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Música simples não é música ruim

24 de setembro de 2010 0

"Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar."

- Schopenhauer

Olá, crianças.

Vocês sabem, existe algumas coisas que eu não tolero nas pessoas. Gente que faz música que eu não goste, por exemplo, tudo bem. As pessoas têm o direito de fazer a música que quiserem e ouvir a música que quiserem (menos quando estão nos ônibus, mas enfim).

Sabe o que eu realmente, REALMENTE não tolero? Hipocrisia.

E tem um certo cara, cantor e compositor gaúcho bem conhecido, que, além de já não ter a minha simpatia do ponto de vista musical, conseguiu ser hipócrita não uma, mas algumas vezes em uma situação que ocorreu nos últimos dias.

Vamos aos fatos.

Estava eu, na minha inocência, vendo televisão quando me deparo com a propaganda do novo disco de um cantor dessa nova onda de sertanejo universitário. Claramente, esse é um estilo de música que não me atrai, mas isso não é motivo para que eu ofenda todos os músicos e compositores que fazem disso o seu trabalho.

Neste comercial, porém, foi mostrado o trecho de uma música que eu já conhecia das frequências radiofônicas das rádios gaúchas. Esse cantor, da propaganda fez uma versão para uma das piores canções já feitas no rock sulista nos últimos anos. Canção composta pelo irritadiço "cara" citado no início do post.

Corri pro meu twitter e comentei, de forma sincera e talvez um pouco preconceituosa (mas sincera, acima de tudo) que, pra um cara que sempre mantém a imagem de "roqueiro", de músico de "atitude", ser regravado por um intérprete de música popularesca como o da propaganda que eu havia visto era um tanto quanto baixar o nível.

(Eu sei, eu disse mais acima que não há porque eu ofender esses músicos do sertanejo universitário, ou do funk, ou do emocore, etc. Não considero meu último comentário uma ofensa. O problema, ao menos pra mim, é que esses caras, com suas composições pobres, tolas e quase mecânicas, ou em outras palavras, "fabricadas", distanciam o conceito de música como ARTE e o aproximam de puro e simples entretenimento. Você pode pensar em qual o problema nisso, mas no final do post eu explico com alguns exemplos indiscutíveis.)

Até aí, tudo tranquilo. Uma crítica, até bem humorada. Nada muito diferente da acidez com que eu escrevo de vez em quando aqui.

Acontece que hoje, ao me deparar com o profile do sujeito que eu critiquei no twitter, apareceu uma sequência de updates em tom de desabafo, uma réplica velada ao meu comentário.

Ele disse, em seu perfil no twitter, (usando de um PÉSSIMO sarcasmo btw), que vai ler um pouco, para poder fazer parte do círculo cabecista (sic) dos músicos extremamente inteligentes do Estado. Que compôs uma obra-prima, uma música muito inteligente, pensada, matemática, e que tocou pras baratas do seu quarto (!!!), que o olharam de forma blasé. Concluiu seu raciocínio dizendo que, pasmem, vai continuar compondo músicas SIMPLES, pois estas agradam as PESSOAS, e não as baratas. Que, não sendo "cabeçudo", tem mais público e é reconhecido.

Veja bem ELE disse isso.

(E veja bem novamente, não sou uma estrela. Tenho poucos seguidores no twitter. E também sou músico, mas minha renda não vem da música. Sou um zé ninguém, um blogueirinho metido a escritor e músico que de vez em quando gosta de falar o que pensa. E ainda assim, irritei meu "colega", um rockstar gaúcho, uma figura adorada pelas meninas... Estranho, né?)

Amigo, deixa eu te explicar uma coisa: a música não precisa ser simples, não precisa ser popular, nem qualquer outro adjetivo que você quiser usar pra mascarar a grande verdade de que você NÃO SABE compor, pras pessoas escutarem. A música só precisa existir.

O que você define como música SIMPLES, feita pras PESSOAS, eu defino como música FABRICADA, feita pra ganhar DINHEIRO. Música que é feita apenas pra agradar a um público específico, ou para apenas uma finalidade específica ("bota a mão na cabeça que vai começar..."), perde o que, acima de tudo, deve ser música: arte. A palavra música, aliás, vem do grego, e significa "a arte das musas".

