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Fotos da Feira do Livro do Santa Cecília

08 de maio de 2012 0

Interrompendo os numerosos posts sobre o show do Bob Dylan, aproveito para compartilhar as fotos da Feira do Livro do Colégio Vicentino Santa Cecília. A Feira ocorreu nos dias 3 e 4 de Maio de 2012, com mais um turno de exposição no sábado pela manhã.

Eu trabalhei o livro Cadu Procura em Porto Alegre com os terceiros anos do fundamental, recebendo a companhia da escritora Jessica Gustafson Costa para trabalhar a dobradinha de Bela, a menina que queria ser princesa com as meninas e Cadu e os Dinossauros com os meninos dos segundos anos do fundamental. Resumindo, se todo mundo tiver se divertido metade do que a gente se divertiu, já está de bom tamanho!

A Feira estava excelente, e é sempre bom poder trabalhar pela primeira vez com um colégio cheio de jovens educados e bacanas como o Santa Cecília. Um muito obrigado aos professores e organizadores do evento, que tornaram essa Feira um sucesso. Abração e até ano que vem!

Clique aqui para ver as minhas fotos do evento - no flickr.

Clique aqui para visitar o site da Escola.

Clique aqui para ver as fotos do primeiro dia da Feira no site da Escola.

Clique aqui para ver as fotos do segundo dia da Feira no site da Escola.

Sobre Dylan em Porto Alegre: Things Have Changed

01 de maio de 2012 0

A terceira música de Bob Dylan no seu terceiro show em Porto Alegre, realizado em 2012, Things Have Changed, foi, de qualquer maneira, excepcional.

Já primeiro álbum de Bob Dylan, lançado em 1962, "Bob Dylan", foi, de muitas maneiras, comum.

Na época ele era apenas mais um jovem intérprete da música da moda underground, o tal folk renascido nas ruas do Estados Unidos, uma resposta ao rock comercial e vazio que era reproduzido infinitamente nas rádios. Esse novo folk americano dos anos '60 era a história do povo trabalhador ecoada na voz e no violão da juventude insatisfeita, um tributo ao passado na espera de um futuro melhor.

Dylan era apenas mais um jovem que sabia tocar violão e arranhava na harmônica em Nova York, mas teve a sorte de conhecer Joan Baez que, dois anos antes, havia lançado um álbum chamado "Joan Baez" - álbum que, por sinal, tinha muito em comum com o de Dylan: ambos contavam 13 faixas, a maioria no caso de Bobby e todas no caso de Joan apenas adaptadas, não compostas, retiradas da tradição e da memória da imortal música folk. Exemplo bom disso é House of the Rising Sun, presente em ambos os álbuns e de origem incerta: gravada pela primeira vez em 1934, alguns dizem que ela veio do século XVIII, outros do século XVI.

Baez já contava com dois Discos de Ouro e o título de Rainha do Folk em 1962, e se impressionou com o jovem Dylan por uma das duas músicas de sua autoria no álbum: Song to Woody. A música era uma carta aberta de admiração e carinho do pequeno Bobby ao seu maior ídolo, Woody Guthrie, um dos um dos grandes do folk e dos melhores entre os inúmeros intérpretes de House of the Rising Sun.

A música, a mais memorável e original do álbum, era apenas uma prévia do que estava por vir: Baez logo conheceu With God on Our Side, música que os dois interpretaram no tradicional Newport Folk Festival em 1963. Naquele ponto Baez havia escrito poucas músicas de protesto, e Dylan já havia composto ou estava para compor os maiores hinos de protesto da história. A Rainha do Folk ali aprendeu a compor músicas tópicas com o melhor, e o jovem Dylan teve um pedestal para que o grande público o conhecesse.

Daí surgiu uma relação sobre a qual muito já foi escrito e dito e filmado e cantado, mas o que mais importa aqui, sobre a terceira música de Dylan no seu show em Porto Alegre em 2012, é a posição de Baez e Dylan em relação ao tal protesto.

