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Posts com a tag "Guns N’ Roses 25 anos"

Izzy, a alma do Guns

20 de julho de 2012 0

Foto: Divulgação

O Guns N’ Roses não acabou em 1996, com a saída de Slash. A saída do cabeludo crespo foi o ápice da ruína que começou em 1991, após Izzy Stradlin abandonar o barco. Izzy cansou. Ele foi o primeiro cara da banda a abandonar as drogas, destoava de todo o resto do grupo. Inclusive de seu velho amigo Axl Rose, que também estava calmo com relação aos entorpecentes.

Izzy era o principal compositor e arranjador do GN’R. De 1985 a 1991 o grupo lançou três álbuns, sendo o Use Your Illusion I e II, duplo. Então calculamos e chegamos a um resultado de seis discos. O Guns teve um total de 50 músicas, sendo 25 com participação ou composição de Izzy.

A ascensão meteórica e o status de maior banda do mundo não empolgavam mais Izzy, que colocou sua viola no saco, embarcou em uma Kombi e saiu viajando pelo mundo. Lançou 10 discos e vive em seu mundo. Vez que outra aparece em um show do velho amigo Axl Rose e o trem fantasma que o vocalista chama de Guns N’ Roses.

A saída de Izzy representou a morte do Guns N’ Roses. Gilby Clark era um cara carismático em cima do palco. Mais do que Izzy até. Mas nunca conseguiu acompanhar o ritmo de composição de Slash, Duff e Axl. Para falar a verdade, o vocalista nem queria alguém com tamanho talento. Quanto mais composições ele estivesse em seu domínio, mais grana ganharia. E Axl Rose sempre esteve na música pelo dinheiro e ego. Totalmente ao contrário de seu velho amigo Izzy Stradlin, a alma do Guns N’ Roses.

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Steven Adler x Matt Sorum: quem foi o melhor?

19 de julho de 2012 3

Em qualquer banda que tenha um músico substituído sempre surgirá a pergunta de quem foi melhor: A ou B? Foi assim com o AC/DC e o eterno debate em volta dos nomes de Bon Scott e Brian Johnson. No Guns N’ Roses a polêmica girou em torno de Steven Adler e Matt Sorum.

Foto: Reprodução

Matt Sorum, Steven Adler, Duff McKagan e Slash antes da cerimônia do Hall da Fama do Rock

Steven Adler fez parte da formação que impulsionou o Guns N’ Roses ao mundo. Era um cara das ruas, que cresceu na loucura das drogas de Los Angeles. Adler ditava o tom humorado da banda, sempre sorrindo nas apresentações. Impossível esquecer sua atuação no show do Ritz, em 1988. Foi seu grande momento na banda. Mas o sorriso de Adler era explicado por estar sempre fora da casa. Suas apresentações a base de muita droga começaram a enfraquecer o desempenho do Guns e isso foi quase um vexame na apresentação do Farm Aid, em 1990. Alguns meses após a fatídica apresentação, Adler foi demitido do Guns N’ Roses. Um choque para os fãs. O que aconteceria com a banda?


Civil War nunca seria um clássico nas baquetas de Steven Adler

Matt Sorum, deixou as baquetas do The Cult e atendeu ao pedido dos músicos do GN’R para se juntar ao grupo. Sorum é extremamente técnico e encarou a bronca de gravar as músicas de Use Your Illusion I e II. Fez sua estreia no Brasil, durante o Rock in Rio II. Caiu nas graças do público. Matt não tinha a sutileza de Adler, mas tinha um punch que a banda precisava. É impossível imaginar Steven Adler tocando November Rain, Estranged ou You Could Be Mine.

Matt Sorum em alto nível em uma das melhores músicas do Guns N' Roses: You Could Be Mine

Em compensação, o Guns N’ Roses começou a morrer com a saída de Adler. Isso se concretizaria com a saída de Izzy Stradlin, a verdadeira alma do Guns N’Roses. Steven Adler é o mesmo cara dos anos 1980: maluco, drogado, mas é o último suspiro do que a banda foi um dia. Se diz injustiçado por ser tirado da banda e tenta de todas as maneiras levar algum com a fama de Appetite For Destruction. Criou uma banda chamada Adler’s Appetite e escreveu um livro chamado My Appetite For Destruction. Sua consagração final veio com o show do Hall da Fama do Rock. Adler se libertou. É o melhor para ele. É o melhor para a memória do Guns N’ Roses.