Música era pra ser algo especial, algo tocante, algo eterno. Você não vê grandes pintores ou escultores fazendo obras única e simplesmente pra ganhar dinheiro. A arte foi feita para ser reconhecida, interpretada, sentida, pensada, discutida, apreciada. Não sintetize uma forma de expressão artística com mais de 40.000 anos de vida com a afirmação de que "música que não é simples só agrada as baratas".

A música pop já provou que consegue tranquilamente aliar pura arte e puro entretenimento. Ouça "Thriller", do Michael Jackson. Ouça "Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd. Ouça "Panis Et Circensis". Ouça pelo menos os últimos cinco álbuns dos Beatles, ora veja!

Dizer que música inteligente é "fria", como você fez, é um desrespeito a caras como Jimmy Page, Paul McCartney, Thom Yorke, Tom Zé, Chico Buarque, Nei Lisboa. E esses caras não tocam pra baratas, meu caro.

E mais: não me venha com papinho de "batalhei muito pra estar aqui" porque eu sei, você sabe, e um monte de gente também sabe que é cada vez mais raro quem chega no topo das paradas sem alguma "ajuda" (não preciso explicar que ajuda é essa, né?). E que você não é uma das exceções.

Mas enfim. Eu disse no meu primeiro post que música se discute sim. Que opinião só existe com argumentos e só pode ser rebatida com contra-argumentos. Queria falar mais sobre esse assunto, mas daí precisaria citar o nome da criatura protagonista deste post, e não farei isso nesse blog. Também quero evitar textos muito longos.

E claro, fique à vontade para comentar, para criticar, e não deixe de vir aqui depois para ouvir a resposta. Estamos aqui para isso.

Obrigado a todos que aguentaram esse texto até o fim.

"A música é o esforço que fazemos para explicar a nós mesmos como os nosso cérebro funciona. Escutamos Bach extasiados porque isso é ouvir uma mente humana."

- Lewis Thomas

(Ah, e quem quiser acessar meu perfil no twitter, logicamente, vai saber de quem eu estou falando.)

 

(@masenfim)

punkers ≠ bonkers

20 de setembro de 2010 0

Fato odioso: Sair, ouvir uma música, saber a "letra", a batida, tudo e... e... Não fazer idéia da PORRcAria do nome dela! Isso acontece comigo. Fui num lugar há um tempo. Tocou uma música que eu curtia muito, perguntei pro amigo, que tava no lado: "Meu, qual o nome?". Não ouvi resposta, só uma batida de ombros. Ele continuou dançando e eu, com cara de bunda, louco pra saber que música era. No outro dia, primeira coisa que fiz, depois de tomar uma aspirina, GOOGLE. Lembrava de alguns fragmentos só, mas eu tinha a certeza que ia encontrar. No cachê, botei "punkers". Nada, só vinha banda de punkrock. #PQP. Daí saí de novo e, a porcaria da música de novo. Virei pro lado, perguntei pra todo mundo na volta. NADA! Fiquei de cara. Então, hoje resolvi procurar de novo. Fui lá no Google e, novamente, SÓ banda de punkrock (não faço ideia do motivo haha). Resolvi expor minha frustração no twitter. Dei as características, etc. Fiquei uns minutinhos na frente do PC e nada, nenhum Reply. Fui lavar o carro que, alias, ta brilhando agora. Voltei pro computador e... e... e DESCOBRI o nome. Minha colega linda, maravilhosa, mega propaganda positiva @cottens (haha) tinha me dito que, ao contrario do que eu achava, não era punkers e sim "Bonkers". A música é do Dizzee Rascal, uma espécie de Kid Cudi. Enfim, pra vocês, to embedando o clipe que, alias, é muito bom também! Há!

@yurilop

post tweet

16 de setembro de 2010 0



taste me, drink my soul, show me all the thing that I should've known when there's a new moon on the rise!
I had everything, opportunities for eternity and I could belong to the night...
Your eyes, your eyes, I can see in your eyes, your eyes, everything in your eyes, your eyes...
you make me wanna die!

@clarissawolff

Uma história de amor

08 de setembro de 2010 0

Olá, crianças.

Saiu na semana passada: Cee-lo Green, mais conhecido hoje em dia como "aquele gordo daquela música legal, como é mesmo o nome?", lançou seu mais novo single da sua volta à carreira solo.