Baez rivaliza com Lennon e Ono em ativismo pela música, tendo participado com todas suas forças dos principais tópicos políticos e humanos dos últimos cinquenta anos, sempre tentando se manter afastada de siglas e partidos - apesar de ter se rendido ao carisma de Obama na sua campanha.

Já o ativismo de Dylan é mais documentado e menos real. Afinal, ele escreveu Blowin' in the Wind. E Masters of War. E A Hard Rain's A-Gonna Fall. E Oxford Town. E The Times They Are A-Changin'. E Only A Pawn In Their Game. E When The Ship Comes In. E The Lonesome Death of Hattie Carroll. E tudo isso em questão de 4 anos.

Mas, nas palavras de uma Julianne Moore que interpretava Joan Baez no excelente filme I'm Not There, Bobby não protestava além de sua música. A cantora sempre era perguntada se Bobby iria ao protesto, ao que ela respondia: "não, querido, ele não vem. Na verdade, ele nunca veio".

Em 1965, porém, veio a eletricidade de Dylan e o seu calmo folk deu, para eterno amargor dos fãs do começo de carreira, lugar ao frenético rock. O agora Rei do Folk abandonara seu posto - logo ele, que tanto protestara nas suas músicas, que tanto lutara contra o sistema em suas letras! - e agora disfrutava da música do vilão, aquele rock comercial e vazio que seria reproduzido infinitamente nas rádios.

É possível pensar sobre toda essa situação que, de algum jeito, Bob Dylan nunca se importou. Ele é apenas um manipulador egoísta que só quer saber de sucesso e atenção. Ou também é possível defender que ele estava apenas levando ao máximo a máxima de enfrentar o sistema ao fugir do próprio sistema folk, seguindo o rumo que sua criatividade apontava. E lá se vão horas e horas de discussão.

Tal discussão, pode-se dizer, ficou sem posicionamento do cantor até 2000, quando Bob escreveu Things Have Changed para o filme Wonder Boys. A letra responde incisivamente à questão: "As pessoas são loucas e os tempos são estranhos, eu estou trancafiado e inalcançável. Eu costumava me importar, mas as coisas mudaram".

Pode-se deduzir que Dylan está explicando que deixou o tal protesto do qual ele nunca participou ativamente para trás, e por isso agora suas composições são mais intimistas, dedilhando tópicos sobre paixão e solidão, amor e decepção. Talvez a tal desconexão do artista com o mundo atual seja verdadeira, e o gigante da música decidiu tratar do que ainda quer e pode cuidar, afastando-se de uma política e de um mundo que provaram ser, repetidas vezes, compostos de questões essencialmente e inevitavelmente insolúveis.

Porém, de uma forma ou de outra, com todo respeito aos corações partidos dos ouvintes de Dylan antes de '65, é muita pretensão querer ditar com o que uma outra alma livre deve e precisa se importar, seja por associação ou pela história ou por alguma sensação de dívida.

Por mais que um cantor doando milhões pra África e um ator lutando contra a AIDS pelos quatro cantos do globo sejam provas irrefutáveis de grande caráter e excepcional altruísmo para qualquer homem, a única e indispensável missão de qualquer artista-enquanto-artista é, em última análise, se importar com seu público e com sua música.

E poucas coisas dizem "eu me importo" tão bem e tão alto quanto um dos maiores poetas da história, um catalisador das maiores metamorfoses modernas na forma de se compor e de se ouvir música, à beira dos 72 anos, seguir em uma turnê supostamente eterna desde 1988, eventualmente vindo parar aqui em Porto Alegre pela terceira vez, realizando um show incansável de quase duas horas, com arranjos inéditos e fortes, que parecem declarar na contramão da letra de uma das músicas: as coisas mudaram e o mundo está louco, mas Bob Dylan segue se importando com seu público e com sua música.

Sobre Dylan em Porto Alegre: It's All Over Now, Baby Blue

26 de abril de 2012 0

Logo que a tradicional música de abertura terminou, as luzes do Pepsi On Stage se apagaram e, antes que a plateia pudesse completar uma volta inteira nos cantos de "Dylan, Dylan, Dylan", a banda já havia trocado seus instrumentos de acordo com o arranjo e, em questão de segundos, lá estava a segunda música do terceiro show de Dylan em Porto Alegre encoberta por uma explosão de luz: It's All Over Now, Baby Blue.

