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Um dia

06 de julho de 2011 0

Tô terminando um livro chamado One Day, do David Nichols. Best seller na Inglaterra e blockbuster to be (o filme sai ainda esse ano com a Anne Hathaway no elenco), One Day fala, como sugere o título, do poder que um dia tem na vida de uma pessoa. Desde que comecei a lê-lo, passei a observar mais isso. Aliás, uma das passagens sobre o assunto que abrem os capítulos do livro é citação de Charles Dickens e diz assim:

"That was a memorable day to me, for it made great changes in me. But,
it is the same with any life. Imagine one selected day struck out of
it and think how different its course would have been. Pause, you who
read this, and think for a long moment of the long chain of iron or
gold, of thorns or flowers, that would never have bound you, but for
the formation of the first link on that memorable day"

Hoje, 06 de julho, é aniversário de um dos dias que mudaram o mundo. Hoje faz 54 anos que Paul e John se conheceram e, a partir daí, o rumo da música e de sua indústria mudou.
Em 2007 eu fui pra Meca, digo, Liverpool, pra dois dias de imersão no mundo da banda mais importante da história, coincidentemente (ou não), minha favorita. No meio de um passeio (que recomendo fortemente) chamado (dã) Magical Mistery Tour, passamos por uma igreja: St. Peter’s. A comunidade de Liverpool costumava comparecer a uma quermesse organizada lá e, na de 1957, a banda The Quarrymen – liderada pelo jovem John Lennon – se apresentou e foi assistida por um ainda mais novinho Paul McCartney. Depois da apresentação, Paul se apresentou a John e foi aí que começou a parceria que mudava o rumo da música para sempre.

Imagina se isso nunca tivesse acontecido. Um dia. Um fato. Um aperto de mão. E eles certamente não sabiam o tamanho daquela simples ligação, daquele link que se criava naquele instante. Não é mágico?

Vai saber quantos momentos cruciais na vida de um único indivíduo ou de toda a humanidade estão acontecendo agora. Nenhum? Inúmeros? E por quantas dessas bifurcações passamos ao longo da vida... ou de um dia. E não tem como medir naquele momento. Somente anos depois se vai conseguir ter o distanciamento necessário pra entender que aquele foi um turning point.

Cena do filme Nowhere Man, que retrata os anos de juventude de John, incluindo o primeiro encontro com Paul. Foto: divulgação.

Filosofei. Malzae.

É isso aí

30 de junho de 2011 0

Há exatos 10 anos, o rock acordou de ressaca. Depois de experimentar todo tipo de substância, cair no poço da heroína e dormir under the bridge, o rock trocou o cabelo seboso daquela balada grunge que foram os anos 90 por uma vida de menos esforço. Menos, tudo menos. Em 30 de junho de 2001, o disco mais importante da década passada era lançado e com um nome muito sugestivo: Is This It.

Pra quem achava que o último grande movimento do rock seria se jogar na destruição grunge, pra quem repetia aquele mantra CHATO E BESTA de que ele tava morrendo, uma banda de Nova Iorque - liderada por um improvável filho da moda – chegou e disse: “Agora, rock é isso aí. Engulam, se quiserem”. E todo mundo engoliu.

E, não me leve a mal, engoliu com gosto. A bateria simples, as guitarras cruas, o vocal largado... tudo mistura em um disco fácil de ouvir, que conta uma história, é perfeito pra pista sem ser afetado. O rock entrou no novo milênio preguiçoso, sem inventar muito, sem se esforçar demais. Lembrando muito a sua infância, 50 anos antes, quando a preocupação era APENAS soltar os jovens quadris oprimidos por duas gerações congeladas por guerras mundiais.

E por que o Is This It foi tão importante?

Depois desse disco de estreia dos Strokes, nenhuma banda jamais foi a mesma. Eles devolveram o rock às paradas de sucesso, às pistas de dança e aos desfiles de moda, reinventaram o movimento underground invertendo a lógica e fazendo ele estar em um patamar tão alto quanto o mainstream. Depois desse disco, tivemos uma década durante a qual era trends ser roqueiro, gente como Pete Doherty era “colunável” e as modelos mais tops do mundo frequentavam clubinhos sujos de Londres e não mais as altas rodas de Nova Iorque. Irônicamente, essa banda americana trouxe consigo a nova leva do rock inglês e começou a irreparável onda de “é legal ser diferente”, apesar de TODO MUNDO ter tentado ser como eles.

Faixa a faixa

Is This It

Faixa título. Resume bem o espírito da coisa toda: 1) um ode à preguiça: Now I'm staying here just for a while I can't think 'cause i'm just way too tired; 2) dizendo não à pasteurização das décadas anteriores: We all disagree. I think we should disagree.

Modern Age

Um pequeno raio de sol. Se a década de 90 deixou o rock obscuro e junkie, Modern Age mostra que a partir de agora, dá pra tocar guitarra sem querer enfiar uma bala na cabeça. “Oh, in the sun, sun having fun. It's in my blood I just can't help it. Don't want you here right now let me go, oh, let me go...”