Resumindo: Matt Sorum foi, é, e sempre será melhor que Steven Adler. Mas que Adler é uma figuraça, ninguém pode negar. Basta ver o que ele fez durante uma apresentação do Slash no mesmo dia em que o guitarrista teve seu nome gravado na Calçada da Fama de Hollywood. A atitude de Slash mostra o carinho que os membros antigos tem com Steven Adler. Ele tem problemas. E bom amigo é aquele que sabe disso e não se importa. Slash deu uma aula de humildade. E amizade. Quando o vídeo chegar em 1 minuto você entenderá.

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O genial Duff

18 de julho de 2012 3

Fotos: Reprodução

Duff sempre foi a figura simpática do Guns N’ Roses. Com suas características musicais deu a alma punk para a banda. As bebedeiras renderam ao baixista o apelido de “Rei da Cerveja” e posteriormente a “homenagem” em Os Simpsons com a bebida favorita de Homer.

Um cara inteligente, Duff é da mesma linha de Slash: não parou no tempo. Sempre esteve envolvido em bons projetos musicais e escreveu sobre economia para a Playboy americana. Mantém colunas em alguns jornais sobre esportes, uma de suas grandes paixões.

Quando a banda começou a se esfacelar, Duff era o fio condutor entre Axl e Slash. Tentou de todas as maneiras fazer com que as coisas acontecessem. Isso não traumatizou o cara. Virou pai de família, ao lado de Slash criou o Velvet Revolver e caiu na estrada novamente. Duff escolheu ser feliz e esquecer o circo dos horrores que foi o final do Guns N’ Roses. Ele é o único dos cinco músicos que é amigo dos outros quatro fundadores, incluindo Axl Rose, com quem fez algumas participações. Sua banda Loaded abriu alguns concertos do GN’R em 2011 e ano passado esteve em Porto Alegre. Um show para pouco mais de 500 pessoas. Muitos se frustrariam, mas não o Duff. Curtiu e deu alma ao espetáculo como se em sua frente estivessem 200 mil pessoas. Foi um grande show de rock n’ roll. Emocionante!

A genialidade de Duff passa por suas incríveis linhas de baixo e por seu trato com fãs e colegas de trabalho. Não bebe mais e confessou que jamais imaginou subir ao palco sem estar embriagado ou drogado. Aprendeu a lidar com isso e vive com genialidade os tempos atuais. Vive de maneira simples, na estrada, como um rockstar deve fazer.  Duff McKagan é um grande cara.

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Axl x Slash: quem venceu a guerra?

17 de julho de 2012 4

Fotos: Reprodução e Divulgação

No início dos anos 1990 nem o mais pessimista fã do Guns N’ Roses poderia imaginar que a banda acabaria com cada um indo para o seu lado. Talvez as pessoas esperassem que algum integrante fosse encontrado morto por overdose ou preso por arruaças. Porém, a briga mais contundente é uma das mais emblemáticas da história do rock. A parceria entre a dupla que rendeu ao Guns N’ Roses seus melhores momentos. Mas, em toda a guerra existem mortos, feridos e vencedores.

Slash


Saiu do Guns N’ Roses oficialmente em 1996. Em 1995, lançou seu primeiro trabalho solo com músicas que seriam para o Guns. A demora de Axl Rose incomodou o guitarrista que preferiu jogar as músicas no mercado com o disco It's Five O'Clock Somewhere em um projeto paralelo chamado Slash’s Snakepit. No ano de 2000 surge o segundo disco do SS, Ain't Life Grand.

O ano de 2002 foi especial para Slash, que, ao lado de Duff e Matt Sorum (ex-Guns N’ Roses) e Scott Weiland (Stone Temple Pilots), lançou o Velvet Revolver. O grupo caiu nas graças do público e crítica. Existia uma áurea de Guns N’ Roses no ar. Em 2008, o VR entrou em stand by, Slash não se aquietou e seguiu com a ideia de criar seu projeto próprio. Foi quando em 2010 lançou o disco com seu nome. O álbum trouxe nomes como Fergie, Ozzy Osbourne, Chris Cornell e Myles Kennedy, que viria a ser seu frontman em turnês. A relação entre Slash e Kennedy rendeu o ótimo álbum Appocalyptic Love.