Em 1958, Gene Vicent havia escrito para o filme Hot Rod Gang a melodia Baby Blue, completamente diferente em essência e em execução de seu maior hit, o hino rockabilly Be-Bop-A-Lula. Essa era mais lenta e menos chiclete, um rock/blues repetitivo de ritmo simpático mas não frenético, daquelas músicas completamente apaixonadas.

Nela, Vincent conta sua experiência com a queridinha azulada entre inúmeros suspiros de "Baby, Baby, Baby Blue": "Quando eu conheci minha garota eu disse, como você vai? Ela olhou nos meus olhos e disse 'meu nome é Baby Blue'"; "Eu sei que meu bebê me ama, eu sei que ela será fiel, eu tenho certeza cada vez que olho seus olhos azuis".

A música expressava não apenas o carinho do cantor pela amada, mas a missão de uma geração inteira: a busca da simplicidade em um amor adolescente verdadeiro, a eternidade imutável de uma alma gêmea acavalada do seu lado. Era um tempo onde musicais ganhavam o Oscar de melhor filme, Doutor Jivago ainda era livro e Volare era a música mais pedida - tempos românticos, com certeza, tempos de "e viveram felizes para sempre".

Era um tempo onde Dylan cantava essa música na escola para suas queridinhas. Ele, porém, só entraria na cena musical quatro anos depois, sempre matutando despedidas e formas de se livrar do passado:

O primeiro álbum, carregando seu nome, fechava com o cover de See That My Grave Is Kept Clean, que fazia um singelo pedido ao ouvinte: tenha certeza de que meu túmulo fique limpo, e apenas isso.

Em 1963 The Freewheellin' Bob Dylan discutiu a política e o mundo em um tom sombrio, mas limitou-se a solucionar o álbum com o histericamente irreverente I Shall Be Free, uma música sem sentido definido que convida o ouvinte a dar um relaxante passeio bem longe daquele mundo de preocupação e sofrimento.

Em Janeiro de 1964 The Times They Are A-Changing prometia mudança e clamava por vingança, mas completava o assunto com o familiar tom de despedida, em Restless Farewell - literalmente, despedida sem sossego. Nele, um deprimido Dylan se despedia dos amigos das memórias boas, explicava seus diversos erros aos amores falidos, lamentava suas guerras com os ocasionais inimigos, repensava suas ideias sem dono e encarava o tempo impiedoso, sempre declarando que seguir em frente era o único caminho para ele, que só queria "dar adeus e não dar a mínima".

A última despedida antes de It's All Over Now, Baby Blue veio em Agosto de 1964, em Another Side of Bob Dylan, com It Ain't Me, Babe, onde o jovem Dylan explicava suas limitações e suas fraquezas, em tom apologético e misericordioso: "não sou eu, garota". Ele não era aquele romântico irremediável prometido por Gene Vincent, aquele cara que olha profundamente a garota nos seus belos olhos azuis e promete amor eterno. Ele não era aquele homem perdido buscando salvação como Gaston Lachaille no musical Gigi - ao menos não a salvação que um simples beijo pudesse oferecer. Ele não era corajoso nem nobre como Jivago, e nunca seria pego cantando Volare à amada... Ele era apenas um homem, diferente demais daquele herói de capa e espada, alguém muito longe do esperado. Ele estava longe de atender às expectativas românticas das donzelas em perigo.

E então veio It's All Over Now, Baby Blue. Se em 1965 o machismo já andava mal com os Beatles deixando a garota dirigir o carro e a pureza dava seus últimos suspiros com a Guerra do Vietnã sendo transmitida ao vivo e a cores em rede aberta, Dylan tentava destruir o romantismo com a brutal sinceridade da última faixa de Bringing It All Back Home.

