas e Róberson/Jonas nessa linha de três. Ou até mesmo Maylson, Douglas e Rochemback, com Ferdinando compondo a volância junto ao Adilson. Eu tentaria.

Saudações tricolores.

Regra de três

14 de setembro de 2010 9

Esse post não tem nada a ver com aquela regrinha matemática conhecida como “regra de três”. Mas tem a ver com matemática.

Os próximos três jogos do Grêmio vão definir o futuro no Campeonato Brasileiro, e até mesmo 2011, para o Tricolor. É simples: são três partidas que definirão nossas reais pretensões daqui pra frente.

Pegando os extremos: se o Grêmio vence as três próximas partidas, dependendo de alguns resultados pode figurar até pela 6ª colocação. Posição que dá vaga na Libertadores, caso Inter e Santos estejam na frente. Se perder as três, provavelmente volta com tudo ao Z4. Se fizer uns 4 pontos, segue na mesma: buscando uma Sul-Americana, e ainda de olho na ponta de baixo.

Os jogos são complicados, mas futebol é futebol. Pegamos o Palmeiras em casa, o Avaí em Floripa e o Flamengo em casa. Dois jogos em casa contra times que não vêm muito bem. Felipão ainda não se acertou com o limitado grupo alviverde. E Silas recém pegou as rédeas do turbulento Flamengo. Avaí fora é sempre complicado, mas nosso elenco é superior, e os catarinenses estão numa fase bem ruim ultimamente. Tudo é possível.

Mas como toda grande caminhada começa com o primeiro passo, o foco agora é no Palmeiras. Aniversário do Grêmio, Felipão no Olímpico, milésimo jogo Tricolor na história do Brasileirão, Renato Gaúcho, promoção de ingressos. Enfim, TODOS OS CAMINHOS LEVAM AO MONUMENTAL.

Saudações azuis, pretas e brancas.

Promoção de aniversário

13 de setembro de 2010 12

Quer um motivo para ir ao jogo do Grêmio na próxima quarta-feira? Vou citar alguns:

- Grêmio vem em boa fase;
- Time não perde há cinco jogos;
- Felipão volta ao Olímpico;
- Vitória praticamente elimina Z4 do nosso caminho;
- Promoção de ingressos será mantida.

Mas tem mais um motivo: será aniversário do Tricolor!

E o Grêmio preparou uma promoção para essa data:

Leve um cartaz contendo o texto “Grêmio 107 anos”. No cartaz pode ter gravura, frases, o que quiser. Só precisa fazer alusão ao 107º aniversário gremista. O clube vai eleger durante a partida alguns mais criativos e presenteará esses torcedores.

Como saber que ganhou? Os selecionados aparecerão no telão do Olímpico.

Leve seu cartaz, ajude o Grêmio a vencer o Palmeiras, extravase seu gremismo, e ainda corra o risco de ser presenteado.

Olha o meu aí:

PS: se tiver problemas ao visualizar a imagem, tente clicar no título do post. Talvez resolva.

Saudações azuis, pretas e brancas.

Temos que quebrar o Tripé

23 de maio de 2010 67

Falta indignação nesse Grêmio. Em alguns momentos, de alguns jogos, eu achei que tinha visto lampejos de indignação. Mas isso não basta. A indignação tem que vir de dentro pra fora, tem que ser genuína, não pode ser forçada. Esse time, de modo geral, não é indignado.

Sinceramente, nenhum problema em perder para o Palmeiras no Palestra Itália. Principalmente sem nosso centroavante, sem nosso volante e sem quase todo o sistema defensivo. Placar compreensível. Mas o problema não foi o jogo de ontem especificamente. O problema é o conjunto da ópera. Não é problemático perder para o Palmeiras em São Paulo, nem para o Santos na Vila, nem para o Avaí em Floripa, nem para o Corinthians com nosso time misto... Nenhum desses exemplos, isoladamente, é um absurdo. O problema é que não vencemos NENHUMA dessas partidas citadas. Esse é o retrato de um time comum, conformado.