Soma

É o nome da droga que aliena no 1984. É uma música sobre escolher não se alienar, não se esconder, não tentar ser como os outros. “when I saw her for the first time, lips moved as her eyes closed. Heard something in his voice and ‘I'll be there’ he says. Then he walks out. Somehow he was trying too hard to be like them”

Barely Legal

Nenhuma pretensão, ainda assim, uma das melhores (senão A) desse disco. E é essa “despretensão” que se traduz na melodia e na letra de Barely Legal.

“Drive you to work you will be on time. These little problems they're not yours and mine. Come on and listen to what I say, I've got some secrets that'll make you stay: I just want to turn you down, I just want to turn you around. Oh, you ain't never had nothing I want, but...I want it all. I just can't figure out... nothin'”

(ouve que gostosa essa versão do EP Modern Age. mais crua e tal...)

Someday

Falando em sol, essa é a música mais solar desse disco. Não há uma cara com barba por fazer ou uma boca desenhada por batom vermelho que não mostre os dentes ao ouvir isso na pista desde então e ainda dez anos depois. E essa música canta o amor moderno. As inseguranças, a efemeridade, as confusões, as pequenas vinganças pessoais... Vale acompanhar a letra toda.

In many ways, they'll miss the good old days

Someday, someday

Yeah, it hurts to say, but I want you to stay

Sometimes, sometimes

When we was young, oh man, did we have fun

Always, always

Promises, they break before they're made

Sometimes, sometimes

Oh, my ex says I'm lacking in depth

I will do my best

You say you wanna stay by my side

Darlin', your head's not right

“See, alone we stand, together we fall apart”

Yeah, I think I'll be alright

I'm working so I won't have to try so hard

Tables, they turn sometimes

Oh, someday...

No, I ain't wastin' no more time

And now my fears

They come to me in threes

So, I

Sometimes

Say, "Fate my friend,

You say the strangest things”

I find, sometimes

Oh, my ex says I'm lacking in depth

Say I will try my best

You say you wanna stand by my side

Darlin', your head's not right

See, alone we stand, together we fall apart

Yeah, I think I'll be alright

I'm working so I won't have to try so hard

Tables, they turn sometimes

Oh, someday...

I ain't wasting no more time

Alone, Together

Lembram que eu falei antes da preguiça? Essa música é muito preguiçosa.  Começa marcando um ritmo, pra não esquecer. “No choice now, it’s too late”. Chega num refrão marcado por uma bateria sempre igual, riffes também repetidos. Vocal mais jogado que em todo disco.

“He knows it's justified to kill to survive

He then in dollars makes more dead than alive

Let's suck more blood, let's run three hours a day

The world is over but I don't care”

Last Nite

Maior hino indie da década passada. Maior baba das pistas. Maior vontade de gritar “laaaaaaaaaaaaaaast niiiiite” e dançar acompanhando Fabrizio Moretti com palmas. Maior letra pós-adolescente.

Last night she said “Oh, Baby, don't feel so down” Oh, and turned me off, when I feel left out. So I, I turned around “Oh, Baby, I'm gonna be alright”. It was a great big lie 'cus I left that night, yeah. Oh, people they don't understand. No, girlfriends, they don't understand. In spaceships, they won't understand. And me, I ain't ever gonna understand”

Hard to Explain

Falando em coisas que a gente não entende – como gente que diz que vai ficar tudo bem quando, obviamente, não vai -, é difícil explicar um ponto de vista. Assim como é difícil explicar os Strokes. Típica banda que você ouve, tenta descrever e eles dizem “oh no, I’m not like that”. Deixa eles estabelecerem isso então.

“I say the right things but act the wrong way. I like it right here but I cannot stay. I watch the TV,  forget what I'm told. Well, I am too young, and they are too old. Oh, man, can't you see I'm nervous, so please pretend to be nice, so I can be mean. I miss the last bus, we take the next train. I try but you see, it's hard to explain.”

New York City Cops

Essa é a música que menos me agrada no disco todo. É repetitiva, gritada... vou pular.

Trying Your Luck

Me parece a música mais elaborada do disco. Tem mini-solo, tem evolução, tem uma letra longa e complexa. Já aponta pras próximas coisas a serem produzidas no rock a partir do Is This It. A evolução da banda já começa no fim desse disco, pra se concretizar no próximo.

Take it or Leave it

“Ó, gente... o rock agora é assim. Ame-o ou deixe-o”

O dia em que meu coração parou - mas a (o) Terra, continua

28 de junho de 2011 0

SWU é um festival de sustentabilidade? Sustenta isso então: NEIL YOUNG VEM mas não vai tocar.

Maior fuén do dia pra todo mundo que chorou (tipo eu) quando viu a carinha fofa dele no telão e teve um mini ataque cardíaco achando que Neil Young viria. Aí, eis que a organização do SWU diz “não, veja bem, o cara não vai tocar... só vai falar no Forum de Sustentabilidade”. Não era um ataque cardíaco, era uma flecha no meu coração. Tudo em prol do Planeta, claro... do Planeta Terra, que segue tendo o melhor line up do ano (a.k.a. Strokes).