(Antes de continuar, uma explicação: a música legal que muita gente não lembra o nome é APENAS uma das maiores canções pop dos últimos anos, e atende pelo nome de "Crazy", do Gnarls Barkley. O GB é (foi?) um duo formado pelo Dj e produtor Danger Mouse (que fez, entre outras coisas, o brilhante Grey Album, mixando Jay-Z e Beatles - google it, now!) e pelo já citado Cee-lo Green. "Crazy" rendeu a eles, entre outros prêmios e indicações, o Grammy de melhor música alternativa de 2007. Não é pouca coisa!)

Mas enfim. Cee-lo lançou em seu canal no Youtube (e antes disso no Facebook) sua nova música. Com o título inocente, ingênuo e delicado de "F**k you" (vocês sabem o que vai no lugar dos asteriscos, né?), o cantor/rapper canta a desilusão amorosa da sua infância e adolescência, e, é claro, em como ele deu a volta por cima. Toda a tragicomédia é encenada no SENSACIONAL videoclipe que vocês conferem abaixo:

 

 

Dedicado a essa menina que partiu o coração dele quando ele ainda não era rico e famoso (ele mesmo canta que se fosse mais rico, ainda estaria com ela), a canção desponta como uma das favoritas das pistas e dos mp3 players em 2010. E nem vamos mencionar o fato de que ele manda ela se ferrar (pra não usar a tradução literal) dezenas de vezes na música! É muito ódio nesse coraçãozinho. Dá até pena (da menina, é lógico)!

Espero que vocês tenham gostado de mais essa recomendação. Até porque música com atitude, dançante, grudenta, e de qualidade, não é sempre, meus caros. Aliás, "The Ladykiller", álbum novo do Cee-lo Green, está previsto para lançamento em dezembro. Esperemos!

\O

(@masenfim)

Ah, a idolatria...

05 de setembro de 2010 0

Diz a reportagem da Radar Online que o búlgaro Penio Daskalov, de 24 anos, pretende se transformar na Lady Gaga. Para tal, passará por uma cirurgia de mudança de sexo.

Sim, cirurgia de mudança de sexo. Você leu corretamente.

Ele disse para o site americano que realmente admira o jeito como ela criou o seu personagem, e que, quando ele fizer as suas operações, não será nem exatamente um homem, nem exatamente uma mulher."

... O que parece óbvio, não?

Daskalov, que participou do Big Brother búlgaro (e, segundo a reportagem, enganou até os participantes da casa se passando por mulher), também disse que já entrou em contato com os empresários da Lady Gaga, a fim de gravar um dueto com a cantora.

Enfim.

Como eu já desisti de procurar algum sentido no mundo em que vivemos há bastante tempo, deixo com vocês a cereja do bolo: um trailer com imagens do sujeito.

Até \O

 

 

 

@masenfim

Girl power!

30 de agosto de 2010 0

Gaga? Katy? Britney? Miley? Ke$ha? Bieber?

Não! Hoje falaremos de cantoras e de "bandas de meninas" (óun que amor!) menos conhecidas pelas bandas de cá. Veja os vídeos e dê a sua opinião!

VV Brown

A britânica lançou seu début, "Travelling Like The Light", ano passado e já é considerada uma promessa lá fora. Influenciada por Aretha Franklin (como toda cantora negra) e pelas áureas épocas do bebop, a cantora traz de volta o visual retrô com muita classe para o cenário pop atual (diferentemente de uma outra popstar da black music mais conhecida pelos escândalos envolvendo bebida e drogas...)

Confira "Crying Blood":

Marina And The Diamonds

Marina Diamandis, também britânica, lançou seu primeiro disco neste ano. "The Family Jewell" é outro grande disco do pop atual. Vou postar aqui o clipe de "Mowgli's Road", que é fantástico, mas recomendo a todos que procurem na internet os vídeos das apresentações dela ao vivo. Imperdível.

Confira "Mowgli's Road"

Janelle Monáe

A americana já está no seu segundo álbum. "The ArchAndroid" é um pouco instável, mas só o clipe (e a MARAVILHOSA coreografia) de "Tightrope" vale muito a pena, eu garanto (sem falar na participação do Big Boi, do Outkast).

Confira "Tightrope":

The Like

Essa é mais antiguinha. A banda do Sul da Califórnia surgiu em 2001, e, creio eu, deve ser mais conhecida por ter uma canção na trilha do filme "Aos Treze". Não ouvi os outros álbuns com muito esmero, mas recomendo com força o último disco delas, "Release Me". Rock descontraído, nostálgico, e de qualidade.

Confira "Wishing He Was Dead"

Bueno, por hoje é só. Gostaram? Hein? Hein?