Nenhum problema em perder fora de casa para o Palmeiras, sobretudo com essa quantidade absurda de desfalques. SÓ QUE DAVA PRA GANHAR. Esse time do Palmeiras é bem comunzinho, pra não dizer coisa pior. Antes de tomarmos o 1º gol, achei que íamos vencer. Os primeiros minutos de jogo deflagravam, apesar de tudo, uma superioridade tricolor. Mas o Palmeiras parecia estar mais interessado pela vitória.

Ano passado era pior. Nosso referencial de luta e bravura era um cara cujo apelido é “La Barbie”. Era o mais vibrante do time. Esse ano não muda muito: um cara que me fez mudar de opinião sobre sua pessoa é o Jonas. Me irritava suas dancinhas e irreverências. Pois é o mais brigador desse time. Contra o Santos se sacrificou fazendo marcação forte e voltando bastante pela direita. Ontem fez o gol, correu pra buscar a bola e gritou muito com a equipe. Um dos poucos resquícios de indignação que pude ver nesse time. Ou seja, esse ano, nossos referenciais de bravura são Rodrigo (que esteve muito mal ontem) e Jonas, o dançarino.

E por que tanta acomodação? Simples, culpa do Tripé. O tripé são os 3 alicerces do nosso futebol: Presidente, Diretor de Futebol e Técnico. Duda e Meira não têm esse pulso firme que precisamos. Não são “chutadores de porta de vestiário”. Autuori, ano passado, era um “gentleman”, com seu blusãozinho dobradinho nos ombros. E agora, Silas, o evangélico. Nada contra sua religião e nenhuma outra, pelo contrário, o Silas me parece ser um sujeito exemplar, de caráter, honesto. Mas ele não mente a escalação pro adversário, porque mentir deve ser pecado. Ele revela tudo. Para o cidadão Silas, sua postura mega-correta só deve fazer bem. Mas para o futebol ele precisa ser mais malandro, mais malvado, mais cafajeste. Precisa gritar com o jogador e falar palavrão. Deus vai entender.

Ou seja, nosso trio é composto por 3 homens mornos, enquanto a gente precisava de alguém explosivo. O Duda é muito tranquilo, muito pacato e sereno para a presidência de um clube como o Grêmio. Mas até acho que ele não é o maior problema. É uma boa pessoa, e não faz um trabalho totalmente ruim. Vejo méritos em sua gestão. O Duda com um Felipão, ou até mesmo com um Muricy, não seria um Presidente ruim. Só que do seu lado tem o Meira, que me faz sentir saudades do Krieger e do Pelaipe. Acho que o Meira é o principal problema e o cargo mais fácil de ser mudado.

Muita gente odeia Duda e Meira, mas pelos motivos errados. Não acho que eles contratam mal, por exemplo, como muitos dizem. Desenterraram Maxi Lopes, trouxeram Rodrigo, Borges, Douglas, enfim, dentro dos padrões brasileiros e das limitações financeiras do clube, até que estão se virando como podem. O problema é essa apatia e falta de pulso. Um presidente vibrante faz TODA a diferença. São esses detalhes que fazem ou não um campeão. Um Diretor de Futebol, idem. Mas os dois podem até serem apáticos, se na casa-mata estiver um bicho xucro sedento por caneco. Mas não, temos o ainda inexperiente, vacilante e bondoso Silas. Aí fica difícil.

Um dos 3 tinha que sair. Mas não adianta demitir o Silas e trazer o Gallo. Se for pra mudar de técnico, que seja por alguém competente E VIBRANTE. Um Renato Gaúcho da vida. Diretor de Futebol também, não adianta tirar o Meira e colocar alguém do mesmo “naipe”.

Essa é minha opinião, o Tripé precisa ser quebrado. E é só trocar uma das bases.

Saudações Tricolores.