Depois dessa brochada, nem o Peter Gabriel com 20 Sledgehammer em forma de pílulas azuis levantariam essa galera. Um festival que tem o Snoop Dogg como maior nome até agora merece o quê? A T4F anunciando Ringo Starr no mesmo dia pra toda a imprensa. Toma. Ficou sem as manchetes.
Não vou nem falar de terem a cara dura de apresentar o Black Eyed Peas, que é praticamente a banda do Altas Horas de tanto que a gente vê por aqui, né. E o Damian (WHO?) Marley... Ah!!! MARLEY... Megadeth, para vender os primeiros ingressos aos cabeludos e... e deu, por enquanto.

Vamos chorar, mas, ao menos, vamos chorar atualizados.

Peter Gabriel, ex-Genesis, é mais conhecido por isso aqui:

Ou isso:

Não faz nada muito relevante - ALÉM DE EXISTIR (o que, pra mim, já basta) - desde 2008, quando lançou disco de versões Scratch My Back, que contém uma versão linda de My Body is a Cage, do Arcade Fire, e uma HORROROSA de Mirrorball, do Elbow. De inéditas mesmo, o último trabalho de Gabriel é Up, de 2002. Depois teve Long Walk Home, pra um filme e esse aí dos arranjos novos que eu falei no começo.

Snoop Dogg
Eu vou deixar ele se apresentar.

Black Eyed Peas
Se você não conheceu o BEP em nenhuma das 940 mil passagens que eles fizeram pelo Brasil nos últimos anos, eu que não vou dizer... Dá uma busca no site do Kzuka aí que tem matérias bem legais.

Megadeth
(Como eu não entendo nada de metal – exceto do meu amor incondicional pelo Metallica – pedi pra minha amiga metaleira Lucilene Breier @lbreier escrever aqui)
Uma das Big 4 do trash metal, ao lado de Metallica, Slayer e Anthrax. A banda foi formada pelo guitarrista Dave Mustaine depois que ele foi expulso do Metallica - trauma que ele não superou, conforme visto em entrevista ao documentário Some Kind of Monster. Tem discos clássicos, como Killing Is My Business... and Business Is Good!, Peace Sells... but Who's Buying?, Rust in Peace e Youthanasia. Das 4 bandas criadoras e fundadoras do trash, é considerada a mais prolífica.


O Megadeth tem 12 álbuns de estúdio. O mais recente é de 2009 e chama Endgame. Teve ótima aceitação de público e crítica.
Damian Marley


Primeiro a gente pensa: Damian WHO? Aí lê MARLEY e AAAAAAAHHHH, a fumaça se dissipa (kkk) e fica claro que é outro dos 550 filhos “do homi” mais importante da história do reggae. Pouco o cara conviveu com o pai, que morreu em 81, quando Damian tinha apenas dois aninhos, mas isso não o impediu de ser – como toda a humanidade – absurdamente influenciado pelo reggae music.
Damian Marley tem três discos de estúdio, sendo o último de 2005. Recentemente, gravou com a (pausa dramática) Mariah Carey (risos).

Todas aguarda as próximas atrações do SWU. Pearl Jam (prometido no ano passado)? Sonic Youth? Bob Dylan? Justin Bieber? Quem dá mais?

30 dias, 30 músicas

21 de junho de 2011 0

Não sei exatamente como eu encontrei essa comunidade no Facebook - 30 Day Song Challenge -, mas fato é que ela propõe um desafio que me pareceu encantador: 30 dias, 30 temas, 30 músicas. Você entra lá na tab “rules” e encontra propostas diferentes pra contar coisas da vida através de música. Terminei hoje o meu desafio e achei muito divertido. Claro que eu pulei alguns dias (férias no meio do caminho, finais de semana conturbados, etc...), mas achei muito legal. Agora, vou pra segunda parte. Será que vai rolar?  Resolvi reunir todas abaixo pra entender o que se pode concluir sobre o meu gosto musical a partir desse desafio. Vejamos.

day 01 - your favorite song
É difícil escolher uma música favorita. Pra mim, a música mais perfeita do mundo é Wish You Were Here, do Pink Floyd e a letra mais linda do mundo é de Maybe I’m Amazed, do Paul McCartney. Contudo, quando eu penso na minha música favorita, não consigo ter outra na cabeça que não essa:

day 02 - your least favorite song
Eu não sei exatamente o que aconteceu na minha infância, mas algum tipo de evento muito traumático me fez odiar o Guns. Essa banda me dá nos nervos. A voz do Axl, a guitarra maldita do Slash (e aquele cabelo), a atitude, as letras, os fãs.. .grrrrrrrr E, pior que o Guns tocando qualquer coisa, é o Guns tocando essa música específica. Fora que é tema de um dos filmes mais odiáveis de todos os tempos, O Exterminador do Futuro. Blergs!