Fora dos seus domínios, Slash fez parcerias com lendas da música pop, como Michael Jackson, Black Eyed Peas e Rihanna. Slash é jogo de vídeo game, possui aplicativos para iPhone e segue fazendo turnês com músicas novas e clássicas.

Em 2011, o solo de Sweet Child O’ Mine foi eleito o melhor da história do rock e este ano entrou para o Hall da Fama do Rock com o Guns N’ Roses e teve seu nome imortalizado na Calçada da Fama de Hollywood.

Axl Rose


Axl Rose é o último rockstar. Qualquer um que veio depois dele é um garoto inocente. Porém, o vocalista do Guns N’ Roses parou no tempo. O cara sempre foi de trato difícil e muito da fama dada a banda e o ranço por parte da imprensa e público se deve a ele. Sua própria genialidade é jogada contra ele.

Durante anos Axl prometeu um disco aos fãs. Criou diversas formações e nenhuma teve o carisma da clássica. Teve tentativas desesperadas como a regravação de Sweet Child O’ Mine, em 1999. Axl perdeu a mão, virou motivo de piada e viveu em um exílio criado por ele mesmo.

Em 2008, 14 anos após o lançamento de um disco, Axl apresenta ao mundo Chinese Democracy. Um bom disco de rock. Existem músicas nele que estariam facilmente em um dos Illusion’s. São os casos de Street of Dreams e This I Love. O problema do álbum foi o tempo. Seria um grande disco de rock se fosse lançado em 1995, talvez 1996. As batidas eletrônicas muito utilizadas eram modernas para os anos 90 e defasadas para os anos 2000.

No ano de 2010, durante a turnê de Chinese Democracy, Axl teve alguns lampejos de que poderia ser o cantor que era capaz de cantar docemente como um amante e violentamente como um assassino na mesma música. Ele segue pilotando o navio fantasma que chama de Guns N’ Roses. Vive a figura do mito vivo, caindo pelos cantos.

Foi a escolha que ele fez. Acreditar que ele é o Guns N’ Roses. No auge de sua loucura ele esqueceu que o grande trunfo da banda era a união daqueles cinco malucos, criados nas ruas de Hollywood, traficando drogas e dormindo com putas. Axl envelheceu dignamente para um homem de 50 anos. Mas envelheceu sozinho. Nem o público acredita em sua capacidade. Os shows lotam na esperança de momentos de genialidade, que sabemos que podem brotar a qualquer momento. Músicas novas nas rádios, shows para 200 mil pessoas, status de maior banda de rock do mundo? Nunca mais.

Com as situações apresentadas acima, fica claro que quem venceu a guerra foi Slash. Um homem que não parou no tempo e não vive em um mundo de faz de conta. Ninguém tira os méritos de Axl Rose. Ele sempre terá sua parcela na história do rock. Porém, hoje ele é o zumbi do rock n’ roll.

Especial Guns N' Roses - 25 anos de Appetite For Destruction

Amanhã:

O genial Duff

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As músicas que as rádios esqueceram

16 de julho de 2012 2

Foto: Reprodução

Duff McKagan, Gilby Clark, Axl Rose, Slash, Dizzy Reed e Matt Sorum. Essa era a formação durante a turnê Use Your Illusion, que, na época, impulsionou o Guns N' Roses ao status de maior banda do planeta

Em sete anos de turnê com a formação clássica da banda, o Guns N' Roses transformou-se em uma fábrica de hits. Dezenas de músicas invadiram as rádios e viraram grandes clássicos do rock n' roll. Porém, nem todas tiveram êxito radiofônico. No primeiro capítulo do Especial Guns N' Roses - 25 anos de Appetite For Destruction, algumas músicas que são excelentes, mas desconhecidas do grande público. É importante perceber a versatilidade da banda que conseguia ir do punk ao hard rock com extrema facilidade.

Out ta get me, de Appetite for Destruction

Reckless Life, de GN'R Lies

Dust N' Bones, de Use Your Illusion I

You ain't the first, de Use Your Illusion I

Dead Horse, de Use Your Illusion I

14 years, de Use Your Illusion II

So fine, de Use Your Illusion II

Estranged, de Use Your Illusion II

Especial Guns N' Roses - 25 anos de Appetite For Destruction

Amanhã - Axl x Slash: quem venceu a guerra?

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