
Beeshop + Pública no Na Mata Café hoje
Nem desacostuma do feriado que hoje é dia de show. O Na Mata Café (Rua da Mata, 70 - Itaim Bibi) vai ser palco de um encontro gaúcho do rock (não confundir com “rock gaúcho” pelo amor de Deus que não tem nada a ver). O Lucas (Fresno), caso você
more em Marte e ainda não saiba, tem um projeto paralelo bem diferente da banda que atraiu os holofotes do país todo. Sob o nome de Beeshop e acompanhado pela banda de apoio The Little Dogfeet, Lucas apresenta as músicas do disco que lançou em carreira solo.
Na mesma oportunidade (tipo shampoo+condicionador), você pode conferir um show de uma banda que eu já comentei aqui e faz muito sucesso lá na minha amada Porto Alegre. A Pública apresenta seu belo repertório pra galera da sua nova casa. Você deve conhecê-los de clipes e prêmios da MTV, mas, se ainda não sabe quem são, vai atrás que vale a pena. Eu já vi 720 mil shows da Pública e, posso garantir, é bem legal, os guris tocam bem e a música é bem boa. Confere aí uma entrevistinha com o Lucas e, em seguida, com o Pedro (vocal da Pública), falando do show e tudo.
NowPlaying - Apesar de ser bem diferente do seu trabalho na Fresno, o público que vai nos shows do projeto Beeshop é o mesmo? Você tinha o objetivo de chegar também nesse público? Ou tinha outra galera em mente?
Lucas - É mais ou menos o mesmo público, mas existe um pessoal que é mais especificamente fã do Beeshop. Muito fã da Fresno tá recém conhecendo esse meu trabalho, e muitos vão lá conferir, mais por curiosidade. Mas eu já sinto a formação de um público mais fiel, que realmente curte o som que tá rolando ali, que é bem diferente mesmo. O som tem uma vibração diferente, que acaba atraindo uma galera diferente. Não sei o quão intencional isso foi, mas eu tinha certeza que acabaria chamando atenção de um outro público. O que mais me impressiona é quantidade de tiozões e tiazonas que estão ouvindo Beeshop. Isso é demais mesmo, pois mostra pra mim mesmo que eu sou capaz de produzir sonoridades mais universais.
NP - Qual a sua relação com a banda Pública, que vai dividir o palco com você dia 8? Como você a apresentaria para o público que ainda não os conhece aqui em São Paulo?
L - São caras que eu conheço desde quando morava em Porto Alegre. É uma banda que tem identidade forte e um público que cresce a olhos vistos. Sem falar que eu os admiro individualmente por serem exímios músicos, o que fica evidente no projeto paralelo chamado Império da Lã, no qual eles tocam na íntegra os álbuns mais clássicos da história da música. Acho que tem a ver com o som do Beeshop e que o público deles também vai gostar das minhas músicas.
NP - Qual o maior objetivo desse projeto Beeshop? Você pretende que ele fique grande, como a Fresno, ou é mais para “se divertir”?
L - Eu não conseguiria lidar com duas coisas da magnitude da Fresno. Me faltaria tempo, disposição e saúde. O Beeshop é um trampo complementar, mas que eu faço com muito amor e dedicação, pois sinto que cada vez mais pessoas vão conhecer essas músicas e se identificarem de alguma forma. Mas eu deixo crescer naturalmente, e tenho uma postura bem relax em relação às minhas ambições.
NP - O que a galera que vai no show do dia 8 deve esperar?
L - Será a segunda vez que me apresentarei em SP junto com a banda que me acompanha, que são os The Little DogFeet. A formação tá mais redonda e ensaiada, e o repertório, mais rico. A gente vai tocar praticamente o disco todo, além de uma ou outra surpresa pra galera. E sempre tem um pedido que a gente resolve atender na hora.
NowPlaying - Como você apresentaria a Pública, pro público que ainda não conhece aqui de São Paulo? como uma banda de rock, criada em porto alegre, com características do britpop, indie e pop mundial. cantamos em português e damos muita ênfase a melodia. já fomos indicados algumas vezes ao VMB/MTV e ganhamos ano passado como melhor banda de rock alternativo.
Pedro - Que tipo de ligação você vê entre o projeto do Lucas, o Beeshop, e a Pública? olha, este projeto do lucas é um lance bem pop, com referências de keene, coldplay, e por aí vai. ele usa bastante piano, que é um instrumento bem característico da pública. então acho que neste quesito as bandas se aproximam.
NP - Essa fase nova da Pública, morando aqui em São Paulo, tá mexendo com o trabalho criativo de vocês? De que forma?
P - sim, está mexendo. temos ensaiado todos os dias as músicas do próximo disco. deixei para compor algumas letras aqui em sp, para pegar um clima da cidade, das pessoas, relacionamentos. e agora estamos totalmente dedicados a pública, vivendo da banda, o que é uma experiência inédita pra gente.
NP - O que a galera que vai nesse show do dia 8 pode esperar da Pública?
P - Pode esperar uma banda no auge, tocando como nunca e com muita vontade de estar num palco.
NP - Vocês têm mais algum show já agendado aqui em São Paulo? E em Porto Alegre?
P - sim, temos shows dias 17 e 18 deste mês aqui em sp. porto alegre tocaremos pela primeira vez depois da mudança no dia 9 de setembro. saimos do show com o beeshop direto pra guarulhos. quer coisa melhor!?