day 03 - a song that makes you happy
Talvez pela melodia, talvez pela letra. Por algum motivo, eu não consigo não abrir um sorriso quando ouço isso.

day 04 - a song that makes you sad
Quase nada me deixa mais triste que achar que eu não posso fazer uma coisa que eu quero fazer e acho que essa é um pouco a “moral da história” dessa letra. Ao menos, é como eu ouço...

day 05 - a song that reminds you of someone
Assim como o Paul perdeu um amigo que completava ele, eu também perdi metade de mim uns anos atrás. Quando foi a vez dessa música no show, quase me desmanchei chorando. Saudade dói mais que tudo nessa vida...

day 06 - a song that reminds you of somewhere
Quando eu tava morando em Londres, essa música fazia muito sucesso. Por isso, toda vez que eu a ouço, chega a me dar um frio na barriga de lembrar de caminhar por aquelas ruas frias sob o céu cinza do inverno inglês. Melhor época da vida.

day 07 - a song that reminds you of a certain event
Eu sou tão bizarra que essa música me lembra o carnaval de 2010. Quatro amigos num Celta indo tomar banho de piscina depois de uma festa às 6h da manhã.

day 08 - a song that you know all the words to
Gloria que me perdoe, eu só sei a letra da versão do Cake. Hehehe. É uma lição eu todos devemos aprender, essa de I Will Survive...

day 09 - a song that you can dance to
E dá pra NÃO dançar ao som disso?

day 10 - a song that makes you fall asleep
Eu AMO Death Cab. Eu amo o Narrow Stairs. Mas toda vez que eu quero dormir num ônibus ou num avião, é isso que toca no meu iPod.

day 11 - a song from your favorite band
Essa certamente não foi a primeira música que eu ouvi dos Beatles, mas tava no vídeo da viagem pra Disney que meu irmão fez e eu ficava voltando a fita VHS pra ouvir de novo. Sou besta? Não, cresci nos anos 90....

day 12 - a song from a band you hate
Outro grande mistério da humanidade (ah tá, jura) é o meu ódio por Belle & Sebastian.

day 13 - a song that is a guilty pleasure
Não tenho defesa pra isso. Eu simplesmente amo essa música. Nojenta, pop, anos 90, adolescente... eu sei, gente... mas eu gosto, tá? E você que come bife de fígado?!!! Blergs...

day 14 - a song that no one would expect you to love
Eu sou meio caipira. Não sei de onde eu tirei isso, mas sou. Essa casca de moderninha esconde meu amor por esse tipo de coisa aqui ó:

day 15 - a song that describes you
Fiquei super na dúvida nessa. Resolvi que, já que eu sou geminiana, mereço duas músicas.
Bob Dylan

Green Day

day 16 - a song that you used to love but now hate
Sem comentários. Sem defesa possível.

day 17 - a song that you hear often on the radio
Adoro quando coisas realmente boas fazem sucesso.

day 18 - a song that you wish you heard on the radio
Melhor música de 2011. Devia tocar de hora em hora.

day 19 - a song from your favorite álbum
Eu não sei se o Electr-o-pura do Yo La Tengo é o meu disco favorito, mas é um dos que eu mais ouvi na vida.

day 20 - a song that you listen to when you’re angry
Eu não sou uma pessoa que briga com as pessoas. Não gosto de gritar, de confusão. Eu geralmente choro ao invés de ficar braba e, em uma discussão, tenho a tendência de falar cada vez mais baixo. Mas, certamente, a coisa que eu mais digo pra mim mesma (ótimo conselho) quando to braba com alguém é: Live and let die.

day 21 - a song that you listen to when you’re happy
Eu comprei um vinil do Joe Cocker que tem essa música só pra poder ouvi-la muito alto quando to bêbada e feliz.

day 22 - a song that you listen to when you’re sad
You do it to yourself, just do. That’s what really hurts....

day 23 - a song that you want to play at your wedding
Eu não tenho noivo. Nem namorado, eu tenho. Mas o fulano que estiver esperando no altar, vai fazê-lo ao som disso:

day 24 - a song that you want to play at your funeral
Always look on the bright side of death...

day 25 - a song that makes you laugh
Nada no mundo da música pode ser mais engraçado que o Steve Tyler cantando “o cara parece uma mina...”

day 26 - a song that you can play on na instrument
Eu sei tocar duas músicas no piano. Infelizmente, não sei os nomes e, por isso, não consegui encontrar no youtube. Pra vocês verem como eu sou boa nesse negócio... #fail
day 27 - a song that you wish you could play
Quando eu era criança, eu colocava esse CD pra tocar (sim, o primeiro CD que apareceu na minha casa era do America) e ficava horas ouvindo e fingindo que tava tocando NUM TECLADO. Porque, afinal, era o início dos anos 90 e eu achava que todas as músicas tinham teclado. Malditos anos 80...

day 28 - a song that makes you feel guilty
Você tem traumas passados? Culpada.

day 29 - a song from your childhood
Simon & Garfunkel é a trilha da minha infância. O cheiro dela é de Free e a aparência é de farelo de borracha verde espalhada pelo carpete marrom.

day 30 - your favorite song at this time last year
Ano passado, nessa época, eu tava apaixonada pelas mil possibilidades que São Paulo me apresentava. Era um novo começo pela frente, uma nova cidade, uma nova vida. Eu também era apaixonada pelo que tinha deixado pra trás, pessoas, possibilidades, cheiros, gostos, caras, amores. “No I know I won’t forget you, but I’ll forget myself if this city Will forgive me”.