Mesmo que aquela promessa de 1958 de amor-para-sempre continuasse pairando no ar, o poeta explicava: não é bem assim, você precisa ir embora, nem tudo é perfeito e eterno, às vezes essas coisas se consomem rápido, leve o que é seu e vá embora, pois o próprio mundo se move em direção contrária, isso eu já sei e agora você vai aprender.

Tal verdade se aplicava ao amor, à eternidade, às promessas, às expectativas, à ingenuidade e à própria verdade. Era uma promessa de mudança tão forte quanto o antigo The Times They Are A-Changin', mas muito mais madura: o mundo não estava para melhorar em nenhum futuro, ainda que a mudança fosse dolorosa e inevitável.

Dylan não mais trabalharia na Fazenda de Maggie pois as garotas apaixonadas agora seriam garotas apaixonantes e a inocência do passado voava pelos ares nas nuvens de napalm. O rompimento foi tão forte que, 47 anos depois, It's All Over Now, Baby Blue continua embalando os corações desiludidos das pessoas.

Sobre Dylan em Porto Alegre: Leopard-Skin Pill-Box Hat

25 de abril de 2012 0

Como de costume, alguns segundos antes do combinado, uma tímida guitarra anunciava de algum lugar do além-palco: o show estava para começar. Antes que o público pudesse notar, a banda estava toda ali: o gigantesco Stu Kimball na guitarra acústica; o quieto George Receli na bateria; o dinâmico Donnie Herron em um milhão de instrumentos; logo à frente Charlie Sexton parecendo um membro da equipe de Mick Jagger emprestado, um completo gênio na guitarra e na arte de se mover com aquele "swagger"; e o animado Tony Garnier que, apesar de ficar lá no fundo, não para de se balançar o show todo, mostrando o quanto ele sente a música, assim explicando porque ele está ali desde 1989.

E, claro, como não poderia faltar, ali estava ele: Bob Dylan. O gênio orbita, entre música e outra, no apagar das luzes, do teclado à guitarra, da guitarra à gaita, sempre entregando aquela voz rouca e brutal que o faz um cantor academicamente questionável, mas artisticamente imbatível. Seja pela emoção ou pela sinceridade, a voz de Dylan sempre carrega o humor da música, entregando-o ao seu público sem filtros nem meias-palavras.

O humor necessário para o início do show era o deboche, o riso - para surpresa de ninguém, verdade, pois Bobby abriu todos os shows no Brasil com a tradicional Leopard-Skin Pill-Box Hat.

Incrivelmente, mesmo 46 anos depois de Blonde on Blonde, Bobby segue com a leveza daquele garoto recém-saído de Duluth e recém-reconhecido pela América, ensaiando dancinhas leves e cômicas, fosse se abaixando de forma desajeitada ou dando joelhadas aleatórias no ar. A música, em seus menos-de-quatro-minutos de duração, avisa ao público que Dylan, apesar de ter sido analisado e estudado e crucificado e popularizado tantas vezes pelos mais cultos conhecedores dos mais variados assuntos, não se leva tão à sério assim quanto o resto das pessoas, e prefere que seja desse jeito mesmo.

O tom da música sobre um novíssimo chapéu de pele de leopardo em formato de caixa de pílulas ecoa o sentimento do artista e de sua banda: "Não leve tudo isso tão à sério. Não estamos protestando e não estamos fazendo nada épico, isso é apenas um show e é isso que ele é, e esperamos que você se divirta".

Afinal, muito tempo se passou desde que Dylan prometeu ser o porta-voz de sua geração, e agora ele já desabafa explicando vez que outra: "se eu não fosse Bob Dylan, eu também ia acabar acreditando que Bob Dylan tem muitas respostas".

E é por isso que Leopard-Skin abre seus shows: o velho poeta já não oferece respostas, apenas sentimentos, e espera que seu público - novo ou velho, com ou sem porta-voz de sua geração - aproveite... o que tenho certeza que todos fizeram.