@masenfim

nx zero e meras coincidências

27 de agosto de 2010 0

A cada ano temos essas paradinhas de VMB, e o prêmio Multishow, etc. E já temos algumas caras marcadas, Skank, D2, Pitty, NX Zero e mais alguns (ou acham que Restart e Cine vão ser figurinhas repetidas nos próximos?).

E, sempre vemos aquele discursinho de: "Não conseguiríamos nada sozinhos" e "Tivemos ajuda" etc? Pois é. Tem gente que, de fato, não conseguiria nada sem ajuda. E, aproximando-se VMB, terminado Prêmio Multishow, NX Zero ta aí (ainda). Que, não ta entendendo? Achando nexo zero (=NX Zero, pros pseudo-fãs que não sabiam) no post? É. Eu explico. Um dos prêmios de NX Zero mereceria ir pro Alkaline Trio. "Razões e Emoções" é uma ‘coincidência' (pra não usar aquela palavra com P) danada com "Radio". Não acredita? Não adianta nem fechar os olhos (ou os ouvidos no caso né? Dã). Então, vejamos as evidências:

OBS: Não só Alkaline Trio foi vitima das "coincidências" do Di & CIA.

4 delas ;)

Mais uma.

Agora, é hilariante:

Os caras do Taking Back Sunday falando sobre a "coincidencia"

e a resposta - FAIL - do NX Zero

Uma dica: peço que votem em 'melhor banda' e o raio que o parta, com a mesma seriedade que irão votar nas eleições para presidente.

@yurilop

e sigam @musicis_

Vê-eme-beijomeliga

25 de agosto de 2010 0

Olá, crianças.

Dia 16 de Setembro, a Mtv, conhecida como "o canal da música" (insira gargalhada ruidosa aqui) premia os queridinhos da emissora da audiência através do voto popular. Nos últimos anos, a emissora preteriu o "júri", o voto "técnico" (sim, aspas em tudo neste post) a deixar os prêmios na mão do público. Não vou entrar em reflexões sobre as trágicas consequências que isso trouxe para a credibilidade do prêmio em si, mas, como estou chegando agora neste blog, decidi me arriscar em uma "missão impossível" (entra a trilha sonora do filme)...

Votar nas principais categorias musicais do VMB 2010.

Começaremos pelo Artista do Ano (mas peraí, não era pra ser um prêmio para os videoclipes?):

Os votáveis, segundo meu gosto pessoal, eram o Arnaldo Antunes e o Otto, que lançaram excelentes discos em 2009 (google it, kid) e se consolidaram ainda mais no cenário "new MPB samba rock vanguarda oi não gosto de rótulos" do pop nacional. Skank também mereceria minha atenção pela sua história, mas o último trabalho deles é tão chato que os ignorei dessa vez. Votei no Arnaldo Antunes, e provavelmente fui o único. O prêmio provavelmente irá para a Restart.

Depois, Clipe do Ano. Agora sim. DEPRESSÃO.

Votei no Mombojó por respeito à banda, que tem conteúdo, mas nem eles passariam pela minha peneira. Minhas apostas para o vencedor vão para o NX Zero ou, claro, a Restart.

Na categoria Artista Internacional, mais tristeza. Justin Bieber e Lady Gaga provavelmente devem estar disparados na frente, seguidos de perto pela Ke$ha e pelo Paramore. Eu votei na Katy Perry. Baita cantora, performer, e muito gost... ahn... encantadora. Minha rainha do pop atual.

Show do Ano: Arnaldo Antunes e Otto novamente indicados. Juntamente com NX Zero e Pitty, grandes ídolos da gurizadinha adolescente há alguns anos ("É só uma fase", penso com meus botões, "é só uma fase"). Votei no Otto pelos vídeos de shows dele no Youtube e pelo interessante Mtv Apresenta de alguns anos atrás.

A MELHOR (/sarcasmo) categoria de todas é a de Hit do Ano. Músicas assumidamente e assustadoramente chicletentas, e quase todas péssimas. NX Zero, Pitty e Restart, como sempre, devem correr na frente. Votei na baladinha meia-boca do Skank, "Noites de um Verão Qualquer", por ser a mais "suportável" das indicadas.

Na categoria Revelação, que premia, segundo o website, "a banda que surgiu e surpreendeu em 2010", não tem pra ninguém: Restart na cabeça. Votei na quase desconhecida e megatalentosa Karina Buhr, que lançou um disco com letras brilhantes e com aquele sopro de inovação que a música precisa de tempos em tempos, mesmo que não atinja o grande público. Vale a pena procurar pelas músicas dela.