Dos 90: Red Hot Chili Peppers

15 de junho de 2011 3

Eu sou biscat. E meu sonho era ser groupie. Admito. É mais forte que eu (e sempre foi) olhar belos caras empunhando guitarras e querer voar pro pescoço deles. Eu amo música (quase) mais que tudo e nunca aprendi a tocar nada, portanto, venho me contentando em fazer quem sabe fazê-la... ou quem tem a ver com isso.
Definido meu background de maria-palco, você vai entender (ou imaginar) o que eu senti a primeira vez que eu vi isso:

CLARO que eu já tinha visto o vídeo de Give it Away. CLARO que sempre que eu ouvia Chili Peppers minha cabeça mexia no ritmo e meus ombros eram levados pelo grouvie máximo das ondas sonoras emitidas pelo baixo do Flea. Mas não, até 1995 (eu tinha 9 anos), eu nunca tinha prestado atenção neles desse jeito. Culpa do Dave Navarro. Ah, o Dave Navarro...
Hoje eu acho o One Hot Minute o disco “menos bom” dessa banda, mas ele foi fundamental pra colocar a pimenta no meu coração. Alguns anos depois que eu pirei com o Navarro, eu fui atrás de outras coisas do Red Hot e passei a amar muito mais o Frusciante. Não pela embalagem, lógico, mas pelo som... Aí descobri o meu favorito deles até hoje, Blood Sugar Sex Magik (sou óbvia) e, com ele, uma das músicas que eu mais amo na vida.

Aí pula mais uns anos, já pra fora da década de 90. Eu tinha 13 anos recém feitos quando o RHCP lançou o Californication. Vocês têm noção do que aquele disco faz na cabeça de um pré-adolescente? Bom, claro que têm... é só olhar o que fazem todas as bandas da minha geração (vide post de ontem da Wannabe Jalva). Eu ouvia o Californication do início ao fim até cansar quase todos os dias. E a gente ouvia junto nas festinhas, e os guris aprendiam a tocar no violão e a gente cantava... E eu assistia o Disk MTV pra ver aquele rock californiano batendo as Britney e as boy bands (que eu também curtia) da época. PIREI principalmente nesse clipe:

A minha mãe deve odiar isso até hoje de tanto que eu ouvi... e essa também:

Mas, CLARO QUE o que me levou pro Californication foi Scar Tissue, né. Ainda a minha música pra pegar a estrada.

E a revolução que foi o Red Hot Chili Peppers na versão videogame de Californication? Não vou botar o vídeo aqui senão vão dizer depois que eu coloquei o disco inteiro e não escrevi nada.
Se o Californication foi o disco da minha pré-adolescência, o By The Way se despediu da adolescência comigo e me carregou praquele limbo pré-adulto, sabe? Que você sai do colégio, começa a trabalhar, mas continua fazendo bobagem, achando que é piá? O ano de 2003, quando o By The Way saiu, eu ouvia muito rádio. Principalmente durante o tempo separado pra estudar pro vestibular – que, na verdade, eu passava dentro da piscina tomando sol e ouvindo música (oops) – isso fez a minha trilha sonora.


Esse disco tem cara de verão, pra mim. E de felicidade. O verão de 2004, logo antes de entrar na faculdade... Bah, boas lembranças... The Zephyr Song eu lembro especificamente de ver o clipe na TV do quarto da mãe, com a sacada aberta, olhando o pôr-do-sol.

Quando o Stadium Arcadium saiu, em 2006, eu já era praticamente isso que você conhece. Meio mal humorada, meio azeda da vida, difícil de agradar. Eu também já conhecia um amigão meu, com o qual dividi muitos papos sobre Chili Peppers, o Fernando Mano. Nessa época ele me apresentou os trabalhos solo do Frusciante, pelos quais eu também pirei. Os dois discos do Stadium Arcadium – e eu fico feliz que seja assim – parecem um só. Soam pra mim como uma grande faixa... uma grande história que dá pra deitar no chão e ficar ouvindo passar e imaginando. Como eu continuava uma pessoa super radiofônica, claro que a minha favorita desse disco é a mais pop, mais grudenta... daquele jeito.

