Cinco lições para compôr um hino

texto publicado no Diário Catarinense de hoje, em virtude da polêmica sobre o novo hino pra SC:

Como fazer um hino em 5 lições

1. Necessário reforçar as cores da sua terra (as mesmas de qualquer outro lugar do mundo) sempre relacionando-as à natureza. “Nosso céu é mais azul, nosso sol mais amarelo, nossas melancias são mais vermelhinhas por dentro mas jamais estragadas, sempre no ponto!”.

2. O instrumental de um hino tem que ter pelo menos uma grande introdução (tempo suficiente para as pessoas ficarem de pé) e uma parte longa no meio, que é pras pessoas pensarem nos itens que precisam comprar no supermercado assim que saírem dali.

3. Compositores de hino tem uma tara por seios. No brasileiro, o autor diz que desafia até a morte se estiver perto das mamas (Édipo bombando). No da bandeira, Olavo Bilac diz que vê o céu, natureza e estrelas no seio. Evidentemente, queria comer alguém com esse poema.

4. Importante fazer uso da sinonímia opulenta. Despois de escrever todo o hino, passe frase a frase substituindo todas as palavras por sinônimos inteligíveis. Grande vira colosso; bandeiras devem ser flâmulas; brilhante não, o certo é fúlgido.

5. Depois do texto pronto, entregue ao revisor final, Mestre Yoda, que embaralhará sujeitos, predicatos, adjetivos e pronomes, criando frases como “OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE” WTF?!

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2 respostas para “Cinco lições para compôr um hino”

  1. Pedro diz:

    euri do WTF rairiariara

  2. Felipe diz:

    Muito bom… mas aonde está ‘inteligíveis’, não seria ‘ininteligíveis’…

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