A categoria Aposta Mtv, que premia os artistas com "potencial", é a mais interessante, porque nela sim, são todos desconhecidos do grande público. Dos cinco indicados, conhecia apenas a competente Apanhador Só e o grande destaque do ano na música nacional até agora: Thiago Pethit.

(Fui ao show dele no Santander Cultural, em junho deste ano. "Berlim, Texas", debut do músico paulistano, ganhou meu coração - ui - na primeira audição. Com um quê de vaudeville, dois quês de Rufus Wainwright, e uma pitada da essência pop inexplicável e dificílima de alcançar hoje em dia, Thiago Pethit refina a música comercial e merece mais destaque da crítica e da imprensa brasileira. Ponto pra Mtv por indicá-lo - a ele e aos outros concorrentes.)

Para o post não ficar mais longo e cansativo do que já deve estar (e aliás, obrigado ao leitor insistente que ainda está aí... tem alguém aí?), me poupei de votar e comentar nas categorias específicas de estilo musical, e nas categorias não-musicais. A última categoria para votação, Aposta Internacional, estava repleta de nomes muito, muito, MUITO desconhecidos. Meu voto foi pra maravilhosa Janelle Monáe, mas não comentarei sobre ela... neste post. Aguardem.

Nota-se que a Mtv ainda mantém um respeito pelos artistas que realmente merecem receber prêmios pelo seu trabalho. Músicos já consagrados, talentos das "novas gerações", que têm competência, qualidade e apresentam inovação nos seus trabalhos, são citados como indicados. Vejo isso como uma homenagem, talvez como um pedido de desculpas, já que, como escrito no início do post, a votação aberta ao público limita os vencedores quase que exclusivamente aos artistas que ficaram famosos pelo Jabá, pela grana envolvida, ou pelo famoso QI (para os leigos, "quem indica", o truque e o trocadilho mais velho da pilantragem comercial).

A MusicTelevision brasileira revolucionou a mídia no seu nascimento, há décadas, e até hoje tem alguns programas interessantes ou pelo menos passíveis de ser assistidos na sua grade. Infelizmente, como todas as emissoras de tevê, precisa ter audiência, e entra nesse círculo vicioso de lançar os artistas, torná-los famosos e depois se sustentar da imagem e da fama desses mesmos artistas.

Maaaaaaaaaaaaaaas enfim. Se, assim como eu, você também não segue os líderes das paradas pop/rock atuais e gostaria de encarar o desafio de votar no VMB, poste aqui seu comentário!

E, logicamente, se você detestou meus apontamentos e já gastou o dedo votando no Restart ou no Cine ou no Justin Bieber, que são lindos, maravilhosos, e mais importante, ainda não têm muitos pelos pubianos, proteste também. Vamos abrir a discussão.

Espero que tenham gostado. Até a próxima!

(E em breve, minha "fotchééénho" estará aqui ao lado dos "curadores" do blog! Não vejo a hora =P)

@masenfim

teatro, ácido e beatles

22 de agosto de 2010 1

A música, nossa querida e, recentemente, banalizada música. Não vive só das rádios, das compras de discos, do download, etc. Ela esta presente em tudo. No comercial das lojas de móveis, das propagandas de carros (que, alias, andam se puxando), nos filmes, nas novelas, nos elevadores, nos nossos assobios no chuveiro, no teatro, etc. E é sobre este último que eu vou falar.

Há algumas semanas, fui ver minha lindíssima, gostosíssima e tesudíssima namorada na estréia da peça "A Cantora Careca" de Ionesco. Esse fato já é de deixar qualquer marmanjo derretido. É uma coisa meio voyeur sem a parte sexual. Ver ela sendo aplaudida e provocando gargalhadas na platéia me deixou extasiado. Mas enfim, não vamos mais falar dela. Não é o principal (pelo menos para o post). Procurando referências na internet da peça apresentada pelo grupo de teatro Neelic, não vi nenhuma citação a respeito da trilha da peça. Beatles! SIM!

Alguns momentos antes de entrar na sala, o som de "Come Together" já te deixa com uma boa expectativa. Quando vê o pessoal viajando no palco, a gente começa a suspeitar da fumaça que invade a sala.

Daí a gente pula pra romanticazinha "Oh, Darling". Com a dança do casal Smith.