E qual não é a minha surpresa que agora – que eu acho que to, finalmente, virando adulta mesmo – os caras vão lançar disco novo? Me enche o coração de alegria. E, ao contrário do que acontece com várias bandas que eu amo, eu não tenho medo dos Chili Peppers lançando disco novo. Eles sempre souberam evoluir no som que fazem sem perder a mão, sem perder a identidade e, ao mesmo tempo, sem soarem velhos ou cover de si mesmos. É mais que qualidade: é um talento. E pra poucos. É uma banda que segue viva, por isso não estraga. Natural, sem conservantes.
No que eu posso, eu vou disseminando a sementinha do mal do RHCP. Meu afilhado tem 11 anos e já é fã graças à minha insistência. Vou poder levá-lo no show dos caras que rola esse ano e isso me dá uma alegria sem tamanho. Até porque quando eles foram pra Porto Alegre, em 2002, minha mãe não me deixou ir. Faço questão de corrigir essa injustiça histórica impedindo que meu afilhado tenha essa mágoa da família dele como eu tenho da minha.
Red Hot não é unanimidade. Mas eu quero ver você segurar essa cabeça ao ouvir isso:

Menos blábláblá e mais música

14 de junho de 2011 2

Eu já falei aqui da geração do indie axé? Procurei nos posts antigos, mas acho que não. Me lembro, no entanto, de ter escrito sobre isso, mas pode muito bem ter sido em algum debate sem propósito com algum amigo mais xiita. Tá, guardemos esse assunto para mais tarde.

Eu sou uma grande fã desta geração à qual pertenço. Enquanto vocês, seus mal humorados – não vá dois posts atrás – ficam reclamando que o rock tá morrendo, eu to aqui bem feliz descobrindo cada vez mais coisas sensacionais que os nascidos na década perdida – que ironia – têm feito. Fora essa ceninha hippie/chata/vazia e aquela parte do rock gaúcho que ainda acha que alguém engole mais uma cópia de Stones ou de qualquer outra banda dos anos 60 – ou de Oasis -, acho que a galera entre os 20 e os 30 tá se saindo bem.

Me enche de orgulho ouvir coisas como a Wannabe Jalva, por exemplo. Primeiro, porque eu acho bom e, segundo, porque eu conheço os caras. Alguns deles, anyway. Um dos compositores, o Rafa Rocha, foi meu colega de Famecos e é um queridão. E é isso que a Jalva é, em algum nível: um rock queridão. Ou, como eles descrevem na página do Facebook “all ages freestyle music”.

Esse é o grande mérito dessa geração: a liberdade na hora de criar. Eles não se prendem mais a rótulos, ao que os críticos vão dizer, à resposta dos programadores de rádio. Eles fazem o que dá na telha e encontram um público pra isso.

A Jalva é um bom exemplo disso que eu to falando. Se você começar a listar referências, vai encontrar das noventistas Red Hot e Sublime às “muderrrrnas” Vampire Weekend e Animal Collective, passando (pel)o Beck e, por que não

Foto: Lucas Martins de Mello

, pelo rock mais inocente dos anos 50 e 60. É whiskey com prozac, é relaxante com alucinógeno, é praia no inverno, é a ironia de cantar problemas num ritmo alegre. É velho e é moderno. E, acima de tudo, é sem preconceito. “Olha, gente, vou pegar uma guitarra ritmada, uma linha de baixo a lá Flea, botar uma batera skapunk no fundo e uma vozinha fina, tá? E foda-se o que vocês pensam...” – eu posso ler na mente dos guris compondo.

Eles lançaram o primeiro disco (?) recentemente – Welcome to Jalva – no Facebook e num show (que eu perdi porque sou atrasada) no Beco, em Porto Alegre. Fosse você, eu não deixaria de ouvir. É pista, é divertido e tem qualidade. Tem uma sacanagem aí. Você tem que curtir a página antes de ouvir o disco todo (safados). Tá, mas, se ler esse texto serviu de alguma coisa, você vai saber que vale a pena.

Eu vou falar mais da Jalva e dessa geração tão linda e livre e fofa mais adiante na vida. Agora não, agora vou te deixar ouvir os caras.

Pra quem pediu as músicas embedadas (a @lbreier), o produtor dos caras (e meu bróderrr) @tomatemaravilha mandou. Aqui ó:

Welcome to Jalva by wannabejalva

Dos 90: Pearl Jam

13 de junho de 2011 0

O Pearl Jam é uma das minhas bandas favoritas. Aprendi a ouvir com o meu irmão e é o que nós mais dividimos até hoje. É trilha da minha adolescência e de tantas outras coisas lindas da vida.