Considerações pessoais sobre receber Bob Dylan em casa

28 de fevereiro de 2012 2

Se alguém viesse me perguntar, fosse por curiosidade ou despeito, o que eu fiz quando tinha quinze anos de idade, eu poderia muito bem falar sobre as provas que os professores insistiam em fazer, ou contar sobre aquelas meninas que teimavam em debutar a torto e a direito, mas eu estaria mentindo. A memória mais forte que eu tenho de meus quinze anos era escutar Desolation Row, de um dos melhores álbuns de todos os tempos, Highway 61 Revisited. Sem parar. O tempo todo. Sem nunca estar satisfeito.

Lembro como se fosse hoje quando um amigo meu, o Felipe, descobriu que eu gostava de Dylan e decidiu me enviar aquele arquivo gigantesco pelo MSN, uma praga de música com mais de dez minutos. Quer dizer, sério, quem faz uma música de mais de dez minutos? E quem diabos escuta uma música de mais de dez minutos?

Durante os onze minutos e vinte e quatro segundos que sucederam o final da transmissão do arquivo, eu fiquei sabendo: apenas um grande poeta poderia sustentar uma melodia de quase meia-meia hora, e apenas alguém que visse poesia na melodia poderia aguentar tão longa jornada. Até ali música, para mim, era aquele choramingo com sons ritmados de fundo, comumente falando sobre amor e decepção e corações quebrados e todo esse papo, mas nunca poesia, nunca descoberta, nunca surpresa, nunca encanto, nunca algum tipo de emoção que não fosse emotiva.

Porém, cada passo que eu dava no Corredor da Desolação me levava a uma imagem inédita, sempre a nova soando mais forte e instigante do que a anterior, fragmentos cada vez mais hipnotizantes e fundamentais no mosaico que se montava em minha imaginação. A marcha quase fúnebre seguia em seu ritmo de denúncia, falando sobre a aleatoriedade do destino, sobre a complexidade das pessoas e de suas facetas, sobre a efemeridade da vida, sobre a injustiça da justiça, sobre a felicidade e sobre a tristeza. Quando a jornada acabou, logo soube: aquilo era poesia na música. E era aquilo que eu queria ouvir, que eu queria sentir, que eu queria experimentar. Um mundo de fantasia e força, um sem-fim de aquarelas tão complicadas quanto a realidade. E, de fato, aquilo serviria de trilha sonora para mim a partir do meu décimo quinto ano de vida.

No dia 24 de Abril cada viva alma dentro do Pepsi On Stage terá uma história parecida, um pedaço de sua vida tocada pelo gênio de um compositor que sobreviveu à sua época e à sua lenda. Alguns levarão a descoberta nas letras do mestre como minha Desolation Row, ou uma memória engraçada como o deboche de Rainy Day Women #12 & 35, quem sabe uma tristeza imovível como o lamento de The Lonesome Death of Hattie Carroll, talvez um hino à amizade como Song to Woody, alguns no caos de Bob Dylan's 115th Dream ou tão desiludidos como se estivessem nas Highlands... Mas certamente todos encantados, todos dançando abaixo de um céu de diamantes com uma mão abanando, se me permitem.

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Em uma nota relacionada, ironicamente, a venda dos ingressos do Poeta Dylan começou no exato dia do aniversário de um ano do ingresso de nosso querido Poeta Scliar na real imortalidade. Para completar a saudade, encontrei no Blog do Grings um vídeo onde Scliar curte o show de '98 de Dylan em reportagem da TVCOM... É, às vezes a vida sabe ser cruel nas suas guinadas. Mas também, isso eu já aprendi com Desolation Row uns dez anos atrás.

Fotos dos eventos do final de 2011, finalmente!

24 de janeiro de 2012 0

Autógrafos dos pequenos do Americano na Saraiva

12 de dezembro de 2011 1

Quem diria que, no mesmo ano em que fui homenageado como Autor mais Querido na Feira do Livro, o Colégio Metodista Americano ainda me guardava surpresas!