E, minha parte e música favorita. Não me considerem algum tipo de drogado por causa da minha preferência musical. Lucy in the Sky with Diamonds . É muito engraçada e muito bem colocada a música na peça. É uma viagem de ácido. Mas dizer isso chega a ser redundante.

Além dessas, já citadas, a gente ouve Yellow Submarine e, pra fechar, Help!. Quem quiser prestigiar pelo teatro, vá! Quem quiser prestigiar pela música, vá! Se for pelos dois, melhor! Eu sou suspeito pra falar, obvio. Mas é mais fácil vocês concordarem ou discordarem da minha (im)parcialidade vendo a peça, apreciando boa música e rindo um bocado.

Quer saber onde, quando, quanto, essas coisas todas né?
É no Gasômetro, sala 504 (por conseqüência no 5º andar, né), míseros 6 pilas pra quem levar carteira de estudante (12 pra quem não levar). Infelizmente, me atrasei pra fazer o post. A peça ficou em cartaz todos finais de semana de agosto. Nos resta esse domingo e o próximo finde. Todas as apresentações são às 20h30min. Recomendo.

(divulgação)

O elenco: Suelen Gotardo, Jordan Maia, Michel Houli, Thyandra Baldez, Karen Albrecht, Cristiane Bastos

Viva a música, viva o teatro, viva beatles e viva o áci.. quer dizer... haha

@yurilop

A (d)evolução da música

12 de agosto de 2010 1

Olá, crianças.

Meu nome é Ricardo Alves, tenho 21 anos, sou músico e estudo Letras na PUCRS. E estarei de hoje em diante neste blog pra falar, é lógico, de música. Mas enfim.

Há 43.000 anos, na Eslóvénia, foi encontrada uma flauta fabricada a partir do fêmur de um javali. "Um pouco" depois, há 36.000 anos, foi encontrada uma flauta de três buracos em uma caverna na Alemanha, feita de ossos de cisne.

Pense um pouco: há mais de 40.000 anos atrás, música já existia, mesmo que na sua forma mais primitiva. Pensou? Mesmo? Então seguiremos com a linha do tempo.

O período clássico da música erudita ocidental ocorreu entre os séculos XVIII e XIX. Dessa época surgiram Bach, Mozart e Beethoven, mais conhecidos hoje em dia por causa dos ringtones do celular da sua mãe.

Dando mais um salto na nossa rápida cronologia, para tempos bem mais atuais, as empresas de transmissões radiofônicas e televisivas descobriram que música poderia ser extremamente lucrativa. Afinal, nos anos 30, surgia um esboço do que viria a ser a guitarra elétrica. A Fender e a LesPaul surgiram nas décadas de 50 e 60.

E quatro carinhas em Liverpool fizeram da música uma mania.

Nessas décadas, além dos Beatles, tivemos Elvis, Stones, Jimi Hendrix, todos os grandes artistas da Motown (responsável pelo Soul, pelo R'n'B, e muito depois pelo Hip Hop), músicos e compositores que fizeram história, e que, guardadas as proporções, são lembrados e citados até hoje, assim como Bach, Mozart e Beethoven. Nos anos 80, nem seria preciso citar, mas tivemos Madonna e Michael Jackson, os dois grandes últimos nomes do pop. O último, talvez o maior artista pop que já existiu.

TUDO isso pra chegarmos neste ano, em 2010. Peço então aos leitores que reflitam sobre isso: o que vocês mais ouvem hoje em dia? Quais as músicas não saem das rádios nos últimos meses? São as mesmas do ano passado? Essas músicas agradam vocês? Vocês se imaginam escutando as músicas que escutam hoje daqui a uns cinco anos? Vocês escutam a mesma coisa que vocês escutavam cinco anos atrás?

Qual a trilha sonora da sua vida?

Dirijo essa reflexão especialmente aos leitores que, por ventura, sãoembalados pelo que mais toca nas rádios. Pelos "hits". Pelo que alguns chamam "modinhas". Pensem nisso. E comentem aqui, se quiserem. Vamos abrir essa reflexão nesse meu post de estreia.

Por ora, é isso. Estou aqui, como já disse, pra falar de música. Música boa, música ruim, e principalmente, músicas que EU acho boas e ruins. Não me interessa se é questão de gosto. Aqui, gosto se discutirá sim.

Até breve, gurizada. Espero que tenham gostado. Aguardo pelos comentários. Vejo vocês em breve \O

@masenfim