A minha ex-colega de Kzuka e eterna amiga Marcela Donini (@marceladonini) foi a escolhida para falar dos caras. Abaixo, esse texto lindo! :)

A banda mais foda dos 90 (e dos 2000)

por Marcela Donini

Foi já na segunda metade dos 90 que eu conheci o Pearl Jam. Eu ouvia muito, pouco ligava para as letras e praticamente nada sabia sobre a banda. Não tinha nenhuma outra intenção se não sentir a música. Sentia raiva, sentia paixão, medo, euforia, sofrimento, tudo que a banda conseguia dizer mesmo sem as composições de Eddie Vedder.
Quando eu comecei a ir atrás da história da banda e a prestar atenção nas letras, descobri que os caras eram meio avessos à fama, brigaram com um monte de gente pra garantir preços justos nos ingressos dos seus shows, produziam encartes especiais dos seus álbuns - normalmente em papel -, para fuder com a única empresa que fazia as caixinhas de plástico nos EUA, eram super críticos em relação aos republicanos do seu país, daí eu virei fã. É como relacionar-se com qualquer outra obra de arte: ela pode bastar em si, ser linda de ver/ouvir, mas se há um significado além, a experiência só pode ficar mais rica.
Curto pra caramba um monte de bandas e por outras tenho todo respeito do mundo (vide Beatles). Mas eu só sou fã mesmo de Pearl Jam e Led Zeppelin. Tá, e Pink Floyd. Mas em comparação com essas duas, o Pearl Jam é a única que eu vi ao vivo, o que muda tudo.
Se eu virei fã depois de saber mais sobre a banda, eu passei a pagar pau como uma idiota (ou seja, como uma fã), depois de vê-los ao vivo no Gigantinho, em Porto Alegre, em novembro de 2005.
Deus! Foi a primeira vez que eu chorei num show. Quando eles tocaram Jeremy, caiu a ficha de que a banda daquele cabeludo com olhos de louco com o qual eu tinha sonhos eróticos (#prontofalei) e que eu ouvia no salão de festas dos meus amigos de colégio, essa banda, A banda, estava a poucos metros à minha frente.
Eles conseguiram ser mais fodas do que já eram, pra mim. O Pearl Jam manda bem demais ao vivo. Eu nunca vou exigir mais do que o Bob Dylan ou o Chico Buarque fazem: entrar no palco, sentar e tocar. É o direito deles, eles são deuses, nós somos reles fãs idiotas. Mas se um artista vai além nessa relação, demonstra respeito, interage, faz o show junto com o público, putz, daí eu pago pau mesmo.
Eddie Vedder falando em português nos shows no Brasil, set lists diferentes na turnê, apresentações com mais de duas horas, versões ao vivo de outras bandas e artistas, como Neil Young, Pink Floyd, The Who, tudo isso me faz amá-los. Tudo isso é ser honesto, fazer o que gosta e pouco se importar com o resto, só se preocupar mesmo em agradar os fãs, o que acaba sendo consequência quando um grupo se diverte no estúdio e no palco.
A banda completa 20 anos em 2011 e continua sendo uma grande banda. Os últimos três álbuns não superam os seis anteriores, mas de maneira alguma diminuem o que a banda é, especialmente ao vivo. O Pearl Jam estreou com uma obra-prima dos anos 90, o Ten, e conseguiu lançar um disco genial atrás do outro, inovando e evoluindo do grunge para estilos mais sofisticados do rock.
Isso tudo faz do Pearl Jam a BANDA MAIS FODA DA CIDADE.

Estas não são as minhas cinco músicas preferidas (eu não saberia escolher), mas são cinco marcantes pra mim:
1) Black
A primeira música de que tenho lembrança do Pearl Jam. Os amigos que me apresentaram a banda me deram de presente, no meu 19º aniversário, uma fita cassete com eles mesmos executando Black! (Nesse show, eles tão mucho locos das dorgas!)

2) Go
Música foda de 1993 e que, em 2010, continua demais!

3) Do The Evolution

O Pearl Jam não tem quase clipes (parte do protesto deles contra “o sistema”). Mas essa animação é sensacional. Agora, ouve ao vivo.


Mais massa, né?

4) Footsteps
Violão, gaita e letra de chorar no cantinho, com o coração partido.

5) Thin Air
Uma das tantas baladinhas que eu adoro! “How to be happy and true is the quest we’re taking on together”

Meu tipo de música

27 de maio de 2011 0

Ontem eu fiz aniversário. #whocares

Resolvi colocar aqui o meu tipo favorito de música. Tudo resumido abaixo. :)

#25anos sendo mais velha que meu RG...

A banda mais IGUAL A TODAS AS OUTRAS da cidade

25 de maio de 2011 24

Ai que saco. Se eu assistir mais uma versão da MALDITA Banda mais sei lá eu o que da cidade no youtube, vou fazer um plano sequência do meu arakiri. Na boa. A música é insuportável. Mais de seis minutos do mesmo refrão em vozes tediosas de hippies de boutique que cantam aquela letra sem sentido de gente feliz. GENTE FELIZ NÃO DEVIA FAZER MÚSICA!!! Alguém já leu um bom livro de gente feliz? Ou um bom filme? Não né? E outra. SEIS MINUTOS?! Só progressivo tem direito de fazer música de seis minutos. E o Led. E deu. Poder de edição, gente, aprendam com o Joe Ramone. Sua música tem que ser muito f**a pra valer mais que 2 minutos e meio do meu tempo.