Foi com grande alegria que, cerca de um mês atrás, recebi o convite de Débora Heineck, a supervisora da educação infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental, para apresentar o livro escrito pela gurizada do primeiro ano. O título, escolhido com sabedoria pelos pequenos, é "Imaginando e Criando no Mundo das Histórias" - e, realmente, essas sete palavras já dizem tudo... Mas, como escritor nunca deixa uma chance de escrever passar em branco, fiz a apresentação:

De todo ouro e conquistas que podemos juntar, não existe tesouro mais valioso do que nosso conhecimento. Afinal, aquele precioso baú que mora em nossa cabeça nunca será saqueado, então nada melhor do que enriquecê-lo. Porém, em um mundo com tanta informação como o nosso, a capacidade de aprender e apreender fica em segundo plano, valorizando ainda mais a nossa capacidade de criar, de imaginar, de inventar, de buscar respostas inéditas e de trilhar novos caminhos. Esse livro é o resultado desse trabalho de exercício da imaginação e de cultivo da criatividade feito no Colégio Americano - e muito mais do que isso, esse livro é a garantia de que esses jovens criadores do mundo das histórias construirão um futuro muito melhor do que o presente que eles herdaram nesse nosso mundo de verdade.

O lançamento do livro foi feito dia  na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas, contando com duas sessões, de tanta gente que era! Amigos e familiares compareceram em peso, prestigiando um evento que foi, com certeza, inesquecível para todos os envolvidos.

Eu fiquei por lá, fazendo uns desenhos e aproveitando para rever meus amigos do Americano (:

Queria agradecer à Débora Heineck pelo convite, parabenizar/agradecer as/às professoras e o/ao Colégio pelo incentivo à leitura e à escrita, e, é claro, parabenizar os jovens escritores pelos maravilhosos textos! Valeu, gente!

Clique aqui para visitar o site do colégio.

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As fotos estão no flickr, que fica mais fácil de navegar. Clique aqui para ver o álbum da visita. É só clicar na foto que quer ver e ir passando pelas outras.

Visita ao Centro de Acolhida Paz & Mel

29 de novembro de 2011 0

O Centro de Acolhida Paz & Mel, fundado em 14 de Junho de 2008, trabalha com jovens em situação de vulnerabilidade social no Partenon. Visitei o Centro de Acolhida no evento do Dia das Crianças, realizando oficina de criatividade e fazendo mais alguns desenhos :)

O Centro de Acolhida sempre procura parceiros, então quem tiver interessado em fazer uma diferença real em uma comunidade necessitada é só acessar os links seguintes e estender a mão:

Clique aqui para visitar o blog.

Clique aqui para acessar a página no facebook.

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Contação de "Cadu Procura no Rio Grande do Sul" na FNAC

22 de novembro de 2011 0

Continuando o festival de blogs atrasados, dia 9 de Outubro eu estive na FNAC contando a história "Cadu Procura no Rio Grande do Sul" para o diferenciado público da livraria, que tem um espaço fora de série para leitores e compradores de aparelhos em geral.

Queria agradecer pelo convite, e espero que todo mundo tenha se divertido tanto quanto eu! Muito obrigado e até ano que vem (:

Clique aqui para visitar o site da FNAC.

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As fotos estão no flickr, que fica mais fácil de navegar. Clique aqui para ver o álbum da contação, com as fotos já em tamanho original. Daí é só clicar na foto que quer ver e ir passando pelas outr

Participação na Formação Adote

16 de novembro de 2011 0

Todo mês a SMED (Secretaria Municipal da Educação) promove a Formação Adote, procurando promover o diálogo entre os escritores do programa Adote um Escritor e os professores da rede municipal, sempre contando com a organização e mediação da professora Sandra Porto... E foi com grande alegria que recebi o convite para a edição de novembro de 2011! Preparei uma palestra especial sobre literatura e educação e fui lá :)

Clique aqui para acessar as fotos do evento, realizado hoje mesmo (16/11/11), com participação de vários coordenadores e professores.

Eu queria, é claro, agradecer pela maravilhosa oportunidade e pela atenciosa presença de todos... Espero que não tenha sido muito chato! (:

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Recebi alguns e-mails do pessoal do Colégio Murialdo, da Escola São Mateus, da FNAC e da Feira do Livro querendo saber das fotos! Não se preocupem, que logo-logo coloco as fotos aqui (: