Até quando?
Diariamente centenas de pessoas perdem a vida nesta verdadeira “guerra do trânsito”. Uma guerra silenciosa, com pequenas batalhas em esquinas, ruas e estradas de nosso país. Algumas chegam a passar despercebidas, outras tomam grande proporção, causando inclusive, comoção nacional. Em comum, todas deixam marcas irreparáveis nas famílias brasileiras.
“Acidente” não é uma fatalidade! O que mata no trânsito não é o desconhecimento da sinalização ou a situação de nossas vias. O que tem tirado a vida de milhares de pessoas é a imprudência associada à impunidade. Se alguém ameaçar uma pessoa com uma faca, é tentativa de homicídio. Agora se alguém embriagado, em alta velocidade atropela e mata uma pessoa, é um “acidente”.
No trânsito brasileiro os únicos punidos são os familiares das vítimas da imprudência e do descaso, presentes na maioria dos casos. Além da dor de saber que nunca mais terão seus filhos de volta, o que machuca a maioria dos pais é ver a impunidade diante dos acidentes ou “crimes” de trânsito.
A “guerra do trânsito” não tem hora marcada, não escolhe classe social, raça, religião… Todos somos vítimas e responsáveis. É preciso que a sociedade acorde e se una para estancar esta violência diária. Não podemos permitir que os acidentes sejam banalizados e caiam no esquecimento. Para nós as estatísticas têm rosto, família, amigos, sonhos…
Aqui na Fundação Thiago de Moraes Gonzaga escutamos todos os dias histórias de Susanas, Édens, Marias, Mários, Beths e agora Cissa. Até quando vamos perder nossos filhos para a violência no trânsito? Até quando vamos permitir que pais recebam seus filhos em caixões fechados?