Aí me chamaram de xiita, de paga p** de gringo, de bicha, maconheiro... E com certa razão. Eu raramente falo de coisas brasileiras. Mas é que, po**a, depois da Tropicália, o que REALMENTE valeu a pena no Brasil? Los Hermanos? Quatro discos muito bons. E o preço que a gente pagou por isso? Uma legião de gente chata que acha que ser playboy hippie é legal. Ai que saco.
Mas tem várias coisas que eu gosto. Mombojó, Móveis, a cena do indie Axé (Holger, The Name), os gaúchos da Cachorro, recentemente os da Dingo Bells. Só que nada disso é “bonitinho” e “facinho” pra você digerir enquanto fuma um comprado com o dinheiro do papai.

Um amigo meu me chamou no Face agora pra perguntar se eu conhecia o Filipe Catto. Aí lembrei que sim. Que ouvi o cara no Altas Horas, mas apaguei da minha memória. Quer ouvir música bonita? Voz bonita? De verdade? Ouve esse cara. É uma das melhores coisas (MESMO) que surgiram no Brasil ultimamente, só que ele não teve a manha de fazer um clipe (que tem seu mérito) em plano sequencia. Mas isso é MÚSICA, não é CINEMA, afinal...

10 razões pra você NÃO IR no show do Bob Dylan

24 de maio de 2011 0

Um dos cinco caras mais importantes da música tá fazendo 70 anos. “Naughty  naughty old man”, me disse uma velhinha inglesa, descrevendo o Bob Dylan, depois do show que assistimos no Wembley Arena, em Londres. Ela tem razão.  Naquele ano, 2007, Dylan tava fazendo a tour do Modern Times, que ele executou praticamente na íntegra durante o show. A ambientação era a pior possível: uma ilustração meio tribal no fundo do palco, o velho Dylan com um terno azul brilhante e um chapéu branco. A banda dele é REALMENTE MUITO INCRÍVEL e ele canta com aquela voz mesmo ao vivo. Tudo lindo. Mas não é um show para fracos e é por isso, amigo, que eu vou convencê-lo de NÃO IR ver o velho no SWU. Atenção.

10. Se você ama o Dylan por Like a Rolling Stone. Ele provavelmente não toque essa. E, se tocar, vai ser com um arranjo completamente diferente e você nem vai reconhecer.

9. Se você quer ir pela importância histórica. A sensação boa de “vou poder dizer que fui” vai durar 2 músicas e depois você vai achar chato.

8. Se você entrou na moda folk. O show provavelmente seja mais blues que folk.

7. Se você amou I’m Not There e quer ver essa personalidade na ativa. Ele não vai interagir. Vai entrar, tocar e ir embora.

6. Se você amou o show do Paul McCartney e acha que a vida é esse mar de rosas sempre. Não há nada mais diferente que o show do Paul que o do Dylan.

5. Se você é uma pessoa feliz. Músicas do Dylan são pra gente contida.

4. Se você gosta de música moderna. Não tem nada mais old fashioned que ele. Incluindo o Modern Times.

3. Se você vai num show pra dançar e se divertir. O maior movimento que você vai fazer lá é pra ativar o isqueiro. Pra acender o cigarro, não ouse fazer a cena ridícula das luzinhas na platéia.

2. Se você amou a versão do Guns pra Knockin’ on Heaven’s Door e odiou a do Zé Ramalho. Bom, daí eu espero que nem te vendam o ingresso.

1. Se você é daquelas pessoas que baixa todas as músicas antes do show pra poder cantar junto. Vai pra um karaokê, na boa.

Passou por todos os motivos e ainda quer ir? Parabéns!!! Você está preparado para ir a um show do velho Dylan. Agora, dez razões pra você ir, afinal, É O BOB FUCKIN’ DYLAN!!!

10. Você não vai se perdoar se não for e ele morrer logo depois. E isso é bem possível, né, ele já tá no lucro da vida.

9. Os arranjos das músicas vão ser diferentes. É uma oportunidade once in a lifetime de ver quão gênio ele é e como ele poderia, mas não virou um cover de si mesmo.

8. Ele continua lançando discos (o último é de 2009). E eles seguem sensacionais.

7. O SWU é um festival legal, apesar de tudo.

6. Vai ser a hora mais tranqüila na frente do palco. A galera que vai pra zoar não vai agüentar mais de 3 músicas do show. Portanto, só gente bacana ao seu redor.

5. As músicas do Dylan foram feitas pra serem ouvidas na cidade, mas você há de convir que deve ser bem bom estar no meio do mato com aquela gaita tocando alto.

4. Tudo o que é bom musicalmente no mundo veio a partir dele. Ele é o pai de tudo.

3. Vai ser ótimo poder discordar dos críticos no dia seguinte que, provavelmente, vão dizer “foi um show apático e sem hits”.

2. A voz dele tá exatamente igual. E a banda que toca com ele é realmente muito boa.

1. É O BOB DYLAN!!!!